Como acordar bem?
Estilingado por Jojó da Babá 05/11/2009 às 8:46
Fui dormir duas e meia da manhã.
Acordei seis da manhã. Um horário de peão de obra.
Levantei, tentei meter o carão de “sou trabalhador”, mas não deu. Deitei na cama de novo pra dormir mais uma horinha.
Aí acordo. Morrendo de sono.
Fiquei babaqueando. Com sono. Acendo um cigarro, cochilo, tomo um par de gritos de minha mãe “menino, desgraça, vai tocar fogo na merda do sofá”.
Levanto. Tomo banho mezzo dormindo, mezzo acordado.
Chego na sala, programa especial de aniversário da Ana Maria Braga.
Toca meu celular.
- Jorge, eu tinha de compartilhar isso com você!
Fingi saber quem falava, fingi entusiasmo e chutei “fala”.
- 10 anos de programa da Ana Maria Braga. E adivinha quem tá no paço do Pelourinho, aqui em Salvador, comemorando?
- Olodum?
- Isso. Que nem você falou no blog! Você é foda.
- Brigado.
- Você tá com voz de sono. Já acordou?
- Já. Tô assistindo.
- Mentira. Você tá dormindo. Tchau e bom dia.
Ok. Venho pro computs, ver e-mail, essas coisas.
Café. Outro cigarro.
Toca o telefone de casa. Elly, middle sister. Fala alguma coisa com minha mãe. Minha mãe me passa o telefone.
- Colé, Elly.
- Rei, tá demais. Falei com mainha agora: “mãe, encontrei, noutro dia, numa delicatessen daqui, um sarapatel de carneiro. Minha mão vira e pergunta ‘quem é esse?’. Faz um post aí. ahahahaha!”
- Joia.
- Sério, ela achou que “sarapatel de carneiro” era tipo um apelido. Entendeu? Apelido do segurança!
- Entendi.
- Ahahahahahahahaha. O apelido! Do segurança! Sarapatel de carneiro!
- …
- Faz um post.
- Vou fazer.
- Vou cobrar.
- Ok.
- Jura que vai fazer?
- ô.
- Vai nada.
- …
Outro café. Me liga um cliente.
- Jorge, tá na agência?
- Ainda não. Em casa. Algum problema?
- Ê vidão. Na minha próxima encarnação eu quero vir publicitário. Não faz nada, acorda tarde…
- Pois é – esse tipo de coisa eu nem discuto – Algum problema?
- Não, olhe só, tô querendo só ver com você sobre aquela peça que você me mandou ontem de noite. Linda. Gênio. Você é muito bom.
- Brigado.
- Sério, cara, você tem a manha. Você captou completamente a aura do produto. Só tem uma mudancinha.
- Claro que tem. Fala aí qual é.
- Assim, eu tenho uma dúvida se o título deve ter artigo ou não. Não sei se fica melhor “O spluft é splaft” ou só “spluft é splaft”. Se a gente for analisar, “Spluft é splaft”, sem artigo, fica mais impactante. Mas o artigo compõe a coisa, né? Ai que dúvida! Você acha o que?
- Olha, cliente, eu acho que não é uma diferença assim tão relevante.
- Como não é? Jorge, você, homem que vive da palavra, sabe bem a diferença que um artigo faz. Faz ou não faz?
- Faz. Ok. E aí?
- Bom, vamo analisar com calma: prepara 72 opções diferentes, com artigo, sem artigo, com o artigo de cor diferente, com o artigo em negrito, em itálico, em outra fonte…
- Pô, bicho, vai foder o cronograma da campanha.
- Nada, faz aí rapidinho. Foi feito em Corel? Manda que eu mesmo faço aqui.
- Não foi feito em Corel. Foi feito em outro programa… E, desculpa, mas não mando arquivo aberto pra cliente.
- Ah, cara, bobagem, a gente é parceiro. Manda aí o arquivo editável.
- Desculpa, cliente, mas arquivo editável não sai da agência. Daqui a pouco você pega, fode tudo no arquivo e é meu nome assinando a peça. Não passo arquivo editável.
- Nunca?
- Nunca.
- Ok, então. Faz mais 128 opções. Me manda até 9 horas?
- Nove horas eu tô chegando na agência. Não dá.
- Ok, então: 9 e 15 dá?
- Escuta, brodi, não é fábrica de salsicha. Não dá pra enfiar o porco de um lado e tirar a linguiça pronta do outro. LEVA TEMPO!
- Joia: Fico esperando seu e-mail às 9 e dez.
Outro café. A primeira neosaldina do dia. Me liga minha irmã. De novo.
- Escuta, vai fazer o que no sábado?
- Não sei.
- Vai trabalhar?
- Provavelmente.
- Vai almoçar lá em casa.
- Claro.
- Mentira: quando você fala assim, confirma logo de cara, você tá mentindo. Você adora enrolar as pessoas, marcar coisas e depois sumir. A gente é família, cara, não faz isso. Porque você não diz, simplesmente, “não vou”?
- Porque, se eu digo “não vou”, você começa uma ladainha dizendo “ahhhhh, vá, por favor, por favor, por favor…”
- Oxente, não sou maluca, Jorge. Pode falar. E aí, vamo almoçar no sábado lá em casa?
- Tudo bem. É mentira. Não vou almoçar em sua casa.
- Ahhhhh, por favor, por favor, por favor…
Desligo. Troco de roupa. Minha mãe permanece na sala, vendo o especial da Ana Maria Braga.
- Filho, tão dando um carro no programa.
- Joia.
- Só tem de mandar um sms pro número tal. Manda aí do seu celular?
- Mãe, custa 5 paus esse sms.
- O que é cinco conto pra quem vai ganhar um carro?
- Mãe, a gente não vai ganhar.
- Eu tô sentindo aqui no fundo do meu coração que hoje a gente ganha.
- Chega. Não vai mandar porra nenhuma de sms do meu celular.
- Grosso. Estúpido.
- …
- Aquele ali é o Washington Olivetto, né?
- É.
-Nossa, fico imaginando o dia em que você vai ser um publicitário famoso que nem ele e vai aparecer na tv em programas assim.
- …
Me liga minha outra irmã.
- E aí, irmão?
- Quié que tu qué?
- O blog anda parado, né? Nem no twitter você pinta, só retuitando.
- Trabalhando. Muito.
- Tá com uma vozinha. Tá no pique, né?
- Ô.
- Entusiasmo…
- Tô com sono.
- Porra, você antes fazia duzentos posts no blog, agora fica nessa, fingindo que tá trabalhando.
- Pois é. Vai rolar.
- FAZ UM POST AÍ NO BLOG, PORRA!
- Tô fazendo.
- Sobre o que?
- Você vai ler. Você acaba de entrar nele.
Passa aquela propaganda da coca-cola, em que uma mãe fala “eu sou essa coca-cola toda.
- E aí, filho, eu sou essa coca cola toda?
- É sim.
- …
- …
- Porra nenhuma: coca cola dá celulite.
O dia começa.
Será longo.
Escrever bem e escrever mal
Estilingado por Jojó da Babá 11/09/2009 às 20:02
Vamo surpreender os leitores deste blog.
Eu acho que todo mundo tem o direito de escrever mal. Sério.
o.O
(sua carinha de surpresa com essa afirmação).
Sério. Ninguém precisa saber fazer tudo na vida. Apesar de achar que escrever de maneira inteligível é uma coisa que qualquer tipo médio (aka Homer Simpson) consegue fazer, não considero um grande mérito na vida. Ninguém paga conta com isso.
As coisas, como vocês sabem, só têm relevância pra mim se puderem ser transformadas em formas de ganhar dinheiro (alô, síndrome de pobre). Não me importa que você saiba abrir uma garrafa de coca-cola com o cu ou que consiga mexer um olho só (não o treco da coca, mas o do olho eu consigo!). Se isso não é monetizado, é só um aspecto bobo de você.
E, quando eu falo em “escrever bem”, não é no nível de um Machadão. De um Paulo Bono. De um Bukowski. Quase todo mundo se embola com o uso dos porquês, quase todo mundo erra algumas coisas corriqueiras – ou tem um ou dois errinhos de digitação num texto.
Este blog tem bilhares de errinhos de digitação – um pouco menos de erros ortográficos, propriamente.
Não compromete. Me dói na alma, mas passo por cima.
Eu termino de ler teu texto.
Já fui bem xiita com relação a esse tipo de coisa, hoje tento entender as pessoas.
Num bate boca escrito, por exemplo, acho que um dos estratagemas mais covardes é corrigir o português do contendor. “Tudo bem que você me ache um filho da puta e quer me fazer de picadinho, mas “pedaçinho” não tem cedilha”.
É chutar cachorro morto. É apelar – eu acho. Eu consigo me relacionar com gente que derrapa, de quando em quando. Não conseguiria amar uma pessoa que escreve assim, mas aí é outra história.
Do mesmo modo é desenhar. Um macaco, bem adestrado, consegue desenhar. É prática, pura e simples. Desenhe todo dia, durante um período de tempo, e em pouco tempo você já se vira. Se não de maneira estonteante (pra isso talento manda lembranças), mas você entendeu o ponto.
O raciocínio é este: escrever de maneira inteligível e desenhar de maneira minimamente correta são coisas que deveriam ser tão comuns como dirigir. Ninguém é um Filipe Massa, mas todo mundo dirige de maneira mais ou menos direita (tirando July).
Outras coisas que eu acho que todo mundo poderia fazer:
Costurar.
Aquele basiquinho. Saber repregar um botão numa camisa num quarto de hotel às 2h15 da manhã.
Cozinhar.
Saber fazer pelo menos um miojo. Um arroz. Um macarrão com êpa.
Trocar uma resistência de chuveiro.
Trocar um pneu de carro.
Abrir uma garrafa de vinho.
Abrir um pote de azeitonas.
Essas coisas que separam os adultos das crianças.
O problema surge quando o cara quer viver disso.
Aí complica. Não dá pra todo mundo.
Eu não me proponho a ganhar a vida fazendo rapel.
Eu não me proponho a ganhar a vida cantando, ou tocando guitarra – apesar de não cantar propriamente mal (mentira) e tocar guitarra bem (verdade).
Daí, compadre, quando eu descubro um site desses, eu fico entusiasmado.
Porque vejo que tem muita gente imbecil tentando viver disso, daí me sobra espaço pra ganhar mais dinheiros.
Acesse e não volte nunca mais aqui:
http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/
Beirut em Salvador vira, claro, uma enorme putaria
Estilingado por Jojó da Babá 05/09/2009 às 9:06
Ê, Bahia velha de guerra…
Xõ contar o treco, malandro.
Algum cara bacana e inteligente teve a ideia luminosa de trazer o sanduíche do habibs Beirut pra Salvador. Beirut é o sanduíche do habibs que se come bêbado na volta do reggae a banda do Zach Condon, um brodi americano que viajou pro leste europeu ainda adolescente, deve ter tomado todas as vodkas e bebidas destiladas oriundas de lá em pubs apertados e prostíbulos clandestinos e, na volta, resolveu fazer uma banda que tem essa pegada bem ciganada e tal.
Você, cachaceiro inculto e cabeçudo que só vai pra show pra balançar, ficar bêbado e pegámulé, obviamente não conhecia o Beirut.
Eu te perdoo, sérião.
Tintendo, negô, tintendo de verdade.
Pegámulé é bão. Ficar bêbado é massa.
Destimodos, malandragem de papito, pegámulé bêbado é um resumo da felicidade vindoura no paraíso.
Daí que você gastou toda a sua energia e uma soma rocambolesca de neurônios nisso, não conhecia o treco, e titio vai te contextualizar, num mini-cursinho que é um pitéu de boa vontade da minha parte.
Beirut é, basicamente, a banda que o Rodrigo Amarante, dos Los Hermanos, faria se tivesse feito um intercâmbio cultural na eslováquia e se batesse com o Alex Kapranos, do Franz Ferdinand, em um puteiro da europa oriental.
Não pegou, né? Não foram boas referências?
Bom, vamo pro tiro de canhão.
Aula rápida dos tempos mudernos tem datashow, e nosso blogueeeenho não poderia fugir à regra: saca essa música da série capitu, chamada elephant gun?
Pronto: isso é Beirut.
Pausa para palmas. Quem não tem mão pode aplaudir arremessando o cotoco de punho contra o próprio rosto.
clap clap clap.
Considere-se aprovado no rápido cursinho. Você acaba de se tornar um dos maiores fãs e conhecedor TOP de Beirut da capital baiana. Afinal de contas, 90% das pessoas que estiveram ontem no show de Beirut, no Teatro Castro Alves, em Soterópolis, conheciam apenas Elephant gun.
Eu conhecia o Beirut e, sinceramente, nem gosto muito de Elephant gun.
Prefiro Nantes:
Sentiu a pegada de arrocha? So…
Anunciaram que Beirut vinha pra Salvador. A expectativa crescendo. Ingressos para a Fila U do TCA.Tava valendo.
Daí, essa semana, eu me liguei que não era, na verdade, um show do Beirut, mas uma apresentação do Percpan, ou Panorama Percussivo Mundial, inventado pelo nosso maconheiro mor Gilberto Gil. Ou seja: haveria duas outras apresentações antes do Beirut tocar.
Saí correndo do trabalho pra não perder o horário.
Chegando no teatro, aquele esquema indie-alternativo. Todo mundo de óculos coloridinho. Todo mundo vestido de trapinho. Todo mundo com aquele visual de que acordou de levantar da cama sem pentear o cabelo e pá, foi pro show.
Xô fazer um resumo das duas primeiras apresentações:
- Apresentação 01: um francês maluco e fumado batucando nas paredes e no palco do TCA. Começou bem, com uma parada misturando uma percussão num tonel de latão e um vídeo, mas depois que ele começou a fazer percussão com uma bacia de água, malandragem, o treco foi ladeira abaixo.
Nego fazendo aquela carinha de “tô entendendo tudo”, “arte moderna é minha praia”, “sou antenado”. Eu fazendo piada de quase tudo.
- Apresentação 02: uns japas vestidos de dragon ball z. Um japa mete um treco na boca e começa a fazer “tóin”, “tóin”, “tóin”, “tóin”… namorada vira pra mim e arrebenta: “parece que tão puxando o bigode de um gato de desenho animado”.
Crise de riso. Durante o show quase todo. Umas cochiladas.
Duas horas de sofrimento depois, intervalo. Me bato com uma amiguinha, ela diz “Beirut ficou pro final porque os caras vão tocar até de manhã”. Apostei: “100 conto como esse show vai durar uma hora, uma hora e quinze no máximo”.
Começa Beirut. A primeira música, claro, foi Nantes. Por mim, depois dessa, eu poderia ter ido embora. O cantor, visivelmente, fez uso de uma quantidade pantagruélica de substâncias psicotrópicas e tava doidão alterado.
Isso eu não vi. Na verdade, li hoje de manhã no twitter. Afinal de contas, quando você está na fila U do teatro e diz que notou visualmente alguma coisa do show, você está mentindo.
Daí ele cantou Elephant gun, fez umas firulas, falou em um português surpreendentemente claro e articulado e achou que tava num pub na escócia. “Vocês poderiam se levantar e chegar aqui perto do palco?”
Você, malandro de Salvador, sabe o que isso significa.
Hordas e hordas de uma manada selvagem pulando por sobre as cadeiras do teatro mais respeitável da Bahia. Gente se acotovelando. Virou putaria. Virou carnaval. É a única linguagem artística que a Bahia entende.
Daí o cantor foi mais longe: “vocês poderiam subir no palco aqui comigo?”.
Man, fodeu. Mais de 600 pessoas em cima do palco. O povo se estapeando. Gente dançando arrocha.
Nós, sentados que estávamos em nossas cadeiras, permanecemos vendo aquela cena dantesca. Roubaram um microfone. Uma trupe de seguranças empurrando o povo de cima do palco. Um produtor dá um berro “gente, roubaram um microfone aqui. Dá pra devolver?”
E a patuléia começou a gritar “de-vol-ve, de-vol-ve”
Realiza a cena. Uma menina subiu no palco, catou um microfone e meteu na bolsa. O povo grita e, digamos, ela resolve se entregar. “Ok, gente, fui eu, taqui o microfone”. Qual seria o próximo grito de guerra da patuléia?
a) “Pi-ra-nha”, “Pi-ra-nha”, “Pi-ra-nha”!
b) “La-dro-na”, “La-dro-na”, “La-dro-na”!
c) “Eu que-ro”, “Eu que-ro”, “Eu que-ro”!
Uma hora e quinze de show, a banda vaza. O povo pede bis. Um produtor sobe no palco e chuta:
“Olha, eles vão voltar pra fazer mais duas músicas. Mas, por favor, desçam das cadeiras”.
Não fiquei pra ver.
Vergonha não define.
Fui embora com a certeza de que Salvador é uma choça.
Guarde este texto. Envie pra brodagem amiga, imprima e cole no fundo da porta do seu quarto. E, toda vez em que você vir um show grande internacional chegando em Sampa e no Rio e se perguntar porque que Salvador não faz parte do circuito, releia.
UPDATE: OIha o vídeo da invasão…
Uma comentarista deste blog
Estilingado por Jojó da Babá 24/08/2009 às 12:51
“Téédioooo!
Vou sair desse blog já antes que eu comece a babar no meu teclado….”
Para ela e todos os demais: porta da rua é serventia da casa.
Tá achando ruim tanto post imbecil aqui? Pega o mouse e enfia no cu.
Ser retardado é uma arte para poucos.
Muitos são chamados, poucos escolhidos.
Quer ler coisa séria? Vá pro site da Veja.
Ops. Exagerei. A veja tá quase no nível deste blog.
Sei lá, vá dar o rabo prum jegue viúvo, vá catar coco, vá tirar sua mãe do brega, mas não vem me encher os quiba.
Beijocas.
Diálogos com mamãe
Estilingado por Jojó da Babá 30/05/2009 às 7:20
Esse é quentinho, saiu do forno agorinha.
- Querida mamãe, como passou a noite?
- …mmmmm… (bom humor ao acordar é tudo)
- Mamãe, eu sou muito feliz de ter a senhora como mamãe.
- ahahahahaha
- Por isso que eu não falo nada: quando falo uma declaração de amor que vem do profundo da minha alma, você ri.
- Profundo quanto, menino?
- Profundo daqui, ó (e aponto pro peito. Ela detesta corações, símbolos de corações, gente que aponta pro coração)
- Ah. Mas aí é profundo do diafragma.
- …mmmm…
- …
- …
- Acordei com uma vontade de morar na França, comer coisas gostosas (suspiro).
- Quer ir tomar café na rua?
- Não. Tem bolacha cream cracker.
Comunicado importante
Estilingado por Jojó da Babá 14/04/2009 às 8:53
Assim como o golfe, o turfe e a sonegação fiscal, fumar virou esporte de rico.
Eu continuarei fumando por mera ousadia.
Nego me pergunta o que eu acho da lei do Serra que proíbe o povo de fumar em ambiente fechado, debaixo de marquise, etc, etc.
Acho certo. Eu fumo, mas encher o saco de quem não fuma não existe.
Vamo deixar de viadagem, acender mais um camel e vamos embora.
Direito do fumante uma caceta. Vai fumar na rua e pronto.
Agora, por outro lado também, na hora em que eu disser “vou ali fumar um careta”, não vem fazer muxoxo.
Vai tomar no cu com seu muxoxo.
Eu não te encho as ventas de fumaça, você não fica me explicando que cigarro faz mal, falou?
Cada um se mata do jeito que preferir.
Meu estilo é o câncer de pulmão em slow motion.
Estilingado por Jojó da Babá 03/04/2009 às 12:29
Perdendo seguidores…
Perdendo minha sanidade mental.
Trabalhando feito mouro.
Cansado que só.
Fodaê.
Tem dias que tenho vontade de sentar no chão e chorar.
Mas passa.
Quanto aos seguidores:
Esse blog tá fazendo água, só pode ser isso.
E os ratos são os primeiros a abandonar o convés.
A educacão do Boninho no BBB impressiona
Estilingado por Jojó da Babá 15/03/2009 às 12:22
Eu mandava tomar no cu.
Eu não acho legal
Estilingado por Jojó da Babá 02/02/2009 às 15:46
Quando sua irmã liga pra você embriagada num dia de segunda te chamando pra tomar cachaça numa festa de largo e você é obrigado a permanecer trabalhando.
ok, entendi você
Estilingado por Jojó da Babá 27/01/2009 às 23:17
Eu escrevo textos em que me exponho e conto o melhor e o pior de mim.
Tudo que não presta.
A lama, o escroto, a putaria desenfreada.
O pior, os excrementos, a meleca pendurada no nariz.
Ninguém comenta.
Ninguém, no one, nobody.
Nada, niente, capisce?
I could kill u tonite!
Daí eu faço um, unzinho, um mero post mimimi de três linhas e todo mundo comenta.
Caralho.
Morram, todos, de câncer no cu.
Nheco ploft…
Você sabe o resto.
Sou inseguro, preciso ser amado em doses homeopáticas e diárias.
Releia se ficou complicado pra entender.
Para te ajudar, vamos comigo, sílaba após sílaba:
Sou inseguro, preciso ser amado em doses homeopáticas e diárias.
Sou inseguro, preciso ser amado em doses homeopáticas e diárias.
Sou inseguro, preciso ser amado em doses homeopáticas e diárias.
Sou inseguro, preciso ser amado em doses homeopáticas e diárias.
Sou inseguro, preciso ser amado em doses homeopáticas e diárias.
É um mantra. O meu.
Deveria ser o seu.
Eu sou um feijãozinho no algodão: preciso ser regado.
Religiosamente.
Ou serei uma decepção da pré-escola.
Mais uma para o vasto cabedal de decepções que vocêe finge não lembrar.
Aprendam: se eu passar a pica todo dia em vocês durante uns dois ou três diias e você me ligar me chamando de “amore”, eu vou estranhar.
Eu juro que vou.
Mas se todo dia você disser uma coisinha, tipo “legal seu texto hoje” ou “tá calor, né? será que vai chover?”, eu viro seu escravo eterno.
Eu lamberei o chão que você pisa.
Eu, como a Raposa de Saint-Exupéry, desde três ficarei feliz com seu comentário às quatro.
Se preciso chorar todo dia pra que vocês comentem, avisem.
Eu minto bem.
Tem dias em que de noite é foda.













