A patuleia me dá orgulho demais

Ok, seria exigir demais dessa sua cabecinha.

Você não conhece o brodi daí debaixo.

Tudo bem, eu concordo com você que esse corte de terno é oldie.
E esse cabelo a la “mamãe-meu-nome-é-grace-jones” foi oficialmente proibido de ser utilizado em 1984.

O video é antigo. Releve isso.

Feche os olhos e dê play.

Esse elegante negão (era muito na época do vídeo e hoje é ainda) é um guitarrista único no mundo.
Na técnica do tapping (assista o video e entenda o que é tapping) ele é único.
Outros caras tocam até mais que ele – Toquinho, brasileiro e lá ele, é o primeiro exemplo que me ocorre. Mas ninguém toca como Stanley Jordan.

Stairway to heaven vira uma nova música na mão de Jordan.
Mas aí você, que é chato, vai dizer: também, né, Jojó, com uma banda dessas fazendo a base, até minha vó fazia igual.
Ok, vamo ouvir então uma banda melhor ainda.

Stanley Jordan e uma guitarra.

Aí esse cara veio tocar no Brasil – em sampa – e 17 almas foram assistir.
Dezessete.

Se eu, agora, pegar o telefone celular e ligar pra todo mundo que tá na minha agenda, eu consigo chamar umas 20 pessoas pra sair e tomar uma cerveja comigo num posto de gasolina. Fácil.

Stanley Jordan toca no Brasil, de graça, na periferia da maior cidade brasileira, e só 17 abençoados vão prestigiar.

Eu compreendo que você não conheça Stanley Jordan.
Eu compreendo que o Faustão chame o Information Society pra dar uma canja para a família brasileira.

O que me deixa indignado é que só 17 pessoas foram ver o cara. Só 17.
Esse cara tem um saco de grammys nas costas. Uma coleção.
Velho, e disse a lenda que ele foi super profissional, tocou o set completo pra galera ínfima de 17 cidadãos.
Nego quis cancelar o show, mas ele meteu o carão e disse “eu toco”.

Eu torço muito pra que o Brasil seja engolido pelo oceano quando as calotas polares derreterem.

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Helltown: como é a rotina no inferno

Lá, nos domínios do Coisa-Ruim, não tem nada de muito diferente do que tem por aqui, não.

É bem parecidinho, inclusive.
Não tem demônios, nem tridentes, nem chamas, nem danação eterna, nem sofrimentos imensos, nem nada dessas coisas que as pessoas, atreladas à mentalidade católica de culpa e expiação, imaginam que haja por lá.

É quase normal em Helltown. Tem carros e trânsito e trabalho.
O que fode tudo é o corn flakes.

Leia e entenda.

No inferno, funciona assim: você trabalha muito.
Umas duzentas horas por dia.

Você ganha uma grana e tem tudo de conforto que uma casa pode ter em sua própria casa. Uma TV linda e enorme, uma assinatura rombuda de tv a cabo, um sofá delicioso, um edredom do caralho…

Mas você trabalha tanto que, quando chega em casa, mais ou menos meia noite, todo dia, não consegue nem ligar a tv. Seu sofá fantástico não fica tão agradável, uma vez que em Helltown faz tanto calor, mas tanto calor, que você se sente derretendo em qualquer lugar.

Aí você vai tomar um banho.
A água é quentinha.
Bem quentinha.

Tão quentinha que, se você bobear, ela arranca teu couro de tão quente.

Aí você pega seu celular, modernérrimo, com tudo que pode haver de tecnologia, e recebe mais uma mensagem da nega que você cata, reclamando que você nunca tem tempo para vê-la.

Sim, queridinho, porque você também pega gente no inferno.
Sua namorada, por exemplo, é uma gata, gostosa e amplamente apertável.

Só que você nunca tem tempo de vê-la. Nunca.

No inferno, você desiste da parada, até porque já é quase uma da manhã e você, amanhã, terá de sair pra trabalhar às sete, e pensa assim: porra, malandro, vou comer alguma coisa e vou dormir.

E é aqui que minha teoria se prova:
só tem corn flakes todo dia.
Todo santo dia.

Só tem corn flakes com leite.
E, amanhã pela manhã, nem se empolgue: é corn flakes no bucho.

Quando você chega logo lá em Helltown, inclusive, você pensa “malandro, tá joia, inclusive porque eu adoro corn flakes”.

Pensa agora na eternidade comendo corn flakes.

Tem comidas muito bacanas em Helltown. Sério. Tem outback  em Helltown.
Mas tudo engorda, tudo é caríssimo, e a ração diária é só corn flakes mesmo.

Na cama não é muito diferente: seu edredom é lindo, mas Helltown, como você já sabe, arde em brasas, e seu edredom é quente pra cacete.

Você arruma uma casa como sempre sonhou, mas tem de trabalhar igual um mouro pra manter essa casa, e trabalhar esse tanto te impede de desfrutar da casa.

Você compra um carro fantástico, lindo, pá, mas tem que trabalhar tanto pra pagar esse carro que nunca sobra tempo pra dar um rolé pras praias fantásticas que existem em Helltown.

Olhe, mas não prove. Prove, mas não muito.

O inferno é mais ou menos assim:Familiar.

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O bom menino

Eu tenho um costume conhecido entre amigos:
Nunca, sob nenhuma hipótese, eu atendo telefonemas de maneira usual.

Tipo “não diga alô: diga alguma merda e alegre um amiguinho”.

Ou xingamentos desoxirribonucleicos e escalafobéticos, altamente elaborados, trovejam no ouvido do brodi (“fala, filho dum istopô cabrunco peste demoníaca rascunho do mapa do inferno em papel de pão”) ou canto musiquinhas singelas da infância.

Hoje liguei pro celular da irmã cachaceira loira.
Ninguém atendeu. Toca meu celular dois minutos depois.

- Alô, Jorge?
- Palhaço carequinha apresenta: O bom menino não faz xixi na cama…
- Jorge, não é Marcele, é Lília. E, rei, POR FAVOR, não cante essa música…
- Oxe… tá doida?
- Sério, velho, essa música é um trauma de infância.
- Ahahahahahahaha. Sério, Lília, que porra é essa?
- Velho, minha mãe ficava colocando essa musiquinha pra mim, bicho, é foda, fico mal…
- Só dá pra ficar mal, Lília, ouvindo essa música, se você fez xixi na cama até os dezoito anos de idade. Foi isso?
- Jorge, eu NÃO QUERO falar sobre isso.
- ahahahahahahaha. Bicho, tô viajando nessa história. Sério isso?
- Fiquei com trauma da musiquinha do xixi. Fiquei com trauma do carequinha.
- E já superou o trauma do carequinha?
- Maldoso. Doente.
- Superou?
- Superei! ahahahahahahaha
- Se um cara, sei lá, num processo fodetivo-copulatório, pedir pra você fazer xixi nele, você faz?
- Jorge, eu acho que, realmente, eu não conseguiria.
- Virou post, você sabe, né?
- NÃO CONTE PRO MUNDO DO MEU XIXI! Jorge, não conte, na moral.
- Ok, relaxe. Não vou contar.
- Sério, velho. Eu ficava viajando: cara, eu não sou uma boa menina. Não sou. Eu fiz xixi na cama.

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Me ajuda a sacanear uma amiga?

Eu não sou de pedir coisas aqui. Aliás, na vida eu não gosto muito de ficar pedindo nada (afinal de contas, dá quem quer).
Mas é por uma boa causa.

Marcele, minha amiga, ficou puta porque eu e Pablo estamos usando a foto dela em posts diversos. Me ligou furibunda. Disse que não iria mais admitir a utilização da foto dela neste blog.

Daí Pablo, ser do mal, entrou em contato comigo para que a gente bolasse alguma coisa de maneira a fazer com que a foto dela ganhasse o mundo, a via láctea e toda a plêiade de multiversos desconhecidos.

E, deste modo, surge a mais nova campanha do DGI: vamos inventar a nossa própria corrente.

Vamos fazer uma menininha sumir.

Diferentemente de outras correntes, essa você tem a certeza de que é falsa. Marcele tem quase 30 anos e, obviamente, não sumiu. Mas não é isso que interessa: preciso de sua ajuda pra fazer isso ganhar o mundo.

É fácil: copie o texto abaixo e cole num e-mail, mandando para o máximo de pessoas que puder.

xxx

Gente, eu não costumo repassar mensagens deste tipo, mas neste caso eu conheço, de fato, a família. Por favor, ajude.

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Olá, caro (a) amigo (a).

Meu nome é Astolfo Sacramento. E esta é minha filha.

marcele 2

O nome dela é Marcele.
Ela brincava no fundo do quintal de nossa casa, no Domingo, dia 16 de Agosto, no distrito do Onha, município de Muniz Ferreira, na Bahia, e sumiu. Marcele se perdeu na vida e, desde aquele dia, eu não tenho mais nem um minuto de paz.

Por favor, repasse essa mensagem para o maior número de pessoas que conseguir. Estou absolutamente desesperado com a ausência de minha filha amada. Quanto mais gente vir essa foto, mais fácil será para que nós reencontremos a garota.

Obrigado e que Deus te abençoe,
Astolfo Sacramento.

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Se ligou, né malandragem?

Quem entrar na campanha, por favor, encaminhe também para o meu e-mail, que é jorge.cdlj arroba gmail.com. Quero ver até onde vai isso.

Se você tem blog, copie a imagem daqui e divulgue.
Quem tiver a habilidade de produzir powerpoints, por favor, faça.
Quem tem twitter, por favor, twitte. Não para essa mensagem, senão nego vai descobrir que é mentira.

Eu preciso de vocês pra sacanear uma amiga. E conto com o apoio de todos. Todos os powerpoints, e-mails e peças da campanha que vocês fizerem serão publicados aqui.

Sozinhos, não podemos muito.
Juntos, vamos fazer esta campanha ganhar o mundo!

Esse é o seu Detesto Gente inteligente.
Fazendo graça de coisa séria e fodendo com a internet desde 1981.

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Embolando de rir

Malandragem, estou sinceramente tentado a desistir deste blog.

Muitos o consideram engraçadinho e tal. Mas nada, NADA, ABSOLUTAMENTE NADA do que já escrevi na vida ou que eu venha a escrever, mesmo sob a influência dos psicotrópicos mais potentes, se compara ao que vem abaixo.

Se ligue no texto. O grifo é meu:

Esses dias tenho acompanhado com o coração na mão a história de Carlinhos Mendigo, que esta participando do reality show da Rede Record, A Fazenda.

Sua mãe, que hoje é uma Serva do Senhor, o abandonou há anos e veio à Tv para pedir perdão ao filho que maltratou e abandonou quando era criança.

Eu entendo o que ela está passando, mas no meu caso foi o contrário: minha mãe nunca me perdoou por algo terrível que eu fiz. Quando ela estava internada em coma, deixei que um homem desconhecido praticasse o ato sexual com ela, em troca de dinheiro para comprar uma linda lingerie da Demillus.

Carlinhos perdoe sua mãe, pois agora ela é Serva do Senhor e por isso merece o seu perdão!! Eu me arrependo muito pelo que fiz com a minha, mas como hoje sou Serva (Glória a Deus) isso ficou no passado e eu venho humildemente aqui mandar uma mensagem:

Isso, por mais que pareça sacanagem, é de verdade: uma pesquisa no google de 25 segundos (o que é quase uma eternidade) confirmou. É um blog cristão de uma cidadão chamada Cleyciane. Olha o shape da figura:

Cleyciane

Ok, ela dá um caldo. Mas olha como a mocinha se define:

“Eu não sou preconceituosa, sou apenas cristã e sei o que é correto”.

E olha o que ela fala sobre a notícia de que a madonna e o Jesus (não o da cruz, mané, o outro) foram flagrados se pegando. Os grifos, como sempre, são meus.

Bem, o que eu orava para não acontecer, aconteceu!! Depois de beijar o Diabo, a vida de Jesus Luz provavelmente nunca mais será a mesma!!

Estou até vendo ele em meio a orgias regadas a drogas e doenças e Sapatonna o iniciando no homossexualismo!!

Eu sei que Deus vai tocar o coração de Jesus Luz, ele irá destruir Sapatonna e finalmente vai vencer em Cristo!! Assim como diz a linda música do Irmão Lázaro:

A coisa melhora:

“A atriz Carolina Dieckmann é a entrevistada do programa “Irritando Fernanda Young” deste domingo (16) e, entre outras declarações, admitiu já ter feito sexo na praia. “Já fiz muita coisa na praia, até sexo”, disse a atriz durante as gravações.” fonte

Quando eu era mundana pratiquei o ato pecaminoso em várias praias do país! A areia sempre provocava alergia em minha vagina acompanhada por uma certa ardência! Mas isso era porque eu era comandada pelo Diabo, e como eu fazia sexo na areia da praia Deus me castigava. As pessoas têm que aprender que o lugar certo de praticar a procriação é na cama!

Não vejo a hora de me casar com o Wandersson e lavar os lençóis brancos de minha cama, para que a noite tenhamos uma linda noite de procriação, orando para que ele me fecunde e traga ao mundo uma linda criatura de Deus.

Daí, malandragem, que o tempo livre que eu usava pra escrever neste blog será dedicado à leitura do blog da Cleyciane.

Nunca eu conseguiria fazer algo tão engraçado.

O blog dela fica aqui, ó…

ps – É mentira. The DGI never dies.

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Sinais de pobreza

Eu aceitaria ser pobre.
Juro.
Desde que isso não envolvesse acordar antes das 11 da manhã.

Deus resolve conversar comigo e lança a proposta:

“Filho de Maria,
Não terás tua tv de LCD.
Teu sofá, como Sodoma e Gomorra, será motivo de vergonha entre os povos.
E, quando o olhares, também tu virarás uma estátua de sal. De raiva.
Mas eu, Elias, o poderoso, teu Deus, afirmo e em verdade vos digo:
Acordarás ao final da manhã, muito depois do galo, que não mais cantará três vezes, mas apenas sussurará os mais belos cânticos para embalar teu sono. Não mais terás com a formiga, ó preguiçoso”.

E, ao sétimo dia, vendo que era tudo era belo, eu aceitaria.

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Eu confundo direita e esquerda.
E não entendo quem diferencia direita e esquerda facilmente.

Qual a real utilidade disso?
Não seria mais importante, por exemplo, entender a diferença entre ser ou não ser?
Não era essa a verdadeira questão?

Veja mais | Clap, clap, clap: alguém comentou

Putz, tão copiando texto daqui

Internet é terra de ninguém.
Dizem que a forma mais significativa de elogio é o plágio.
Ok.
Mas não custa um linkzinho, né, cacildis?

A todos:
Esta bosta de blog pode ser copiada na boa. Mas dê o crédito. Senão fica chato e um monte de bodes invadirá sua casa pra comer o seu fiofó.

Certinho?

A mensagem que deixei nos blogs copiões foi mais ou menos assim:

“Oi, Brodi, joinha?
Sou o Jorge, do detestogenteinteligente.blogspot.com
Esse texto fui eu que fiz. Tudo bem que internet é terra de ninguém, mas me dá um linkzinho, né?
Brigado por gostar das coisas de lá. Custam muito de minha sanidade mental para serem escritas.
Beijoca e me linka!”

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