You don’t know how lucky you are, boy

Parabéns. Você, que me lê, é um maldito privilegiado.

Por pior que pareça miserável a sua existência, por mais que os dias reforcem esta impressão de que o sentido da vida é uma imensa e sonora vacuidade, simplesmente existir, hoje, aqui, é um privilégio.

E eu vou te explicar o porquê.

Há muito tempo atrás, o mundo era muito diferente do que é hoje. A atmosfera era amônia e outras coisas que hoje consideramos tóxicas. Havia descargas elétricas a todo instante. O mundo era um lugar bem inóspito. Daí, não se sabe direito como nem porquê, elementos químicos se combinaram, geraram aminoácidos, que geraram – veja só que sorte! – umas estruturas que viriam a ser conhecidas como células.

Ainda desorganizadas, sem núcleo e patati patatá.
Surgiram as primeiras bactérias.

Daí uma bactéria pequenininha deu mole, entrou em outra e as duas, num processo simbiótico, passaram a processar oxigênio. As bactérias pequenininhas permanecem em cada uma das células do seu corpo – você deve lembrar que elas se chamam mitocôndrias – e, sem elas, a vida seria impossível. Esse conjunto resolveu se juntar em grupos, e passaram a surgir os primeiros seres multicelulares da terra.

Me acompanhe. Já estamos chegando ao ponto.

Se nos dispuséssemos a representar a história da Terra como sendo a distância entre nossos dois braços abertos, estando o começo da vida na ponta dos dedos de sua mão esquerda, a existência da espécie humana se resumiria a uma nesguinha da ponta de sua unha da mão direita. Uma lixadinha com uma lixa de unha da mais vagabunda e puft: adeus humanidade.

Mais uma vez, parabéns. Cerca de 99,9% de todas as espécies que já existiram neste planeta já estão extintas. Se você me lê, existe uma linha imensa e ininterrupta que liga você, sentado em seu sofá, àquela primeira bactéria. Durante milhares e milhares de anos nós nos escondemos de predadores, nos escondemos em cavernas, saimos dos mares para enfrentar florestas, dinossauros, animais terríveis e, contra todas as expectativas, sobrevivemos!

Daí, milhares de anos depois, dentre todos os seres humanos já existentes, nasceu, em Liverpool, mais um.
Este se chama Paul McCartney.
Ele fez parte da maior banda do mundo de todos os tempos, vai vir tocar no Brasil e eu vou assistir.
Ao vivo.

Veja só você…
Você e sua bunda imensa, você e sua falta de tato, você e suas espinhas.
Você. Esta pessoa de nível médio que se contenta em sobreviver.

Você e toda a sua imensa mediocridade.
Você, cara!

Nem seus pais, nem seus avós, nem seus filhos, nem os filhos de seus filhos e nem ninguém mais poderá vê-lo tocar, ao vivo, daqui a, por exemplo, 20 anos. Mas você pode! Ou melhor: pense em todas as milhares de gerações que nasceram e morreram sem presenciar este momento.

Mais uma vez, parabéns para nós. É um privilégio estar vivo.

04/10/10 | Veja mais | 6 comentários;

Diálogos em Família

Elly, middle sister, tá de férias. Daí veio aqui pra casa noutro dia de manhã. Conversávamos indignados sobre alguma coisa escabrosa da política brasileira. Daí falei:

- É um absurdo, um acinte, um tapa na cara da sociedade, onde já se viu, pelo amor de Deus?

Aí Elly largou:

- Pois é, Jorge, mas essa indignação tem que ser constante: não adianta engolir os mosquitos e se engasgar com os sapos.

Silêncio. Mamãe intervém:

- Esse ditado tá meio errado, hein, elly?

- Tá nada!

- Olha, elly, não quis comentar não, mas achei estranho também. – admiti

- Gente, tá certo. É engolindo mosquito e engasgando com sapo.

- Elly, até pela lógica do treco, o mais correto seria engolir o sapo com facilidade e engasgar com o mosquito.

- Claro que não, Jorge!. Falei certinho. Entenda: o sapo, ou melhor, engolir o sapo, é, dentro do contexto patabológico-gnosiológico…

Paramos de discutir política.
Ficamos meia hora discutindo o sabor dos sapos e dos mosquitos.

04/03/10 | Veja mais | 6 comentários;

BOMBA: Descobriram o verdadeiro assassino de John Lennon

Eu sou beatlemaníaco, e fiquei chocado com essa descoberta.

O verdadeiro assassino de Lennon.

Foda, cara, foda. Veja a matéria abaixo:

UPDATE: ESSE MELIANTE TAMBÉM, DESCOBRIMOS, EXECUTOU MICHAEL JACKSON!

17/11/09 | Veja mais | 9 comentários;

E o São João, hein?

Esse povo que visita o blog tem uma curiosidade bigbrodística a respeito de minhas façanhas.
Logo vamo lá: o São João.

Não lembro de muita coisa.
Consumi quantidades industriais de substâncias psicoativas.
Logo foi bom. Acho.
Mas é de pequenas dúvidas que florescem plenas certezas.

Contextualizando para a maciça, rejubilante e oblonga audiência não baiana deste blog: fui pra uma cidade chamada Amargosa.

Muitos fazem trocadilhos com o nome da cidade. Não este blog.

Dizem que a cidade é meio como atlântida – só emerge do nada pra botar a cara no mundo de tempos em tempos – e, no caso, a emersão é só durante o período de festejos juninos.

Dizem também que há cerca de quarenta mil habitantes, o que deve ser mentira, porque eu não consegui encontrar um só nativo durante a festa. Mais de cem mil pessoas vão pra lá, fazem sexo casual com desconhecidos, bebem sofregamente quantidades pantagruélicas de cachaça e alugam as casas dos moradores de verdade da cidade.

Aliás, este é um dos grandes mistérios que ficam do São João.
Pra onde vão os moradores de Amargosa durante o São João?
Amigos me contaram que todos vêm pra Salvador e ficam hospedados num estádio de futebol.
É bem possível que seja verdade.

Mas, no caso deste blog, outros mistérios interessam mais.

Eu, como vocês sabem, penso o mundo em termos de posts.
Coisas boas podem virar posts, coisas ruins também. Em geral, coisas marcantes.
Mas como minha memória anda pior que a do cara de Memento, aquele filmão com o Guy Pierce, só ficaram os títulos.

O que vai abaixo, caro leitor, é uma lista de títulos de posts que eu escreveria quando chegasse aqui. Mas a preguiça me impede de levar esta hercúlea tarefa a cabo (lá ele). Logo, só dou os títulos e fico aguardando, nos comentários de vocês, a elaboração das historinhas que vocês inventarem. As melhores serão publicadas (com as versões verdadeiras).

Se vocês realmente querem saber como são estas historinhas, é melhor capricharem na viagem e bolarem coisas bem assombrosas;

Lá vai:
- A fazenda de papai.
- Baixa Touquinha.
- Biscoito sabor pêra com salame.
- Reality show do inferno.
- Ela bebe feito macho.
- Larica – a namorada do Sushi Man.
- O quarto do pânico.
- Vamo fazer um churrasco? Bora!
- A camisa roxa do francês.

Anarriê nheco ploft póin.

27/06/09 | Veja mais | 5 comentários;

Anotação mental

Nunca, Jorge, jamais, em sua vida, saia sem carro pra uma feijoada na casa de Pablo.

18/05/09 | Veja mais | 6 comentários;

De volta à realidade

E aí coisas estranhas acontecem.
Comecei a assistir Dexter. Não estranhem se eu começar a derramar ketchup nos posts pra ficar parecido com sangue.
Dexter é foda. Ele é um psicopata e tal. Mas foda-se: se você não sabe quem é Dexter, nem House, nem essas coisas, você tem uma vida social e saiu durante o feriado. Diferente de mim. Portanto, você tem mais é que se foder.

04/05/09 | Veja mais | Clap, clap, clap: alguém comentou

Sem maiores detalhes

A não ser para os verdadeiramente amigos.
E não são todos vocês.

Sim, pois até (ou principalmente?) os inimigos amam esse blog.

O fato é que hoje pulei uma das maiores fogueiras de minha vida.
Tô cansado, parecendo que tomei uma surra, mas feliz.

A verdadeira liberdade, como eu sempre digo, só vem com o esclarecimento.
Hoje isso se mostrou verdadeiro como nunca.

09/03/09 | Veja mais | 4 comentários;

Ex-comunhão

A família da menina de nove anos que foi estuprada, engravidou e fez um aborto será excomungada.
Dai vem esse post.
É polêmico. Não leia.

Minha grande pergunta é “e daí?”.

Não sou católico e tudo o mais (já estive bem perto de sê-lo), mas entendo a posição da igreja.
É a posição da igreja ser a favor da vida em qualquer circunstância. Ponto.
Ela não vai mudar por que nós não concordamos com isso.
Mudemos nós, pois.

Do mesmo modo, entendo perfeitamente que a igreja seja contra a camisinha.
Ela prega a castidade.

Não se pode comprar a doutrina da igreja pela metade.

Se você não pratica a castidade, não pode exigir que a igreja concorde com isso.
Quem pratica a castidade nos moldes que a igreja prega, realmente, não precisa usar camisinha.
Já todos nós, seres humanos normais, precisamos.

Não se pode exigir que a igreja se adapte a nós. Ela existe, e quem quer fazer parte dela que se vire e se adapte.
Não é uma moralidade a olho. É uma moralidade construída há séculos.

Se você não concorda com a igreja, saia dela e ponto.
Se você não quer seguir os preceitos dela, saia e pronto.

Simples, né?

Seria, se fôssemos educados para amar a igreja naquilo que ela tem (e ela tem) de bacana, e não para temê-la.
O medo da família que será excomungada é o medo do inferno.
O que, para mim, pelo menos, é uma bobagem plena.

Pra mim, a coisa é muito mais simples.
Se você não concorda com as regras de uma determinada empresa, você pede demissão.
Se você não concorda com as regras de uma brincadeira, você não desce pro play.
Se você não concorda com os juros que um banco te cobra, você procura outro.

Eu, no lugar da família, faria o mesmo.
Por mais que a igreja se apresente para dar opinião sobre o assunto, é um direito da família, garantido por lei, fazer, no caso, o que julgar melhor.
A opinião da igreja católica deve ser encarada como é, e apenas isso: uma opinião discordante.
Em nada mais válida ou mais importante do que a sua própria.

Agora milhares de vozes se levantam para falar mal da igreja, o que é desnecessário.
É a posição dela. Concorde ou não, é educado respeitar isso.
Se não concorda, saia.
Se concorda, arque com as consequências.

Eu penso assim.

05/03/09 | Veja mais | 7 comentários;

Mau, servidor mau

Sem rosquinha pra você.

O orkut tem umas coisas laelísticas demais, hein?

27/01/09 | Veja mais | Ninguém comentou...Malditinhos!

A arte e ciência de encarar um par de peitos

Comentários me motivam, me inspiram e, principalmente, possibilitam assunto para posts diversos. Falei da gostosinha da Megan Fox em um post abaixo sobre peitinhos e Paulinha, que é uma menina de peito, chiou.

Fique assim não, gatinha: peito é bom e eu gosto.
Não vou falar especificamente dos seus, uma vez que não quero te deixar (mais) ruborizada.
Mas se você estiver livre hoje à noite, tamos aí, posso fazer demonstração prática do meu apreço
sobre o assunto.

Comigo é na inhanha: não tenho preconceitos.
Vocês sabem disso: vou passando a pica em quem Deus permite.
Logo, se peitinho é uma coisa gostosa, o peitão também tem seu lugar.

Claro que cada um tem uma ciência.
A arte e ciência de encarar um par de peitos.

Primeiro que o peito da mulher é uma coisa interessantíssima, porque limítrofe. Ninguém pode afirmar que viu um peito se não viu bico e auréola, o que, no mínimo, torna as regras do jogo bastante claras.
Se você, num processo putarístico, enfia sua mão pelos recônditos mais escondidos do corpo feminino e coloca sua língua em locais absolutamente insuspeitos, ainda é complicado afirmar que você comeu a nega. Os limites são turvos. Tem gente que nem considera o boquete como sexo, necessariamente, o que é uma tristeza semântica, mas pode ser um argumento:

- Olá, tudo bem? Tá quente, né? Me faz um boquete?
- Oxe, quero transar com você não!
- Nem eu com você. Mas boquete não é sexo.

E assim vamos.

Partindo do dito por um grande amigo outro dia (um copo d’água e um boquete não se nega a ninguém), pode ser que a abordagem acima venha a ser bem-sucedida, o que eu duvido. Mas deixemos de lado os boquetes e voltemos aos peitos.

A cor do bico é uma coisa que também merece considerações. Aprendi na escola – e nunca esqueci – que, no geral, as mucosas do corpo têm todas a mesma cor. Ou seja: pela cor da boca da menina já se intui o bico do peito e o cu. Claro que há controvérsias – e as melhores mentes do mundo debatem o assunto vivamente -, existem as fumantes e existem as meninas que têm o bico descolorido. Mas, munido do melhor espírito investigatório-científico, fiz dezenas, quiçá centenas de teste de campo e posso afirmar que a coisa tem lá a sua verdade.

O bico do peito rosa é um mito. É como a cidade perdida de atlântida. Muitos afirmam ter visto, mas rosa, rosa, não tem. Quer dizer: eu nunca vi. Tem uns que enganam, com suas tonalidades tendendo ao rosa-pardinho, mas o legítimo bico de peito rosa, muito valorizado no mercado, não tem confirmação científica ainda.

Importante:
Se alguma leitora quiser contestar, fique à vontade: bata uma foto e me mande via e-mail que eu publico. Juntos, faremos esse mundo melhor, lançando sobre as trevas da dúvida o facho luminoso da verdade.

Há ainda os bicos roxos, os pardinhos, os que se resumem a um biquinho empinado marronzinho e aqueles que têm uma rodelona à guisa de auréola.
Posso atestar que todos são saborosos em maior ou menor medida. A questão estética, neste caso, é sobrepujada pela questão utilitária.

O peitão é a abundância. Muitos o temem, mas eu costumo cair de boca em desafios do tipo. E peitão se pega com uma certa brutalidade, se chupa com gana de acabar com o mundo. Já o peitinho é tímido, mas, cabendo inteiro na boca, na sutileza de suas curvinhas, é um treco bom também. O biquinho arrepiado. Um peitinho pode ser uma descoberta.

Enfim. Suspeito (perdão com o trocadilho) que peito é como coca-cola: não importa o tamanho da garrafa.

Eita que hoje eu estou todo putarístico.

09/01/09 | Veja mais | 7 comentários;