Foi quase

Esqueci a beijoca de Lila, my oldest sister.
Hoje ela fez aninhos (ainda poucos).

Mentira.
Esqueci aqui no blog, não na vida real.
Fomos no outback ontem tomar um chope, enfiar a pica em nossos cartões de crédito e dar risada.
E hoje liguei pra ela cantando versinhos, uma vez que ela não gosta de parabéns.

Eu sei que você deve estar pensando: porra, todo dia uma irmã desse cara faz aniversário.
Mas é verdade.

Confere os versinhos. Eu tenho a manha da mongolice total!
Classe total.
É meio mongol, mas um presentão:

À noite, a lua se esconde
E o sol nasce de manhã
Pois é o aniversário
de minha querida irmã

Ela não é uma gigante
Também não é uma anã
É do tamanho normal
A minha querida irmã

Cuba libre é feita com coca
Já o Mojito é com hortelã
É chegada numa cachaça
A minha querida irmã

Já viajou de ferry boat
E também de catamarã
Vive andando de barco
A minha querida irmã

Já dançou a dança da garrafa
E também já segurou o tchan
É muito animadinha
A minha querida irmã

Não gosta muito de bicho
Odeia sapo, lagartixa e rã
Mas gosta de cachorrinhos
A minha querida irmã

Ela é muito inteligente
E, dela, eu sou um fã
Todo mundo gosta muito
De minha querida irmã

Come mamão e banana
Uva, morango e maçã
É muito saudável
Minha querida irmã

Já está ficando tarde
Daqui a pouco é amanhã
Já deve estar dormindo
A minha querida irmã.

Vou terminando essa rima
Meio maluca, meio sã
Uma homenagem bocó
Para minha querida irmã

Dica do brodi: serve pra diversas pessoas. No aniversário de sua mãe, por exemplo, você substitui o último verso por “minha querida mamã…” e assim a porra vai.

Ps – se alguém lembrar alguma outra coisa que rime com ã, eu agradeço. Vamos fazer essa cantiguinha ganhar o mundo!

Ps2 – minha mãe quase passou mal de dar risada de manhã quando eu liguei pra Lila e recitei os versinhos. Também tô ccom saudades dos diálogos com mamãe. Em breve, mais podreira.

04/03/09 | Veja mais | Clap, clap, clap: alguém comentou

Finishing your doubts about palpitations

01/03/09 | Veja mais | Ninguém comentou...Malditinhos!

Coisas estranhas

É estranho conhecer gente que lê esse blog.
Muito estranho.

Os amigos já sabem que eu sou um embuste, uma fraude completa.
Mas quem não me conhece pode imaginar que eu sou legal.
O que, obviamente, é mentira.
Não sou legal.

July e Pablo mudaram pra um apartamento novo, fiizeram um sushis (nham) e chamaram uma galera. E Laíse, que lê esses blogs (o meu, o de July e o de Pablo) foi lá.

Eu me sinto estranho. Não sei você, Laíse. Certamente é diferente.
Mas eu me sinto como se pudesse ser desmascarado a qualquer momento.

- Tem um blog que eu leio direto, se chama Detesto Gente Inteligente.
- Ah, sou eu que escrevo (encabulado).
- Você, seu coisinha à toa, seu exagerado? Você fala gesticulando, alto e é arrogante.
- Sou eu.
- Vixe, esperava coisa melhor…

Ou pode ser ainda melhor:

- Jorge, você é de direita, né?
- Ahn?
- Ah, lembro de ler alguma coisa assim.
(aí eu tento balbuciar alguma resposta pseudo-intelectual e recebo a pedrada)
- É porque te conhecendo ao vivo a gente entende.

E assim eu perco um leitor.

Depois passa essa sensação de incômodo.
E laíse é uma graça de pessoa – que deveria ter um blog.
Mas quem disse que a vida é justa? nós, espancadores crônicos de teclado, fomos tomando os espaços, fazendo blogs e impedindo que gente bacana como ela, Drummond, Marcelo, outros tantos que poderiam ter coisas relevantes, de fato, façam um blog.

Como resultado, todos estão condenados a ler esse amontoado de auto-comiseração e encheção de linguiça.

Espero, Laíse, que a decepção não tenha sido grande.
Ignore o ser humano (?) por trás do blog.
Eu sou chato mas o blog tem lampejos engraçadinhos e, principalmente, é uma oportunidade para acompanhar um cérebro em deterioração via web, de graça.

Se, algum dia, os outros dois ou três leitores disto aqui que não são meus amigos vierem a me conhecer, sejam parcimoniosos.

18/12/08 | Veja mais | 7 comentários;

Vovó Neuza Bloga

78 anos de idade e uma clareza impressionante.
Vovó Neuza bloga. E é um baita dum blog bacanão.

Segundo ela mesma:

Não me chamo velha, não estou na Terceira Idade – a vida não se conta pelo número de anos vividos; não estou na Melho/ridade – porque podemos encontrar coisas boas em qualquer etapa da vida; não gosto de Feliz/idade porque soa artificial. Abomino todos esses nomes inventados. Mas Esther Alves Martirani propôs Longev/idade, Divers/idade, Oportun/idade e gostei. Na verdade me agradou mais a definição dada por um ex reitor da USP, Jacques Marcovitch que chamou a nós de idade da “Juventude Acumulada”.

Prefiro dizer, mais poeticamente parafraseando Machado de Assis:

Estou naquela idade inquieta e duvidosa
que é um fim de tarde e começa a anoitecer


Sobre a vida, ela diz com uma certa ironia:


Alterno minha cabeça com Platão, Sócrates, com conhecimentos do pensamento de um Lèvi Strauss, com providenciar suprimento de sabão, papel higiênico, bananas, mamões, arroz… Uma transição nada fácil.

E eu fique realmente emocionado quando li

Todas as emoções amorosas eu as esgotei em 46 anos de convivência e compartilhamento com a minha outra metade perfeita. Tudo o que sou hoje é a somatória, a mistura desses anos todos. E me tornei melhor, muito melhor do que enquanto fui única. Aprendi a viver a dois, aparar arestas, ser tolerante e respeitar a individualidade de cada um. E isso fica para toda vida. E tenho orgulho de dizer que fui uma esposa-amante, como todo homem deseja.

Muito respeito, Vovó Neuza. Este humilde blog tira o chapéu para a senhora.

14/11/08 | Veja mais | Clap, clap, clap: alguém comentou

Linkando quem me linka

July rocha detesta gente inteligente.

28/10/08 | Veja mais | Ninguém comentou...Malditinhos!

tem gente que não sabe falar

An example, teacher, please!

- O cara que fala: porra, Jorge, eu estou, literalmente, na merda.

Se o cara tá literalmente na merda, ele trabalha na Limpa Fossa Veloz.

Aprende, povo burro.
Literalmente só quando a coisa puder ser tomada num sentido conotativo, mas você deseja enfatizar o sentido denotativo.

Exemplo:
Eu gostaria de dar um tiro no cu, literalmente, de quem fala “literalmente” porque acha charmoso.

No caso aí, o literalmente de minha frase cabe. Porque vocês poderiam interpretar a frase como uma hiperbole, como se eu estivesse exagerando no meeu descontentamento e dizendo “puxa, eu gostaria que as pessoas que falam merda se dessem mal na vida” quando, na verdade, eu quero dizer que desejo ardorosamente encher o tambor de um 38 de projéteis de níquel, abaixar as calças de quem fala esse tipo de merda, abrir o fiofó do sujeito e, pressionando meu dedo indicador da mão direita sobre o gatilho, fazer com que a arma dispare os projéteis supra-citados para dentro da guilhotina de cocô dessas pessoas.

Entenderam?
Jorginho é cultura.

25/10/08 | Veja mais | 3 comentários;

Beijo, Isa

Isa, que ainda não conheço nem ao vivo e nem no sentido bíblico (ops) fez uma belíssima referência a este blog. Beijocas, honey. Thanx.
O melhor foi o recadinho dela pra me avisar disso. Tá no post com o haikai de leminski.

“putaquepariu: adoro Leminski.
mas nem vim aqui falar disso.
ó, seu blog no meu – com gozo.
www.busqueoblo….ah, vc sabe o caminho né véi?
bjo!”

Essa parte de “seu blog no meu com gozo” é uma delícia.
Prontinho, o seu também tá no meu! (lá ele)

PS. Não sabe o que é haikai? Ah, malandragem, não fode…

23/09/08 | Veja mais | 3 comentários;