Soulmates

Minha irmã, Manuella, garimpou essa linda música do meu beatle preferido, no blog dela.

Emocionei.

O clipe também é uma graça, repleto daquela melancolia em super 8 que é a cara daquilo que eu sei que ela sente. Paul e sua filhinha, naquele style chique-que-só da Ilha de Wight (if it´s not too dear…).

Maybe i´m amazed the way i really need you.

Viemos da mesma árvore.
A fruta nunca cai muito longe do pé.

Hoje que estou todo amoroso, vai também um acepipe sonoro para Lilia, aniversariante de ontem e uma amiga bacana e que faz parte da lista vip do grande camarote de puteiro que é o meu coração.

Não é George sozinho, mas Ain´t she sweet é perfeita na mensagem (ela é um doce, não?) e George tocando ukelele – apesar de ela já ter visto este vídeo umas DUZENTAS MIL vezes – é demais.

E somos soulmates nessa obsessão beatlemaníaca. Desculpa esfarrapada pra meter mais beatles no blog, mas tá valendo.

Dando mais uma volta no parafuso da amorosidade (não se acostumem), uma epifania.

Nunca gostei de keane.
Daí hoje ouvi essa música e emocionei.

Não é fantástico que haja lugares onde só algumas pessoas possam nos levar?
Eu acho que é disto que trata a canção.

Ou talvez seja sobre outras coisas.
Muitas vezes, aquilo que não está dito diz mais do que todas as palavras.

Eita que começaram a pousar moscas de tanta melosidade e doçura neste post.
Quem sofre é este blog, que viaja, no intervalo entre dois posts, da mais pura escatologia para epifanias e coisas do gênero.

Bipolaridade mandou lembrança e tal e coisa.

15/06/10 | Veja mais , | 8 comentários;

Apetitosa

Acho a Nigella super sexy. Parece uma pin-up cozinheira.
Mas o melhor na Nigella é o sotaque inglês.

Mulher tem que ter carne. Quem gosta de 0sso é cachorro.

25/12/09 | Veja mais | 2 comentários;

Estilo era isso, ó.

Eu ADORAVA essa propaganda.
O estilo era o que havia de mais moderno, lembra?

Isso é um sinal de que nós, que nos achamos muito sofisticados e porretas, vamos todos virar bregas no futuro.

17/07/09 | Veja mais | 6 comentários;

Revolução de sofá

O povo no twitter agora tá enchendo os kibas.
Todo tweet tem a tag #forasarney.
Toda fotinha dos cornos é em duotone de verde, em “solidariedade” pelas eleições do Irã.

É a revolução de Sofá.
Ninguém faz porra nenhuma e, assim, tranquiliza a consciência.
À merda.

Eu tô, deliberadamente, por fora do lance do Sarney.
Enchi o saco de notícias de política.
Por um tempo, que depois eu sou descarado e volto a ler e me indignar.

Quando aparece algo meramente ligado a Brasília, eu saio do site, mudo de canal, viro a página do jornal. Daí que não sei o que tá rolando.

Nessa, quase me fodi e fiquei sem saber que Paul McCartney vai dar uma pinta em Banânia no niver de Brasília ano que vem.

Pausa para minha estupefação.


Isso sim é uma notícia que me aflige.
Porque o povo do twitter não se aflige com isso?

Eu tô tenso.
Até abril do ano que vem, todos os meus movimentos serão pensados e calculados no sentindo de estar lá pra ver Paul McCartney cantar meia dúzias de cançonetas.

She was just seventeen, and you know what I mean.
Essa frase de I Saw her Standing There vale por todas as notícias não-lidas do Sarney.
E eu ia ficar sem saber disso.

Tudo por culpa de um escândalo de corrupção que eu decidi fingir que não está acontecendo.
Mas deve ter grana desviada, parente contratado e uma brutal violação dos direitos da sociedade.
É por aí, né?

***

Eu nunca fui de esquerda.
E, se fosse adolescente de novo, hoje, aí é que não seria MESMO.
Esse governo é a maior ladroagem institucionalizada desde o Império.

E, por falar em coisas antigas, voltemos à minha adolescência.
Era de grêmio e essas porra toda pra pegar mulher e fazer festa e tomar cachaça.

Pode torcer o biquinho.

Vim de família pobre, daí que meu pai não tomou porrada de polícia na ditadura e eu não pintei cara pra tirar Collor do poder, nem nada disso.

Meu pai trabalhava de boy, provavelmente, enquanto o povo de esquerda, que hoje mama nas tetas dos impostos que eu me fodo pra pagar, tava tomando petelecos dos meganhas.
E isso é o que está no cerne de minha personalidade.
Eu tinha (tenho) pressa de tirar o pé da lama.

Gente pobre pensa em ganhar dinheiro, de maneira honesta, pensa em trabalhar, em virar noite, essas coisas irrelevantes, que não ficam bem em discurso de comunista.

Hoje, que sou bem-sucedido e ganho rios de dinheiro e circulo entre as camadas mais altas da população comendo carpaccio e transando com modeletes, pouco mudou.
Minha porção yuppie deslumbrado agora me faz pensar em aumentar minha empresa pra ser ainda mais rico e bem-sucedido e comer modeletes ainda mais novas.

Não sou um cara partidário da sociedade.
Até porque, na moral, eu quero mais é que a sociedade se foda no geral e no específico.

Se, algum dia, estourar uma revolução comunista, eu sambo.
O paredão, sem apelação.
Balas de fuzil em troca de meu sofá de grife.

Mas voltemos ao que interessa. Este é um post quase sério.
Tanta coisa mais importante que nego poderia, de fato, fazer, pra mudar o estado geral das coisas, ao invés de ficar posando com camiseta do Che.

Parar de fumar maconha, por exemplo.
Se todos os maconheiros do twitter pararem de fumar maconha, a demanda cai, marginal vai ficar sem grana e a polícia, com dois ou três petelecos, acaba com o crime.
A gente vira Suécia.

Viu como eu tenho a solução pros problemas do país?

Outra coisa era parar de comprar DVD pirata, de querer tirar vantagem em tudo, de pagar caixinha pra guarda de trânsito…

Pensando bem, eu acabo de descobrir porque esse lance do Senado não consegue me tirar da apatia e me interessar.
No fundo, no fundo, a sociedade brasileira não pdoeria estar melhor representada, no melh0or sentido que a palavra representação pode ter nessa existência.

30/06/09 | Veja mais | 13 comentários;

Dez músicas que arrepiam

As – Stevie Wonder
A música é linda que dói. Mas a letra consegue ser melhor ainda.

As around the sun the earth knows she’s revolving
And the rosebuds know to bloom in early May
Just as hate knows love’s the cure
You can rest your mind assure
That I’ll be loving you always

Sem traduções. Se vira.

In the end – Beatles
Só o final.

But, in the end, the love you take is equal to the love… you make!

Cryin´won´t help you now – Ben Harper
Muita coisa de Ben Harper é emocionante. Aliás, o Both Sides of the Gun, principalmente o disco maresia, é lindo. Mas essa música me acaba.

Yesterday comes tomorrow – Audioslave
O verso We´ll squeeze the blood out of life é quase um mantra pra mim.

For no one – Beatles

And in her eyes, you see nothing – no sign of love behind the tears cried for no one…
A love that should have lasted years.

Essa me mata. Ouve isso com uma garrafa de vodca por perto.

Nantes – Beirut

It´s been a long time, long time now
Since I´ve seen your smile.

Meio ciganado, mas vale. É lindo. Vai tocar em Salvador no percpan.

Preaching the end of the world – Chris Cornell
There´s nothing left for us to say…

Life in Technocolor – Coldplay
Instrumental. É a melhor música do coldplay.

Change the world – Deus
Você sabe. Ele é conhecido pelo resto do mundo como Eric. Eric Clapton. Mas pronunciar o nome dele em vão é pecado.

Amado – Vanessa da Mata
Ela comete uns versos estranhos, como o que coloquei no post daí de baixo, mas de vez em quando acerta. É um desperdício ouvir essa música sem estar apaixonado.

23/05/09 | Veja mais | 2 comentários;

Meu primo, Marcelo, é sabido

E me mandou esse vídeo.
Já essa mocinha não precisa ser, né?

16/05/09 | Veja mais | 2 comentários;

A reserva dos saguimis

Acabo de chegar em casa e, logo, tô sem saco pra escrever.
Mas me lembrem amanhã: preciso contar sobre a reserva dos saguimis.

20/04/09 | Veja mais | Ninguém comentou...Malditinhos!

Novo celular

Qume quiser saber, me manda um e-mail que eu conto.
O que não significa que qualquer um saberá o número de meu novo telefone.

As meninas interessadas em prestar favores sexuais, obviamente, terão prioridade.

06/04/09 | Veja mais | 6 comentários;

Los bítous

The long and winding road, sem as viadagens do Phil Spector.

26/03/09 | Veja mais | Clap, clap, clap: alguém comentou

Precisando de alguém que me diga “tintendo, negô, tintendo”.
Fodaê.

26/03/09 | Veja mais | Clap, clap, clap: alguém comentou