Um país se une
Estilingado por Jojó da Babá 03/03/2010 às 13:32
Muita gente fal mal do Brasil.
Com razão. Este país é uma bosta.
Mas, ontem à noite, mostramos nosso valor. Fizemos história.
Unidos, mostramos que podemos mais.
Que podemos conquistar grandes coisas.
Ontem, uma nação de punheteiros tirou a tal da Cacau do BBB e antecipou a playboy da melhor bunda que já passou pelo pior reality show do mundo.
Foi aquela corrente pra frente.
A galera bronheira com o pau numa mão e a outra no mouse, votando, freneticamente.
Comemora, Brasil. Fizemos nossa parte.
Playboy, agora é com você.
Sites de torrent: aguardamos ansiosamente pelo conteúdo.
Ah, esses comentaristas…
Estilingado por Jojó da Babá 21/02/2010 às 20:25
O brodi cai aqui e comenta:
É a primeira vez que visito este lixo de site. O criador desta porcaria detesta gente inteligente e eu detesto gente burra que publica tanta bosta sem sentido e ainda paga um domínio detestogenteinteligente.com.br. É de lascar. Dá esse dinheiro pros pobres q é melhor.
Obrigado, querido comentarista.
Vamos estar nos esforçando no sentido de estar apresentando sua queixa ao setor responsável, que estará analisando e respondendo o mais rápido possível.
Não desligue. Sua Ligação é muito importante para nós.
É por momentos assim que a nossa grande equipe de colaboradores trabalha para fazer, a cada dia, um DGI pior para todos vocês.
E, cabe lembrar, querido comentarista, que o registro de um domínio como este, o detestogenteinteligente.com.br, custa cerca de 30 reais por ano. O senhor ouviu bem: apenas 30 reais por ano, o que gera uma despesa de aproximadamente R$ 2, 50 por mês. Cabe lembrar, também, querido colaborador, que a vossa mãe gasta mais dinheiro em KY a cada sessão de cu que ela dá para os seus clientes (por “seus”, entenda “dela”. Você é sabido e entendeu).
Se o senhor acredita realmente que seria melhor distribuir essa quantia irrisória entre os pobres mensalmente, é importante frisar que o senhor é um hipócrita filho da puta de marca maior.
Por outro lado, se o senhor acha que a vultuosa quantia de trinta reais anuais realmente pesa no orçamento, o senhor é pobre.
Bem pobre.
Poderia xingá-lo aqui.
Mas mamãe – não a sua, a minha, que me educou direitinho – me disse que não se chuta cachorro morto.
A vida, querido comentarista, já fioi suficientemente escrota com a sua pessoa, uma vez que o senhor, cabe relembrar uma vez mais, é pobre.
Pobre.
P-O-B-R-E.
Outrossim, deixamos o espaço aberto para novas manifestações.
E, da próxima vez, caro comentarista, dê a cara pra bater e identifique-se: trote anônimo é coisa de gente sem culhões.
Sem mais,
SAC do seu, do meu, do nosso Detesto Gente inteligente
O que pode acontecer a um país.
Estilingado por Jojó da Babá 02/02/2010 às 14:23
Teve o tremor lá do Haiti.
Vocês leram alguma coisa sobre isso.
Ok, foi foda.
Mas pior é a comunidade internacional pagando de porretinha.
“Vamos adotar os órfãos haitianos, coitadinhos”
Um monte de meninos, lá, perderam suas famílias.
Portanto, é um gesto de bondade acolhê-los em nosso país, onde há pouco, mas o pouco pode ser dividido para mais alguns pobres garotinhos vítimas das intempéries da natureza.
Não é?
Soa assim, né?
Famílias de todo o país, munidas de sua boa vontade classe média, se dispuseram a adotar uma criança haitiana.
E daí milhares de garotinhos pretos que mofam em orfanatos brasileiros – e que nem são cogitados para adoção por serem pretos – permanecem mofando em nossos orfanatos, perdendo chance de ter uma família para outras crianças pretas de outro país.
Aí você retruca: “ah, Jorge, mas a tragédia do Haiti foi foda e tal, é uma questão de humanidade. Não se trata de desprezar as crianças daqui, mas de ajudar as de lá”.
Vai desculpando, leitor de classe média, mas uma criança é uma criança. De lá ou daqui.
Não tiramos o lixo do nosso quintal e nos arvoramos a apontar as sujeiras do outros.
E mais:
Ninguém imagina o que, de fato, é melhor praquelas crianças.
O que importa é como soa um gesto assim.
Parecemos bondosos. Parecemos abnegados. Parecemos caridosos.
Como diz aquele ditado, só peço a deus que me livre da bondade das pessoas más e da maldade das pessoas boas.
Já foram esgotadas todas as possibilidades de ajuda possível para permitir que esses meninos e meninas permaneçam morando em seu país de origem?
Sim, porque o Haiti, por mais incrível que possa parecer, é – ainda – um país.
Qualquer tratado internacional zela pelo direito das crianças permanecerem em seus países de origem. A adoção internacional é um recurso extremo, último, que gera sequelas psicológicas danosas e pesadas para as crianças.
Isso sem contar com o tráfico internacional de crianças que, por conta dessa vontade súbita mundial de adotar crianças do Haiti, já tá rolando a todo vapor.
Onde houver um desejo humano, haverá gente disposta a ganhar dinheiro com ele.
Seja um iphone, seja uma criança haitiana.
Outra que já ouvi:
“Implode o que restou do Haiti e vamos acolher nossos irmãos haitianos em países ricos”
Nem comento. Como se já não houvesse xenofobia e preconceito suficiente no mundo, num passe de mágica, sejamos humanos, sejamos caridosos.
Podem apedrejar.
Ai daqueles que ousarem se insurgir contra a boa vontade do mundo neste momento de sofrimento.
Ai daqueles que ousarem pensar com clareza sobre o assunto.
Como dizia o velho poeta Pablo Neruda…
Estilingado por Jojó da Babá 01/12/2009 às 21:45
…hoje tá fueda, pueblo.
Bilhares de problemas no trampo, concorrências, a loucura do natal…
Ainda mais quando eu PRECISO ganhar tudo e todas as concorrências do mundo, sendo o megalomaníaco que você já conhecem.
Noutro dia contei: fiz uns 15 cartões de natal. De baciada.
Haja papel.
Ecologia? Fim do desmatamento? Aquecimento global?
Não trabalhamos. Dinheiro na mão, árvore no chão.
Nem montei minha árvore (a falsa de plástico vagabundo), mas sinceramente o natal já me encheu profundamente.
Contudo, ainda aceito qualquer encomendazinha de cartão de natal, mensagem de feliz ano novo ou coisas assim.
Mercenário style.
Assim sou eu: eu ouço bandas de rock obscuras e vendo textinhos no melhor estilo Roberto Carlos.
Eu sei emocionar a patuleia, daí vendo, no carnê, minha alma em cartões de natal que pararão no lixo, muito provavelmente.
Noutro dia me pediram um cartão “com mais emoção”.
Quer emoção? Vira o cu pra você ver uma coisa emocionante, paspalho.
Daí tô nessa: dormindo pouco, fumando horrores.
Hoje minha vontade foi de sentar no estacionamento do prédio de minha empresa e começar a arrancar os cabelos do cu.
Pire aí no nível freaking out do garoto.
Já disse que tô dormindo pouco?
Mas é tipo assim: durmo e acordo de hora em hora. Assombrado.
Daí cigarro, café, 10 minutos de merda na internet e volto pra cama. Pra acordar dali a meia-hora.
Mas amanhã (o que será o amanhã? responda quem puder) tudo acaba, pro bem ou pro mal.
Os que gostam de mim, torçam por mim.
Os que não gostam, desenvolvam toda sorte de modalidades pouco estudadas de cancro mole na cabeça da chibata ou do grelo.
Pode tudo acabar bem. Pode tudo acabar mal.
É da vida.
Porém, se acabar mal, é importante lembrar e frisar e reforçar que, mesmo tendo arranca-rabos HOMÉRICOS na agência, mesmo dormindo pouco, mesmo gastando os melhores anos de minha vida enfurnado no escritório, mesmo rasgando a dentadas os enfeites de natal que as estagiárias colocaram sobre meu computador, é importante ressaltar que meu pau continua subindo bem.
Uma boa notícia, portanto.
Nem tudo está perdido.
Completemos este post com outra máxima do Pablo Neruda (fica bonitinho começar e acabar igual):
Onde há ereção, há esperança.
Tem coisas que me irritam
Estilingado por Jojó da Babá 20/10/2009 às 21:43
Garçom ou atendente de loja que você visita com frequência ou profissional de qualquer birosca que vira amiguinho.
Puta merda, essa eu detesto.
Você pinta na birosca, posto de gasolina ou qualquer merda e o cara sorri e fala, antes de você, o que você vai pedir.
Onde é que vende daquelas estrelinhas ninja pra eu tacar no olho do cara que faz isso?
Você senta no bar e o garçom, amigão do capeta, chega, te abraça, aponta você pros caras da mesa do lado e fala “aqui é cliente antigo, gente fina! e aí, amigão, aquele filézinho ao molho madeira de sempre? Bota a caixa de cerveja aqui do lado?”
E, num só golpe, todo o bar descobre que você é alcoólatra.
Ou então tem o pacote completo:
Você tá no meio da fila de uma loja de conveniência, o brodi cola no caixa, sorri pra você e grita, piscando o olhinho “uma carteira de Camel, né chefe?”.
Ok, eu vou comprar uma carteira de camel.
Mas não tava no escopo fazer disso uma bandeira. A marca de cigarro que eu fumo não é uma coisa que mereça ser berrada a plenos pulmões.
Ex-fumante que ouve a marca do cigarro que você fuma e tira você pra cristo.
Invariavelmente, um tio da fila vira e fala “rapaz, tão novinho e fumando. Não fume, não, mocinho: olha, eu fumei 20 anos e depois que parei tudo em minha vida melhorou e tal” e daí eu sou obrigado a ouvir um monólogo de 20 minutos sobre como as coisas voltaram a ter um sabor especial, como a mulher dele parou de reclamar de cheiro de cigarro e patati patatá.
Ex-fumante é a pior raça de corno que existe.
E, só pra constar, rapazinho é a puta que te pariu.
Pago minhas contas, tenho 28 anos e, se morássemos todos em Serra Leoa, eu seria o macho alfa mais velho da matilha de guerrilheiros que cortam braços a troco de diamantes.
Aliás, se vivêssemos nos tempos bíblicos, eu faria parte do conselho de anciãos, anciões, anciães ou como quer que seja o plural da palavra “ancião”.
Portanto, rapazinho é o caralho: sou sujeito homem, já fumei, já fodi, já matei (cidade de deus feelings).
Se bobear, já passei a jambreta em mais gente que o senhor.
Mas piora.
O tio começa falando dessas coisas, mas o objetivo dele é falar de sua própria ereção.
Começa falando de comida e cheiro e tal, mas o objetivo dele é se reafirmar enquanto macho.
- Até, rapaz, (e aqui começa um tom de voz entre o consternado baixinho e o malicioso) na hora do sexo, a coisa fica melhor…
Aí você, pessoa educada, responde “joia” e ele se empolga “é mesmo, tô te dizendo…” e tome-lhe goela abaixo mais 20 minutos de monólogo sobre como ele voltou a ficar de pau duro e a comer D. Nilzete, sua esposa, com vigor e entusiasmo.
A vontade que dá é de dizer “relaxa, tio, meu pau sobe, e sobe bem. Aliás, anda subindo por bobagem. Bate um vento, sobe. Vira o cu pra você ver”.
Aí começa a sessão racional “Sabia que faz mal?”
Não, sabidão. Sabia não.
Ou então a sessão consultor financeiro: “e gasta uma grana né?”
Aí eu respondo: tio, fumar é esporte de rico. Se não sabe brincar, não desce pro play. Sou bem sucedido, adoro queimar dinheiro.
Aí o tio vira pro cara da frente e fala “vixe, que grosseria, só queria ajudar”.
E o cara da frente completa “né?”.
Gente que só quer ajudar.
Não rola. Não suporto gente que só quer ajudar.
Se eu não solicitei sua opinião, não a emita.
Há uma grande chance de você tomar uma patada.
Muito ajuda quem não atrapalha.
E o feriadão?
Estilingado por Jojó da Babá 09/10/2009 às 7:12
Vocês eu não sei. Eu tô indo pra Brasília.
Eu sei que todo mundo foge de Brasília no feriado. Mas eu vou.
Não pergunte muito mais. Tô indo.
Ainda dá tempo de você me sacanear e, porque não, mandar diquinhas de coisas que eu possa fazer na capital do nosso país. Eu já sei que vou na feira de coisas importadas (roubadas?) conhecida como feira do paraguai ou algo parecido. Já sei que vou beber no pontão e… não sei mais.
Sempre que alguém fala de Brasília, fala assim: Brasília não tem esquina, cara.
O que me deixa encucadinho: qual a grande coisa em ter esquinas?
Não tenho um grande apreço nem desprezo por esquinas. Não faz diferença.
Brasília tem bar, que eu sei, o que é suficiente.
Passei a semana bolando boas desculpas para justificar o fato de viajar para Brasília no feriado. Não achei. Ontem me liga namorada.
- Olha, achei uma boa desculpa pra você dar pros outros com relação a Brasília.
- Qual, meu bem?
- Vai ter show dos Pet Shop Boys.
- E isso é desculpa?
- Pode ser, oras.
- Foda vai ser explicar o que eu fui fazer num show dos Pet shop Boys. Pire aí: coloco fotinhas de um show dos Pet shop boys no orkut. Aquele colega do tempo de escola vai ver e pensar “ih, jorge virou viado”.
- Algum problema em nego achar que você é viado?
- Nenhum. O problema são os Pet shop boys. É tipo show do abba. É bandeira demais.
- Bobagem. Só achei meio caro. 200 barão.
- Deixa os pet shop boys quietos lá. Duzentos contos pra levantar dúvidas a respeito de minha sexualidade? Passo.
- Ih, que viadagem sua…
Cultura
Estilingado por Jojó da Babá 26/08/2009 às 8:23
Está em discussão, no Rio, a possibilidade de transformar o funk carioca em movimento cultural referendado, protocolado e coisado.
Movimento cultural.
Eu acho justo, oras. Lembra disso aqui?
“Voce gozar em sua boca, vou lamber o seu grelinho. Vai serginho. Vai serginho.”
Letras do mais alto padrão, como esta, merecem o referendo do estado, a proteção da justiça, patati patatá.
Falando sério, agora: parece que proibiram a realização de bailes funk e aí virou este fuá.
Eu acho errado. Está comprovado cientificamente que o baile funk é, pela graça da própria natureza, o habitat perfeito para a reprodução em cativeiro de traficantes e pivetes. E, você sabe, traficantes e pivetes compõem, justamente com as dançarinas de pole dancing, um dos setores econômicos mais ativos das sociedade organizadas.
Por mim, pode fazer Baile funk.
Eu deixo. Eu permito.
Eu vos concedo, ó, ladroagem, um atestado de legalidade.
E, se eu falei, pode fazer.
Aderi à campanha. Comecei a bater panelas pela casa. Pedi para que minha mãe me acompanhasse, mas ela me mandou à merda e foi assistir às coisas daquele reality de segunda rural com subcelebridades da Record.
Você paga caro pra ter 200 canais de tv e comprar uma TV LCD de vários dinheiros e hoje taí: sua mãe assiste Record.
Mas tudo bem. A campanha não pára.
Fiz um cartaz em cartolina. Neste momento, digito este post com apenas uma mão, refestelado em meu sofá chocolate de barão, e com a canhota ergo meu cartaz.
Galvão, filma nóis.
Quanto à mim, me resta disto tudo uma tristeza só (gilberto gil feeling): deveria ter aceitado aquele convite pra ir trabalhar em Zurich, aos 19 anos de idade.
Siri na lata
Estilingado por Jojó da Babá 04/06/2009 às 17:36
Juliana, depois de muito mimimi, aderiu à campanha da gostosa.
Tanto esporro eu tomei ontem e hoje isso.
Diálogos com mamãe
Estilingado por Jojó da Babá 15/05/2009 às 22:34
- Tem falado com sua irmã?
- Falo de quando em quando no twitter.
- Ah, joia…
- …
- …
- (suspiro de mamãe, descascando cebola)
- Vai, mãe, pergunta: o que é twitter e tal…
- É, não sei o que é twitter.
- Ninguém sabe que merda é o twitter.
- Mas eu vi você conversando com lila e marcelo no outro dia, fico me sentindo uma tapada…
- Mãe, relaxa. 99,9% das pessoas do mundo não sabem o que é e não entendem o twitter. A gente é up to date. A gente é hype. E gente hype fede. Relaxa: gente normal não sabe o que é twitter e tá pouco se fodendo.
- O que é hype?
- Esquece o hype. Tá bom, mãe: twitter é um microblog. Mensagens curtinhas. 140 letrinhas no máximo. Daí você escreve, outras pessoas escrevem, todo mundo acompanha quem interessar.
- Como eu entro nesse negócio?
- Mãe, lá é estranho, tem gente esquisita.
- Eu quero andar atualizada!
Bairros populares
Estilingado por Jojó da Babá 15/04/2009 às 21:57
Moro em um bairro popular de Salvador, Brotas.
Você sabe, querido leitor, que eu não gosto de bairros populares. Mas quem disse que a vida é justa?
Para os não-baianos, cabe uma explicação.
Brotas é um bairro que tem três bairros dentro dele.
Ou quatro. Alguns mais corajosos urbenautas afirmam categoricamente que Brotas abriga 54 diferentes bairros dentro de si. Eu não duvido.
Eu, por exemplo, moro em Brotas, mas metade da agência afirma também morar em Brotas, minha agência fica do lado de uma ladeira que dá em Brotas, apesar de ser no centro econômico da cidade e, partindo dela (passando por dentro de Brotas) você sai no caminho para Feira de Santana.
De maneira que, na dúvida, se você se perder dentro da cidade, basta dizer que está em Brotas.
Há 70% de chance que você esteja certo.
E, apesar de não concordar muito com isto, aceito o fato.
Não gosto de bairros populares, não gosto de amizade com vizinhos e não gosto de muitas outras coisas, como vocês podem supor pelo amargor entranhado em cada uma das milhares (já?) de linhas escritas neste humilde blog.
Não tenho consciência plena da minha classe social, como disse hoje a gata da Juliana Cunha no Twitter.
Mas tem lá suas vantagens.
Por exemplo, o bompreço daqui.
Leitores de outros estados (há algum?): bompreço é um mercado. Desses que vendem ração para as camadas mais desfavorecidas.
Nunca tem nada. Nunca.
Nada que preste, bem entendido.
É um mercado de um bairro que vende frango subsidiado e arroz e uns caldos de galinha à guisa de ração para a patuléia.
Mas, surpreendentemente, tem vodca absolut.
E, como vocês, já podem supor, ninguém compra vodca absolut num mercado de brotas.
Daí que eu acho que a porra vai ficando ruim e nego queima o preço, acho.
Já comprei uma garrafa de absolut por R$ 18 barão.
E na última vez, achei uma garrafa de absolut vanilla. Por 23 reais.
Claro, comprei na hora. Minha vontade era de comprar o estoque todo, abrir uma barraca de vendas de coquetéis, viajar pra Porto Seguro e viver assim fumando maconha.
Mas me faltou dinheiro e tenho de fazer muito cartazinho, outdoor, panfletinho e site pra terminar de pagar minha tv LCD.
E não vejo muita graça em maconha.
Sou adepto de coisas piores, como seriados americanos.
Viadagem, segundo a galera da agência.
Mas o fato é que os seriados americanos, como The Big Bang Theory e Two and a Half Men são muito mais bem sucedidos no intento de matar neurônios.
Seria, claro, muito melhor esta historinha da vodca boa e baratas se eu estivesse bebendo profissionalmente, como estava no verão.
A primeira garrafa não chegou a ver a luz da primeira semana dentro de meu rack horroroso.
Portanto, 21 de abril será um dia luminoso. Os amigos que vierem à minha humilde residência poderão beber um uísque teachers velho enquanto eu bebo vodca absolut. Atos de egoísmo no dia do aniversário são mjais desculpáveis.














