Uma confissão de novela

Todo mundo vive assoberbado pelo diálogo interno de nossa própria mente.

Esse não é um blog adolescente e lamentativo, e não se começa um post com uma frase pronta dessas, mas não tem jeito melhor de exprimir essa epifania que tive ontem.

Ou deve ter: toda frase pode ser reelaborada.
Recomecemos.

A gente convive tempo demais consigo mesmo para se dar a real importância.

Nos supervalorizamos.
Achamos que nossos problemas são mais importantes que os problemas dos outros.
Achamos que nossas histórias de amor são mais cativantes que as outras que vemos por aí, comezinhas, insignificantes.
Achamos que nossas conquistas são mais valorosas que as conquistas dos outros.
Daí é impossível, para qualquer pessoa, pensar em si próprio como não-protagonista de sua própria vida.

Mas deixa eu te contar a real.

Somos milhares de protagonistas.
Da tia que vende cafézinho no ponto de ônibus ao empresário envolvido em mamatas.
Todos com seus medos, alegrias, angústias.

TODOS.
Ninguém tá fazendo figuração para você.

Se a frase anterior não te deixa nem um tiquinho desconfortável, é porque você não está prestando atenção suficiente.
Não no texto: nas pessoas.

Eu, que penso em quase tudo em termos de roteiro, imagino canções para momentos específicos de minha vida, viajo em reviravoltas rocambolescas e costumo pensar (não sempre, porque seria ingenuidade) que tem mocinhos e tem vilões.

O conceito de bem e mal é foda. O que é bom pra mim às vezes é mal pra você, e nada é tão simples assim. Mas é bobagem também achar que não existem pessoas que são particularmente boas e outras que são especialmente escrotas.

De modo que, ontem, eu descobri que, na verdade, o vilão tá mais perto do que eu imaginava. E quem era o vilão é afável, humano…

Eu tava no núcleo do bandido achando que tava na família do mocinho.

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Sobre o reveillon

São 17h50, ou dez minutos para as seis. Até eu terminar este post, já serão seis da tarde.

Ou seja: para um quarto do mundo, já estamos em 2010.
E, no caso, para a parcela mais populosa do mundo.

1 bilhão de chineses não podem estar errados.
Não espere dar meia noite.
Comece, agora mesmo, a preencher sua face de álcool.

Eu já comecei.

Não faço resoluções nem planos nem espero muita coisa e nem temo muita coisa pro ano que se inicia. Vamo continuar trabalhando, conquistando as coisas devagarinho, tomando cachaça e maldizendo a vida.

Que não nos falte neosaldina, que o Johnnie Walker Black Label fique nessa mesma faixa de preço, entre 95 e 100 barão, que você consiga passar a pica em gente, afinal muitos vão do berço à cova sem comer ninguém (ou, no caso, sendo mulher, que você finalmente arrume um cara bacana pra te passar a jambreta) e é nóis.

Amanhã eu conto da ressaca.

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José Mayer Facts

É fato sabido e notório que o Manoel Carlos tem um tesão recalcado pelo José Mayer. E Zé Mayer, que é pegador, não se faz de rogado e traça todas as helenas protagonistas que pintam pela frente.

Mal começou a novela Viver a vida, do Manoel Carlos, e o povo já pegou pra sacanear.

Viver a vida é para os fracos. Zé Mayer estoura mais uma garrafa de champagne e seduz a vida com sua voz rouca e aveludada.

Como Zé Mayer é o cara, o povo, no melhor estilo chuck norris facts, compilou alguns pensamentos sobre o galã da novela das oito.

Peguei as melhores que o Mr. Manson compilou no twitter:

ze mayer

  • O exame de DNA só dá uma certeza de 99,8%. Seria 100% se Zé Mayer não existisse.
  • Quando ostras precisam de um afrodisíaco, elas são alimentadas com o suor de Zé Mayer.
  • Zé Mayer broxou uma única vez. Por respeito a sua mãe. Na hora do parto.
  • O Hospital do Coração em São Paulo tem uma ala inteira para atender apenas as vítimas de Zé Mayer.
  • Tensão pré-menstrual explicada: Em breve serão pelo menos 5 dias sem poder dar direito pro Zé Mayer.
  • As camas de motel não são originalmente redondas. Zé Mayer que desgastou as bordas.
  • Zé Mayer só usa 2 modelos de cueca. Uma verde “sim, por favor” e uma vermelha “não, obrigado”.
  • Quando procuram por sexo no Google, ele corrige: “Você quis dizer Zé Mayer?”
  • Darth Vader: “Zé Mayer, I’m your son.”
  • Novelas com o Zé Mayer não duram mais que 9 meses por conta da epidemia de licenças maternidade no elenco.
  • Zé Mayer um dia foi mijar num muro. Foi assim que a Alemanha foi reunificada.
  • Zé Mayer teve uma ejaculação precoce na Jamaica. Assim surgiu Usain Bolt.
  • Quando Zé Mayer entra em cena, a unidade relativa do ar no planeta sobe 2%.
  • Quando Zé Mayer fica de pau duro, o eixo terrestre se inclina 2 graus.
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Pastor pirocóptero recebendo o Zangief

Recebe agora, recebe agora, receeeeeeeeebe AGOOOOOOOOOOORA!

Saaaaaaaaai da freeeeeente satanáááááááááááááááááááááááás!
Compare e comprove:

Zangief-lariat

Na moral, crente é uma raça de gente tão divertida que, se não existisse, Deus tinha de inventar…

¬¬

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Biscoito sabor pêra com salame – UPDATE!

A bonitona da Dani arriscou a seguinte história. Eu me acabo de rir com erste blog.

*Biscoito sabor pêra com salame*
Comendo água a noite toda, e chegando em casa com trocentas pessoas para dormir no mesmo quarto, com fome, tira o pacote de biscoito da sacola (o mesmo já esfarelado), mas na hora da fome, tudo é considerável.
Abre-se o biscoito, dá a primeira mordida… estranho…
Persiste ainda na segunda mordida, pensa: será que foi o gosto da bebida, junto com o biscoito?
Mas a fome é mais forte.
Vai em busca de um copo d’água, um gole, e estufa o peito de coragem para encarar o biscoito.
Mais uma mordida.
Não era possível, mas como enxergar a validade do pacote no escuro?
Guarda o pacote (vazio) para matar a curiosidade no dia seguinte (não iria ter ressaca, pois pretendia se manter bêbado) rs.
Ao acordar, lembra do biscoito: validade fevereiro de 2006 (exagero =D) e pensa: isso explica o gosto “Biscoito sabor pêra com salame” hehehe
Escrevi demais, curiosa para saber a história verdadeira.

A história dela é melhor que o fato ocorrido, o que me impede de contar a versão verdadeira.
Sorry, Dani, mas você brocou.

UPDATE: foi só charminho. É um post que tranquilamente poderia ir pro Papo de Gordo, do dudu. A historinha do biscoito pêra com salame foi assim, ó:

Viajávamos, eu e as Irmãs cachaceiras, rumo à esbórnia de amargosa, e em um dado (ui) momento, o rádio do carro parou de funcionar. Prontamente, dei a voz:

- Lilia, começa a cantar.

Ela não cantou, mas começamos a conversar coisas diversas. E lembramos daquela propaganda maldita de umas bolachas recheadas chamas Gufs. As meninas, tapadas que só, sabiam o jingle todo. Eu não sei, logo as próximas linhas que você vai ler abaixo são copiadas do google.

Nós somos os gufs
e vamos apresentar
os gostosos wafers
e recheados pilar

A única coisa que eu lembrava, mesmo, era que esse biscoito era, tipo, a vanguarda da bolacha. Enquanto biscoitos mais conservadores insistiam na dobradinha “morango-chocolate” (com a menção honrosa aos biscoitos São Luiz, que levaram a campo uma bem-sucedida versão Doce de Leite), os Gufs tinham sabores totalmente roots, estilo “brigadeiro”, “Abacaxi”.

Isto posto, começamos a falar possíveis sabores da parada. Marcele, a loira má que bebe feito macho e derrubou uma garrafa de tequila sozinha “porque não tava conseguindo ficar nem tonta” (ops, entreguei), falou alguma coisa como “sabor dobradinha”, eu chutei “sabor mocotó” e Lilia, maldita, apelou:

- Imagina uma bolacha sabor pêra com salame?

Isso, como vocês sabem, é apelação.

Duas crianças, quando discutem, utilizam o expediente da apelação muito comumente.
- Meu pai é maior que o seu.
- Não é não: meu pai é do tamanho da porta.
- O meu é do tamanho do mundo.
- Meu pai é mais alto que o universo.
- Meu pai é um infinito de alto.

Uma vez que não existe nada que possa ser mais alto que alguma que coisa que é mais alta que o infinito, essa é a apelação máxima. Essa conversa, sempre, termina em choroô e dentadas e o pau quebra.
O biscoito pêra com salame, de Liu, é a apelação em sabores estranhos de bolacha.

Daí que acabou a brincadeira e fomos calados até Amargosa.
Só abríamos a boca pra admirar a extensão cataléptica da “fazenda de papai” (ops, entreguei outro). Segundo Lilia, todo descampado, área aberta, barranco ou casa do caminho fazia parte da “fazenda de papai”. O sobrenome do pai dela, muito apropriadamente, deve ser Gates.

Passamos por uns 15 municípios e todos, sem exceção, eram parte da fazenda de papai. Passávamos por uma casa enorme, bonita e bem arrumada pela estrada e pronto: batata!

- E essa casa, Lília, é da fazenda de papai também?
- Essa aí é a casinha do cachorro do caseiro.

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Luv luv luv

Cute!


Daqui

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Sonho acaba rápido

Sky HDTV é uma montanha de dinheiro.
Não dá.

Portanto, volto a ter vida social.
Aceito convites.
Vamo beber?

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Cada um no seu cada um

O legado de Picasso é, em resumo, Les Demoiselles D´Avignon.
O de Pavaroti, Nessum Dorma.

O meu, uma historinha sobre como eu sou mau em um blog visitado por cinco ou seis transeuntes (estamos crescendo!).

A posteridade me aguarda.
nhé

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Alô, povão, que agora é sério.

Saca o Led Zeppelin, né?
Ah, colé, você sabe.
Se não sabe, saia do meu blog.

Ah, ok.
Continuemos.

Uns caras pegaram isso aqui, ó…

… que já é legal pra cacete, e transformaram nisso aqui, ó…

Antes que comecem com a gritaria (os “defensores do legítimo rock´n roll”), devo dizer que sou roqueiro, mas gostei PARA CARALHO do lance dos caras.

E o vocalista canta pra cacete!
Talvez até melhor que o Robert Plant.

E se alguém tiver algo contra, manda falar comigo que eu resolvo.
Humpf.

UPDATE: Vi no catarro, o blog mais absolutamente foda da internet. O único que eu acompanho há milênios. Sou fã, de verdade.

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A dança do Ice

O hit do verão.

A melhor frase é “elas bebem ice because whisky elas caem”

Cangaia de jegue – dança do ice

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