Este post vem preencher uma lacuna muito necessária.
Conto com a capacidade cognitiva dos leitores deste blog para os dois ou três sentidos embutidos na frase acima (richard dawkins feelings).
De fato, o hiato foi longo. Muitos não acreditavam na volta deste blog.
Mas pode ir tirando o sorriso do rosto: estamos aí na atividade.
E, depois de tanto tempo, há muita coisa por comentar.
Mas, diferente da maioria dos restaurantes a quilo, que servem feijão de m anhã e sopa do mesmo feijão durante o resto da semana, este blog tem ética, hombridade, lava limpinho e mais branco e não olha pra trás.
Ok, é mentira.
Reciclamos posts, fazemos sopinha do caldo mais ralo das informações mais batidas e, sobretudo, eu, enquanto chef de cozinha e elaborador do menu do blog, me esmero em arrotar com garbo e elegância minha opinião a respeito dos mais variados assuntos, ainda que não possua nenhum tipo de qualificação ou fato novo a acrescentar.
Não quero deixar uma impressão equivocada aqui.
Todo mundo tem direito a ter uma opinião.
Ou até mesmo mais que uma.
Depende do grau de sua desfaçatez.
Essa é a beleza da democracia, diriam alguns mais esquerdistas.
Outros, imbuídos do mais alto espírito iluminista, defenderiam até a morte o direito de ouvir vozes discordantes.
Tudo balela: entre Voltaire e Rosseau, sou mais Churchill: partindo deste princípio, o que eu realmente espero é que, ao final de uma longa discussão, senhores, todos concordem comigo.
Mas voltemos à vaca, como sempre, fria: é hora de fazer um apanhado geral sobre os assuntos que povoaram o noticiário nas ultimas semanas.
O que primeiramente me deixou mais chocado foi o fato de que a Maria Bethânia recebeu a autorização de captar mais de um milhão de reais pra fazer um blog.
Não pela grana em si. Se gastam horrores com os Fernandinhos beira-mar e bilhares de reais são utilizados para encher a burra de tantos políticos corruptos deste pais blog.
Se é pra gastar dinheiro publico com a poesia de Bethania ao invés de utilizá-ló como forro de cueca de deputado petista, que se gaste.
A verdade é que eu, enquanto cidadão, já me acostumei a ver o meu rico dinheirinho gasto em impostos sendo torrado das mais variadas maneiras. Que seja metida a mão em meu bolso de maneira poética, desta vez.
O que me choca é ter um blog há tanto tempo e não ter tido essa idéia antes.
Esse blog só me dá prejuízo. O de Bethânia nem existe e já se paga.
Vou me meter nessa também.
Afinal, basta um produtor cultural levemente desonesto e umas vinte páginas de blá blá blá para conseguir tirar uma graninha saborosa do governo.
Levando em consideração os serviços prestados ao conjunto da sociedade mundial por meio deste blog, acredito, inclusive, que um milhão é pinto.
Eu merecia mais. Vá lá que eu não cante como Bethânia, mas em compensação eu sou preto, e isso deve fazer alguma diferença para a secretaria de reparação racial, né?
Outra coisa: o terremoto do japão. Foi foda e tal.
Mas eu acabei me dando bem, uma vez que o terremoto foi tão violento que modificou em alguns graus o eixo de inclinação da terra, o que foi decisivo pro meu quarto: a nesga de sol que batia na parede do meu quarto não bate mais, o que faz com que o quarto fique fresquinho e eu durma melhor.
Você, nobre leitor de espírito cristão, agora, pode estar chocado.
“Porra, Jorge, o Japão passa por um dos maiores terremotos de todos os tempos e vocês só enxerga o sol que bate na parede do seu quarto”.
Em certa medida, amigo cristão, nós pensamos parecido.
Quando você pede a deus para que o seu time, o XV de andaraí, goleie o flamengo, você está colocando a sua propria felicidade em uma posição de proeminência com relação à felicidade de toda a torcida do flamengo.
Deus, para te atender, precisaria desagradar uma cara nada de gente.
Se isso não é ser egocêntrico, então eu não sei mais o que é.
E é isso. Bem vindos de volta.