Oie

É um oi rápido. Só pra vcs saberem que o blog não morreu. Já o dono dele tá no esquema pé lá pé cá, e pode ser que dia desses chegue a noticia que eu morri de tanto trabalhar.
No mais é isso.
Hoje, later, se der, publicarei um post sobre cabelos de mulher, cachos e chapinhas. Você não pode perder.

Ou pode, também, ué. Fica a seu critério.

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Fome

Ontem, alguém comentando:
- Poxa, que vontade de comer McDonald’s…
Ao que respondo:
- A única coisa que me dá essas vontades de comer quase sempre é a Olívia Wilde.
- aff, tu é grosso. Além do mais, um cheddar é a coisa mais gostosa do mundo!
- Vc que desconhece a Olívia Wilde.

pra quem não conhece, voilá!

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Saramago morreu

Daí você, herege, grita logo “antes ele do que eu”. Tudo bem que você não tá de todo errado, mas foi chato. Saramago era bom. Continuará sendo em seus livros.

Acredito que não só eu ache os parágrafos de Saramago meio claustrofóbicos. Nem de longe é uma crítica. Mas isso me fode, porque me influencia muito (ritmo é metade de um bom texto) e porque termino lendo Saramago muito rápido, e vou acelerando na leitura, sem pausas, sem respirar, daí preciso, de quando em quando, jogar o livro pra longe e tomar um ar.

Acho linda a mancha uniforme de tinta negra de fora a fora na página, sem espaços, sem travessões, texto emendado com texto.

E, também por isto, alguns livros de Saramago estão entre meus preferidos de todos os tempos.

O evangelho segundo Jesus Cristo – top five -  e Ensaio sobre a cegueira – não sei se top five, mas perto.

O que, no caso, não é pouco.

O Evangelho tá pertinho de Dom Casmurro, e só isso já motivo para que Saramago faça uma festinha no inferno dos ateus, que o deve ter recebido com banda de fanfarra e acepipes diversos.

O pior da morte dele – que me deu, na hora exata em que soube, uma tristeza fininha, quase como a que deve dar com a morte de um primo distante, de um amigo de outros tempos – foi o povo na interwebs fingindo chocadinha sem nunca ter lido uma vírgula do Velhinho de Lanzarote.

Eu sou leviano gratuitamente. Outros devem ter lido Saramago.
Mas todo mundo tinha uma citação prontinha na ponta da língua?

Se fosse, sei lá, o Chuck Palahniuk, seria aceitável que pululassem no twitter frases do ideário de Tyler Durden (“você não é a calça que você veste” e tal), afinal o Clube da Luta virou filme de sucesso  – diferente do excepcionalmente bem filmado Blindness, do Fernando Meirelles, que – acredito – só eu adorei e assisti umas 20 vezes.

Alguns, mais corajosos, lembrariam de Misty, do Diário (“o que você não conhece tem que significar alguma coisa”). Chuck é foda em frases gancho, que marcam e que são marteladas nos livros de fora a fora…

Mas, sério: se morresse o Malcolm Gladwell, do Tipping Points e tal, um escritor que eu adoro e compro tudo que encontro pela frente (não é literatura, mas serve a título de comparação), não teria de cabeça nenhuma citação prontinha.

Falando de literatura, propriamente: sei lá, se morresse a Isabel Allende, saca? Melhor: se o Bukowski morresse hoje (pronto, este é o exemplo definitivo), não saberia dizer uma frase como citação, saca? E olha que bukowski, tipo, eu já li pra caralho. Ainda leio.

Não fica claro que a galera foi no google pra pagar de possuidor de grande cultura?

Daí no twitter uma chuva de citações fora de contexto, aquele festival de exibição de pseudocultura como se fôssemos uma matilha de cães correndo atrás de coelhos de pelúcia.

Pra quem ainda não entendeu o título deste blog – sempre há 1) gente estúpida o suficiente para tomar qualquer ironia ao pé da letra 2) tábulas rasas quando se trata de sarcasmo e ironia 3) comentaristas de blog com a percepção cognitiva de um legume -, é este tipo de inteligência, de pesudo cultura, que me dá um certo nojo.

Muita gente citou a famosa frase do Ensaio…

Uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos

…(or something like, não tô com o livro em mãos pra consultar) como se fosse um epíteto, como um texto de lápide que pudesse resumir a vacuidade da vida e a tristeza/estupefação/qualquer coisa dos pseudo intelectuais diante do mistério magnífco da morte. No caso, da morte do Saramago.

No livro, é outra coisa. No contexto, é parte de um processo de redenção dos personagens, etc, etc. No twitter, meu deu náusea.

Mas é óbvio que ninguém é obrigado a gostar dos mesmos escritores que eu, e fingir ler deve ter lá o seu valor – não entendo qual, sinceramente, numa sociedade que valoriza tanto outros atributos e que lê tão pouco no geral. Cada um tenta se promover como pode, e ninguém é obrigado a respeitar as coisas que me são caras. Cada um dá valor pras coisas que quiser. Assim é o mundo, e assim somos.

Uma coisa que não tem nome.

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Do celular

Primeiro post deste blog produzido num celular. Não se orgulhem. É cansaço de espichar o braço ali na sala e chutar a piroca.
Falarei em posts subseqüentes sobre a lamentabilíssima morte de Saramago, sobre o blog ter ficado fora do ar de novo pq eu esqueci de pagar a merda do servidor e a filadaputice de lá do host não permite colocar essa bosta em debito automático.
Enfim, to chateado. Ontem era pra eu ter saído e esfalfado minha figura na cachaça com gentes legais, mas como hoje eu teria de esfalfar meu rabo de tanto trabalhar na agencia, tive de passar.
E hoje, de rabo devidamente esfolado de tanto me foder de trabalhar, não tenho nenhum neuronio funcional e dai resolvi ficar em casa, ao invés de sair pra me aventurar nos bares da vida em busca de uma ressaca alentadora.
Alias, decidi é forca de expressão. Exausto estou. Sem condições de decidir nada. Entrei no carro na garagem da agencia, cochilei e acordei aqui na cama. Sem forças nem pra levantar e ir pra sala escrever um post decente.
É isso. Amanha o Brasil joga e to pouco me fodendo. Marquei com 478 galeras diferentes pra ver a pelada de amanha e vou furar com todo mundo. Se eu marquei com você tb e agora, ao ler este post, vc ficou pirado por ter acreditado na desculpa esfarrapada que eu dei, finja que eu to falando de outro compromisso que marquei.
Deixe de tomar tudo que lê neste blog como uma provocação pessoal. Em 50% das vezes, eu não to falando daquele segredo que vc me pediu pra guardar.

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Pra esclarecer minhas promessas

Quando eu digo “hoje tem”, pode ser que tenha.
Mas quando eu digo “num tem”, amigo, aí é que não tem mesmo.

Só pra esclarecer.

Ah, e hoje tem. Pode aguardar.

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Soulmates

Minha irmã, Manuella, garimpou essa linda música do meu beatle preferido, no blog dela.

Emocionei.

O clipe também é uma graça, repleto daquela melancolia em super 8 que é a cara daquilo que eu sei que ela sente. Paul e sua filhinha, naquele style chique-que-só da Ilha de Wight (if it´s not too dear…).

Maybe i´m amazed the way i really need you.

Viemos da mesma árvore.
A fruta nunca cai muito longe do pé.

Hoje que estou todo amoroso, vai também um acepipe sonoro para Lilia, aniversariante de ontem e uma amiga bacana e que faz parte da lista vip do grande camarote de puteiro que é o meu coração.

Não é George sozinho, mas Ain´t she sweet é perfeita na mensagem (ela é um doce, não?) e George tocando ukelele – apesar de ela já ter visto este vídeo umas DUZENTAS MIL vezes – é demais.

E somos soulmates nessa obsessão beatlemaníaca. Desculpa esfarrapada pra meter mais beatles no blog, mas tá valendo.

Dando mais uma volta no parafuso da amorosidade (não se acostumem), uma epifania.

Nunca gostei de keane.
Daí hoje ouvi essa música e emocionei.

Não é fantástico que haja lugares onde só algumas pessoas possam nos levar?
Eu acho que é disto que trata a canção.

Ou talvez seja sobre outras coisas.
Muitas vezes, aquilo que não está dito diz mais do que todas as palavras.

Eita que começaram a pousar moscas de tanta melosidade e doçura neste post.
Quem sofre é este blog, que viaja, no intervalo entre dois posts, da mais pura escatologia para epifanias e coisas do gênero.

Bipolaridade mandou lembrança e tal e coisa.

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Shakira na abertura da copa

E aí, Shakira, você é a mó gostosa, sabia?

Sabia que você é a maior delicinha do mundo, loirinha?

E como você se sente sabendo que agorinha mesmo, no mundo inteirinho, existem milhares, quiçá milhões de jovens e adultos batendo uma bronha na sua intenção, hein?

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Aproveite que é Dia dos Namorados

Em homenagem a essa data que eu, namorando ou não, sempre considerei uma coisa chata, seguem algumas sugestões:

1 – Arme uma surpresinha pro seu bem
Sua gata é do tipo que vive dizendo “me surpreenda” quando na verdade ela quer dizer “vamo naquele restaurante chique e caro pra cacete”? Seus problemas acabaram. Surpreenda-a de verdade;

2 – Fuja da fila do Motel: arme o seu ninho de amor gastando quase nada!
Essa eu já contei aqui. Se você é rico como eu, provavelmente fará da seguinte maneira o seu dia dos namorados…

O rico se arruma, se perfuma, pega a nega e leva pra jantar uma ave rara, tipo faisão. Daí, entre vinhos finos e sabores exóticos, a moça começa a se soltar. Daí o casal sai leve como pluma e vai dar uma dançadinha numa boate da moda. Luzes coloridas, jamiroquai comendo no centro e aquela tensão sexual crescendo. Ou então pegam um cineminha (filme francês). Lá pelas duas ou três da manhã, eles saem de lá direto pro apartamento do brodi. Ligam uma musiquinha (aí já vale um sonzinho estilo Diana Krall), tomam um uisquezinho e, na cama extra king size, transam loucamente até o varar (sem duplo sentido) da madrugada.

Mas se você é leitor deste blog, o mais provável é que você seja um fodido pobretão.

Faz assim, ó: quando você sair da obra, hoje, finalzinho da tarde, assim que você destrepar de cima dos andaimes, dá uma passadinha no mercado. Compre um sabonete. Tudo bem, eu sei que é foda, não se começa um manual pra pobre mandando comprar nada – nem mesmo um sabonete – mas esse investimento tem duas funções: serve pra higienizar as partes pudendas e também já é um presente pra nega. Quando abrir a embalagem do Phebo, tome cuidado pra não rasgar a embalagem e, deste modo, reutilizá-la no presentinho.

O roteiro completo de sua noite romântica com sérias restrições orçamentárias – se é que você ainda não leu – tá completinho aqui, ó.

Acabaram-se as dicas.
Quero crer que você, leitor assíduo da bagaça aqui, esteja mais do que preparado pra botar pra foder hoje. Tamo junto, amigo leitor.

Beijocas a todos.

E, pras mocinhas, uma dica final: na hora do boquete, foco é tudo: caia de boca nas jambretas de seus respectivos lembrando de mim, o grilo falante da humanidade, o único Jojó da Babá!

E tente não rir ao lembrar deste post no meio do processo fodetivo copulatório. Namoradón pode não gostar.

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Beyonce, uma gema bruta

Ontem, na agência, conversando com o povo degenerado da criação. Não tava tocando música, daí mandei qualquer um dos monstrengos que trabalham comigo botar qualquer coisa pra tocar e me fodi. Começa a tocar Lady Gaga. Começo eu a reclamar.

- Eu não entendo essa Lady Gaga. A música é chata. Ela é feia. É estranho que faça tanto sucesso.
- Poxa, Jorge, ela é polêmica.
- Porque beija mulher em clipe? Porque aparece enrolada em faixa de “do not pass” utilizada no Law and Order SVU? Porque faz clipe mexendo com trecos católicos?
-É pouco?
- Mulher se beijando é lindo, mas não choca mais.
- Ih, Jorge, você é chato.
- E nem foi uma pegada forte mesmo. Já viu a Scarlett Johansson dando uma colada na Penelope Cruz em Vicky Cristina Barcelona?
- Scarlett deu um beijo em Penelope, em Vicky e em Cristina em Barcelona?
- FICA QUIETO, ESTAGIÁRIO!
- aff. foi mal…
- Porra, gente, sem estofo cultural fica foda conversar. Vicky Cristina Barcelona. Filme. Woody Allen.
- …
- Esquece. Acho a Lady Gaga chocha.
- Porra, man, mas você já viu umas fotos dela antes da fama? Agora tá fodida, cheirando pó pra caralho, mas antes da fama tinha até umas perninhas.
- Duvido.
- Vamo no google!

(Vemos as fotos. Comível. O que não quer dizer muita coisa. Comível, qualquer mulher é. Como diria o ditado, no pussy left behind é um lema bonito para a vida. Volto a reclamar)

- Man, a Beyonce fez um clipe chamado Videophone com a Gaga. Gaga saiu humilhada. Espezinhada. Se eu fosse a Gaga depois de ver o clipe, amarrava uma pedra no pescoço e me jogava no Rio Hudson.
- Ok, beyoncé é uma jega. Mulher grande, enorme, mas 50% disso aí é produção, Jorge.
- Seu cu que é produção. Beyonce vestida de pijama de bichinho da C&A, com o black solto, com bafo, abrindo os olhos remelentos de manhã cedo é mais atraente que 80% de todas as portadoras de xoxotacard do mundo.
- Jorge, ok, ela é gostosa, mas você tá viajando. Se você chegar ali no pelourinho, existem 250 negonas tão gostosas quanto a Beyonce. É produção. Vou procurar uma foto aqui no Google dela antes da fama.

(a galera foi ao google e acharam uma foto particularmente endemoniada de minha negona. Aos risos, a galera “e aí, man, pegava assim?”. Não me deixei abater).

- Lógico que pegava. Ainda saia passeando de mãos dadas chupando casquinha da Mc Donald domingo de tarde no shopping center mais fodástico de salvador. Mesmo ela desgraçada desse jeito.
-É mesmo?
- Claro. Ela que não vem ni mim. Vou nela fácil.
- Sem vergonha nenhuma de encontrar um brodi e ter de dizer “tô comendo a bagunçada aí”?
- Eu não estaria saindo com um Bagaço. Estaria saindo com uma gema bruta. Sabendo que ela viria a se tornar o que é, desfilaria tranquilamente.

Aí todo mundo me mandou tomar no cu e foram almoçar.

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