Aproveite que é Dia dos Namorados

Em homenagem a essa data que eu, namorando ou não, sempre considerei uma coisa chata, seguem algumas sugestões:

1 – Arme uma surpresinha pro seu bem
Sua gata é do tipo que vive dizendo “me surpreenda” quando na verdade ela quer dizer “vamo naquele restaurante chique e caro pra cacete”? Seus problemas acabaram. Surpreenda-a de verdade;

2 – Fuja da fila do Motel: arme o seu ninho de amor gastando quase nada!
Essa eu já contei aqui. Se você é rico como eu, provavelmente fará da seguinte maneira o seu dia dos namorados…

O rico se arruma, se perfuma, pega a nega e leva pra jantar uma ave rara, tipo faisão. Daí, entre vinhos finos e sabores exóticos, a moça começa a se soltar. Daí o casal sai leve como pluma e vai dar uma dançadinha numa boate da moda. Luzes coloridas, jamiroquai comendo no centro e aquela tensão sexual crescendo. Ou então pegam um cineminha (filme francês). Lá pelas duas ou três da manhã, eles saem de lá direto pro apartamento do brodi. Ligam uma musiquinha (aí já vale um sonzinho estilo Diana Krall), tomam um uisquezinho e, na cama extra king size, transam loucamente até o varar (sem duplo sentido) da madrugada.

Mas se você é leitor deste blog, o mais provável é que você seja um fodido pobretão.

Faz assim, ó: quando você sair da obra, hoje, finalzinho da tarde, assim que você destrepar de cima dos andaimes, dá uma passadinha no mercado. Compre um sabonete. Tudo bem, eu sei que é foda, não se começa um manual pra pobre mandando comprar nada – nem mesmo um sabonete – mas esse investimento tem duas funções: serve pra higienizar as partes pudendas e também já é um presente pra nega. Quando abrir a embalagem do Phebo, tome cuidado pra não rasgar a embalagem e, deste modo, reutilizá-la no presentinho.

O roteiro completo de sua noite romântica com sérias restrições orçamentárias – se é que você ainda não leu – tá completinho aqui, ó.

Acabaram-se as dicas.
Quero crer que você, leitor assíduo da bagaça aqui, esteja mais do que preparado pra botar pra foder hoje. Tamo junto, amigo leitor.

Beijocas a todos.

E, pras mocinhas, uma dica final: na hora do boquete, foco é tudo: caia de boca nas jambretas de seus respectivos lembrando de mim, o grilo falante da humanidade, o único Jojó da Babá!

E tente não rir ao lembrar deste post no meio do processo fodetivo copulatório. Namoradón pode não gostar.

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21 de abril – pagando uma dívida patriótica

21 de abril é uma data importante para o Brasil sob diversos aspectos.

Tiradentes foi enforcado.
Brasília foi fundada.
Morreu Luiz Eduardo Magalhães.
Morreu Tancredo Neves.
Eu nasci.

De um modo ou de outro, cada uma dessas coisas teve influência na história da política nacional, pro bem ou pro mal, a depender de suas crenças políticas. Com a óbvia excessão de meu nascimento.

Daí acordei invocado.
Tanta coisa importante e eu, essa pessoa robusta, espadaúda e brilhante, ainda não paguei minhas dívidas com a nação.

Não que eu não faça nada.
Pago impostos. Emprego gente.
Mas até a tia que mantém uma barraquinha vendendo jujubas faz o mesmo que eu.

Demodosque não gosto de ser mais um na multidão. Acordei coçando a cabeça e o saco e pensando em formas de melhorar o país. De um jeito rápido e lancinante (não a coceira no saco, que deve ser, por definição, leve e gostosinha).

Tentei colocar minha cabeça pra fora da janela e berrar “Muda Brasil”, e cheguei a bater panelas dentro do meu apartamento, hoje, entre 6 e seis e meia da matina, pedindo mais igualdade social. Desci pro playground vestindo branco e gritando palavras de ordem, mas passeata de um homem só não gera frutos lá muito relevantes – só consegui a queixa de um vizinho e um piparote em minha testa.

Porém, das coisas mais prosaicas advêm os grandes insights, e do piparote do vizinho me veio a solução. Segure-se em sua cadeira, amado leitor, e prepare-se: a ideia que vem a seguir vai mudar o país.

Não é nada de grande vulto, mas pode ser a solução.
Poderia até mesmo ser aplicada já na eleição que vem chegando.

E você, leitora ronronante, me pergunta: como é isso, negão gostoso?
Eu respondo:

A eleição, no país, é uma coisa ridícula. Todos os candidatos são de esquerda. Ou de quase esquerda. Todos se utilizam disso, ou da perseguição da ditadura militar, como um atestado de idoneidade. Não importa se o sujeito é um canalhocrata de marca maior: basta falar “eu apanhei de milico e fui perseguido pela ditadura” e puf: o canalhocrata se transformou num cara bacana.

Há obviamente, partidos que se situam mais à esquerda, outros mais ao centro, mas no geral é uma eleição troncha, catroca, que pende prum lado só. Daí nêgo fala “a campanha deveria ser mais pautada por discussões e tal”, só que não há o que discutir. Não há, como nos Estados Unidos, por exemplo, quem ache que o estado deva ser menor e parar de garantir um sistema de saúde amplo e aberto a todos. Não há isso por aqui – e, se algum dia acontecer de um candidato vir a defender algum dos pontos de vista que são tidos como de direita no mundo, isso tende a se transformar numa candidatura natimorta.

Isso faz com que a campanha seja um desfile incomum de obviedades de esquerda apregoadas por todos os candidatos. Um promete gerar 10 milhões de empregos. Outro, promete 7 milhões. Ninguém cumpre as promessas, como já sabemos amplamente, mas ficamos é desse jeito mesmo: discutindo promessas que não vão se cumprir.

Logo, e é aqui que vai a minha ideia, vamos discutir a vida pessoal dos candidatos. É o que resta para diferenciá-los. Uns são mais corruptos que outros, outros são mais devotados à construção de obras de grande vulto do que uns, mas no geral é tudo uma corja só.

Vamo é fazer uma campanha baixa, suja.

Vamo perguntar pra Dilma se ela gosta, de fato, de berinjela. Se o Serra chegou a cogitar colocar uma peruquinha, ou se chegou, em uma idade menos avançada, a aplicar algum unguento feito de jojoba e tacacá sobre o cocuruto pra impedir a queda de cabelo. “Como vai a vida sexual do candidato?” seria uma pergunta legítima. É importante saber deste tipo de coisa. Qualquer dos candidatos vai foder conosco durante 4 anos: nada mais justo que embarquemos nesta furada sabendo do pique da Dilma e do Serra.

Dilma, assim como seu padrinho, é chegada no mé? Bebe black label como Lula ou é mais chegada numa cervejinha? Serra é insone e vara as noites no twitter a seco ou rola um lorazepanzinho/stilnox de vez em quando? A senhora candidata já está na menopausa? O senhor candidato lava as próprias cuecas?

Sem dúvidas, as respostas seriam muito mais elucidativas a respeito da natureza do governo vindouro que as campanhas insossas que são exibidas atualmente.

E, com este gesto patriótico, encerro minha ajuda ao Brasil. Que fique marcado na ata do 21 de abril mais este momento histórico.

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Cheirinho

Venho sonhando um monte ultimamente.

Saca quando você acorda sentindo o cheiro da pessoa do sonho? Então.

Era isso só. Acordei hoje sonhando com uma menina e acordei sentindo o cheiro dela.
Acho estranho, mas é bom.

Quando o cheiro da pessoa é bom.
Já pensou sonhar com gente fedendo e, tipo, acordar sentindo um cheirinho de CC?
Não rola, né, malandragem amiga?

Sobre isto, estamos entendidos, oukeys?

PS -E sempre vai ter um pau no cu pra dizer “a gente sonha toda noite, só não lembra”.
Ok, sabidão.
Morra.
Só você sabia disso.
Em breve, post daqueles, bem raivosinhos, sobre gente pau no cu que se gaba de saber o óbvio.

PS 2 – Antes que comece a putaria nos comentários, não era sonho de putaria.

PS 3 – Não conto nem fodendo quem era. Não insista. Grato.

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E se o Galvão Bueno narrasse a chegada do homem à lua?

E quem é que sobe? É a Apolo 11, amigo! Estamos aqui em definitivo do Mar da Tranquilidade. Haaaaaaja rotação! A gravidade da Lua é um sexto da gravidade da Terra, Arnaldo. A regra é clara. Eu queria deixar claro que a geração da imagem não é nossa, essa diferença na sombra dos astronautas é problema da Nasa. Pra cima deles! Éééééééééééééé do Neil!

Vi no quase sempre brilhante Objeto Abjeto

Veja mais | Ninguém comentou...Malditinhos!

Sobre sarcasmo e coisas do tipo

Ontem conversávamos, eu e amigos blogueiros, sobre coisas diversas.
Comentando sobre o ciclo de vida de alguns blogs que pareciam muito interessantes, mas que hoje parecem estar patinando. Daí alguém, creio que July, falou algo assim:
- O blog tal eu não leio mais. Patinou no excesso de sarcasmo. Nada presta no mundo. Todos os posts têm a mesma fórmula. Só sarcasmo.
Daí que falaram: e o blog de Jorge? Quer blog mais sarcástico?
E eu me pus a pensar.

Na verdade, o sarcasmo, se é só um tipinho, um jogo pra torcida, realmente fica chato.
Espero que essa não seja uma impressão das pessoas a respeito deste blog.
Minha intenção é divertir, mas meu jogo é aberto, jogo limpo com as coisas que não gosto, mas não me omito com relação às coisas que gosto muito.

Pra mim, muita coisa presta.

Enfim, se estiver chato pra alguém, me conta.
Eu gosto de vocês aqui.
Eu adoro quando você comenta neste sujo e emporcalhado blog.

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Uma fábula

Esse era pra ser um post raivoso. Mas não será.
Por isso é uma historinha.

Era uma vez um bichinho de estimação. A lovely pet chamado “Eu”.
(É um nome ridículo, mas esse era o nome do bicho. Não fode. Lê a história.)

Eu andava na rua. Você era camarada com Eu quando encontrava com Eu na rua.
Eu gostava de te ver passar.
Daí você pegou Eu, curou umas feridas brabas e botou Eu em casa.

Foi legal. Eu queria ficar em sua casa para todo sempre.

Daí todo dia você chega em casa e traz um biscotinho ou qualquer coisinha bacana da rua.
E tudo anda bem.

Ok, Eu admite: de vez em quando Eu dava uma roída em seu sofá.
Eu ficava chateado de fazer isso, mas era a natureza.
Você sabia que Eu era um bichinho.
De rua.
Livre, solto, independente.
Legal, esperto, mas bicho.

Eu era bicho.
E você não gosta que roam seu sofá.
Duas legítimas formas de expressão da alma de dois seres.
Eu respeitava você como dono, você respeitava Eu como bicho.

E um belo dia você começa a trancar Eu na área de serviço, naquele cubículozinho fedendo a xixi.

Eu tava ficando puto.

Eu andava livre pelas ruas e agora Eu tava num cubículo fedendo a merda e pequenininho. Mas você traz biscotinhos, é legal quando você chega e tudo o mais.

Mas uma hora a porra empena.

Eu era um bichinho neurótico.
E começava a viajar no real significado de estar no cubículo.
Você, como dono da casa, poderia matar Eu.
Agorinha.
Poderia enfiar a faca mais afiada de seu faqueiro na garganta do bichinho e cortá-lo em bifes e servir ao poivre para as visitas de sua casa.
Eu começava a pensar que, de lovely pet, iria virar petisco.

Você dá mole e Eu sai porta afora.

O mundo é grande e é assustador, muitas vezes, sair sozinho pra rua.
Mas Eu tava disposto a assumir o risco..
Daí, um dia, você acha Eu na rua.
E Eu não te morde. Você era dono dele, e Eu lembrava disso com carinho.
Mas fica esquivo. Eu tava preso, lembra?
É natural que Eu fique esquivo.

Mas você quer que Eu reaja como aquele lovely pet que ficava no seu cubículo.
E diz: “porra, bichinho de merda, você que quis fugir, agora me trate como você me tratava quando a gente só se via na rua”.

E pega o primeiro porrete e bate bem no lugar onde você sabe que Eu tinha uma cicatriz.

Moral da história: Eu poderia até voltar a brincar, mas bater na cicatriz só faz com que Eu lembre da parte do porrete, não dos biscoitinhos. Quem tá apanhando não tem tempo pra ser legal com ninguém.

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