A idéia não foi minha


Mas poderia ter sido.
Eu apóio o lingerie day no twitter.

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No momento em que lhe faltam as palavras

Sobram as imagens.
Ontem foi aniversário de Lília, uma das irmãs cachaceiras.
Acompanhe a historinha abaixo.

A gente, ainda em estado de novo, bonitinho.

Isso é uma dose de tequila.

Isso é pó de café e açúcar.

Isso é nossa mesa.

Esse é o resultado.

Fotos by a menina que roubava livros.
Ressaca mode on.
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Bofete

Eu vejo nego fazendo uns comentários de merda nos blogs dos outros, que, sinceramente, velho…

Se fosse aqui, tomava dois bofetes, duas traulitadas e um cuspe.
No olho.
Todo mundo é guru de auto-ajuda nessa merda agora.

“A vida em flor desabrochante… O pensamento positivo, o poder do pensamento, o segredo…”

Serião: vai tomar no cu.

É essa gente hipócrita que se esconde atrás de uma versão edulcorada da própria vida, esse donut com uma crosta de glacê sem gosto, colorido em technicolor.
Esse povinho que bebe caipirinha com adoçante.
Essa gente que compra garrafas de bebia pra decorar bar e parecer bem-sucedida.
Essa gente farsante de classe média, a patuléia maldita saindo do trabalho cedinho e aguentando em paz os engarrafamentos, comprando pão no mercadinho de sempre e achando que sabe os caminhos da felicidade.

Sabe? Sabe um caralho!

Vai se meter com a vida do demônio, inferno.
Vai caçar um jegue viúvo, desgraça.
Vai chupar um canavial de pica!

Aliás, tô puto aqui.
Pra completar. Abre parênteses:
21:122 da noite e eu ainda na agência por culpa de uma criatura idiota, maléfica, filha do capeta, demoníaca, viada, nigrinha e filadaputa. Mas voltando aos profetas da classe média.
Fecha parênteses.

Gente puta que se mete na vida dos outros, dá opinião pra parecer porreta, merece um tiro no cu.
Eu esbofetearia alegremente algumas pessoas hoje. Sem dó. Ofegante e resfolegante, até gastar o couro das mãos.

Eu gosto de gente que sangra.
Que arranca mordidas sangrentas da vidas às lascas.
Que espreme o sumo da vida até dela sobrar o bagaço.

Não tenho ilusões de felicidade pequeno-burguesa. Eu sangro.
E prefiro assim.

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Uma beijoca

Pra Karen, que vem aqui e tal.
Ontem ela mandou um recadinho via tweeter, sempre ele, sobre um texto do Tico Santa Cruz, aquele que tem um bocado de tatuagem de chiclete ploc.
Disse que era a minha cara. “Autêntico”.
O link que ela me mandou apontava prum post estranho em que o brodi lá falava de ETs, energia cósmica das coisas do barato e por aí vai.

Não entendi nada. Questionei.
Ficou parecendo que eu tava brigando.
Mas não tava não, viu, Karen, fica bonitinha que tá tudo lindo em nosso fuá!
E, por isso, você ganhou um beijinho ;)

Depois ela explicou qual era o post e, esse sim, tem a ver.
O cara fala de puta.
Não é legal bater em puta e tal.

Eu não acho legal que ninguém bata em ninguém, no geral.
Acho uma coisa abjeta quem resolve as coisas na mão.

Mas o post tem a ver mesmo com o estilo da coisa do DGI.
Se é que há algum estilo em vomitar posts.
Deve haver.

Engraçado (e eu sei que ninguém vai acreditar nisso, mas foda-se):
eu nunca comi uma puta.
Nunca paguei pra fazer sexo com ninguém.

Mas não acho feio nem nada: nunca rolou.

Sei lá, sexo e tudo o mais é mais do que legal, mas é melhor dentro de um contexto.
Não me imagino puxando duas notas de cinquenta e jogando na cama, vestindo as calças. Meio personagem de pulp fiction.

Puritano é o caralho.
Talvez eu seja o último romântico.
Ou uma reedição ácida do romantismo no novo tempo.
Ou o romântico possível num mundo que rechaça o romantismo.

E, com isso, não quero dizer que eu não conheça os esquemas dessas boates de strip e tal.
Pra quem não conhece como funciona, eu explico: é um bar em que umas negas rebolam nuas sobre um palco.
É divertido.
Já combinei com algumas amigas, inclusive, de levá-las pra conhecer.

A profissão mais ingrata do mundo é a de narrador de puteiro.
Porque tem uns shows que não empolgam. Daí o cara tem que suar.

“vamos aplaudir calorosamente o show deslumbrante que nossa amiga Bianca (nome de puta é uma viagem) acabou de nos proporcionar. Logo mais, vocês não podem perder, Samantha!”

(qualquer leitora com algum desses nomes, se manifeste)

As músicas dos strips são um caso a parte.
Roxette no talo.
Mariah Carey.
Whitney, Beyonce…

Ê lelê.
E não é coisa de Salvador, não. Me corrijam, mas me parece que é assim no mundo inteiro.

Deve ser que o povo fica pensando que quem vai no puteiro tomar cachaça e ver as negas rebolando tá deprimido.
Só pode ser.

xóin.
Não tem um showzinho de strip tem é tempo.
A brodagem quiser marcar, é nóis.

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Nhamie

Adoro sotaques.
Mineirinhas, então… nhamie!
O sotaque do sul, curitiba e Rio Grande, também é uma delícia.

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A ambição desmedida é meu pior defeito inconfessável

Até porque os outros eu confesso com relativa facilidade.
Quero tanta coisa.

Puxa.
Que puxa.

E é só.

Sem grandes desdobramentos morais.
Um desabafinho.

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Para Manu

Por contingências da vida, estou longe de uma das pessoas que mais amo na vida.
E hoje é um dia especial na vida dela.

Não queria que fosse assim.
Mas quem disse que a vida é justa?

Este post é só para ela.
Ou por nós.

Tomara que, de um modo ou de outro, ela possa vir a ler este texto.
Que alguém possa dizer a ela que, neste momento, eu estou morrendo de saudades.
De saudades de tudo que ainda não vivemos juntos.
E saudades de tudo aquilo que ainda vamos ter de passar.
E de todo o tempo que teremos de perder para que possamos nos reencontrar.

Que alguém possa contar para ela que uma das três estrelas que eu tenho tatuadas no braço é ela.
E que não faria isso por mais ninguém na vida.

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Lithium

Se você me disser que tá com uma dolorosa modalidade de cancro mole nas bordas de sua genitalia, isso só me preocupa superficialmente.
Eu sinceramente fingirei uma preocupação ruidosa. Mais ruidosa do que ela é em seu cerne.
Mas não é isso que interessa: você ficaria insatisfeito se eu agisse de outro modo, logo eu finjo e ambos ganhamos.
Eu perguntarei se você precisa de algo ou se há algo que eu possa fazer.
E isso é o máximo de sinceridade que eu me permito ter com relação às dores alheias.

O que não significa, na verdade, que eu vá acordar às duas e meia da manhã, me arrastar praguejando para fora de meu edredom preto e vá te buscar em um hospital público fedendo a mijo para ver outros seres humanos com membros decepados à espera de atendimento.

Mas se eu bater com o dedo mindinho no espaldar da porta, eu vou amaldiçoar a vida para todo sempre e achar que aquela dor maldita é a pior de todas desde a fundação da existência humana sobre a terra.

Porque pra mim, MEU mindinho machucadinho dói mais que a sua genitália purulenta.

Eu sou um porco simoníaco, como um comentarista deste blogue já me batizou.
Eu sou egoísta e miserável.
Enquanto pessoas diversas pensam em ter uma prole, constituir família e lutar contra a fome no mundo, minha maior preocupação no momento é trocar o sofá da minha sala.

Claro, você já sabe, todo este post é um enorme exagero.
Eu buscaria alguns de vocês em hospitais públicos.

Não todos.
Não exagere.
É bom que você sempre fique em dúvida com relação a isso.

Mas, em alguns casos eu iria.
Mesmo que pessoas com membros decepados estivessem na recepção.
Eu até mesmo poderia ficar sinceramente consternado com a purulência de sua genitália, sobretudo se a sua genitália for feminina e se ela puder ser utilizada em jogos sexuais de natureza abjeta com a minha pessoa.

Vai que todo mundo seja assim.
Tem de ser.
Só que nego mente e finge que não fica assim.

Mas, pra mim, que sou grilo falante da humanidade, a fome do mundo é uma bobagem comparada com o meu problema do sofá.

Não tô legal.
Esse não foi um bom final de semana.

Ore por mim, mesmo sabendo que eu não rezo nem por você nem por ninguém.
Mas vai que você pega um treco estranho e precisa de um amigo pra te buscar no hospital de madrugada?

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Momento de conversão

Muita gente não tem religião.
Mas quase todos os céticos atestam que o momento da conversão é uma experiência única, mágica e inigualável.

É aquele dia em que um ato comum transcende a normalidade da vida e tudo passa a ter explicação.
De uma hora para outra, o cara cai em si e fala: Deus existe.
Isso certamente acaba de acontecer na vida deste garotinho…

dica do bobagento

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O Guaiamum servado

Pra vocês verem como é o tempo na estrada.
Ao invés de repassar nosso plano de dominação mundial e discutir o futuro da empresa, eu e Léo, meu sócio, flor de candura e filósofo amador, passamos o dia viajando pelo Baixo Sul da Bahia, hoje, para algumas reuniões em algumas cidades. Entre uma reunião e outra, no trajeto, debatemos longamente sobre um dos priincipais mistérios da humanidade: o guaiamum servado.

Na estrada, uma tabuleta de papelão amarfanhado onde se lia “Guaiamum servado aqui”.
Guaiamum é um tipo de caranguejo azulado, mas “servado” eu não sei a que se refere:

- Léo, você saberia dizer o que é um guaiamum servado?
- É um guaiamum robusto, forte, joiado e limpinho.
- ahhhh…

Eu quase acreditei. Mas aí ele começou a rir e eu me exasperei:

- Vai se foder, léo, você NÃO sabe o que é um guaiamum servado.
- Seja mais humilde. Se VOCÊ não sabe o que é um guaiamum servado, não significa que eu não possa saber. Vai se instruir.
- Como é que você sabe o que é um guaiamum servado, man? Quem nasceu no interior da Bahia fui eu. Você é menino criado em apartamento.
- Vá no google então, sabichão. (como quem diz: não discuto com membros da patuléia descerebrada que não saibam o que é um guaiamum servado).
- E como faz pra “servar” o guaiamum?
- Tira o bichinho da lama e cria no quintal. Lavadinho. Dá comida pra ele e enxofre.
- Enxofre? Eca! E se come essa merda com enxofre?
- Porra, Jorge, vai tomar no cu, tu é burro pra cacete. O bicho COME o enxofre pra limpar por dentro.
- Enxofre fede. O guaiamum servado deve feder tembém a enxofre.
- Ah, meu irmão, não sei como o guaiamum faz com o enxofre. Aí é com ele e a porra lá. Mas tem enxofre. E ele não fede.
- E guaiamum come o que?
- O que der pra ele, ele come.
- Tipo: alface, brócolis, aquele kitut que o povo leva pra acampamento, salsicha?
- Qualquer coisa.
- Vai se foder, Léo, que você não tem como saber a dieta do guaiamum. Guaiamum não come salsicha!
- Rapaz, é impressionante como você é: só você pode saber das coisas no mundo? Se liga, meu!

Passam-se uns 20 minutos. Eu começo de novo.

- Você tá me tirando, né?
- Oxe.
- Ou você tá me tirando ou você tem um criatório de guaiamum com enxofre.
- Eu vi em Ilhéus.
- Ahá! Sabia! Alguém te contou! Você, por si só, não tinha como saber o que era um guaiamum servado.
- Porra, Jorge, que merda, você é pirracento pra caralho!

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