Tem dia que é foda

Sem maiores explicações.
Era só pra dizer isso.

Tem dia que é foda. Mesmo.

15/05/10 | Veja mais | 2 comentários;

Nizan Guanaes e o popular.

Hã algum tempo, escrevi isso aqui, ó (o post completo você acessa clicando aqui):

Eu acho um saco bloco afro.
Eu já saí de Gandhi e foi bonito durante 5 minutos. Daí passou por cima de minha cabeça um bandeirão azul fedendo a mijo, aquela mistura de alfazema de quinta categoria e aquele fedor que faz quando junta muito homem e o bloco ficou claustrofóbico.

Mas você é apedrejado se disser que aquele ijexazinho do Gandhi é um porre durante cinco horas consecutivas. É primordial dizer a todos que o som é hipnotizante, inebriante.

***

E eu, negro, termino o post com medo de comentários que me apontem o dedo em riste “racista”.
Racista é a puta que o pariu.

Só me nego a aceitar uma cultura estupidificante como a baianidade nagô.
Ela não me representa.

E voltei ao assunto, depois. Mais precisamente, depois de acordar de ressaca por ter ido num ensaio da timbalada:

Mas aí, agora, quase oito da manhã, enrolado no meu fodástico edredom preto e degustando um saboroso sonridor caf, me pus a pensar sobre o assunto. E acho que fui mal-interpretado. Eu nunca disse que era contra o axé ou as festas ou nada disso. Sou contra o endeusamento do que quer que seja. Adoro festas. E o axé e o carnaval.

É uma péssima forma de se começar um post: colocando, lado a lado, opiniões que parecem absolutamente incongruentes entre si. Elas não são, mas não deixam de ser munição para os possíveis detratores da argumentação que vem abaixo.

Por que voltar ao mesmo assunto?

Seguinte: Nizan Guanaes, aquele baiano que é publicitário (e compositor de um dos principais hinos da baianidade nagô, o We Are The World of Carnaval, We are Bahia), resolveu entrar no twitter hoje chutando geral. Dizendo que a Bahia tinha de abrir o olho, que Floripa tava conquistando a posição de cidade hype do Brasil no que se refere às praias e patati patatá. Que a orla de soterópolis parecia um favelão e etc etc…

Tudo certo até aí. A orla de Salvador é um favelão. Poderia ser melhor. Mas daí a dizer que Salvador seria superada por Floripa como destino turístico é exagero.
E quem discorda do raciocínio não sou eu.
Eu sou um fodido. Discordar ou concordar com o Nizan não muda nada no estado geral das coisas.
Mas se o New York Times afirma que a Bahia é o novo playground do jet set mundial, aí o treco complica.

E aí Nizan resolveu atirar no Chiclete com Banana. Dizendo que Bell, o cantor do Chiclete, é o exemplo mais perfeito de “não artista”, que ele é um careca encubado, que essa coisa de “chicleteiro” é ridícula e que a banda sintetiza a indústria da axé music e que esta é prejudicial para a Bahia.

Se o mundo faz zig, eu tento fazer zag.

É estranho que Nizan resolva bater no Chiclete, assim, de graça. Nizan é um cara que mexe coma cultura popular. Inclusive, muito de sua fama e sucesso está em saber interpretar, entender, sem preconceitos, a cultura popular.

Falar que a coisa de “chicleteiro” é ridícula, então, é uma contradição enorme.

Nizan, enquanto responsável pelo posicionamento da Cerveja Brahma, resolveu inventar um treco de “eu sou brahmeiro” que é uma derivação direta dessa historinha do chiclete.

Não é o caso de dizer que ninguem chupou ninguém.
Mas essa coisa de se dizer chicleteiro pintou naturalmente entre fãs da banda, foi incorporada e referendada e amplificada pela própria banda e Nizan, que de bobo não tem nada, se apropria da ideia e a adapta a uma marca de cerveja, popular, etc, etc.

Eu não estou entre os maiores fãs da banda. Aliás, nem entre os menores.

Mas enquanto profissional de comunicação, o fenômeno de popularidade do Chiclete com Banana me interessa bastante. Mais que gostar ou desgostar, eu quero entender porque, para um grupo grande de pessoas, aquilo lá tem um valor.

As bandas de pagode da Bahia, com seus nomes esquisitos (black groove ghetto ou coisas assim) fazem sucesso, independente de minha aprovação ou não.

Isso interessa.
Dizer que toda essa gente tá errada é só elitismo cultural e arrogância.

UPDATE: meu brodinho Leonardo Araújo fez um post bastante interessante sobre o assunto, falando de alguns pontos que meu texto não aborda. Vale ler.

12/01/10 | Veja mais | 18 comentários;

Minhoca

Olá, rebanho de demônios.

Saudades daqui, de vocês e tudo o mais. Mas não é apenas a saudade que me move.

O mote deste post, na verdade, é a estupefação.
Indignado estou.
Irritado. Danado. Perturbado.

Coisas diversas vêm acontecendo no planeta neste exato momento: tem gente trepando (seria bem se fosse eu, mas aí eu não estaria escrevendo), tem gente comendo salmão, tem gente comendo broa de milho com café (espírito de pobre feelings), tem gente comendo a Suzana Vieira e gostando (o.O), mas nada me deixou tão surpreso quanto esta… esta… esta coisa!

A música da minhoca.

Você já ouviu falar. É mais ou menos assim:

- Minhoca, Minhoca,
me dá uma beijoca?
- Não dou, não dou!
- Então eu vou roubar.

- Minhoco, minhoco
Você é mesmo louco!
Beijou do lado errado!
A boca é do outro lado!

Um acinte.
Um tapa na cara da sociedade.

Cadê os militares quando precisamos deles?
Cadê o conselho tutelar?
Cadê o Ministério Público?
Cadê o Bono Vox?
Cadê o Olodum brandindo suas baquetas como clavas em direção aos tambores da ilegalidade?

Entenda o porquê comigo:

A coisa, caros amigos, começa bem.
Em tempos modernos, educar as crianças a respeito da plêiade (ui!) de opções sexuais e esclarecer os pimpolhos sobre o respeito às diferenças é válido.
Mais: é imperativo.
Mais ainda: é vital.

Logo, os versos iniciais da cançoneta – dita – infantil desempenham um papel de extrema valia dentro da gnosiologia metafísica patabológica e – quicá – probiótica da aceitação da alteridade.

O ser, enquanto minhoca, solicita ao seu semelhante, ao seu igual, uma demonstração física, carnal (lânguida em certa medida, porém pungente) e intensa de afeto.
É como se dissesse: “eu, minhoca, solicito a ti, meu igual, que preencha a vacuidade de minha existência com o vosso carinho. Tu, ó minhoca na qual me espelho, serás o artífice de minha felicidade”.
A minhoca, fálica, e o encontro com outra minhoca, com o outro, com o seu duplo, sendo este fálico também…

Freud e coisas diversas.
Favor amplificar o léxico para possibilitar o entendimento.

Isso – posto desta forma, caros – essa motivação do amor romântico, esse desvelar-se em possibilidades de afeto será despedaçado, destroçado, enlameado na sequência da estrofe.
Você,cognitivo leitor, já sabe como isso se dará.
A recusa é reiterada, repetida, especificada. Dizer “não dou” seria suficiente, mas a segunda minhoca – que, daqui por diante, será denominada Minhoca 2, para efeitos de análise – repete a frase, de forma a reforçá-la, a deixar clara a sua repulsa pela minhoca 1 – “não dou, NÃO DOU”.

A minhoca 1, ressentida, abalada em seu vigor, em sua honra, em sua integridade minhocal, exaspera-se.
Motivada por sabe-se lá quais traumas de infância, abandona qualquer possibilidade de amor romântico e, plena a minhoca de lascívia incontida, afirma, com os olhos marejados de fúria e desalento: “então eu vou roubar”.

Comportamento passivo-agressivo?
Classicamente, é o perfil que se vê em tal cançoneta!

Esclarecendo para os menos dotados de faculdades intelectuais avançadas na interpretação memética de textos…

Fica claro o caráter misógino-escafandrista-epiléptico da minhoca 1.
A minhoca 1 recusa a recusa.
Não se satisfaz com a perda.
Sua vacuidade espiritual minhocal necessita ser preenchida.

E assim o mal se dá.
Pela minhoca violada, desrespeitada, invadida: oremos.

Não sabemos bem como se dá o processo de agressão, a tomada à força do carinho da minhoca 2 pela minhoca 1. Porém, podemos supor, uma vez que, na estrofe seguinte, o eu-lírico já é a minhoca 2, refletindo, entre lençóis, a tensão da violação.

“Minhoco, minhoco, você é mesmo louco” – observe como a minhoca dois reafirma a insanidade da minhoca 1.

“Beijou do lado errado, a boca é do outro lado”.
Eu nem consigo exprimir o tamanho de minha indignação com este último verso.

Ou melhor: consigo, sim.
A minhoca 1, movida por um frêmito de qualidade sexual duvidosa, se arremessa rumo à minhoca 2 com gana e violência, sem nem considerar o lado a ser beijado.
O ósculo prometido torna-se, assim, sodomia, putaria, libertinagem. Negado o beijo, a minhoca 1 não se interessa apenas em roubar-lhe o contato labial, mas também a dignidade circumpregosa do orifício rugoso peidante.

Em linguagem chula: “negaste-me o beijo? tomarás no furico, ó minhoca”

Pausa para que eu possa me recompor de tamanho descalabro.

..

..

..

..

..

Andiamo, cazzo…

Que mensagem fica para nossos pimpolhos?
O que consegue-se extrair de uma mensagem assim?

Nossos filhos somente aprenderão que a força é a melhor forma de obter proventos de cunho sexual.
E também que os dois lados da minhoca podem proporcionar satisfação sexual.

Sinceramente, não era isso que uma música infantil deveria comunicar.

Espero que as autoridades competentes venham a tomar uma atitude contra essa mocinha, a tal da Eliana, já conhecida nos meios acadêmicos pela pérola do double-sense “os dedinhos”. Espero poder analisá-la em uma outra oportunidade.

Sem mais,
Jojó da Babá.

15/10/09 | Veja mais | 31 comentários;

E você, fez o quê?

Gabiroca é uma querida amiguinha que adquiriu um péssimo e odioso hábito: toda vez em que ela ganha convites para coisas fodásticas na cidade de Salvador (ela é editora de um dos cadernos do segundo maior jornal da Bahia), ela me liga pra me botar inveja.

Respondendo a um comentarista deste blog, já afirmei que o DGI é movido a putaria, inveja e deslumbramento. Não poderia estar mais perto da verdade.

Jorge Martins: cuspindo em posts as coisas que todo mundo sente mas que poucos têm culhão pra vomitar desde 1981.

tililim hello moto: toca celular.

- E aí, garotinho? Tudo joia?

- Oi, quem tá falando?

- Porra, Jorge, anota minha merda de meu telefone celular na sua agenda.

- Já anotei, Gabi, os outros 215 celulares. Mas a cada dia você pinta com um novo!

- Saindo do jornal agora à noite, passei pela porta da agência e lembrei de ligar.

- No mínimo, você tá indo pralgum lugar fodástico, inacessível e foda. Vai, me humilha, escrota.

- Nem é, tô indo comer alguma coisinha no barzinho “cu da cutia” (sei lá o nome da merda do bar). É o novo hype. Dizem que o filete de cenoura ao poivre é di-vi-no. Bora?

Ouço uma voz masculina perguntando “quem é”. Ela vira pro brodi, fala “é jorge” e o brodi retruca “ah, ótimo, chama ele também”. Ou seja: alguém que me conhece e eu desconheço.

Realiza:

Eu, em casa, coçando saco, enrolando pra começar a esboçar um planejamento prum cliente. De banho tomado e com uma xícara IMENSA de café com leite na pata canhota.

- Claro que eu vou. Vai indo que eu tô chegando.

- Sério?

- ô.

- Porra nenhuma, você não vai.

- Ok, então.

- Você adora prometer coisas pros outros e não cumprir, né?

- É parte do meu show. E, além do mais, só sairia de casa se fosse algum lugar foda e inacessível. Sair pra comer alguma coisa num lugar xexelento NOT.

- Então tá. Ah, darling, lembrei de você noutro dia. Por que foi mesmo, meu deus do céu?

- Você foi de graça pra algum evento foda e inacessível e ficou com vontade de me sacanear.

- Isso mesmo, lembrei. Foi o show da Maria Rita no Hotel Catussaba. Fantástico, lindo, impressionante. Sábado de noite. Perdeu.

- Pois é.

- Não vai me xingar?

- Não, por que mesmo que você me chamasse, não daria pra ir. Tava ocupado.

- Alguma festa?

- Não, tava fodendo. Com 28 pessoas ao mesmo tempo. Tinha uma cabra lambuzada de nutella. Não lembro direito porque tava tomando ácido. Na hora em que o show tava rolando, provavelmente, eu tava separando uma briga entre diversas moçoilas que queriam pegar na minha caceta. Ou enfiado até a borda do ovo em alguém. Começou assim: acordei com um pensamentinho: “hum, essa luminosa manhã de sábado merece um grande feito. Decidi: vou passar a pica no mundo”. Daí passei no brega, apanhei várias putas de diferentes nacionalidades, chamei a brodagem amiga, bati um fio pro traficante, peguei o galeto pra servir de tira-gosto e voilá: virou bacanal. Virou suruba.

- Nossa.

- E o show?

- Certamente não foi tão animado.

30/09/09 | Veja mais | 16 comentários;

Usando este blog para algum assunto que realmente interesse

Hoje é um dia bem triste por conta de umas brabas que tão rolando por aí.

Daí que não tem post. Não tô no clima.

Mas pra não deixar vocês na mão, segue uma coisa muito melhor que meus posts: uma oportunidade de negócio.
Pat, diretor de arte da agência, tá vendendo o pálio dele. Tá bem arrumado e ele tá cobrando barato.
Não tem nenhum ponto de ferrugem, foi todo repintado e tem som, roda e um monte de coisa chique pra “cumemuié”. Afinal, quem não bate na chave não pega ninguém.

Olha a foto do bichinho.

Se eeu conseguir colaborar na transação, pode ser que todo este blog vire apenas um classificado de carros, eu comece a fazer dinheiro de verdade e abandone, de maneira definitva, qualquer arroubo literário-engraçadinho.

Fiquem bem.

13/08/09 | Veja mais | 7 comentários;

Oops, i did it again

Eu disse no post anterior que eu sou inteligente e feliz?
Vão desculpando. É mentira.
Não dá pra ser as duas coisas ao mesmo tempo.

Ou você é feliz como um peão de obra, ou triste como um professor de faculdade.
(eita que os professores de faculdade agora vão chibatear nos comentários).

04/07/09 | Veja mais | 5 comentários;

Henri chinaski goes to the prom

O fato é simples: acabo de chegar de uma formatura de uma amiga. Não é uma formatura qualquer: esta minha amiga de adolescência tava formando como oficial da polícia e tal.

Esquema formatura mesminho: começa tocando New York New York, rapidamente descamba pra Alcione e daí é ladeira abaixo.

Saí quando começou a parte de “música dance anos 70″.
Pra mim, deu.
Vou viajar cedo.

Eu não me controlo e começo a fazer comentários jocosos sobre a parada. Vamos aos fatos.

Eu sabia que iria sair cedo. Eu sabia que iria viajar amanhã, eu tava com medo de pegar blitz no meio do caminho e, logo, já sabia que não iria beber na formatura. Daí cheguei cedo.

E me senti exatamente como o título do post. Henri chinaski, o alter-ego de bukowski, chegando num baile de formatura de high school americana.
Algumas ex-namoradas e namoricos de adolescência presentes, aqueles cumprimentos protocolares e em poucos minutos, uma ou duas torcidas de boca e, uns 3 moxoxos depois, estava eu absolutamente sozinho, sem nem um copinho na mão, numa festa repleta de gente com quem eu já troquei confidências e beijos na boca, mas que hoje me olham de cara estranha.

Chegam mais ex-namoradas, bati um papo bacana com uma delas e com o namorado dela, mas não há um modo de descrever como eu me sentia deslocado naquele ambiente. Aí um brodi das antigas puxa papo:

- Cara, ontem fui num restaurante e rolou uma braba.
- Qual foi?
- Um casal de homossexuais, velho, se beijando.
- Que é que tem? Deixa os caras se beijarem lá.
- Velho, você não tem noção. Nojento.
- Que mal tem em dois viados se beijando?
- Ah, não fala “viado”, Jorge, que é preconceito.

Em ocasiões normais, é a hora em que eu peço um minutinho, me dirijo ao bar, faço uma rápida amizade com o garçon e peço pouco gelo no whisky. Sim, porque a quantidade de gelo que nego bota nos copos de plástico pra fazer o whisky render em formaturas é, com diria um antigo estagiário lá da agência, “um crime tipográfico”.

Alcione comendo no centro. Aí chegou, em pouco tempo, minha galera mesmo, gente com quem eu ainda consigo conversar, e consegui ficar de boa.
Uns 10 minutos.

Daí essa minha amiga foi pedida em noivado. Em cima do palco.
frente de umas cinco mil pessoas. Lágrimas rolaram como água ribanceira abaixo…

E você, indignada leitora, tergiversa (ui):
- Porra, Jorge, que é que tem demais nisso? É lindo isso. É história.

Eu respondo, tchuquita do coração de papai: nada. Foi bonito e tal.
Mas pra mim não dá, cara, sério.
Eu acho grandes gestos do tipo coisa de novela mexicana.
Eu só pediria pra casar com alguém num jantar bacana, eu e a pessoa, coisinha gostosa e tal. Mas a sociedade do espetáculo curte demonstrações grandiloquentes, coisas arrebatadoras.

Faço algum comentário sobre isso e alguém, passando por perto na hora em que eu estou falando com gente que entende ironia, sarcasmo e coisas assim, arremata:

- Ah, Jorge acha estranho e diz que nunca faria porque casamento é um assunto que mexe com ele.

Duas ex-namoradas viram a cabeça pra ouvir a minha reação (elas já deviam imaginar a patada). Uma virou de gaiata: nunca fiz nenhuma menção de vir a querer, algum dia, sob nenhuma circunstância, casar com ela. Resolvi surpreender e sorri amarelo, puxei um cigarro no bolso do paletó e acendi. Depois da queda, o coice – alguém comenta:

- Jorge é só pose de mal.

Devo ser. Só pose de mal.

Tem duzentas e cinquenta e duas frases que eu poderia ter escrito neste post pra te por a par do que eu penso sobre isso. Mas creio ser desnecessário. Seja empático. Eu ainda confio (pouco) na sua inteligência, leitor médio do DGI.

Aí chego no carro e venho até em casa. Viajando nessas coisas. Imaginando transformar isso em post, depois desistindo, depois desistindo de desistir. Se você estiver lendo isso, é porque, realmente, eu acabei publicando a parada.
E, claro, né, darling: se eu publiquei, eu quero reforçar minha fama de mal.

21/06/09 | Veja mais | 9 comentários;

Pra finalizar.
No posts until tomorrow.

Eu vou acordar de ressaca amanhã.
Casamento de amigão. André Amarante.
Era um moleque. Irmão mais novo de um dos meus melhores amigos que a vida já me deu. Tio Anco. Anderson, pro não iniciados.

Anderson casou e mora na itália.
Anco teve um AVC com 25 anos e chorei igual criança aqui (sem sequela, já teve um filho lindo depois disso, que eu tive o prazer de botar pra dançar pagodinhos segurando pelos suvacos quando ele esteve aqui).
Eu amo profundamente alguns amigos. Sério.
Pablo, July, Drubs, Scheila Viviane, as irmãs cachaceiras (você tá inclusa nisso, minha amada Lília), Fabio, o Japa, Maroca e tantos mais.
E André era o irmão mais novo de Anco que adotamos e é um doce de pessoa, um cara foda, dentista, bacana, engraçado, jóia.
Feliz pra caralho com ele por estar casando e tal.

(parece um post de bêbado. Deve ser pq é. Adoro postar bêbado)

No trapiche. Que é chique.
Terno e gravata separados. E vai terminar com os brodis dançando macarena.

Mas o post é pra outro treco. Observações sobre a vida:

- Rodrigo Amarante é um bruxo.
- Minha mãe é foda. Nunca imaginei que ela voltar a morar comigo me faria tão feliz pela sua companhia espirituosa.
- nhé: saudades de lila, minha irmã mais velha, que foi mordida por um cachorro.
- Saudade de Anco e de Alessandro, meu sobrinho emprestado que não vai saber falar português.
- Saudade de meu pai. Eu poderia amá-lo se ele fosse normal. Beatles tem um efeito colateral assombroso nesse quesito.

23/05/09 | Veja mais | 7 comentários;

Merda

Acordei cedo em pleno feriado.
Mas vou voltar a dormir. Tô fazendo uma puta força pra isso.

É como diz o velho ditado:
“Pra comer, é um leão. Pra trabalhar, é aos empurrão (sic)”

Se fosse pra trabalhar, perdia a hora.
Mas como é pra ficar fofando no feriado, acordo cedo.

01/05/09 | Veja mais | Clap, clap, clap: alguém comentou

Coisas melhores que esse blog

Eu só serei uma pessoa verdadeiramente realizada no dia em que conseguir escrever diálogos como esse que vai abaixo, que vi ontem no Big Bang Theory.

Não sabe o que é Big Bang Theory?
Ah…
Continuando: Sheldon conversando com Leonard.

- Sabe, eu não me importaria de ser o animal de estimação de alguma linhagem de extra-terrestres incrivelmente inteligentes.
- Ahn…
- Pergunte o porquê.
- Precisa?
- Bom, eu acho que seria uma boa oportunidade de adquirir conhecimento numa escala monumental. De todo modo, eu também gosto que cocem minha barriga.

Outra coisa assombrosa da TV é a gostosa da Sarah Silverman. Ela é a mulher mais escrota do universo, o programa dela é tão escroto que só passa uma da manhã e ela é gostosa.

Veja por si só.

Só isso já valeria vê-la.
Mas tem ainda o I´m fucking matt damon.
Gostaria de explicar, mas tô vendo vídeos dela e não tô mais com saco de escrever.
Resumindo: o namorado dela é host de um talk show, vivia sacaneando o Matt Damon e tal, daí ela resolveu entrar na brincadeira e, quando foi no programa do namorado, concedeu a entrevista abaixo.

E vocês preferem vir nesse blog.
Tadinhos de vocês.
Perto de Sarah Silverman, eu sou uma ovelhinha tosqueada.

25/03/09 | Veja mais | 3 comentários;