Olho gordo

Sabe a caneca que eu disse que ganhei há alguns posts?

Dormi com ela na mão, derrubei e quebrei.

Já ganhei outra, mas gostaria de pedir que vocês tivessem menos inveja de mim e mandassem menos eflúvios maléficos. Não quero quebrar outra caneca.

Até porque, como todos vocês sabem, posso começar a desejar um câncer no cu para cada um dos leitores daqui e aí vai ficar chato.

pS – quando eu digo “hoje tem”, é praticamente uma senha pra que a patuleia comece a esculhambar meu senso de compromisso aqui no blog. Chato isso. Mais tarde, debaterei a questão num post profundo e mal-humorado. Portanto, saibam, enviados de satanás: pelo bem geral da nação, hoje tem.

20/12/10 | Veja mais , | 8 comentários;

Sobre este blog

Eu escrevo muita merda.

O pessoal da velha guarda da portela sabe disso. Mas como, a cada dia, vai chegando gente nova no cafofo e eu zelo pela integridade moral do meu marquês de rabicó, resolvi colocar um textinho no rodapé do site.

Não que isso vá me impedir de ser processado por algum corno que se ofenda com alguma coisa que eu venah a postar aqui. Mas, tal qual Napoleão aboletado sobre uma rolha de cortiça diante do mar revolto, pequenos gestos assim nos dão uma impressão de controle da tempestade.

Segue o texto.

Oi. Este blog tem a intenção de levar aos leitores e eventuais visitantes conteúdo basicamente humorístico. Nem sempre conseguimos, mas tamos aí na atividade. Isso significa que em todos os posts é possível encontrar distorções, ou conteúdo de caráter mentiroso e/ou fantasioso. Nada do que é escrito aqui é verdadeiro e nada aqui deve ser levado a sério por ninguém. Todo o nosso conteúdo é fictício e foi criado sob os auspíciosos eflúvios de Johnnie Walker Black Label. Sentiu-se ofendido? Peça para que o conteúdo seja retirado do site (de maneira educadinha, ok?) através do e-mail jorge.cdlj @ gmail.com (retire os espaços, sabido) ou feche o browser.

Todas as marcas citadas aqui são de conhecimento público e o objetivo não é ridicularizá-las. O autor é uma boa pessoa, condena qualquer tipo de preconceito e/ou crime (óbvio e evidente) e escreveu isso tudo porque é medroso e não gosta de ser processado.

Menores de 18 anos devem evitar visitar este blog, pois há a utilização constante de palavras de baixo calão (os bons e velhos palavrões). Se você mentir a idade não tem muita coisa que eu possa fazer, mas você foi avisado. Também não é aconselhável para moralistas ou pessoas que ficam facilmente ofendidas. Em suma: don’t shoot me, don’t suit me. Eu tenho contas para pagar.

Este site foi feito em wordpress, o tema foi desenvolvido por mim. A imagem de Feroz, nosso amado cachorrinho-mascote, foi catada na internet e modificada digitalmente. Se este cachorro xexelento é seu (ou esta foto é sua) e a utilização da imagem dele em meu humilde blog te ofende, fala comigo que eu troco a imagem de Feroz pela de Dollie, uma linda tartaruguinha que também catei na internet e está doida para estreiar por aqui.

Tentei fazer com que este site fosse bem visualizado em quase todos os browsers. Não tive problemas testando-o no Safari, no Chrome, no Firefox(do 2 em diante) e no Internet Explorer 8. Pode ser que este site não funcione bem em versões anteriores do internet Explorer ou Firefox, mas não tem muito mais que eu possa fazer. Diferentemente de você, que está perdendo seu tempo lendo merda na internet, eu sou um empresário meio fodidinho, trabalho pra caralho e cuido deste site quando me dá no saco (ops!) ou me sobra tempo. Atualize seu browser e volte aqui. Utilizando browsers mais modernos e seguros você ajuda a internet a ser um tantinho menso perigosa e poupa um monte de trabalho pros desenvolvedores.

02/12/10 | Veja mais | 12 comentários;

A chave mestra e o crédito

No final de semana, com a galeris (onde? onde? no bar, né, malandragem!).

Conversávamos sobre coisas diversas da vida, relacionamento e patati patatá. Nível alcóolico Créu número cinco.
Comecei falando sobre minha já famosa teoria do xoxotacard.

Pra quem não sabe, é mais ou menos assim:
Todas as mulheres do mundo nasceram com um belíssimo cartão de crédito chamado xoxotacard.
O objetivo da vida de todo o restante da população mundial (leia-se: homens) é ter algum crédito no xoxotacard.

Nós somos maquinetas da redecard.
Viramos cachorrinho e só pensamos em faturation-tion, faturation-tion (nossa, essa foi péssima…)

Por isso que a gente paga jantarzinho, cineminha, etc.
O acesso restrito ao xoxotacard faz com que todos os homens sejam, em maior ou menor escala, escravos das mulheres.

O que está longe de ser ruim, diga-se de passagem.
Mas o fato é que muitas mulheres nem sabem o poder que tem nas mãos. Ou melhor, em outra parte do corpo.

Daí ou fazem com que a sua aprovação de crédito no xoxotacard seja mais burocrática e demorada do que seria se todas seguissem o trâmite normal de liberar o xoxotacard lá pelo terceiro encontro, ou, no extremo oposto, saem qualificando e concedendo a dádiva do xoxotacred a qualquer um.

Entenderam, meninas? Na próxima vez que seu namorado / amante / whatever fingir desagrado pela existência daquela sua amiguinha que é meio galinha, saiba que a chateação é dupla.

a) Primeiro, e mais claramente, ele fica chateado porque tem medo de que você, influenciada pela amiguinha-piriguete, passe a liberar crédito na praça e ele tenha de rachar uma conta conjunta com outro brodi.

b) O segundo e nunca assumido motivo da chateação é que a amiguinha piriguete tá dando pra outro, e não pra ele mesmo. Ele vai, muito provavelmente, lembrar da noite em que te abordou na balada em meio à matilha de suas amiguinhas que bebiam smirnoff ice. Se ele tivesse cantado a piriguete, e não você, muito provavemente não teria de ter aguardado quase um mês para dar uma chinelada na boca do sapo. E nem gastado a quantidade de dinheiro pantagruélica em jantarzinho, cineminha, etc.

Falávamos sobre essa minha belíssima teoria sobre a humanidade.
Daí deu-se, mais ou menos, o seguinte diálogo:

- Ah, mas homem que sai pegando geral também não é legal, Jorge.
- Não é assim que a sociedade pensa. Todo mundo fica pensando “aí o cara, ó, comedor e tal….”
- Mas fica feio tanto pra mulher quanto pro homem.
- Eu não acho feio pra ninguém. Mas a sociedade é machista. Habitue-se a isto.
- Nem todo mundo.
- É assim, ó: se você tem uma chave que abre várias fechaduras, ela é chamada de que? De chave mestra! Agora, por outro lado, se você tem uma fechadura na qual você enfia qualquer chave e ela abre, podemos dizer, com uma grande dose de certeza, que esta fechadura não vale nada. É um produto de procedência vagabunda.
- Ai, Jorge, você é um imbecil!
- Em minhas palavras encontra-se a verdade! Aê!
- Você viu essa merda em algum lugar na internet, né? Idiota, abestalhado!
- De modo algum: fiz agorinha um download do divino, que me forneceu as palavras da salvação!

Os homens da mesa vibraram, as mulheres, obviamente, ficaram putas, mas a vida é isso aí.
Um brodi, com sua gata (não a sua, assustado e cornífero leitor, quando, a gata DELE), na mesa vizinha, ouvindo minha palestra (afinal, discutíamos aos berros no bar), desatou numa gargalhada. A gata do brodi deu uma gelada nele, e cinco minutos depois o casal se levantou.

O brodi cabisbaixo.
Naquela noite, certamente, a maquineta do cartão sinalizou “tente mais tarde”.

01/12/10 | Veja mais | 35 comentários;

Mais sobre o Rio

Muitas vezes, posts daqui sobre a metafísica do nescau rendem páginas e páginas de comentários inflamados e divertidíssimos. Um post grave como o anterior sobre o Rio de Janeiro e a parada do morro do alemão (escrito propositalmente de modo a deixar pontas soltas – já que eu queria que vocês se indignassem com o treco, me apontassem o dedo ou apenas identificassem as incongruências do texto) repercute pouco.
Essas coisas não deveriam mais me surpreender aqui no blog, mas ainda surpreendem. É natural. A loba lambe lá suas crias, mesmo que tortas, assim como um blogueiro há de lamber seus textos, mesmo que inócuos. Às vezes a gente chuta o texto, acha que é gol, mas bate na trave. Foi o caso de ontem.
O principal problema do texto anterior é que ele arrota muita propriedade e um maço de clichês batidos sobre um tema que não domino. O tom do texto é de uma estridência inadequada. Que vi se repetir muito em comentários bem intencionados, hoje.
Vi hoje gente achando que bandido merece tudo tomar bala na cabeça e parati patatá. Ou seja: o direito a um julgamento imparcial é esquecido de uma hora pra outra.
Vi gente discutindo o treco do Rio como se a invasão do final de semana tivesse alguma coisa de diferente – e se alguém acha que há, que me mostre em quê – da invasão (com tanques de guerra!) ocorrida em 2007 e também tomada como a panacéia de todos os males cariocas.
Vi gente dizendo que estamos vivendo um momento histórico, como se a história pudesse ser escrita em Live action, tuitada, blogada e comentada enquanto acontece.
Vi e li tanta coisa sobre o Rio que, sinceramente, não tenho uma opinião formada sobre o assunto.
Não acho que todo boy que fuma maconha de maneira esporádica seja o principal responsável por um problema profundo, social e economicamente falando, como é a questão do tráfico de drogas. Não acho que todo traficante é um dementador que mereça ser julgado à revelia e executado no mato. Não acho que todos os policiais sejam santinhos nesta história e, principalmente, acredito que tem gente se dando bem nessa parada, ganhando uma grana e posando de paladino.
Talvez o que tenha me chocado não foi a falta de reação ao texto em si, mas ver que nós talvez estejamos tão cansados de ver tanta violência (ou de permanecermos tanto tempo reféns, presos dentro de nossos carros e condomínios) que passamos a defender o assassinato de bandidos.
Passamos a defender o Capitão Nascimento, que esbofeteia crianças e recorre a cabo de vassoura no fiofó alheio para obter informações sobre o que quer que seja.
Isso ainda me surpreende.

29/11/10 | | 12 comentários;

A Bondade Má

Eu não conheço o Rio de Janeiro. Anos e anos de propaganda negativa a respeito da violência na cidade foram suficientemente fortes para fazer com que eu nunca fosse ao Rio. Amigos queridos que conhecem a cidade me falam que a coisa não é tão feia quanto se pinta na vida real, mas na duvida entre tomar um tiro de fuzil no meu Marquês de Rabicó e ficar sem conhecer toda a exuberância carioca, eu sempre acabo ficando com a segunda opção. Tenho muito zelo com o meu Marquês de Rabicó.

Hoje o pau tá comendo no Rio, como qualquer ser humano civilizado sabe. A cobertura intensa da imprensa faz parecer que a sociedade apóia a ação e tudo mais. Mas alguns questionamentos não podem deixar de ser feitos:

A classe media faz festinha com o que vem se chamando de limpeza do morro – aliás, como sempre – mas desta vez, finalmente, entra em discussão a figura do playboy que compra maconha no morro pra curtir na baladinha e com isso financia o tráfico.

Pra mim, este é o ponto central da discussão.
Só se vende drogas porque há quem compre.

Quem entende minimamente de economia sabe que todo esse arrocho nos traficantes só gera um escasseamento temporário do consumo e, obviamente, um aumento da demanda. Enquanto houver gente com grana disposta a pagar por drogas, não há como exterminar o tráfico. Pode prender 500 donos de boca hoje, os 2500 meninos que vivem de trocados fazendo avião começarão amanhã mesmo uma batalha sangrenta pra reestruturar a venda de novo.

O principal problema é que nossa sociedade – permissiva, frouxa em seus atributos morais, leniente com a contravenção, com a safardanagem, sempre louvando o esperto e tachando o honesto de otário – prefere não apontar o dedo pro filhinho de papai que fuma um baseado na praia e prefere apontar o dedo pro cara que se vira lá na boca. Até porque o boy maconheiro é “um de nós”. Aí a droga é um problema não mais da repressão, mas que precisa ser discutido como uma questão de saúde pública. O que é um desvio do verdadeiro cerne da questão.

Não me importa que a maconha não faça mal. Aliás, extrapolando o raciocínio, nem se ela fizesse brotar membros em pessoas decepadas, curasse o cancer e transformasse a Terra num idílico paraíso onde todos se amariam e pensariam no bem ouvindo Bob Marley: enquanto ilegal, o consumo da parada deveria ser reprimido. Ponto.

“Ah, mas o álcool mata gente”. Proíba-se o consumo, oras.
O que não dá é pra se medir as coisas com duas medidas, ao arrepio da lei.

Outra coisa que me choca nessa historinha toda é a falta de dignidade com que os habitantes da favela são tratados durante as operações policiais. Se um policial chega num condomínio classe média e avisa pra todo mundo ficar deitado no chão porque “vai sobrar bala pra tudo quanto é lado”, a coisa vira notícia principal do jornal nacional. Na favela, aplaudimos, porque isso vai ser melhor pra eles. Nós, aboletados sobre o macio tecido de nossas poltronas, olhamos aquela gente como se eles fossem (e não são) cidadãos de segunda classe, que merecem, ou melhor, que precisam de nossa tutela.

Estamos sendo caridosos com eles. Soa assim.

Vista a questão por este prisma, Dona Jurema, idosa que tomou dois tabefes de um policial molecote que queria se certificar de ela não estaria abrigando traficantes em sua residência, deveria estar feliz e satisfeita.
Quase dá pra ouvir os antropólogos dizendo assim: “cada tabefe desferido contra uma senhora idosa na ocupação das favelas é um preço pequeno a se pagar pelo prazer de voltarmos a poder colocar nossas cadeiras na soleira da porta em Santa Teresa. Cada humilhação sofrida, e assim já havia raciocinado Maquiavel, é um naco de sacrifício a pagar pela liberdade de passearmos com nossos poodles em São Conrado”.
É fácil teorizar quando o tapa é na cara do outro.
Afinal, nós, a sociedade, finalmente resolvemos subir o morro.
Nós, finalmente e generosamente, resolvemos olhar por eles, os favelados.

Pelo menos até o final da copa de 2014.

Deus nos livre da bondade das pessoas más, mas sobretudo da maldade das pessoas boas.

26/11/10 | Veja mais | 19 comentários;

Tenho espírito esportivo

Paul McCartney dá o cu.

humpf.

Quem fizer comentários sobre o bochechudo britânico, sobre o show do Morumbi ou qualquer coisa do tipo também dá o cu e a mãe faz vida no puteiro.

Afinal, como eu sempre afirmei aqui no blog – os leitores mais atenciosos vão lembrar – bom mesmo é o Keith Richards.

Grato.

22/11/10 | Veja mais | 25 comentários;

Um gato no esôfago

Saí da agencia, na sexta feira que antecedeu este curtíssimo feriado, enrolado no xale da doida.
Puto dos panos, injuriado, nervoso.
Aí o destino é bar. Foi o que ocorreu.

O resultado foi um feriado movido a cachaça.

Em outros tempos, o post terminaria aqui.
Mas você vai ficando velho, daí acorda de madrugada com uma azia monstruosa, com o fígado apitando…

A azia é um caso à parte.
A impressão era que um gato vivo estava arranhando as paredes do meu esôfago. From the inside.
Um daqueles gatos frescos de madame.

Aliás, minhas metáforas zoológicas tão se tornando relativamente conhecidas entre os membros da minha família. Noutro dia, debilitado por uma caganeira cinco estrelas que retorcia minhas tripas, comentei com uma de minhas irmãs que estava com a impressão de que, a qualquer momento, eu iria parir um macaco pelo fiofó.

A imagem é péssima, mas exprime com propriedade o sentimento de debilidade causado pela diarreia.
Já dizia minha mãe: “o que sustenta um ser humano de pé é uma certa quantidade de merda”.
Também acho feio o treco, mas não me arrisco a duvidar.

Mas voltemos à azia.
O gato continuava serelepe zunhando minhas tripas pelo avesso.
Levanto eu em busca da gavetinha de remédios aqui de casa e me surpreendo com dois saquinhos de eno. Um sabor limão e o outro sabor guaraná. Coisas de mamãe, que sempre deixa uns saquinhos de remedinhos dando sopa aqui em casa. Mas eu queria compreender o que se passa na cabeça de um farmacêutico que coloca sabor de fruta ácida numa porra que deveria ser um anti-ácido. Não tenho grandes esperanças com relação à bondade humana, mas graus elevados de sadismo ainda me deixam um tanto chocado.

Eno sabor limão é uma daquelas sacanagens que deveriam ser proibidas.

Aí você pensou: tomou o de guaraná e ficou beleza e fim de post, né? Ledo engano, leitor peraltinha: o eno sabor limão era só um aperitivo. O verdadeiro drink que será ofertado gratuitamente aos convivas nas festinhas do inferno é o eno sabor guaraná. É tão ruim, mas tão ruim que nem dá pra fazer piada.

A piada é beber aquilo.

Eu não entendo porque as pessoas fazem questão de querer disfarçar a porra do remédio com gostinho.

É que nem comprimido. Tipo: eu tenho uma relação de amor com a neosaldina, mas ela não precisava ser docinha na boca.
Nela eu aceito, como a gente aceita aquela risada mais ruidosa da gata: é chato, mas não compromete o conjunto da obra.

Remédio tem que ter gosto de remédio.
Buscopan, por exemplo, você toma sofrendo, e por isso é bom.
Veja o eparema. Tem gosto de remédio, tem jeito de remédio. Dizem que não tem nenhum efeito terapêutico, mas a aparência é 50% do valor das coisas.

Já hoje, veja você, o merthiolate nem arde nem deixa a ferida vermelha.
Vai ver por isso tem tanto emo no mundo, nénão?

17/11/10 | | 20 comentários;

Um apanhado geral de minhas opiniões sobre o mundo

Uau.

O título ficou bom, hein? Não quer dizer que o post vá no mesmo quilo, mas vocês sabem que eu me esforço muito no sentido de quebrar expectativas.

Fiquei tanto tempo sem postar que há assuntos demais esperando a meu obsequioso julgamento.
Assuntos que geram atrozes e tornitruantes tempestades mentais e dúvidas morais na patuleia e que só poderiam ser devidamente dissecados por mim.

Vocês, leitores da bagaça, eu acredito, pasaram noites e dias suando em bicas (eu disse BICAS, leia devagar) querendo saber se estavam do lado certo no que se refere aos assuntos da atualidade, e apenas eu, o Grilo Falante da Humanidade, o já famoso Jojó da Babá, o sócio majoritário da verdade, posso elucidar tais questões.

Ou não, mas meu ego imenso discorda.
Vamos à vaca fria.

***

Os Mineiros Chilenos

Discordo.

Daí você me pergunta: de que?

E respondo, chuchu: de tudo. Os caras saíram de lá muito limpinhos e sorridentes.
Se coloca lá por dois minutos e pensa comigo: uma tropa de macho amontoado no escuro, uns por cima dos outros…
Alguém comeu alguém. Só isso explica a consternação de alguns e a cara serelepe de outros ao sair do buraco.

Portanto, discordo da comoção mundial. Suruba não pode ser motivo de comoção mundial. A não ser, obviamente, que inclua a Juliana Paes.

No mais, fica aqui meu protesto: na próxima vez em que eu armar uma suruba, eu também quero ganhar uns óculos estilosos no final.

* * *

A eleição da primeira mulher presidente

Vários países têm mulheres presidentes e o treco vem vindo bem.
Veja o exemplo da Argentina, com a Cristina Kirchner. Ou o Chile, com a Michele Bachelet.

Outros países nem admitem a possibilidade de mulher votar, o que é chato.

Há, ainda um terceiro grupo de países que elegeram indivíduos sobre os quais paira uma enorme dúvida a respeito do gênero. Angela Merker, chanceler da Alemanha, por exemplo, é tida por vários como uma doce senhorinha, mas eu acredito que ela não seja propriamente uma mulher, mas uma modalidade cyborg de trator híbrido da marca Catterpillar, portanto sem sexo.

O Brasil, como você já sabe, leitor inteligente, acaba de entrar para um dos grupos acima descritos.

* * *

O banco Panamericano e Silvio Santos

Ele vivia perguntando “quem quer dinheiro, quem quer dinheiro?”

Uma hora, mais cedo ou mais tarde, a grana ia ter que terminar, né?

* * *

Paul McCartney no Brasil

Não conheço. Soube que vai morrer antes do show no Brasil. Pelo menos é isso que me garantiu o bonequinho de vodu todo espetado que guardo em meu armário.

* * *

Red Hot Chilli Peppers no Rock in Rio 2011

É verdade. Ingressos já a venda por 190 conto. Se bem que RHCP sem o John Frusciante…

* * *

Se ficou algo pendente ou confuso sobre a existência humana sobre a Terra, comenta aí que eu esclareço.

17/11/10 | Veja mais | 15 comentários;

Comentários que mereciam ser posts daqui

O primeiro é do sempre peralta Vitorsemc:

“Estou ficando velho.
O pau sobe sem grandes decepções e isso ainda é uma alegria.”

Essa segunda afirmação foi só pra deixar claro e evitar o tipo de comentário que segue a primeira.

Smart move, jojó.

E ficar velho não é a pior coisa do mundo. Pense nas horas de vida que você poupará em breve, quando começar a estacionar em vaga para idoso.

Em resumo – só por isso – seus últimos 20 anos de vida, vão durar mais que os 25 que antecederam.

* * *

O segundo, do vitaminado Charlito Marrón:

Eu também não sei que desgraça essa geração vê em Restart! Mas de uma coisa é certa: Ficar careca é uma desgraça!
E um belo jedai véi lerdo di guerra me falou um dia:
Esfregando a careca de baixo sai leite e se esfregar a careca de cima sai o que?

Envelhecer faz parte do pacote que ouvimos desde pequenos o homem nasce, cresce, se reproduz, envelhece e morre. Eu estou na parte do reproduz, mas e o carinha que ainda não chegou no reproduz e já tem 40, como faz?
Alguns vão dar a bunda, outros beber todo dia pra aliviar o gás e outros vão malhar, pois chegar nas casa dos 40 gordo (se for pobre) é sentença de morte nos próximos 10 que hão de vir!

Ou faz que nem um programador que trabalhou comigo, larga tudo da vida e vai vender pastel na praia.
Ele disse que é muito mais feliz assim. Como? Ele me disse: – Não esquento a cabeça com nada, frito pastel vendo na praia volto pra casa caio na rede, fumo um cigarro e amanha frito de novo e vendo e assim vivo tranquilamente minha vida.
Ai, tô cansado e vô dormir. Antes dormir tarde era tão fácil e normal. Hoje é foda e de manhã olho no espelho e também vejo cabelos brancos em minhas “madeixas” crespas. Mas graças a Deus eu ainda não sou careca. Não sei o que sairia dela se a esfregasse. Tenho medo!
Tchau! Um beijo do gordo!

* * *

Vocês alegram minha existência.

17/11/10 | Veja mais | 2 comentários;