Tomando uma posição
Estilingado por Jojó da Babá 08/10/2009 às 13:12
Ê blog mosqueado.
Durante vários dias, eu sei, você veio aqui pensando “hoje tem” e não tinha.
Tempo, queridinhos, é o que me falta.
Mas isso não se repetirá. #NOT
Acontece agora e acontecerá mais pra frente.
Não presto, vocês bem sabem.
O fato é que estamos de volta e tantos assuntos, tantas coisas para escrever, tantas opiniões zzzzzzzzzzzzzz …
Sem saco de fazer posts sobre assuntos da atualidade.
Mas a patuleia cobra posts com uma sanha assassina (observe que patuleia não tem mais acento, segundo a reforma ortográfica) e resolvi resumir minhas posições (sexuais?) sobre os principais assuntos da atualidade, num post rápido e caceteiro.
Ponte entre Salvador e a Ilha de Itaparica.
Sou a favor. Qualquer coisa que concorra no sentido de transformar aqueles barquinhos fétidos conhecidos como ferry boats em sucata tem meu apoio total e irrestrito.
De onde vem o dinheiro? Pouco importa.
Pouco importa se vai ter muito desvio de grana.
Deputados vêm se locupletando e enchendo a burra de dinheiro por motivos muito menos dignos. Não será uma pontezinha que mudará isso.
Com desvio de grana ou honestamente, eu quero uma ponte. E aí morarei em itaparica de frente pro mar.
É, eu sou egoísta.
Submarino Nuclear franco-brasileiro
Sou a favor.
Desde que eu possa ter um também.
É, eu sou egoísta.
Pré-sal, petróleo e essas coisas todas.
A favor. Ou contra. Meu carro é flex.
Foda-se.
Aquecimento global
Acho que é conversa. Se o ser humano fosse tão importante quanto acha que é, estaríamos fodidos. O planeta esquenta um tiquinho e todo mundo começa a reclamar do “estilo de vida moderno e capitalista e tecnológico”.
Sou a favor do estilo de vida moderno e capitalista e tecnológico. Ele nos proporciona computadores e neosaldina e salmão com cream cheese.
Na china nego come, tipo, arroz com tripa de urso panda.
Ponto pro tio sam. Ele nos trouxe o outback (joia que a comida é australiana, mas a empresa é americana).
Apple store funcionando no Brasil
Sou contra. Meu visa não guenta tanta pressão.
Lie to me
Não vi ainda a série nova da Fox, mas sou a favor.
Gosto de mentiras. Inclusive, sou bom nisso.
Olimpíadas no Rio
Desde que incluam a corrida de trombadinha entre as provas, sou a favor.
Honduras e a embaixada brasileira
Faz realmente diferença? Cagando e andando pra questão. Honduras é um país de gente pobre, e não gosto de pobres.
Lei Seca.
A favor. Até umas quatro da manhã. Depois libera porque eu preciso voltar bêbado pra casa.
Twitter
É bom. Dá pra pegar mulé. Eu apoio.
Flash mob
Coisa de desocupado. Contra.
Crise econômica.
É mentira. 2009 vem sendo infinitamente melhor que 2008.
Se pra você não vem sendo assim, foda-se.
Roubo do Enem
A favor. Eu tambem roubaria, se nego desse mole.
Dia das crianças.
Contra. Contra todas as crianças, no geral. Preferia que os seres humanos pulassem, automaticamente, dos 7 meses de idade para seus onze ou doze. De bebês fofinhos para adolescentes perversos. Seria melhor.
Madonna e Jesus Luz
Contra. Não sei direito o porquê, mas sou contra.
Aliás, contra a madonna no geral. Ela já foi mais gostosa.
Não se leve tão a sério
Estilingado por Jojó da Babá 08/09/2009 às 9:12
Nem me leve tão a sério. Mesmo.
É tudo um monte de bobagens. Minhas opiniões, as suas, esse monte de coisas que a gente brada aos berros batendo no peito.
Cheguei a essa conclusão devido aos comentários – alguns bem inflamados – que vocês me mandaram por conta do post sobre o treco do Beirut.
Este post é sobretudo um lembrete pra mim mesmo. Pra não me levar tão a sério. Confira.
***
Por favor, vamos deixar de hipocrisia! Em qualquer outro lugar do Brasil isso teria acontecido (ou não?!), o cara não chamou pro palco? A culpa foi de quem?
…não entendo onde está a minha hipocrisia – se você apontar onde, no texto, eu estou sendo hipócrita, fica mais fácil. E mais: em qualquer lugar do mundo onde ocorresse algo parecido (artista bêbado chama o povo pra subir e alguém rouba um microfone) a falta de educação seria a mesma.
Culpa da cultura baiana? Primeiro essa galerinha aí que foi pra esse show não se considera baiano. Ora! Quanta hipocrisia! Aproveitaram a oportunidade para negar, como fazem todo o sempre, o local onde nasceram. Triste são vocês!
Essa “galerinha”, obviamente, me inclui. Não queria ser londrino. Não queria ser do leste europeu. Sou de nazaré das farinhas, com orgulho, e baiano e cachaceiro e folião de carnaval e tudo o mais.
Talvez, na verdade, eu quisesse mesmo viver em uma cidade com mais gente educada, em que as coisas não virassem oba-oba. So isso.
@Jorge Martins, que é que tem a ver um roubo de microfone com o fato de ser baiano? Só se roube microfones e outras coisas aqui, é? Hum, tá… É esse tipo de associação que é inaceitável. (..) Daí o problema: você acaba fazendo coro com aqueles que confundem cultura com manual europeu de comportamento, e não como expressão autêntica de um povo, e faz isso exatamente quando a Europa e todos os cantos de cultura ocidental sofrem uma super crise de criatividade (e nós não, apesar da mercantilização). Que tal inverter a lógica e tentar buscar culpados por isso, pelo fato de bons artistas não vierem para vá, nas elites e não só no povo, que daqui é sofrido pra caralho e ainda consegue ser feliz e criativo?
Não associei o fato de ser baiano e roubar microfone. Mas aconteceu aqui. Como diversas coisas parecidas rolam adoidado em shows na bahia. Me envergonha. Se não rola com você, ok: você é um afortunado. Atirar “nas elites” é incluir eu e você nisso, cara. Povo sofrido, feliz e criativo é discurso recorrente em cartilha comunista. E dar opinião é se expor – eu faço isso e você também. Qual a lógica subjacente em não tomar partido? Essa é a graça de viver num ambiente democrático, ora pitombas. Mas concordo em discordar.
O leste europeu, de onde esse povinho “indiota” pensa que nasceu, é formado por pessoas supereducadas, sabia? Uma beleza! E de onde vem seus parâmetros de “boa educação”? Já parou para pensar nisso? Já tentou pedir uma informação simples nas ruas de São Paulo? O curitibano é educado porque não joga papel no chão? (..) Se tem uma coisa que a Bahia é única, é o de criar tipinhos insuportáveis. Nada mais tosco que um indie numa cidade tropical. E viva a pós-modernidade! E viva a cultura baiana, que de tão democrática permite que tipinhos com estes andem pelas ruas sem que um skinhead arranque suas orelhas!
São paulo tem algumas das pessoas mais bem educadas que já conheci na vida – e não me refiro a gente chique e intelectual, mas taxista, feirante, etc. Curitiba idem. Lá e aqui, tem gente legal e gente imbecil. Generalizar é sempre um erro – eu só critiquei quem subiu no palco. O resto do povo ainda é meu amiguinho. Ainda.
Não vejo nada tosco em quem quer ser indie em cidade tropical, ou qualquer outra coisa. Se o cara quer dar o rabo prum jegue viúvo, andar de franja ou decepar o próprio dedo mindinho em protesto contra as eleições no irã, problema de cada um.
Me incomoda é a falta de educação. Só. Se conseguirmos chegar a um acordo quanto a isso, valeu meu post e dormirei sossegado.
Desde quando você me conhece para me chamar “da elite”? O que é elite para você? Minhas referência são da ciência polícia e não do senso comum. Por favor, continue se afastando ainda mais da FACOM (nota minha: Facom é a Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, berço indie por excelência de Salvador) para ver se um dia vai de encontro com algo além da filosofia de boteco. Eu também acho que pode continuar existindo “indiotas” soltos por aí. Sou eu aqui o defensor da Bahia e não você, ora pois! Pra mim isso sim é democracia, porque respeita as opções de cada. Você critica a pós-modernidade, mas não compreende de onde vêm esse discurso, pois você é um belo exemplo de pós-modernidade. Critica tudo, não assume compromisso com nada, é contraditórios nos argumentos, não os fundamenta para além do senso comum e acha tudo isso lindo. Além disso, tem um pezinho na FACOM, nitidamente. (…) Se você acha que não há contradição social, que sua opinião não assume caráter estratégico… Pimba! Você é um belo exemplo da pós-modernidade. Mas acredite, a democracia não é tão democrática quanto parece e sim você pode ser atropelado pelas suas opiniões em breve. Não por mim, porque apesar de tudo, você é um “companheiro” [já que me chamou de comunista], mas por aqueles que você se faz de porta-voz.
Depois desse comentário eu parei. Pensei “ok, e aí? vou render?”. E desisti de bater boca. E respondi.
Se você tem tempo e vigor pra discutir esses lances nesse nível de profundidade, malandro, então pra mim você é elite. Se não no sentido acadêmico, pelo menos no intelectual. O que vale, de fato. E filosofia de boteco é o menu da casa, compadre. Se eu quisesse levar as coisas pro lado acadêmico da coisa – e poderia fazê-lo, mas não quero – não faria o tipo de texto que faço aqui. Aqui é boteco mesmo, e adoro quando, por mais que o assunto seja denso, a coisa termina em uma boa gelada.
E não há um antagonismo. Você não é o defensor da Bahia. Nem eu aponto o dedo pra bahia. Respeito suas opções, de verdade.
Não tem véu nenhum caindo. Nunca afirmei ser o liberal ou o conservador crítico paladino. Sou um cara que tem algumas opiniões sobre as coisas – e só.
E não leve nada tão a sério, cara. Nem meus argumentos, nem minhas contradições, nem quando, meio de sacanagem e meio pra te deixar pilhado, eu falo que seu discurso é comunista.
Não sou porta-voz de nada e nem ninguém e nem me arvoro a estar com a razão sobre nada. São apenas opiniões – eu posso apenas estar sinceramente enganado, afinal.
***
A vida é assim. Quando você relaxa um minutinho, termina se levando demais a sério, se empolga ouvindo o som da própria voz e, quando menos espera, está batendo boca por uma coisa que não vale a pena.
Eu me vigio constantemente pra evitar entrar nessa armadilha. A gente começa a gostar de ouvir o ressoar da própria voz. Deus me livre disso.
Aliás, bater boca por conta de um post de blog, qualquer que seja ele, é mais ou menos como brincar nasqueles carrinhos de auto-pista de parque infantil (brinquei num treco destes durante o final de semana, daí todas as minhas metáforas são auto-referenciais, as you know). Por mais ódio que você guarde em seu coração, os danos que causamos no outro são sempre mínimos.
Você pode tomar a maior distância do mundo e se arremessar contra a outra pessoa com gana e fúria e violência, mas o máximo que acontece é você ouvir um “pof” murcho.
A professora que dança com tudo enfiado e tal
Estilingado por Jojó da Babá 30/08/2009 às 18:52
Eu não iria falar nada. É hype. Encheu o saco.
O vídeo é top no youtube. Em Salvador, não se fala de outra coisa, a não ser da professorinha que foi demitida porque o vídeo (copiei do sempre excelente blog de Pablo) da mocinha dançando com tudo enfiado vazou na web e tal.
Eu tinha uma opinião sobre o assunto. Achava que tava errado.
Professoras não dançam com tudo enfiado. A não ser na imaginação de adolescentes bronheiros.
Daí mudei de opinião.
Comecei a achar certo. Ela faz o que quiser da vida dela.
O que inclui dar o furico prum jegue viúvo, cheirar pó de talco com cinza de cigarro até morrer ou deixar o próprio fiofó virar marionete na mão de cantor de banda..
Problema dela.
Depois mudei de opinião de novo. É um absurdo.
Pode, sim, fazer o que quiser, desde que não vaze. E Pablo já disse, sabiamente: “vazou, fodeu”.
Aí mudei de opinião de novo. Ela não teve culpa. Filmaram e caiu na web.
Assim são minhas opiniões sobre as coisas. Fugidias.
Nao confio tanto assim no meu padrão moral pra confiar plenamente em minhas opiniões.
Por duas paçocas e um afago, mudo de opinião sobre qualquer assunto com uma facilidade espantosa.
ACM era um maldito.
ACM era um líder da Bahia.
A depender de com quem eu converso, eu posso falar as duas frases no mesmo dia.
Não vejo muito problema em ter diversas opiniões.
Pior mesmo seria não ter nenhuma.
Mas desta historinha toda, só uma coisa realmente me incomoda. Não se fala, em momento nenhum sobre responsabilidade. Em momento nenhum. Veja os dois lados.
Quem defende a posição do colégio de demitir a professorinha do tudo enfiado argumenta que “isso não é uma atitude digna de uma pessoa que educa crianças”. Mas aí eu vou e volto: a responsabilidade de educar crianças é dos pais, não da escola.
Eu quero que um professor ensine a tabuada, o beabá e uma ou duas teorias inúteis pra meu filho. E só. Não quero um professor que fale que o sociopata do Fidel Castro é (era) um cara bacana nem nada disso — e quase todo professor de colégio tem essa tendência esquerdizante.
Quem vai discutir política com ele (“é tudo uma merda, filho”), sexualidade (“desde que você não ofenda ninguém e que ‘o que quer que você faça’ tenha o consentimento da outra parte, tudo vale”) ou coisas realmente importantes para a formação do ser humano (“jamais misture destilados e fermentados”, “nunca deixe faltar em casa camisinha, neosaldina e gelo” e coisas assim) sou eu.
Tudo no mundo meu filho vai poder ver. E quem vai ajudá-lo a formar um juízo de valor sou eu. E ponto.
A discussão da professorinha só existe porque a sociedade se exime da responsabilidade de educar seus filhos.
Enquanto isso, quem defende a professora, reclama que a escola foi intransigente e se meteu na seara de coisas que são absolutamente pessoais. É mais bacana posar de liberal. Mas subir num palco e mostrar o cu é assumir o risco de ser filmado e cair na web.
Por que que é bacana falar “ela faz o que quiser e ninguém tem nada com isso” e é reacionário dizer “ela tem de assumir as responsabilidades de seus atos, e se isso desagrada uma escola, que é, em última instância, a possuidora de seu emprego, ser demitida é parte das responsabilidades de mostrar o furico em cima de um palco de uma casa de shows decadente”?
Não tenho uma opinião sobre o assunto. Tenho várias.
Mas, tavlez, a principal é: com uma bunda daquele tamanho, não há de faltar trabalho pra professorinha.
Esse blog só me dá vergonha
Estilingado por Jojó da Babá 18/08/2009 às 19:34
Mesmo.
O Respondendo ao Meme figura entre os piores posts já escritos em toda a história da humanidade.
Faço textos bem-elaborados sobre a vida e a morte e as vicissitudes. E o resultado, lombardi, qual é?
Vocês, demônios, comentam só as putarias.
Great success. I like it. Vocês são legais.
Hare baba pra vocês.
Brincando de mendigo
Estilingado por Jojó da Babá 08/08/2009 às 10:19
Eu, de quando em quando, tenho a impressão verdadeira de que vou terminar meus dias como mendigo. Pode ser apenas um medinho de ser pobre – este que me assola cotidianamente – mas tenho medo de chegar na velhice e ter de ficar pedindo cigarros em mesas de bar para grupos de jovens bem-sucedidos.
Talvez o medo seja do olhar que os jovens bem-sucedidos lançam para os mendigos. Um misto de escárnio irreverente e nojo.
Não ria. É sério.
Mendigo é um treco que me abala e me entristece. Sendo um pouco mais sincero agora que na frase anterior, mais me amedronta que qualquer outra coisa. Um ser humano virar mendigo é pior que, sei lá, morar em Roraima.
Mas, de um modo ou de outro, todo mundo brinca de ser mendigo dentro de casa.
Eu mesmo, durante o que eu calculo ser uma boa parte de minha vida adolescente, passava dias e dias dentro de casa vestindo um short vermelho, velho, furadinho e com o elástico destroçado. O estado do short era tão calamitoso que um dia, meu pai, irritado com aquele trapo que vivia mostrando partes bem favorecidas e cabeludas de minha anatomia, me catou no meio do corredor e rasgou o short na unha pra me impedir de utilizá-lo.
Aí não rola, né, malandragem?
Depois, quer que eu seja um adulto bem-resolvido e maduro.
Depois, quer ganhar presente de dia do papai.
Fato é que, ainda hoje, guardo uma lembrança carinhosa por aquele shortinho.
E sei que todo mundo, assim como eu, tem uma peça de roupa malévola e acabada, mas que usa pra dormir.
O problema é quando você vai dormir acompanhado.
No caso, melhor mesmo é dormir nu. O que facilita bastante as coisas. O problema, malandragem, é que ninguém chega na cama já nu. A não ser que você seja, sei lá, a Carla Bruni. Ou o George Clooney.
Uma coisa que sempre observei, em minha curta – porém atribulada – vida adulta, é que você só conhece de verdade uma namorada quando viaja com ela. Se, na hora de deitar, ela saca da mochilinha um baby doll de seda marroquina, cuidado: é o tipo de mulher que tá escondendo o verdadeiro eu dela para você.
Com isso, não estou defendendo que as namoradas do mundo passem a utilizar camisetas de campanha política quando forem viajar com seus namorados. Mas é fato que ninguém dorme, na vida normal, com uma peça de roupa que, com uns dois ou três acessórios, serviria perfeitamente para ir ao último restaurante japonês da moda.
A roupinha de domir de uma mulher revela mais sobre ela que qualquer outra coisa neste mundo. Se você, sensual leitora, dorme de calcinha de algodão e camisetinha, demonstra ser uma pessoa sexy e despojada. Se você dorme de calcinha bege furadinha… você entendeu. Se você, quando viaja, prefere levar um pijaminha com flores de lótus bordadas e ilustrações japonesas em sumi-e, você merecia estar numa novela.
Eita que hoje eu estou todo nipônico.
O tombo, a queda, o estabaco: Caetano Veloso
Estilingado por Jojó da Babá 18/05/2009 às 14:05
Mano Caê toma um quedão num show em Brasília e a patuléia, obviamente, aplaude!
Eu amo esse país.
Gosshhtuuuóóóóóóósa!
Estilingado por Jojó da Babá 04/05/2009 às 23:47
Cléo Cadillac, sobrinha da própria que tá cantando uma versão de “é bom para o moral” e só me faz lembrar de Carandiru, e Carolina Miranda (aquela que deu o xiboió na moral, com carinha de feliz diante da jeba gigante, no clássico de putaria “Fiz Pornô e continuo virgem”) estão se pegando no gel no programa da Luciana Gimenez.
Elas tiveram um desentendimento numa boate aí e, como qualquer dupla de pessoas absolutamente normais, resolveram resolver o quiprocó armando um ringue de gel num programa de televisão pra resolver a parada.
Sem palavras.
Um lado racional meu pensa assim: não veja isso, man, isso é armado.
É podre e tal, é uma afronta pras mulheres e tudo mais.
Claro que essas três últimas frases foram uma firula para a audiência feminina deste blog (as duas ou três guerreiras que ainda voltam aqui).
Eu tô pouco me fodendo para as afrontas às mulheres (ou a qualquer um) de um modo geral.
E para as afrontas em específico também.
Duas negas se pegando no gel com uma certa violência é demais. Ou, como você mesma escrevia em seus cadernos de adolescente, D+!
Com várias exclamações!!!!!!! U-hu!!!!
Isso mexe com neurônios mutantes super-poderosos que ficam localizados na cabeça do pau do cidadão. Quando estes neurônios (não nervos, neurônios mesmo, como um pequeno cérebro ainda não descoberto pela ciência) se ligam, cabou: nenhum homem raciocina normalmente.
Os sistemas simpático, parassimpático, empático, antipático e quiroprático ficam a mercê do pau.
E aí, amiguinha, fodeu.
E um dos jeitos de ligar esses neurônios (já se sabe disso desde a época do nobre Confúcio) é colocar duas gostosas em cima de um ringue de gel pra trocar uns tabefes.
Eu finjo ser educado e polido, mas eu sou, em meu íntimo, um peão de obra.
Se eu trepasse em andaimes como meio de vida, eu gritaria goshtoooooooosa!
Iria de um basso profundo, num crescendo, até chegar ao alegríssimo.
Ê cavalas. Ê aqui em casa. Ê jegona! Ê goshtoooooosas!!!!
Tem mulher que finge que se ofende de ser chamada de gostosa.
É mentira.
Toda mulher quer ser chamada de gostosa.
É foda quando o cara se excede, e aí eu também acho escroto, mas um “gosshhhhtóóóóóósa!!!” berrado na rua levanta o dia da nega.
Óbvio que levanta.
Não sou idiota de supor que um peão trepado num andaime, que grita goshtóóóóóósa pra uma bunda passeante, vá conseguir, de fato, algum tipo de aproximação maior com isso.
Ele, o peão de obra, o supra-sumo da felicidade, como já expliquei aqui, também sabe.
Mas pra ele é bom gritar, pra ela é bom ouvir e assim, plenos em seus direitos, todos seguem para um dia de trabalho bacanão.
O resto é psicologismo barato de feminista recalcada.
E feminismo é o caralho:
Vocês teriam tudo no mundo se houvesse ringues de gel em cada esquina e residência deste país. A cada DR, vocês se jogariam lépidas, fagueiras e serelepes sobre o gel, estapeando a primeira meliante que pintasse pela frente.
Aliás, seria legal receber uns tabefes num ringue de gel ao invés de discutir a relação.
Eu me deixaria estapear e aceitaria qualquer reivindicação que vocês fizessem.
Eu seria um escravo acéfalo babado e lambuzado de gel.
Mas aí não, né, suas peraltas: vocês queriam trabalhar, ora pitombas…
Vocês queriam usar calças compridas, que beleza!
Vocês queriam pagar contas e pegar engarrafamentos!
Vocês não queriam ser dondocas, porque dondoca pega mal, né?
E ainda descem a marreta quando a gente libera testosterona loucamente ao ver, agora, a Cléo Cadillac, a Carol “Xiboió” Miranda e a Luciana Gimenez se atracando risonhamente e trocando jabs num ringue de gel.
Você, mulher que lê este post, se quiser ficar chateada, só posso lamentar.
Arma um ringue também, oras, me chama pra ver.
Não era você que preferia trabalhar a levar uma vida de dondoca?
Dá teu jeito, oras.
Me chama pra resolver na mão.
Num ringue de gel, de preferência.
Fez 15 anos que Kurt Cobain morreu
Estilingado por Jojó da Babá 14/04/2009 às 9:43
Daí se depreende que:
a) O mundo é um lugar pior.
b) Kurt, se vivo, estaria pior que o Keith Richards.
c) Tô ficando velho.
d) Nossos ídolos ainda são os mesmos, e as aparências não enganam não. Você diz que depois deles nãããããããããããããããããããããããããããão apareceu maaaaaaaaaaaaaaaaaaais ninguééééééém…
e) Heroína, só a Claire do Heroes.
Eu sou um ser humano melhor hoje do que era antes.
Estilingado por Jojó da Babá 17/03/2009 às 21:31
Sério.
Eu sou um cara melhor.
Eu sou uma pessoa do bem.
Passarinhos azuis animados em 2d pousam em minha janela, o céu se abre e eu sou feliz.
Chegou minha TV LCD.
Claro, meu sofá ainda é uma merda, por isso eu ainda sou uma pessoa meio ruim.
Mas minha tv chegou.
Muitos duvidaram.
É fato.
Muitos fizeram graça.
Mas tá lá. Em minha casa.
Uma das grandes conquistas de minha vida.
Lembro com muito gosto de algumas das maiores conquistas de minha vida.
O dia em que aprendi a fazer bola de cuspe, o dia em que passei a mão numa xoxota, o dia em que comprei meu edredom preto e minha TV, agora.
Dias épicos.
Mas, é claro, eu me fodi nessa. Passei meses pesquisando TUUUUUUDO que havia disponível no mundo a respeito de TVs.
Plasma ou LCD?
De que tamanho?
Full HD ou HD Ready?
Com ou sem conversor?
Foram dias e noites labutando sobre a questão. Com o edredom foi fácil (ele tinha de ser preto e gostoso), com a xoxota também (tá melada = tá bacana, tá seca = tem de bulir mais) e com as bolas de cuspe a coisa foi um tantinho complicada (junta um monte de saliva na boca, abre devagarzinho e tá lá a bolhona de cuspe).
Pesquisei preços, marcas, tudo, tudo do mundo.
Daí decidi comprar uma philips lá. Bonita e os caralho.
Fiz um cartão só pra essa dívida, fui em 5 ou seis lojas no dia em que havia me decidido comprar e, finalmente, enfiei a pica no cartão de crédito e comprei a parada no submarino.
Óbvio: dois dias depois, a mesmíssima TV tava com um desconto relâmpago de mais de 300 conto no mesmíssimo submarino.
Eu chiei, eu esperneei, e ameacei cancelar a compra e nada.
Nego disse que não tinha jeito.
Me acostumei com a idéia.
Daí no dia seguinte o shoptime anuncia uma tv MAIS RETADA DO QUE A QUE EU COMPREI por um valor ridículo. Uns 400 conto a menos.
C´est la vie. Claro que eu ia me foder nessa.
Eu tinha certeza.
Mas, percalços a parte, chegou hoje (antes do prazo) minha porrona.
Tá lá. Sou fodão e bonitão e tenho uma tv grandona.
Claro: como eu moro num apartamento de rato, minha tv fica descomunalmente grande e desproporcional com o tamanho de minha sala.
Mas isso é bobagem: agora, com a TV, basta ficar rico e mudar prum apartamento maior pra combinar. Coragem não me falta.
Portanto, prestimosos leitores, não me convidem pra beber, a não ser que vocês estejam dispostos a pagar: devo até os cabelos do fiofó, mas sou dono de uma TV grandona.
E um recado especial para um brodi. Tava num bar no outro dia e disse: “gente, ou eu compro uma TV LCD esse ano ainda ou eu dou meu cu”. Um brodi levou a conversa a sério e estava, tal qual urubu, torcendo para que eu não comprasse, pois deste modo ele levaria o meu marquês de rabicó de brinde.
Chora, seu peraltinha, chora: neste fiofó ninguém toca!
Exceto, of course, as operadoras de cartão de crédito.
Essas me fodem constantemente.
Sobre aquilo que só eu sei
Estilingado por Jojó da Babá 03/03/2009 às 3:54
Não fosse tanto, ainda seria.
Se assim fosse, valeria?













