Acabei de assistir bastardos inglórios
E me deu uma vontadezinha de sair marcando suásticas nas testas de gente pau no cu.
Só isso. Não é um post de fato.
Pode voltar a seus afazeres: eu sei que você tá queimando trabalho pra ler este blog.
E me deu uma vontadezinha de sair marcando suásticas nas testas de gente pau no cu.
Só isso. Não é um post de fato.
Pode voltar a seus afazeres: eu sei que você tá queimando trabalho pra ler este blog.
Pinheirinhos de alegria
la la la la la, la la, la la.
O meu pau em sua bundinha
la la la la la, la la, la la.
Ser empresário é bom.
NOT
Ser empresário é uma merda.
Você trabalha mais que todo mundo. E perde pequenas alegrias.
Todo mundo adora o natal por conta do décimo terceiro salário.
Todo mundo sonha com a chegada do quinto dia útil do mês.
Pergunta pra mim o que eu acho do quinto dia útil do mês.
Pergunta, vai.
É foda, mas é o que tem.
Não sei colocar bloco em cima de bloco.
Não tenho culhão pra meter uma faca na barriga das pessoas pra arrancar tumores.
Não me arriscaria a decorar leis e enganar juízes.
Só sei bater papo. E desenhar umas paradas.
Ok, engano algumas pessoas.
Mas não chega ao nível de um devogado, que engana réu, promotor, juiz – e em várias instâncias (lá vem os corporativistas me xingarem – vão tomar no cu antes mesmo de comentar, isso é um blog de merda, nunca se esqueçam disso).
E, pior, sou dono de agência de publicidade, um negócio em que você tem que arrotar alto que é foda e bem-sucedido o tempo todo, senão você é um fodido.
Repare – você nunca viu publicitários fodidos.
Fora eu, que assumo que construo castelos com carnês de prestações, todo mundo tá lascando dinheiro.
Mas vamos ao post.
A historinha é a seguinte: meu sócio, na sala do lado da minha, apita no msn (sedentarismo é uma das qualidade primordiais de qualquer empresário).
- Velho, se ligue: aniversário do cliente Xupiroca (isso, obviamente, é um pseudônimo). Temos de comprar algum presente pro cara.
Explicando: Xupiroca é um cliente rico. Que traz muitas coisas pra agência, é gente fina e tal, mas Xupiroca é rico de um jeito que nem eu, nem você, nem 99,9% da população brasileira vai conseguir imaginar.
Xupiroca exala aquele odor de dinheiro que raríssimas pessoas exalam.
E isso não explica bem o quanto Xupiroca é rico.
Xupiroca teria grana pra pagar uma paçoquinha por semana para cada família famélica da áfrica subsaariana e assim erradicar a fome no mundo, suprindo a carência de calorias de famílias ugandenses por gerações a fio.
E ainda sobraria grana pra dar um ipod touch pra cada criança chinesa que se esfalfa fazendo 50 tênis nike por dia, comendo arroz em fabriquetas mal-afamadas do interior da China.
Xupiroca é foda.
- Mas vamo dar o que de presente pra Xupiroca? Xupiroca tem tudo que o dinheiro pode comprar. Xupiroca poderia comer o cu do Ze Mayer depois de um jantarzinho romântico. Xupiroca teria grana suficiente para comprar nossos orifícios peidantes – opa, isso ele já comprou, somos a agência de publicidade de quase todos os negócios da Xupiroca Inc., mega holding mundial.
- Cara, soube que Xupiroca bebe. Vamo dar um litro de uísque. Ele vai curtir.
- Joia. Qual?
- Pensei que você, Jorge, do alto de seu entendimento etílico, soubesse a resposta na ponta da língua.
- Man, pra mim uísque foda é o Black. Mas, tipo: black label, para Xupiroca, é tipo a água com a qual ele sacia a sede de seus 21 dobbermanns pela manhã.
- Porra, se vira aí.
- Vamo dar um Blue Label. Vi noutro dia, na Contigo, cortando cabelo, que é uísque de gente rica. Quando nego quer falar que a festa foi nababesca, bebe blue label.
- Quanto é essa merda?
- Xô pesquisar.
Google é bom amigo. Vi no mercado livre um cara vendendo um. Quatroscentos e cachorro lascou a boca.
- Léo, vi no mercado livre uma garrafa por quatroscentos e vai se foder reais.
- Porra, carão. Mas mercado livre é foda. Vê no submarino.
- Xô ver. Pera. Ah, man, desculpa. Olhei errado.
- Ainda bem. Quanto é.
- Mil, duzentos e o cu de minha mãe reais.
- Vai tomar no meio do seu cu, Jorge. miliduzentoconto numa garrafa de uísque?
- Olha, tem ainda o gold, parece que é mais caro.
- Porra, Jorge, vai se lenhar. Procura uma coisa, sei lá, até uns 400 conto. Xupiroca merece. Mas mais que isso não dá. E vê se parcela.
- Velho, tem um green label. Uns 300 conto.
- Que jeito? Em Salvador vende essa merda?
- Acho que vende na loja tal. Vamo lá.
- Vou dar um pulo lá. Quer ir junto?
- Carra, isso é pergunta que se faça. óbvio que eu vou. Eu vou lá perder a oportunidade histórica e única em minha existência de pobre de gastar uma quantidade de dinheiro pantagruélica numa garrafa de bebida que não vou sentir nem o cheiro?
Sampa é massa.
As always.
Voltei de lá no domingo de noite.
E é craro, cróvis, que alguma coisa trágica iria acontecer no vôo.
Eu, a vida inteira, quis viajar de avião.
Achava bacana, chique e tals.
Papai viajava pra ver umas negas de calçola (ele era representante de uma marca de lingerie) e trazia manteiguinha, aquelas coisinhas pequenininhas, faquinha.
(E aqui começa mais um desvio de post)
Era tudo muito chique.
Pegar papai na belina de titia.
Aliás, eu já velhinho, lembro que papai mandou eu pegá-lo no aeroporto. Perguntei se era pra pegar a parati-ambulância-de-interior que ele permitia que eu dirigisse aos 19, mas como a parati não tinha bancos (!), ele me deixou pegar o Astra Power Deluxe dele e ir pro aeroporto.
Nem preciso dizer que saí chutando a milhão na avenida paralela me sentindo o tom cruise naquele filme “negócio arriscado”.
(termina o desvio. voltemo à rota)
Daí a Gol fez aquela mega-boga promoção de 50 barão e a primeira viagem de avião que fiz foi pra BH, que é bem bacana.
Me senti estranho durante o vôo, mas minha namorada era habitué de vôos e tal (sogrão era tipo o top gun de verdade, velho, pilotava caça de verdade e os cacete todos) e disse que era o nervosismo e tal. Eu acreditei.
Eu, não obstante esse blog, tenho fé na humanidade.
Nunca passou.
Eu odeio aquela merda.
Na hora que aquela caceta pega a velô, embica a ponta e sobe (lá nele), velho, minha vontade é de morrer.
Não dá pra definir de outra forma. Eu quero morrer.
Não de queda, mas dar um siricutico e ficar de boa, pá, no céu (!) tocando harpinha.
E na chegada, duas e tanta da manhã, parece que botaram um quebra molas (pros não baianos: lombada) na pista, a roda bateu e o avião saiu derrapando um monte até parar.
Esse “um monte” é praticamente cinco segundos. Mas eu lembrei de Congonhas.
Aliás, na época de congonhas, eu só imaginava os brodi dentro. “Ufa, pousou, cabou o inferno”. Daí a piroca entorna e o avião bate lá.
Foda, malandragem.
Aliás, este blog não falará sobre o vôo que caiu lá e tal.
Foda, triste e tudo o mais. Mas já deu.
O povo falando que abriu um buraco negro no céu e chupou o avião, tipo “tiraram o tampão do céu”.
Eu não entendo como algumas pessoas conseguem escrever em jornal sem o mínimo conhecimento das coisas do mundo.
Mas é triste.
Eu fiquei triste com a parada. Eu somatizo essas coisas. E esse blog existe pra dessomatizar (ui, exagerei no léxico).
***
Em São paulo, além do seminário-workshop-whatever, fiz pouco. Só fui mesmo na Liberdade, no domingo, ver aquele monte de Japa emo – e foi absolutamente divertido, afinal tava com uma galera bacana e divertida. Você sai do metrô na liberdade e parece que o metrô desaguou num portal cibernético diferente, uma realidade paralela. Muito menino-emo (contradição?) e menina-ema (eu gosto assim, me deixe errar).
Umas correntes de vento miserê, vendo as coisinhas da feirinha e tal, daí vamo rangar num japa (dã) e tem um japa cantando. Eu torcendo pra ouvir umas coisas diferentes e o japa cantor me ataca de I shot the sheriff. Nada mais raiz japonesa que um cara tocando I shot the sheriff, uma música de um cantor maconheiro jamaicano que estourou pro mundo quando um guitarrista inglês, o fodástico Eric Clapton, ou melhor, Deus, regrava a bagaça.
Em todo lugar onde eu parava, o povo perguntando “você é indiano?”.
A novela fez isso comigo. Me colocou como membro de alguma casta.
Não aguento mais ouvir “hare baba” e “tic”.
Chegou.
Ou, em indian english, Enóf!
Inventem outra piada, porque essa já deu e não (desculpa ser sincero), NÃO É SINAL DE CRIATIVIDADE. Uma hora lá me retei e saí falando em indian english, daí a coisa como um todo ficou mais verossímil.
Comprar coisinhas dos japas é engraçado demais.
Todo mundo na vida merecia passar por essa experiência.
Você pergunta “tem vermelho?” e os japas respondem “tlinta leais”. Daí você insiste “ok, tudo bem, vietcong maldito, mas tem vermelho?” e ele responde de novo “no, no, tlinta, desconto non!”
E, na liberdade, reduto japonês, o que mais você pode encontrar?
Claro, abençoado baiano: uma barraca de acarajé.
E eu, um poço de educação, um profundo entendedor da diversidade cultural, me posto ao lado do estande e, ao olhar aquele tacho com um óleo suspeito (não era dendê nem aqui nem na china) e uns pedaços de massa boiantes parecendo fetos abortados, me ponho a berrar “isso não é acarajé, eu sou da bahia e sei”.
Não dá pra ser blasé sendo baiano.
Aqui sempre tem uma guia de cafezinho (invenção baiana) tocando um pagode no estilo “tchuco gostoso” ou “desce com a mão no tabaco”.
Daí vou checar meu e-mail particular.
Tem um, dentre 300 e tantos não lidos, que fala assim: seu blog foi indicado ao prêmio “XXX”.
Acesso o site e tem uns 15 bilhões de indicados.
Cadastre-se aqui e o caralho.
E deve estar escrito “otário” em minha testa, né, malandragem?
Não fode.
E digo mais: como o velho groucho, jamais entraria em um clube que me aceitasse como sócio.
Ontem marcamos pra visitar a temakeria da lotus, que abriu essa semana. A idéia era comer um temaki, bater um papinho e partir. Claro que terminou num processo de preenchimento de álcool da face de diversos dos presentes, inclusive este que vos fala.
Daí, la pelas tantas, conversando sobre 30 ou quarenta tópicos diferentes ao mesmo tempo, comentei que uma das coisas que gostaria de fazer a sério na vida era ser escritor. Ganhar uma grana pra passar um ano em casa bolando, refinando um livro e tal. Pablo, que é sempre mais sagaz, respondeu à altura: segundo ele, minha idéia era ultrapassada. A dele era muito mais roots; Leia o diálogo abaixo como se você estivesse bêbado.
- A Michelin tem uma reserva ecológica ali na região do baixo sul. Tem uma cachoeira foda e uma casinha que fica do lado dessa cachoeira. Meu projeto cultural consistiria no seguinte: eu iria passar um ano lá, com internet (repare, querido leitor, na cara de pau). O rango iria chegar uma vez por semana, e minha obrigação seria manter um blog sobre o contato com a natureza, com os turistas e tal
- Pablo, resumindo: sua idéia é enganar a Michelin pra passar um ano de folga, né isso?
- Rapaz, é um projeto sério. Imagina um ano nesse esquema.
- Com internet? Com rango chegando em casa? Se ainda fosse um negócio roots mesmo, tipo náufrago, caçando espécies ameaçadas de extinção pra comer, tudo bem. Mas nesse esquema que você descreveu é uma puta mordomia.
- Porra, vocês não entenderam: é o homem, moderno, civilizado, em contato com a natureza em estado natural. Lidando diretamente com os micos, com as araras, com os saguis, com os saguimis…
Fez-se um silêncio mínimo na mesa. Ninguém sabia o que era um saguimi e, no geral, ficou todo mundo meio que com vergonha de perguntar. Menos eu.
- Pablo, o que seria um saguimi?
Ele nem deixou a bola quicar.
- Um saguimi é algo como um sagui, só que com asa.
O Ibama, que desconhecia esta nova espécie de bicho, hoje correu atrás e descobriu um espécime. Confira com seus próprios olhos.
Me dá uma orquídea?
A minha de casa quebrou, o mecânico não teve jeito de salvar.
Adoro orquídeas.
O Ric é um cara bacana – parece ser, vai que ele seja um psicopata, mas no geral parece normal – e tem um blog bacana que leio e tal. Daí uma mulher vaca do trabalho dele chegou cagando regra, ele mandou ela chupar a caceta dele e o povo que lê o blog fez mimimi. Será que é real, será que ele falou mesmo, será?
Daí ele fez um outro post explicando tudo, Lê lá: é bem bacana.
Daí eu li e vim fazer um post aqui.
Primeiro pra ficar puto: ele manda uma nega chupar a caceta dele e 38 pessoas se dispõem a comentar. Eu falo mal de juliana em um post e 13 malditos – ele inclusive, mandados por ela – vêm aqui pra escrever em meu blog “vim porque a Juliana pediu”.
Seu eu soubesse que contar historinhas em que eu mandava alguém chupar meu pau dava tanto ibope, já tinha mudado esse blog há tempos.
Mas esse post não é pra isso.
Em primeiro lugar, o objetivo do post é apoiá-lo. Ele fez certo.
Se alguma coisa te atrapalha ou se você se irrita com alguém, já diziam os sábios de Uganda, a única atitude possível é mandar a pessoa que te enche chupar sua caceta.
Afinal de contas, vai que cola? Você ofende alguém e ainda ganha um boquete.
O segundo ponto é o seguinte: ele fala, no post explicação, que não gosta de gozar na cara de ninguém.
E aí eu tenho que me manifestar.
Ric, tá errado.
Assim não pode, assim não dá.
Você bota um treco desses no blog e acaba com um trabalho de SÉCULOS da raça masculina.
Nós, machos do sexo masculino, erguemos essa bandeira ainda na época da revolução francesa.
Liberdade, igualdade, fraternidade e o direito de dar uma esporrada na cara de alguém que estiver fazendo sexo com você.
Obviamente, o quarto ítem do lema foi suprimido em livros escolares, mas fontes fidedignas diversas podem confimar isso. Pode pesquisar, googlólatra leitor.
Daí, Ric, que eu te apoiei quanto ao fato de mandar a vaca do seu trabalho chupar seu pau.
Mas não posso me calar quando você presta esse desserviço à raça macha do mundo.
Shame on you.
Algumas opiniões a gente deve guardar para si mesmo.
Veja o meu blog, por exemplo.
É um blog de família, é um blog que não dá na primeira noite, é um blog que lava branquinho e, sobretudo, é um blog discreto, que pode ser lido em família, entre o Jornal Nacional e o Caminho das índias.
Já o seu, quando prega o fim das galadas na cara, deveria ser queimado.
Onde estão os militares quando precisamos deles?