O título do post é uma homenagem à minha miguxa de twitter @carlarafaela, que acompanhou alguns de meus momentos de mimimi no twitter hoje à tarde e respondeu com uma mensagem carinhosa, falando pra eu segurar a onda. Segundo ela, vivemos no esquema novela mexicana way of life, e eu concordo.
Absolutamente. Con mucha honra (pan pan pan pan) Maria del barrio soy!
Eu poderia me chamar Gustavo Augusto.
Eu poderia casar com uma Maria Alfredina.
Depois descobriríamos que éramos irmãos, sofreríamos e descobriríamos que, na verdade, não éramos irmãos e poderíamos dar uma chinelada no juicer sem dor na consciência.
Mas aí já seria tarde, pois ela teria um câncer cerebral inoperável.
Grávida de gêmeos. Eu perderia a empresa e todos os meus bens para uma Vilã chamada Carla Rafaela (homenagem à minha amiguinha).
Ela terminaria louca, sendo derrubada de uma escada pela Renata Sorrah.
Enfim, vai somando clichês.
Me falta léxico para descrever mais clichês de novelas mexicanas.
Mas voltemos ao assunto do post.
Como vocês vêem, o que alguns chamam de estilo literário é meramente um sintoma de meu DDA (vai googlar, tô sem saco de explicar o que é).
Eu não sei segurar a onda.
Daí vim pra cá fazer mais mimimi pra minha seleta audiência.
Primeiro, uma dica cultural.
Saca a bienal do livro, né? Pois.
Não vá. Tá uma merda.
Mas acaba amanhã, e é muito provável que você não leia isso antes de tomar um banho do tipo bacanudo na manhã de domingo, calçar seu velho mizuno sacanagem e sua bermudinha de pregas, sua camisa pólo azul clarinha de ver Deus e se jogar pra lá.
Logo, você já sabe que tá bacana o treco (ironia intended).
Daí você vira e fala “porra, nada presta pra esse sacana”.
E eu tenho de concordar. Pouca coisa presta.
Mas não é que a bienal esteja ruim.
Ela tá péssima.
Faz calor. Muito.
E quando faz muito calor tem gente que fede. E muito.
Desculpa a sinceridade, mas tem.
Tem gente que cheira, tem gente que fede.
Não tô falando “gente que cheira” no sentido drogado da coisa. Cheira no sentido de “exala um odor agradável”, seu bocó. No calor, isso fica evidente.
E todo mundo lá, fazendo carinha de conteúdo, circulando entre os absurdamente mal-arrumados stands de editoras obscuras, e fedendo, fedendo, fedendo…
(como um prego na palma da mão, uma ferrugem prego cego na palma espalma da mão… lembra de circuladô? então)
Daí tá. Bacana.
Eu não tenho nada contra quem fede e quer fazer carinha de conteúdo.
É um dos direitos inalienáveis do ser humano.
Não o ato de feder, mas o de fazer carinha de conteúdo.
Mas não preciso ser eu perto disso.
Eu me abstenho. Eu não sei brincar, daí me retiro do play.
Mas permanece um fenômeno realmente incompreensível.
Não consigo entender como um tipo específico de gente (o que encara a compra de um desodorante como uma aquisição desimportante) pode afirmar (e afirma só de estar lá) que tem interesse na aquisição de livros.
Pode me chamar de fascista. Pode me chamar de elitista.
Pode me chamar de nojento.
Eu aguento.
Quem suportou duas horas dividindo espaço e roçando os ombros com a patuléia fedorenta suporta qualquer ofensa gratuita de um maldito comentarista de um blog obscuro.
E fiquei por lá durante umas boas duas horas.
Não é que estivesse ruim.
Tava péssimo. Mas essa frase eu já escrevi.
Daí o teclado microsoft que eu comprei não tá falando direitinho com meu mac.
Todo mundo pode falar: eu sabia que ia dar merda.
Eu não, eu me iludi.
Eu sou um ingênuo. Por baixo dessa casca de miserável e maldito, eu acredito no amor entre as pessoas.
Eu acredito quando a embalagem de um teclado microsoft diz que é compatível com o Mac OS.
Eu acredito na compatibilidade dos hardwares.
Eu acredito no fim da guerra no oriente médio.
Daí vem a realidade e me faz tomar na tarraqueta.
E minha conexão da GVT é uma novela. Peguei a promoção de 10 megas.
E todo dia media a velocidade. Tava dando 3 megas.
O que pra mim, que tinha uma conexão puxada a jegue, era um sonho.
Baixei o mundo com cachaça.
Gigabytes diversos de putaria e libertinagem séries americanas e conteúdo legal, bem como tutoriais e vídeos de putaria e libertinagem educativos.
Mas eu sou um consumidor mesquinho.
Eu acho que quando a gente paga por alguma coisa, a gente tem de exigir.
Pelo menos é assim na Suécia.
Daí liguei pra lá.
Possesso. Transtornado. Furibundo.
Subido nas tamancas.
O brodi veio. E durante dois dias a conexão ficou estalando de nova, rápida igual o inferno.
E agora tá uma puta instabilidade.
Eu deveria esperar. Ter banda larga em uma cidade como Salvador, que gastará 500 mil na reforma de um suporte de passarela porque a acidez do mijo da população ameaça a integridade da estrutura é um acinte. Um tapa na cara da sociedade.
Eu deveria me contentar em comer sarapatel em um bar suspeito tomando cerveja meio quente.
Mas tem pior.
Tava sem espaço no servidor da agência.
Léo foi em sampa e comprou um HD maior.
Depois de instalado, o maldito novo HD tá instável e tá foda pra trabalhar.
Daí chega o técnico de informática. Com um amigo.
O técnico viu meu ipod, achou bacana, perguntou quanto eu queria, eu disse um valor lá e ele levou meu ipod.
Agora me pergunta, sádico leitor: ele pagou?
O resultado disso é que vou descontar o valor do meu ipod do contrato mensal que pago pro técnico.
Ou seja: não me fodi, mas é chato.
E eu precisava arrumar mais alguma coisa pra reclamar.
Maria do bairro não pode se contentar com pouca desgraça.