Minha próxima tatuagem

Meu pantone é mais escuro, mas é brilhante isso.
Vi com a @verdevelma

14/05/09 | Veja mais | 6 comentários;

Daí tá

Comecei a escrever um livro.

É porque eu sou um cara desocupado.
Além da agência, de duas bandas, de uma vida social semi-intensa – às vezes – de dois blogs e de planos de dominação mundial, me sobra tempo.

Daí o livro.

Claro que pensei em colocar aqui trechinhos, mas a idéia de que vocês não se empolguem muito e isso termine com minha empolgação foi mais forte.

Mas ele vem andando lepidamente.

01/05/09 | Veja mais | 5 comentários;

Senna morreu

Tem uns anos completos disso.
Eu vi o acidente. E, claro, não teve aula no dia seguinte.
Isso foi legal.
Daí o povo chora, vai tocar Raul no túmulo do brodi.
Sempre tem um pau no cu chorando, observe.

Morreu? morreu, caralho! Deixemos que os vermes cuidem disso agora.
Quando eu morrer, se o povo ficar de mimimi, eu venho puxar o pé de madrugada.

Não ligue a tv. Não acesse a internet. Pule esse post.
Porque todo mundo vai falar disso. A galera pela-saco, pra falar que era um herói e tal. A galera contrariada e mal-amada, tipo eu, pra dizer que Senna era, tá, um atleta bom e tal, mas alçá-lo à condição de última bolacha do pacote de negresco é exagero.

Se primeiro de maio não fosse feriado, seria.
Ê país que gosta de um motivo pra não trabalhar.

Já o Luís Carlos Prates, do post vídeo daí de baixo, que fala a real desse país de merda, corrupto e fodido, deve ganhar uns dois mil reais e só.

O Luís Carlos Prates é que deveria comer a Galisteu.
O Luís Carlos Prates é que deveria ganhar uma grana preta.

O Senna sabia cortar os brodis e dirigir debaixo de chuva. Qualquer caminhoneiro do Brasil faz isso. Faz o teste: pegue um táxi, fale pro brodi assim, ó: “véio, preciso sair daqui de Ondina agora e chegar no Pau da Lima em 5 minutos. Contados. Se você conseguir, ganha mais 50 conto, fora a corrida”.
E aí, sim, leitor chatonildo, você verá um ás das pistas. Em pista seca ou molhada, sem pneu slick e champanhe na chegada.

E sabe porque? Porque 50 conto, prum brodi desse, faz uma diferença.
É um mercado sucesso. É uma feira. É uma escola de filho (ok, exagerei, mas você entendeu).

Todo mundo que me conhece já ouviu esse discurso, mas você não me conhece, daí merece ouví-lo repetidamente.

A gente vive num país de gente pobre.
Nós, que temos tempo pra ler e fazer blogs, que temos grana pra ter banda larga, por mais que fiquemos com a titinhagem de dizer que “não, sou pobre, meu, tem gente rica por aí”, somos a elite do país.

Quando nego fala “a elite tem de pagar”, tão falando de nós.
Quando um sindicato, dirigido por mestiços de língua presa, pendura uma faixa no centro da cidade, como a que vi ontem, que tinha entre seus dizeres “os ricos têm de pagar o custo da crise”, eles estão falando de nós.
É questão de tempo pra que esse desconforto, essa indignação dos mais pobres contra os mais ricos se torne um confronto aberto. E aí, nem os seguranças de nossos condomínios serão aliados, mas inimigos. Eles virão em nossas casas e o pau vai quebrar, velho.

Se você é um verme amorfo e tá pouco se fodendo para a situação dos outros, seja egoísta e faça alguma coisa agora, porque logo, logo, tanta frustração e tolhimento da galera pobre vai se virar contra você.

Eu tento fazer.

Eu acredito que nós somos responsáveis por inserir essa massa amorfa, fedida e desdentada no mercado de trabalho, e nós temos a responsa de fazer com que eles se tornem nós. Porque em pouco tempo, nós, a elite, não mais poderemos desfrutar daquilo que achamos ser um modo de vida confortável.

Vivemos acuados em nossos condomínios, com medo de sair à noite.
Se queremos continuar nos endividando nos cartões de crédito e comendo comida japonesa, temos de fazer com que eles passem, pelo menos, a comer feijão com arroz e um bifinho todo dia.

Triste é o país que precisa de heróis.
E com essa frase clichê eu termino este post pouco inspirado.

01/05/09 | Veja mais | 14 comentários;

Sonho de consumo

Rachel Weiss, barrigudinha, na banheira, naquele filme do Fernando Meirelles.
Aliás, Rachel Weiss de qualquer jeito.
Estar grávida é só uma perversão leve minha.

neguim diz que eu só gosto de mulher com cara de nada.
à merda.

23/03/09 | Veja mais | Ninguém comentou...Malditinhos!

Tem gente que é hype

ô se tem.
Gente hype, gente chique, gente fashion.
All the time.
Parece viver dentro do friends.
Se mulher, Sex and the City.

Eu não.
Cansa, não?

Gente que vive fingindo ter uma animação profunda e um ENTUSIASMO…
aff…
por tudo.

Tipo: vamo num BRECHÓ? Jorge, você TEM de ir nesse brechó.
Ou numa exposição IMPERDÍVEL!
Ou: Menino, como assim você ainda NÃO VIU o filme tal?

puta, que porre.

Gente normal que paga conta e tem dias bons e dias ruins me encanta, sabia?
Gente que aceita que, às vezes, a vida pode ser criar uma rotina bacaninha prum domingo de manhã.

Ando querendo viver mais rotina, sabia?
Menos aventura, menos oba-oba.
Tem épocas.

Sei lá, chegar em casa todo dia no mesmo horário.
Criar uma rotina pode ser um treco legal.
Ando muuuuuito a fim dessas coisinhas. Alugar filme, tomar um café.

Isso rolava muito quando vivia só.
Sai da empresa, comprava pão ou outra coisa que tivesse faltando, alugava uns filme véio, fazia um copão de café e dava um virotinho vendo Zelig, de Woody Allen.
Gostoso.

Ou sábado de tarde tomando um vinhozinho, ouvindo Tiro de Misericórdia, de Bosco, deitado numa rede.
Sinto falta desse eu, um pouco.

01/03/09 | Veja mais | 6 comentários;

Decidi

Abbey road é o melhor disco do mundo.

04/10/08 | Veja mais | Ninguém comentou...Malditinhos!