Comentários que mereciam ser posts daqui

O primeiro é do sempre peralta Vitorsemc:

“Estou ficando velho.
O pau sobe sem grandes decepções e isso ainda é uma alegria.”

Essa segunda afirmação foi só pra deixar claro e evitar o tipo de comentário que segue a primeira.

Smart move, jojó.

E ficar velho não é a pior coisa do mundo. Pense nas horas de vida que você poupará em breve, quando começar a estacionar em vaga para idoso.

Em resumo – só por isso – seus últimos 20 anos de vida, vão durar mais que os 25 que antecederam.

* * *

O segundo, do vitaminado Charlito Marrón:

Eu também não sei que desgraça essa geração vê em Restart! Mas de uma coisa é certa: Ficar careca é uma desgraça!
E um belo jedai véi lerdo di guerra me falou um dia:
Esfregando a careca de baixo sai leite e se esfregar a careca de cima sai o que?

Envelhecer faz parte do pacote que ouvimos desde pequenos o homem nasce, cresce, se reproduz, envelhece e morre. Eu estou na parte do reproduz, mas e o carinha que ainda não chegou no reproduz e já tem 40, como faz?
Alguns vão dar a bunda, outros beber todo dia pra aliviar o gás e outros vão malhar, pois chegar nas casa dos 40 gordo (se for pobre) é sentença de morte nos próximos 10 que hão de vir!

Ou faz que nem um programador que trabalhou comigo, larga tudo da vida e vai vender pastel na praia.
Ele disse que é muito mais feliz assim. Como? Ele me disse: – Não esquento a cabeça com nada, frito pastel vendo na praia volto pra casa caio na rede, fumo um cigarro e amanha frito de novo e vendo e assim vivo tranquilamente minha vida.
Ai, tô cansado e vô dormir. Antes dormir tarde era tão fácil e normal. Hoje é foda e de manhã olho no espelho e também vejo cabelos brancos em minhas “madeixas” crespas. Mas graças a Deus eu ainda não sou careca. Não sei o que sairia dela se a esfregasse. Tenho medo!
Tchau! Um beijo do gordo!

* * *

Vocês alegram minha existência.

17/11/10 | Veja mais | 2 comentários;

Do celular

Primeiro post deste blog produzido num celular. Não se orgulhem. É cansaço de espichar o braço ali na sala e chutar a piroca.
Falarei em posts subseqüentes sobre a lamentabilíssima morte de Saramago, sobre o blog ter ficado fora do ar de novo pq eu esqueci de pagar a merda do servidor e a filadaputice de lá do host não permite colocar essa bosta em debito automático.
Enfim, to chateado. Ontem era pra eu ter saído e esfalfado minha figura na cachaça com gentes legais, mas como hoje eu teria de esfalfar meu rabo de tanto trabalhar na agencia, tive de passar.
E hoje, de rabo devidamente esfolado de tanto me foder de trabalhar, não tenho nenhum neuronio funcional e dai resolvi ficar em casa, ao invés de sair pra me aventurar nos bares da vida em busca de uma ressaca alentadora.
Alias, decidi é forca de expressão. Exausto estou. Sem condições de decidir nada. Entrei no carro na garagem da agencia, cochilei e acordei aqui na cama. Sem forças nem pra levantar e ir pra sala escrever um post decente.
É isso. Amanha o Brasil joga e to pouco me fodendo. Marquei com 478 galeras diferentes pra ver a pelada de amanha e vou furar com todo mundo. Se eu marquei com você tb e agora, ao ler este post, vc ficou pirado por ter acreditado na desculpa esfarrapada que eu dei, finja que eu to falando de outro compromisso que marquei.
Deixe de tomar tudo que lê neste blog como uma provocação pessoal. Em 50% das vezes, eu não to falando daquele segredo que vc me pediu pra guardar.

19/06/10 | Veja mais | 3 comentários;

Minhas copas – Hoje, 94

A única copa que assisti foi a de 94.
Puta merda, eu sofri pra cacete naquela final.

Muitos dos leitores daqui nem devem lembrar daquela final.
Sinais do tempo.

Pra muita gente, é uma coisa comum o Brasil chegar nas cabeças, ser campeão e tal.

Naquele tempo, ninguém acreditava de fato que o Brasil pudesse ganhar nada.
Você, bem informado que nem vizinha fofoqueira, sabe que a última copa que este país de merda levou, antes da de 94, foi a de 70.

Se você se lembra da copa, sabe bem: o capitão da seleção, no começo da copa, era o Raí. Este mesmo senhor que hoje estimula a galera a comprar apartamento pela Caixa Econômica.

Em 94, vinhamos do fracasso assombroso de 90.
Maradona. Batistuta.
Não lembro de muita coisa de 90 – pior ainda com 86 – mas lembro de chorar com o golaço do Batistuta. Um sofrimento ensurdecedor.

Mas voltemos a 94.
Você entendeu: éramos uma seleção de merda.
Velho, tinha o Mazinho! Lembra do Mazinho?

Caralho, o Mazinho.
O armador.
O cérebro do time.

Mazinho, cara. Atipaporra.

Tinha também o Taffarel, que era um goleiro de merda até o final dessa copa. Daí pegou dois pênaltis e virou mito. O beque da seleça era o Ricardo Rocha. E usava bigode. E ninguém estranhava nem dava risada. Muito respeito pelo moustache do nosso beque.

Afinal, o declínio dos bigodes começou um pouco antes, mas resistiu bravamente em alguns caras que queriam manter a pinta de Mariachi durón.

Daí na época dessa copa eu morava em Nazaré das Farinhas.
E quando morava lá fui praticamente obrigado a gostar de futebol.
Era isso ou o ostracismo social.

E, além disso, com treze anos de idade, eu ainda não bebia em escala industrial.
Essa época negra, triste e não-alcoólica de minha existência chamada pré-adolescência, obviamente, acabou no final do ano, quando vim-me embora pra capital e, dai por diante, só bêbado pra aguentar os fogos da adolescência.

E, como eu me fingia envolvido com os trâmites da bola, acabou que eu acompanhei a copa toda. Assisti – com uma certa falta de entusiasmo, é fato – a jogos empolgantes como Iugoslávia X Tchecoslováquia.

Observe que nenhum dos dois países existe mais.

Daí o Brasil ganhou – nos pênaltis.
Uma de minhas mãos estava sobre a TV. A outra estava dada a alguém que, como eu, de olhos fechados, pedia a Deus com toda a força de nossos imberbes corações, para que o Brasil levasse a copa.

Esta parte é especialmente irônica se considerarmos o ser humano malvado, antifutebolístico e ateu que vim a me tornar, não é? Acredito que eu não seria um ser humano muito bem visto por aquele menino gordinho, temente a Deus e tudo o mais.

Importa pouco hoje: o que fica é que as orações do menino gordinho surtiram efeito, Baggio chutou pra lua e senti uma alegria genuína, intensa, uma emoção indescritível. Pulei, dancei, me aboletei no fundo de um caminhão com um monte de gente desconhecida e saí rodando em carreata na cidade de Nazaré.

A única copa que assisti foi a de 94.
A única copa que comemorei desbragadamente sóbrio, mas bêbado de alegria, foi a de 94.

Em todas as outras, passei a precisar de umas doses de vodka para facilitar a parte desbragadamente feliz do processo. Vocês verão em posts a seguir.

UPDATE: o gol que tirou o Brasil da Copa em 90 não foi de Batistuta, mas de Cannigia. Dica do Bono e do João Paulo. Corrigindo pra não ficar errado. Mas jurava que tinha sido o Batistuta… Se bem que, parando pra pesar, argentino cabeludo é tudo a mesma merda.

10/06/10 | Veja mais | 14 comentários;

O risco, realizado

Deu agorinha no jornal:
um cara pulou de paraquedas.
O paraquedas não abriu.

O cara, obviamente, se fodeu.

Daí eu fico pensando: é esse o objetivo no geral de quem pula de paraquedas, né? O risco, o tesão na adrenalina que corre na veia de aquela porra não abrir.
Afinal, se pular de paraquedas fosse um prazer do mesmo tipo que é frequentar uma livraria, ninguém chamaria o paraquedismo de esporte radical.

Se radical, logo envolve riscos. É a famosa implicação de Filão.
E quando o risco se realiza, o povo fica chocado.

Eu não.

Se existe uma possibilidade de um em um milhão de saltos dar merda, eu pensaria “caralho, todo dia, no mundo, um milhão de pessoas pula de paraquedas. Eu posso ter sido o sorteado hoje” e não pularia.

Aí os comentaristas espertos deste blog dirão “ah, mas viver é correr riscos”.
Sem dúvida. Mas não é por isso que eu vou expor meu amado lombinho a se estabacar no chão.

É isso a vida, em geral, não? Medir risco e prazer. Algumas coisas tem mais riscos e são mais prazerosas, outras são o inverso disso. Esse equilíbrio (ou a falta dele) é que fode tudo.

Eu prefiro beber.
É prazeroso e honesto, apesar de arriscar um transplante de fígado daqui a alguns anos.

Mas talvez o que me incomode, de fato, no paraquedismo, é a coisa espalhafatosa. Aquelas roupas de vinil coloridas, aqueles óculos de mau gosto, aquela coisa de ficar fazendo “u-hu”.

Gente que faz esporte radical me dá uma preguiça.

17/05/10 | Veja mais | 12 comentários;

La nave va

Andiamo, depois do intervalo semiótico-patabológico-midiático dos últimos posts…

Bom, vamos falar de outros assuntos.
Como vai você e tal, patati patatá, coisa e tal?
Tá joinha? dormiu bacana, espertinho?
Tomou seu nescauzinho hoje?
Bom, o post de hoje vai versar sobre…

Epa!
Andiamo o cacete.

Eu sou chato. Titirrento.
Eu sou um besouro em cima da bosta.
Eu repiso assuntos.
Guardo mágoas dessas coisinhas, daí preciso falar, malandro.

Se não fica um caqui em minha garganta.

Maybe I should just move on now.
Mas não dá, jovens.
Daí é mais um post sobre o mesmo assunto.

O último. Juro.
Não me abandona agora que tamo no final (ou então abandone mesmo e vá à merda – não faz diferença).

Vamo primeiro colocar os pingos nos i´s.

Puta merda, eu prometi a mim mesmo não bater demasiadamente no monte de comentariozinhos coisadinhos sobre o post do Beirut.

Mas aí não seria o seu, o meu, o nosso Detesto Gente Inteligente.
Espancando gente sem noção desde 2008.

Eu não entendo gente mal-comida, brodi.
Ou gente que acha que caixa de comentário de blog é vaso sanitário.
Vamo brincar de ir se foder, gente? Sério?
Puta merda, as gentes vêm aqui num blog da periferia, sujinho e emporcalhado, e quer discutir a identidade da baianidade nagô?

Quer saber, malandragem? Vai chupar um canavial de pica e não me torra.
Vai fazer que nem o Brüno, que trocou uma criança africana por um ipod red u2 limited edition.

Melhor: pega um negão fantasiado de filho de Gandhi. Daqueles bem grandes, que têm a caceta do tamanho de um pé de mesa de passar. Tira os trocentos colares que tão pendurados no pescoço no negão, parte o nylon e enfia, bolinha por bolinha, todas as contas no cu.

Não entendo quem se acha melhor ou pior por ser branco, por ser preto, por ser bicha, por ser curitibano, por ter dinheiro, por ser fodido.
Do mesmo modo, não entendo quem se acha melhor ou pior por ser baiano.

Tá fodido, tá sem grana? Vai trabalhar, caralho.
Tá triste porque você achou que eu falei mal de baiano?
Se mata. Enfia uma estaca no cu.
Não vou ficar explicando post aqui.

Ache que eu sou tiradinho e tenho vergonha de minha terra. Pode achar. Não muda nada. Eu continuo bem-sucedido e você continua frequentando festa de largo e tomando cerveja quente.

Pronto. Agora eu posso continuar. Quer falar de que, leitor querido?

09/09/09 | Veja mais | 36 comentários;

Seu Jorge e Max de Castro

Papa fina para as massas.

31/05/09 | Veja mais | Ninguém comentou...Malditinhos!

Garota britânica desperta de coma cantando música do grupo Abba

Esse mundo está todo fodido.

26/05/09 | Veja mais | 2 comentários;

A bibra fala: seje banani comigo!

Deus é amô, masi é jutiça, abenssuados.
Esse brogui andô excomungado, caluniando as palavra de Deus, que é iamô e é justiça, mas a Bibra fala que eu seje banani com cristo.
Daí, irmãos abençoados e abençoadas, que eu vi a luz.
E o sprito de Deuso, com toda çua buniteza, que ne a carapressi, se mostrô ospissioso, abençoado. Porque Deuso é amô, mas é justiça, abeçoado, amado cervo do sinhô.

Se aconverteie tomém: assista a palavra de cristo, o cucificado!
Arrepeideivos, propodeuta maligrino, e crede no evanjelho.
Porque o coprocalipse se achegará e o vermelho é a guerra, abençoado.
Com a paz de cristo me intrego, abençoado, às graça de DEUSO e RENEGO ESTE BLOGO MALDITO, preso às conpiração dos edredom preto e da libertinagem escarnecedora.

dica daquele brogui maldito e escarnecedor, o sedentario

03/05/09 | Veja mais | Clap, clap, clap: alguém comentou

Aforismos

Eu acredito que o maior medo que a gente tem não é de morrer, especificamente.
Não é o meu.

O pior medo mesmo é viver com indignidade.

07/03/09 | Veja mais | 2 comentários;

Respondendo às perguntas dos transeuntes deste blog

- Por que você vem escrevendo textos tão obscuros no blog?
- Sei lá. Nem tudo é pra ser levado a sério.
- Mas tem muita coisa macabra, obscura. E você é legal.
- Sei lá se sou legal. Sou um sarapatel de emoções.

***

- Pra que porra você mantém um blog?
- Ahm, é bacana. Conhecer gente nova, novos diálogos, manter a mente alerta para coisas interessantes…
- E precisa ficar contando as coisas de sua vida? Chato isso.
- “Chata” é minha vida ou é ficar contando as coisas dela?

10/02/09 | Veja mais | 4 comentários;