Agradecimento especial
Estilingado por Jojó da Babá 04/08/2009 às 8:48
Ao Léo Baiano, vulgo Leonildo, que me salvou aqui com os redirecionamentos do site antigo pro novo.
Estilingado por Jojó da Babá 04/07/2009 às 0:23
Mais de 60 pessoas seguem esse treco.
Agradeço.
Quem visita e não segue, já sabe.
Eu queria rogar um câncer agora, mas, depois do post intitulado versos íntimos, sou uma pessoa melhor aos olhos de muitos, que só me achavam uma pessoa engraçadinha, mas não bacana.
Entendeu algo?
Joia, tô bêbado, a ideia é mesmo confundir.
Quem me segue, beijocas.
Quem não segue, câncer no furico.
Agradecimentos
Estilingado por Jojó da Babá 10/06/2009 às 16:12
Dentre e-mails de “enlarge your penis” e “fique rico em casa trabalhando meia hora por dia”, recebi comentários carinhosinhos da Letícia, da Lara e de muitos mais.
Só estranho, sempre, que nego comenta os posts com medo.
Mentira: eu não acho estranho não.
Eu xingo tudo e todos e tal. Mas eu adoro comentariozinhos, fica a vontade e chuta. Não vou esculha,bar ninguém publicamente, com exceção do Edson Lucena. Mas ele merece.
Não precisa ter medo gente.
Não mordo não.
A não ser que as garotas peçam, com jeitinho, tipo “morde o biquinho do meu peito, negão, morde”, mas aí é outra história.
Vou tentar ser melhor e responder aos comentários.
Leio tudo. Apesar de não respondê-los, os leio avidamente.
A todos que curtem isso aqui, muito obrigado.
Manter esse blog é quase igual fumar maconha: Me custa neurônios, mas é uma divertido.
501 posts
Estilingado por Jojó da Babá 21/05/2009 às 22:27
Com esse.
O que não deixa de ser surpreendente.
Não o fato de escrever tanto.
O fato de ainda ter gente lendo.
Depô
Estilingado por Jojó da Babá 10/05/2009 às 1:56
Cheguei do mercado agora. Um típico programa de sábado à noite.
Minha geladeira fazia eco.
Daí, pra completar, resolvi entrar no orkut.
E pra ficar ainda mais bacana resolvi fazer depoimentos para alguns amigos.
Se eles não publicarem, você vê aqui:
Para Drubs:
Drummond contrabandeava videocassetes em 87 do Paraguai pra cá.
Drummond foi instrutor de ritmos latinos, salsa, merengue e chá chá chá.
Drummond descobriu que energia é massa vezes a velocidade da luz ao quadrado, e, depois disso, nunca mais parou de comer massa.
Drummond já foi campeão mundial de pingue pongue e o forrest gump foi inspirado nele. Principalmente a parte das pernas tortas.
Mas a parte do raciocínio é obviamente falaciosa, porque drubs é um cara brilhante.
E meu amigo. O que só confirma que ele é muito inteligente!
Para July:
July tem uma risada massa. Muita gente aponta essa como a melhor coisa em Juliana.
Mas isso não é o melhor dela.
Quando você faz qualquer coisa mais ou menos engraçadinha, ela olha no fundo de seus olhos com uma expressão consternada, quase séria, e diz “gente, que coisa engraçada”.
Só isso já explica porque todo mundo adora juliana.
Se você não adora você é um pau no cu.
Para Pablo:
Pablo é muito parecido comigo em quase tudo.
A gente é preto, a gente bebe e a gente gosta de dinheiro.
Muita gente é preta, mas poucos são pretos e têm orgulho disso, como eu e Pablo.
Muita gente bebe, mas pouca gente se acaba na cachaça e sempre acha que há espaço para mais uma cerveja, como eu e Pablo.
Muita gente gosta de dinheiro, mas poucas pessoas vão dominar a América, a Ásia e um terceiro continente à nossa escolha, como eu e Pablo.
E, pra complicar, minha mãe e a mãe dele já namoraram o mesmo brodi.
Se você crê nesse tipo de coisa, pode-se dizer que o treco é cármico.
Para Marcele:
Marcele é bacana.
Tanto que eu já acertei com ela os detalhes financeiros e estamos providenciando os detalhes de nosso enlace matrimonial.
Ela gosta de Beatles, ela bebe e ela é perturbada.
Tudo de bom reunido numa só mulher.
Para Scheila Viviane
Quando a velhice chegar, o que deve ocorrer em mais 5 ou seis anos, Scheila e eu, completamente acabados da vida desregrada de cachaça, vamos morar juntos.
Não haverá móveis, exceto uma geladeira da skol.
E, munidos de andadores, penicos e bengalas, vamos nos arrastar todos os dias entre os sofás (cada um terá um) para pegar mais uma cerveja.
Os amigos, que ainda serão jovens, nos bancarão.
E receberemos todos os meses uma mesada por fazer a alegria de tantos amigos.
Nuooooossa
Estilingado por Jojó da Babá 24/04/2009 às 7:26
Bicho, pire comigo aí: a Rafaela Manzo, gata, jornalista, multimídia e minha querida amiga da época de faculdade, descobriu esse blog.
Deixou um recadinho que me deixou feliz e agora acompanha este blog.
O que me obriga a limpar as casquinhas de pão que ficam sobre a mesa dos textos e trocar a louça do blog.
Visita importante a gente recebe bem.
Mesmo quando só tem tubaína na geladeira.
Vocês entenderam a metáfora.
A tubaína, no caso, é a escatologia nauseante dos meus textos.
Os comentários de vocês são como biscotinhos de polvilho, que ofereço também às visitas importantes como um acepipe precioso.
Tubaína e biscoito de polvilho. É tudo o que tem por aqui.
Mas ela foi educada e não fez muxoxo e provou de tudo um pouco e ainda disse que gostou, o que não deixa de ser surpreendente.
Saudades enormes, Rafa.
Não repare a bagunça, é casa de pobre.
Honesta, quase limpinha, mas de pobre.
Só tem tubaína, mas você merece bebê-la em tacinhas de cristal.
28 years later
Estilingado por Jojó da Babá 21/04/2009 às 14:06
Here I am.
Feliz de ser quem sou, de amar as pessoas que amo.
Vocês sabem quem são.
Ser quem eu sou é uma caminhada.
Cada passo, certo e errado, me conduziu até aqui.
Nunca me imaginei com essa idade.
Ou não fiz planos para tanto.
Quando criança, a idade mais assombrosamente tardia em que imaginava alguma coisa para mim era algo em torno dos dezoito anos. Depois disso, parei de imaginar.
Pensava que estaria casado, ou com filhos, ou em outra qualquer conformação que a vida pode nos proporcionar, mas, pesando prós e contras, só tenho a agradecer à vida.
Porque viver a vida que vivo, do modo como ela é, me possibilitou conhecer a mim mesmo do modo como sou hoje, o que seria impossível em qualquer outro universo.
Com 18 eu tinha todas as certezas do mundo.
Com 28 tenho todas as dúvidas, e isso é muito melhor.
E cada palavra amiga dos verdadeiramente amigos foi um farol pra me guiar nos momentos de escuridão.
E aos corajosos que, a desplante de ter uma doença estranha nas cavidades anais, me mandaram parabéns, aceito-os com gratidão profunda.
Feliz hoje e amanhã.
Porque começa agora mais um ano de minha tribulada, cansativa, divertida, extenuante, alegre e espetacular vida, em todos os aspectos.
E não digo espetacular porque ela seja melhor ou pior que qualquer outra.
Não tenho tamanha pretensão.
Mas por ser única.
Parece muito – e é – 28 anos, mas hoje ouvi uma coisa tão bonita que quis compartilhar com vocês.
Os avós de Léo me ligaram para me desejar parabéns. O avô de Ló passou, tem pouco tempo, por uma cirurgia cardíaca complicada, tensa e tal. Tá bem já, graças. Dai me ligou.
- Jorge, meu filho, parabéns. Quanto anos?
- 28, seu Zé. 28 anos.
- Ah, meus 28 anos. Se hoje eu tivesse 28 anos tava jogando bola e dançando uma gafieira. Tá no começo da vida!
Tudo bem, 28 anos não é idade em que se diz isso normalmente.
Mas ouvir isso de uma pessoa que passou por tanto na vida me mostra que cada dia é o começo do resto de nossas vidas.
Hoje é o começo da minha.
E amanhã será outro.
Tá tarde
Estilingado por Jojó da Babá 20/04/2009 às 19:38
Mas inda dá tempo:
A cana hoje é no De Passagem, boteco tirado a gás com água na entrada do Horto.
Quem quiser passar lá pra tomar uma, tá convidadíssimo.
E não me desejem parabéns.
Quem desejar vai ter uma úlcera na borda do fiofó.
Vá beber comigo que é mais jogo.
Diálogos com mamãe
Estilingado por Jojó da Babá 23/01/2009 às 11:11
- Puta merda, mãe, que ressaca maldita.
- Quer uma neosaldina?
- Outra?
- ô…
- Não cuide de mim. Me dê um esporro. Não seja legalzinha.
- Quer um saco de gelo pra botar na cabeça?
- Por que você não me xinga de cachaceiro, arruaceiro?
- Não se chuta cachorro morto.
- …
- Seu pai não tinha ressaca porque vivia tomando alcachofra.
- É?
- Pois é. Seu pai tomava alcachofra e tomava outra coisa que eu não lembro…
- No cu?
- É…
- …
- Oxe?!? Tá maluco? Seu pai não tomava nada de no cu, seu maluco.
- Ehehehehehehe.
- Nem prestei atenção no que você tava falando.
- Preste agora, por favor: me dá outra neosaldina?
Reflexões
Estilingado por Jojó da Babá 03/01/2009 às 0:39
Depois de um dos raríssimos posts irritadinhos desse blog, Crisoca mandou uma mensagem falando que havia postado um comentário e que, se eu quisesse, poderia apagá-lo. O comentário é longo, filosófico, carinhoso e entorta-cérebro. Mas é bem legal.
Em tese, não tenho interesse em apagar comentário nenhum. Modero os mesmos para poder acompanhá-los e evitar problemas. Mas, no geral, me chame de feio ou de bonito, pimba: eu publico.
A discordância é, ainda, uma opinião.
Daí mandei uma mensagem também via celular avisando que tava publicado. Ao que ela me respondeu com a famosíssima frase de Voltaire: posso não concordar com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo. Ou, traduzindo para o malaquês, o idioma deste blog, abençoado por São Leminski: “velho, tu tá viajando pra caralho. Mas, tipo, belê, pó falá. É nóis. Eu guento tua lenga lenga”.
Para os leitores menos afeitos aos fatos filosóficos, uma historieta: Voltaire disse essa frase a Rousseau. Ambos filósofos e os picas daquela parada que depois veio a ser conhecida como Iluminismo, os dois brodinhos divergiam sobre uma série de questões. Num resumo à moda da casa, basicamente o treco era que Rousseau achava que a Humanidade era bacana nos primórdios e Voltaire, não. O Homem (e as negas também, craro, cróvis), enquanto selvagem, era bom, mas as sociedade, os antibióticos e o sonridor caf chegaram pra embolar o meio de campo e hoje somos vermes. Já Voltaire dizia que tava velho pra voltar a andar de quatro, subir em árvores e disputar as negas no tacape.
Obviamente, sou mais Voltaire.
Até porque não sou bom de tacape.
Mas daí que parei pra pensar numas coisas.
Eu penso, juro.
Muitas vezes neguinho usa essa frase no sentido de validar uma certa postura pós-moderna e tirada a bacanuda. Não foi o caso de Cris. Mas no geral se usa isso pra afirmar a liberdade de pensamento plena e uma certa suruba intelectual, o chamado “respeito à diversidade cultural”.
Eu acho que cada um deve falar o que pensa, mas acho que todo assunto pode ser debatido. Às vezes, o discurso do respeito à diversidade cultural permite que vivamos numa democracia, mas, ao mesmo tempo, corrobora, por exemplo, a mutilação genital de mulheres na áfrica, ou impede que crianças que vivem com os Amish tenham acesso à educação plena.
Ou, como disse brilhantemente Douglas Adams: “você pode ser de direita, eu de esquerda, nós discordamos sobre isso, mas convivemos e podemos tomar um café juntos. Mas se você me diz que não pode mover uma palha num sábado por causa de alguma lei estúpida do Shabat eu RESPEITO isso.
Por que a diversidade de opiniões não pode existir em todos os âmbitos?
Por que alguns assuntos viram tabu e não podem ser discutidos?
Por que tem gente que se aferra a verdades que julga universais e não coloca todo o seu sistema de valores em xeque?
Eu coloco. Eu posso ser convencido.
Eu posso mudar de idéia.
Se você tem argumentos que me façam repensar minhas crenças, eu posso contradizer tudo o que disse há pouco.
Tô lendo um livro chamado O País dos Petralhas, de Reinaldo Azevedo. Ele é católico, ele é conservador, ele é de direita e ele é foda (ainda assim, ou talvez por ser assim). Discordo de um monte de coisas que ele fala, mas o livro é bem escrito e apaixonante e me fez e faz repensar uma série de dogmas que fui sedimentando dentro de minha cabeça a respeito de diversos assuntos.
Não sei porque estes questionamentos me vêm à mente. Mas são constantes.
Eu tenho poucas crenças sedimentadas. Minha mente funciona mais ou menos como a poeira acumulada no fundo de um aquário. Basta uma ou outra sacudidela mais forte e tudo se embola e muda de posição.
Acredito no ser humano e no poder ilimitado de podermos fazer o impossível. E basicamente nisso. Todo o resto é mutante.
Talvez, como Cris, eu ache muito chato gente que espera sempre a mesma coisa dos outros e de si mesmo.
Crescimento só vem com mudança.
Nheco ploft póin.













