Coisas que aprendi
Ser você mesmo não é ser sempre o mesmo.
Ser você mesmo não é ser sempre o mesmo.
Quando tocou essa aqui.
Hoje é aniversário de minha querida mamãe. E, como sempre, nada com ela é normal. Hoje começa a Micareta Zezéu: de hoje até sábado é aniversário de mamãe.
Vou tentar reproduzir o mais fielmente possível o que ela falou sobre esse mistério do aniversário.
- Mãe, porque você é a única pessoa do mundo que faz aniversário 05 E 07 de Fevereiro?
- Menino, deixa eu te contar. Conta mamãe que eu nasci no dia 05, mas papai, que era um bonachão, me registrou no dia 07. Durante ANOS eu acreditei que meu aniversário era dia 07, mas aí, quando papai morreu, a gente descobriu que a data tava errada…
- Que onda…
- Eu tenho uma raiva disso danada!!!
- Por que?
- Porque naquele tempo papai era o rei dentro de caa. Eu lembro que quando ele sentava na mesa para comer ninguém podia nem chegar perto. Vovó ficava servindo ele na mesa, e mamãe só prestava pra abrir as pernas e fazer um monte de filho. Mamãe era muito retardada.
- Oxente, mãe, é assim que fala de sua mãe?
- Você me matava na faculdade pra filar aula e eu não posso falar mal de sua vó?
***
E ela sabe da existência de vocês, queridos leitores. No outro dia, no carro, uma locutora no rádio falou algo como “confira isso e muito mais no nosso PODCAST”. Mas ela pronunciou podcast com uma empolação e um sotaque estranhíssimo. Não deu outra:
- Filho, a mulher falou o que? Confira mais no nosso BOQUETE?
- Oxe, mãe, tá cheirando água sanitária pra bater onda? Ela falou PODCAST!!!
- Ah…
- …
- Você não vai colocar isso no blog, não, né?
***
Sábado de tarde.
- Filho, vai sair?
- Vou sim.
- Ah.
- Não vou de carro não, o povo vai me pegar aqui.
- Ah, quee bom. Porque aí você bebe e sai e eu fico preocupada.
- Tenha medo: quando eu saio SEM carro é um sinal de que eu vou me afogar na cachaça.
- Deus vai me dar vida e saúde pra ver você com filho…
E tomara que eu possa ser pra meu filho um pedaço mínimo da pessoa fantástica que minha querida mamãe é para mim.
Tudo bem, a Alícia Keys é mais gostosa.
Mas ela é foda.
Ela tem um black foda, ela toca baixo, ela tem 23 anos e ela arrepia.
Ela salvou Ponta de Areia.
Mas bom mesmo é vê-la destroçando o baixo.
Ladies, Gentlemen: Esperanza Spalding.
Vocês merecem.
Muito respeito.
Com este post, igualamos a marca do DiariodaCriação, o blog sério.
trezentipouquinhos posts.
O diário da criação é o lado Dr. Jekill deste blog.
O link tá aí em cima. Foda-se e clique. Tô sem saco de linkar.
Vale visitar. Eu gosto dele.
Mas Mr. Hyde continua na ativa.
hua hua hua
(detesto essa risada de hua hua hua, mas só ela expressa uma risada sinistra e malévola. Leia desta forma, com esta entonação)
Eu devo meu sucesso profissional a Glória Perez.
Sério mesmo. Leia o post e entenda.
Glória Perez escreve novela. Neguim paga a ela para escrever.
Só isso já é motivo de inveja.
Mas não invejo a eminente dita cuja só por causa disso.
Invejo Glória Perez porque alguém dentro da globo tem o rabo preso com ela. Ou então alguém come ela. Não que eu tenha o menor interesse em ser comido por ninguém na globo e nem de fora, mas tem alguma coisa estranha nessa relação da noveleira com a emissora. Como ela não é, digamos assim, uma Juliane Moore – e é inclusive feia igual ao feriado de quarta feira de cinzas, no inferno, retratada num rabisco num papel de pão, eu acho que ela tem um puta culhão.
Porque ela é a única autora de novela que faz uma salada da porra, se perde em todas as novelas e continua assassinando história atrás de história no horário nobre da tv.
Ela já fez novela misturando barriga de aluguel e gótico; internet e cigano; clone de gente, Dona Jura e muçulmano; imigrante ilegal, escola de samba e rodeio.
Repare: em todas as novelas ela se perde e tem de arrumar uma solução tampão pros personagens. Todas.
É uma filhadaputice.
Eu acho que ela pega um ano de revistas semanais, recorta palavras aleatoriamente, coloca num saquinho e vai puxando e, assim, ela define como serão as novelas dela no mesmo balaio fedorento e abjeto.
Aposto:
A do ano que vem terá uma madrasta assassina, chamada Ana Carolina Batojá (a mudança no sobrenome é pra disfarçar), matando, com uma sapatada, um presidente negro que se elegeu depois da tragédia de Santa Catarina.
Compromisso deste blog:
Quem lembrar de uma novela de Glória Perez que tenha sentido até o final ganha um ano de jujuba grátis.
Glória Perez inventou o cigano Igor (daaaaaaara, dã) e a arfante Céu.
Pausa para que vocês relembrem do cigano Igor.
Lembraram? Mais um pouquinho…
Ok. Voltando.
Aliás, sobre Céu, é importante frisar que o desempenho artístico de Deborah Secco naquela novela, independente de toda a gostosice dela, figura no panteão das piores interpretações de toda a história da humanidade desde a invenção do teatro na grécia.
O que não deixa de ser um mérito.
Deve ser muito fuóóóóóóda ser tão ruim.
Daí que eu não vejo mais novela.
Trabalho muito, tenho uma banda fracassada, bebo sempre que deus permite e tenho muitos amigos. É difícil conseguir chegar cedo em casa.
A última que vi, acho, foi Senhora do Destino.
Acompanhei aquela coisa até o final e fui pro bar acompanhar o último capítulo.
Depois acabou. Nunca mais fui conquistado por nenhuma novela.
Era horrível chegar cedo em casa.
Daí me fodi, trabalhei igual a um mouro e botei tv a cabo em casa.
Há alguns meses. É um luxo caro.
Não tenho plano de saúde, mas tenho TV a cabo.
Não dá pra pagar os dois e, obviamente, eu prefiro a tv.
É um outro mundo.
Enquanto todo mundo tá vendo novela eu vejo House.
Ou uma reprise de friends.
Um só episódio de friends, em reprise, vale mais que toda uma novela.
Só que tem dias que eu esmoreço trabalhando e fico imaginando que poderia levar uma vida mais simples, poderia cortar alguns supérfluos, como a tv a cabo, para viver gastando menos.
E, invariavelmente, eu lembro de Glória Perez e suas novelas.
E me encho de um novo ânimo porque, de fato, eu preciso ganhar dinheiro para poder continuar pagando minha tv a cabo para, nunca mais, em minha vida, ter de assistir às saladas desta senhora.
Obrigado Glória.
Sem você, eu seria uma pessoa mais medíocre.
PS. Este post surgiu de uma notícia que tive hoje: a próxima novela de Glória Perez terá indianos, blogueiros, esquizofrênicos (de verdade, os doentes mesmo, não eu e você) em Dubai, Índia e Brasil, obviamente.
Essa promete.
Amigos, comemorem.
Inimigos, morram de inveja.
Leitores deste blog: regozijai-vos.
Troquei de carro.
Não por nada. É que eu tava com medo de pegar tétano na minha lata antiga.
Quem me conhece, sabe: aquilo não era mais um carro. Foi um carro digno em 97, quando foi produzido. Há tempos deixou de ser.
Era uma lembrança etérea e simpaticamente sujinha do que, um dia, foi um carro.
O novo (sorry: seminovo) é lindo, não tem nenhuma zuada e não preciso mais ter vergonha de visitar nenhum cliente com ele.
Mas ainda não o sinto como meu.
Deve ser o costume com o velho pálio de banco quebrado, porta batida, vidro que não abaixava e retrovisor do carona pendurado.
Ele, o pálio, foi um fiel companheiro.
Juntos, nos escorando um no outro, chegamos em casa bêbados uma soma assombrosa de vezes.
Comemos gente juntos. Choramos algumas separações de namoros juntos.
Fomos em lugares suntuosos e em locais bem suspeitos.
Viajamos juntos.
E ele, mesmo com sede, nunca negou fogo.
Com uma baforada de algo remotamente parecido com gasolina ele me levou aos confins do universo. E também a Valença, que, como todos sabem, fica depois dos confins do universo.
Ele, de certo modo, tinha minha cara. Esse novo é ainda assintosamente tiradinho.
Mas isso vai acabar. Ele será um novo companheiro e o palio antigo será uma lembranca antiga e engraçada numa mesa de bar.
“Lembra, Jorge, que tu tinha aquela desgraça velha e calorenta?”
Eu vou rir disso e confirmar.
Se as coisas tivessem memória meu carrinho estaria triste.
Por isso ele merece essa singela homenagem. Bom que fique marcado neste blog:
Querido pálio,
saudades eternas de seu cheirinho de óleo vazando e de seu volante mais duro que pão dormido com becel.
Juntos, fomos onde poucos nesta existência se dispuseram a ir. Fomos temidos na Bahia.
Muitos vão do berço à cova sem saber o que é andar por onde andamos juntos. E você, gato guerreiro transformado pela idade em pacata lataria, será lembrado como uma lenda, um mito, um marco na história dos que vivem e bebem nesta cidade.
Ide, Pálio! Teu futuro é incerto como a procedência de tantos uísques que tomamos juntos por esta cidade afora.
Mas tua alma jamais morrerá!
De teu dono (quiçá último, antes do ferro velho)
Jorginho da Bahia
Inveja dos franceses…
Se bem que acho o beaujolais meio insossinho.
Sou mais um bom borgonha forte.
Mas tudo é motivo pra beber.
Veja aqui mais sobre essa bebida tão incenssada…
Samira também detesta gente inteligente.
E tem um blog bem bacana.
Marcelo é um primo meu. Dos mais inteligentes e bem articulados. E engraçados.
Sou fã dele e quando a gente se bate é fatal: a gente ri um monte, bebe pra cacete e tal.
Aí ele resolveu falar no “about me” dele de um monte de coisinhas. Tipo regras de convivência.
Facilita você gostar se você conhecê-lo. Mas mesmo não o conhecendo ainda é uma das melhores coisas que eu li ultimamente.
Concordo com quase tudo.
Peguei as coisas mais interessantes e coloquei aqui.
Enjoy.
• Se eu disser que não gosto de alguma comida não insista, e não use como argumento o fato da receita ser da sua bisavó e ser preparada de forma diferente
• Não peça meus CD’s emprestados
• Não peça minhas roupas emprestadas
• Não me peça dinheiro emprestado
• Se algumas das raras exceções acima foram abertas, devolva, porque eu cobro
• Se você ligar para meu celular chamar e cair na caixa não ligue novamente, não fique como um louco ligando em sequência
• Sou muito decidido, se eu não pedir sua opinião então não dê
• Eu mudo de idéia com freqüência, mas não se preocupe, não é pessoal
• Não tente me fazer acreditar no que eu não acredito, principalmente se seus argumentos forem fracos
• Criança não combina com festa de adulto, é por isso que se chama “festa de adulto”
• Se eu não for ao seu evento, seja ele qual for, não é pessoal
• Não me peça coisas de manhã cedo
• Não me cobre coisas de manhã cedo
• De manhã a única coisa que eu quero é uma xícara de café preto
• Se você é indeciso, não me chame pra comprar nada
• Não converse comigo me cutucando
• Não fale comigo com o rosto bem próximo ao meu (a menos que esteja namorando comigo rs)