Post pronto

Não costumo publicar coisas prontas por aqui.
Prefiro eu mesmo bolar minhas merdas. Mas hoje, abro uma exceção.

Pablo, brodi, me manda o seguinte e-mail:
“Post pronto, mas achei sacanagem, seu blog merece mais do que o meu.
Bom dia.”

Traduzindo: ele recebeu um e-mail, ia publicar no blog dele, mas abriu mão e me cedeu. Este, sim, é um gesto de grandeza moral. Eu jamais faria o mesmo e cederia post algum pra ninguém, até porque, de verdade, eu quero que todos os blogs morram e só sobre o meu.

No entanto, não estamos falando aqui de minhas limitações morais. Vamos ao post.

E é mentira dizer que este blog merece mais que o dele: ele compartilha comigo esse horror, essa ojeriza a gente pobre.

Enjoy (com pequenos comentários meus):

O rico e o pobre deram uma chegadinha na zona do meretrício local.
(Em bom português: num brega, num puteiro, numa casa de tolerância, num estabelecimento que utiliza lâmpadas coloridas e onde mocinhas com nomes singelos – Bianca, Samantha, Sabrina – trocar favores fodetivos copulatórios por dinheiro).

O rico pediu uma garrafa de champagne francês Don Perignon e, também, a mulher mais gostosa e cara daquela zona.
(Eu sei como é isso. Bons tempos em que tinha conta no brega…)

Arrancou as roupas da puta e, com ela em pé,  derramou champagne no reguinho formado pelos seios dela e tomou todo o líquido lá embaixo, na xavasca,…..e fez uma saudação dizendo:
- O dinheiro é justamente para me dar esse tipo de prazer !!!

(Veja você, jovem leitor ainda não habituado às artes do precesso fodetivo-copulatório com Sabrinas e Biancas: Tá lá a mocinha, um frio danado, o ar-condicionado no talo, e vem um senhor de rola mole e joga uma champanhota em sua xoxota — rimou. Depois dizem que puta tem vida fácil)

O pobre viu aquilo e pediu uma dose de Caninha Tatuzinho e, em seguida, pediu a mulher mais barata da zona e, logicamente, a mais feia.
(Romantismo em tempos de crise – versão puteiro)

Tirou a roupa da puta, virou-a de costas e derramou a cachaça nas costas da mesma e, com a boca no ruscutufo (oi?) dela, tomou toda a pinga que escorria e saudou dizendo:
- Pobre tem que tomar no cu mesmo!!!
(Mim concorda! Great Success!)

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Mamilis entende de música

- Meu filho, antes eu tinha um pouquinho de dificuldade, todo artista soava igual, mas agora, depois de tanto ouvir, eu conheço com extrema facilidade qualquer música de Stevie Wonder.
- Joia, mãe, mas tá tocando Ben Harper.
- Ah.

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Let it beard!

Daí que acordei me achando gato, resolvi parar de fazer a barba pra quebrar um pouco o protocolo.

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Suzana Vieira, a padroeira dos apertadores de botão


Um ensaio fotográfico de Suzana Vieira gera a contratação de, pleo menos, uns dois designers e uns cinco estagiários.
Dizem que o computador que tratou essas fotos fumaçou.
Photoshop pediu penico depois disso.

Vi no sagrado catarro.

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Menino lambiquento

Puta, eu tô numa impaciência hoje, malandragem.
Uns trabalhinho modafoca do cacete e os caráio de asa.
E meu nariz permanece escorrendo igual eu fosse menino pequeno.

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Lista de natal…

Detesto gente que segue modinha.
Puta merda, não dá. Não dá, cara.

Detesto gente que fala pegando.
Se eu, inteiro, fosse uma caceta, vocêe iria pensar duas vezes antes de ficar conversando comigo me alisando.

Detesto gente que responde suas perguntas como se fosse um esforço enorme te fazer um favor.
Mete seu favor no cu, por favor.

Detesto gente que precisa “conversar sobre seu dia”.
Vivemos todos merdas suficientes todos os dias. É realmente necessário que carreguemos nossos fardos e os alheios?

Detesto gente que vive mentiras.
Já é suficientemente grave viver para que gastemos tempo com as coisas que não são.
Para quem, como eu, crê que tudo acaba em 50 ou 60 anos, não há tempo a perder com o cultivo de coisas não-absolutamente fodásticas.

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Ex-quadrilha da fumaça.

Eu fumo. É degradante, muitos acham.

Fodam-se.

Não fumo em ambiente fechado, não fumo em restaurante e não fumo perto de gente que não fuma, logo o problema é só meu.

Isto posto, vamos ao post.

Pra quem não sabe, minha empresa fica num prédio aqui na região do Cidadela, em Salvador.
E um prédio é uma selva. Sempre. Invariavelmente pessoas passam a conhecer pessoas que conhecem pessoas e…
Ah, você entendeu.

Daí que tem uma agência (outra, não a minha) que funciona aqui no sexto andar e aí, entre um almoço e outro, acabei conhecendo o pessoal, os sócios e o coroa do financeiro. A galera é gente fina, a agência dos caras se chama Grandesign e a gente aqui da CDLJ tem uma boa relação de camaradagem com a galera de cima.

Só que o coroa do financeiro é uma figura fantástica (sempre no financeiro é um coroa, né? impressionante…). Chama Newton, mas se auto-intitula Newtão, anda de suspensório e camisa pólo, usa uma bengala (acidente de moto nos tempos de miserê) e fala muita putaria. É o coroa que eu acho que serei se a cirrose não me pegar antes: cheio de arranhões da vida putarística e de reggae, mas ainda legal. Logo, direto a gente termina de almoçar e bate um papo, dá umas risadas pra destilar o rango e tal. Gente fina.

Um belo dia Newtão sumiu. Parou de almoçar no restaurante que fica aqui embaixo do prédio.
Aí, não lembro porque, almocei e fui pro segundo andar, que tem um estacionamento e é o lugar onde todos os fumantes do prédio se encontram (normalmente fumando e olhando pro horizonte e evitando grandes conversas ou falando sobre alguma coisa séria e particular no telefone celular, coisas que não podem/devem ser discutidas dentro dos escritórios por serem pessoais). Newtão tava sentado na cadeira de Salsicha (salsicha é segurança do estacionamento), perto da guarita, trocando uma idéia com juscelino (misto de porteiro, lavador de carro e tudo o mais do prédio).

Daí cheguei na galera e Newtão tava fumando um charuto. Começamos a conversar sobre o assunto. Eu adoro esses pequenos vícios: charutos e vinhos e conhaques e essas coisas. Vinho então, nem, se fala: estudo, compro livro e os caralho de asa. Curiosidade, como muitos sabem, é meu pior defeito (se não me falha a memória). Daí começamos a conversar, ele me ofereceu um charuto bacana (levei pra casa e tal) e ficamos falando de conhaques e coisas do tipo. Dava pra ver que ele ficou feliz pra cacete, contando histórias do arco da velha, quando ele ainda era um garoto no Rio e cigarro só importado e tal…

Assim: acho que a patrulha do politicamente correto fica tão “karma police” em cima dessas coisas que eu imagino que devia ter uns duzentos anos que o Newtão não conversava sobre vinhos, charutos e coisas assim. Tipo, imagino ele conversando com outra pessoa sobre o assunto e aí alguém vira e fala “mas Newton, cuidado: você já tá coroa, teve um piripaque no coração, contiunua fumando…”

Ou ainda “Newton, beber conhaque, na sua idade? porque você não faz um cooper ou coisa assim?”

Sacou?

Nada contra o cooper ou contra a vida saudável ou essas coisas todas. Mas a patrulha do politicamente correto fez com que as pessoas parassem de valorizar o prazer de um bom conhaque, entende? O prazer, inegável, por mais que faça mal, de acender um bom charuto. E só fala desse lado da história.

Tem um livro, do Francesce Petit, publicitário e sócio da DPZ (uma das maiores agências do país) em que ele fala sobre como o cigarro e o ato de fumar antes tinham uma mística diferente, hoje é tudo muito tecnológico, certinho. Mais ou menos assim: como fumar faz mal, é absolutamente proibido se discutir abertamente sobre o fato de que fumar é gostoso, sim, porra, vai dizer que não é?

Mas voltando ao Newtão: conversamos nesse dia e em ouitros mais sobre o assunto, sobre bons conhaques espanhóis (adoro) e coisas do gênero. Daí um dia ele ligou aqui pra agência:

- E aí, jorjão, firmeza? (ele é todo cariocão)
- Beleza, mestree, tudo joinha?
- Tudo Jóia. Olha só, o irmão da minha esposa tá trazendo umas caixas de charutos do Rio, só coisa fina, cara, você tem que ver. Quer que mande encomendar uma caixa?
- Pô, newtão, sucesso. Mas, tipo, como é, tem que pagar agora?
- Não rapaz, dá uns 50 reais, você me dá na semana que vem, tá tudo limpeza.
- Ih, bicho, semana que vem tá ruim pra mim. Deixa pra próxima.
- Mas rapaz, vai perder: coisa de qualidade, jorjão, tem que ver: tem uns rústicos assim e assado e uns outros patati-patatá. Quer qual?
- Ah meu velho, decida aí, você já experimentou os dois?
- Então vou comprar aqui uma caixa do tipo tal
- Não, man, olhe só: deixe pra outra oportunidade, semana que vem vai me apertar e não quero me comprometer com um treco pra não cumprir.
- Você que sabe. Abração!
- Abraço, jovem!

Dois dias depois ele me liga:
- E aí, não vem pegar a caixa não?
- Que caixa, newtão?
- Comprei aqui, rapá, vem pegar a parada! Coisa fina!
- Oxente, velho, não vou ter grana pra pagar na semana que vem e tal
- Relaxe, você me paga quando tiver: oportunidade assim não dá pra passar: vem pegar e depois acerta.

Achei bacana isso. Devo pegar a parada amanhã: se alguém tiver a fim de bater esse conhaque com um charuto joinha no findi, tá convidado!

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