Fernanda Young na Veja
A entrevista dela ficou bem bacana. Parece um personagem (em certa medida é) mas eu imagino que não seja. Eu me sinto muito igual àquele monte de atrocidades que ela escreveu.
A diferença é que eu fui criado com medo de morrer pobre e fracassado (thanx, daddy).
Daí que a melhor definição pra mim é:
Uma dose generosa de Fernanda Young.
Duas partes de Yuppie deslumbrado de terno e sapato de bico quadrado.
Cachaça, cerveja e destilados a la vonté. Cigarros idem.
Pitadas de auto-indulgência e um instintinho de auto-destrutividade pra gratinar.
Mas sobretudo os sapatos de bico quadrado.
Tem dias que eu acordo querendo ser Christian Bale em Psicopata americano, Michael Douglas em Um dia de fúria, Amélie Poulain e Charles Bukowski. Principalmente Bukowski.
Henri Chinaski.
Duas pastilhas de alka-seltzer, uma boa dose de whisky Jack Daniels com água e um pack de cerveja tuborg. Só muda que Bukowski devia fumar Marlboro, e eu fumo Camel. No resto é o supra-sumo da felicidade. E uma máquina de escrever. Elétrica pra não fazer força. E gente disposta a pagar meus vícios em trocar de um ou dois generosos nacos de minha carne em forma de textos auto-referenciados e, de certo modo, auto-depreciativos.
Daí eu lembro que jamais moraria num muquifo mosqueiro e que meu pai foi bastante eficaz em condicionar meu cérebro para que eu associasse o fracasso financeiro ao fracasso ddo ser humano como um todo (once again, thanx daddy) e morro de medo de ser pobre. Aí pego na viola e vou pra agência. Mas tem dias que complica viver esse monte de coisas esquizofrênicas.
Tô precisando descansar.
zzz.
Acordar cedo faz um mal pro texto fodido. Ou um mal fodido pro texto. Relevem.
Eu sou legal.
(já falei antes nesse blog sobre o supra-sumo da felicidade, né? ah, sim. Pra você ver como o assunto é recorrente em minha cabeça)

