O bono fez um post foda falando sobre locadoras.
O blog dele é melhor que o meu, por isso eu detesto ele e quero que ele morra.
Mas, fora isso, o texto merece ser lido (vá lá rápido e volte).
Mas me fez lembrar que eu tinha um post pra fazer sobre isso.
Eu adoro cinema, mas não compro filme pirata.
Eu adoro séries americanas, mas não baixo no mininova nem no piratebay.
Eu não tenho carteira de estudante falsa pra pagar meia e sempre me fodo quando vou ao cinema, ao teatro ou a qualquer espetáculo do tipo, pagando o dobro do preço que seria justo pagar.
E isso faz com que a maioria das pessoas me rotule:
“você é pau-no-cu, hipócrita, propedeuta, chibungo e abestalhado.
E, principalmente, boboca”.
Ou escandindo as sílabas para reforçar o sentido:
“Bo-bo-ca.
Todo mundo faz.
Todo mundo é esperto e você é idiota.
O-tá-rio”.
Tirando a parte engraçada desse histrionismo dos defensores da esperteza, eu fico incomodado com isso.
Não muito.
Porque é uma postura pessoal, não faço campanha e não tento converter ninguém disso. Logo, se eu quero pagar mais ou não por algo que eu acho que tem valor, foda-se o mundo: vou pagar e fodeu.
Mas o pior argumento é o de desqualificar minhas posições: “sim, mas você baixa música, seu porco simoníaco. Isso é uma contradição e você é um assecla do capeta e arderá no fogo eterno dos séculos dos séculos”.
Xô explicar. Não acho que baixar música seja uma atividade fim. Tipo: se eu baixo uma música de um artista e passo a me interessar pela obra dele, eu vou comprar um DVD, ou vou pagar pelo ingresso do show dele, ou vou… enfim, você entendeu: existem milhares de maneiras de o artista ganhar dinheiro comigo.
Com um filme ou com uma série não é assim. Você baixa, assiste e cabou.
Não há como o artista ser remunerado de modo algum.
Logo não faço.
Mas o que realmente me incomoda é essa sensação de que quem não se aproveita da internet para baixar e ter acesso a tudo sem pagar é um idiota. Discordo frontalmente disso.
viu?