Aviso
Este blog deixou de ser miguxo.
É muito difícil escrever trocando as paradas todas.
Seguimos com a programação normal.
Aqui o esquema é bruto e o crime compensa.
É nóis.
Este blog deixou de ser miguxo.
É muito difícil escrever trocando as paradas todas.
Seguimos com a programação normal.
Aqui o esquema é bruto e o crime compensa.
É nóis.
Chego no show de Jau, encontro um monte de gente que não vejo há tempos.
A reação das pessoas, no geral, é aquele misto de entusiasmo embriagado – movido a aê aê aê e cerveja – e contentamento. Uma meenina, cujo nome não sei, vira pra mim e fala:
- Poxa, você conhece todo mundo aqui, menos eu. Quem é você?
- Eu sou um Smurf. Aê!
- E todo mundo te conhece?
- O povo teve infância!
E saio saltitando.
O ser humano é um fodido.
Ninguém tá interessado no bem dos outros.
Mas nem por isso eu acho que a vida é uma merda.
Só não espero essa bondade gratuita de ninguém porque um em um milhão é bonzinho gratuitamente.
Ponto. Final.
“Ah, Jorge, mas você é um pessimista fodido de merda. Vai catar coco”
Ok, talvez eu seja.
Mas quando um bando de soldado filadaputa fica escolhendo mochilinha e soutien (em francês que eu sou chique) em meio às doações pro povo que se fodeu em Santa Catarina, eu não me assombro.
Eu já sabia.
Eu posso levantar a cartolina na geral e dizer “eu já sabia”.
Não existe gente abnegada. Não existe gente altruísta. Irmã Dulce era uma farsa, assim como Madre Teresa e Gandhi e todo o resto dessa corja maldita do istopô.
Eu pensei em doar uma grana pra Defesa Civil de Santa Catarina.
Juro que pensei. Peguei o número da conta.
Agora eu tô com raiva de ter pensado isso.
O homem não é o lobo do homem.
Lobos são leais.
humpf…