Cool

Vivemos a ditadura do cool.

Se você não é cool suficiente, você é um fracasso pleno.
Sabe gente que permeia toda e qualquer frase com expressões em inglês pra parecer sabidinho?

Ou gente que ouve bandas de rock alternativo da escandinávia e te olha de cima abaixo porque você diz que gosta mesmo é de, sei lá, Vanessa da Mata, saca?

Eles fazem parte da conspiração.

Não queria ter de escrever essa ressalva que se seguirá (quase escrevo “disclaimer”, mas em prol dos comentaristas chatos que me vão apontar o dedo nos comentários deste post, vai a expressão em português), mas é necessário: não estou dizendo com isso que não dá mais pra usar expressões em inglês. Claro que dá. Eu uso direto aqui no blog. Ou que não dá pra citar, uma vez ou outra, uma referência que ninguém conheça, saca? A internet taí, é fácil ter acesso às coisas, e quando você se aprofunda um tiquinho, digamos, sobre rock inglês, sem perceber é muito fácil que você passe a considerar senso comum alguma referência que é muito de nicho.

Uma coisa é ter referência.
É natural citá-las, utilizá-las.
Outra é esse constructo de si mesmo que nego faz na internet.
Essa ânsia de ler livros que ninguém leu, de ouvir bandas que ninguém mais ouve.

Gente lendo Jane Austen e esnobando Machado de Assis.
Ler Machado é coisa de cuzão. Legal mesmo, cool de verdade é ler Jane Austen em inglês com oclinho de aro grosso e all star vermelho, vestido de mendigo chique tomando café numa varanda de uma coffee shop qualquer como se Salvador fosse Toronto.

Lembra do Los Hermanos? Era nicho total depois da Ana Julia.
Daí era chique ouvir Los Hermanos.
Daí a galera que queria ser chique também passou a curtir Los Hermanos com um fervor messiânico, tipo Legião Urbana.
Aí os primeiros caras, que ouviam e babavam por Los Hermanos, quando sentiram que a coisa disseminou, se moviam rumo à próxima modinha. E daí tome-lhe arctic monkeys ou television ou wilco ou kings of leon ou…

Entendeu o mecanismo? Tipo: eu gostava e gosto de Los Hermanos, mas é só uma banda, bicho. Só uma banda. Com canções legais. E fica neguinho buscando significados ocultos em versos simples…

O primeiro disco de Ana Carolina era cult.
O resto virou carne de vaca.
Vanessa da Mata, enquanto era uma cantora do Mato Grosso, também.
Quando gravou DVD com Davi Moraes e virou trilha de barzinho – e é um puta DVD – virou bosta.

A Inteligentzia olha torto como se aquilo, pelo simples fato de ser gostado (essa expressão existe? foda-se também – você entendeu o sentido) por muita gente perde valor.

De novo, outra ressalva. É claro que dá pra gostar de uma coisa ou outra de uma banda como arctic monkeys. Ou white stripes. Ou kings of leon. Mas, enquanto essas bandas ainda são de nicho, elas são endeusadas de um jeito que fazem você, que conhece uma coisa ou outra apenas, se sentir um completo imbecil.

- Já ouviu o novo disco da Banda Chiq chiq and the beards (ah, os nomes de bandas indies) gravado num ginásio da cidade escocesa de Norfolk Hills?
- Porra, man, ouvi não. Tô numa fase de ouvir Chris Cornell (ou offspring, ou qualquer coisa que tenha mais do que dois fãs em todo território nacional).
- Chris Cornell? Porra, Chris cornell é tão 2004.

E te olham de cima abaixo como se você tivesse lepra.
Mas não ache que ser cool é uma coisa só relacionada com bandas estrangeiras.

- Cara, já ouviu o EP (banda indie nunca lança disco, mas EP ou coisas do tipo) da banda de pífanos do cordel mágico de cabrobró?
- Puta merda, nem sei que treco é esse. Tô ouvindo muito mombojó (cita você achando que é uma referência indie suficientemente refinada).
- Ih, mombojó é tão 2001…

Às vezes eu só acho engraçado.
Muitas vezes, me preocupa por ver o valor que se dá pra este tipo de bobagem.

Tem também o que é cool por ser brega. Essa é ainda mais complicada de entender. Vou tentar resumir.

Existia uma coisa que era tratada com total desdém cultural, apesar de ser sucesso de público. Sei lá, um seriado tipo Chaves. Jaspion. Qualquer dessas bostas.

Na época deles, esse seriados faziam sucesso. A galera cool sentava o pau, falava mal, não assistia, etc.
Daí o tempo passa, a galera que assistia em massa àquilo se move em direção a outras coisas. O seriado entra na fase de ostracismo. Daí, um dia, um cara cool resolve retormar aquilo que é considerado por todos como brega e ressignifica a coisa. Fazendo, por exemplo, uma camiseta com a estampa de seu Madruga. E aí a coisa que é brega ganha vida nova vista pela lente da ironia e vira cult de novo. Até que volte a ser adotado pela massa e vire kitsch de novo.

Sacou a conspiração?

Agora a moda é fazer tumblrs. Seriam, em bom português, blogs de imagens, músicas, etc… Pouco texto.

Dizem que ninguém tem mais saco de ler, né?
Eu acho que, na real, se as pessoas se preocupassem em expressar ideias realmente em seus blogs, a gente não precisaria inventar tumblrs e coisas do tipo, mas enfim. Falo por mim. Nunca fico medindo o tamanho dos posts por conta de leitores daqui. Cada post tem o tamanho exato pra demonstrar a ideia que eu quero que ele demonstre…

Desviei. Voltemos ao tumblr.
Tudo parece muito cool, muito cheio de significado, mas é tudo balela. Me acompanhe. Peguei algumas imagens de um desses blogs ocos. Vamos desvendá-las juntinhos.

“Este mundo não faz mais nenhum sentido”

Ok, papudo, eu digo quase todo santo dia aqui no DGI que este mundo está todo fodido. É A MESMA COISA. A diferença é que o cara jogou isso numa letra branca, em inglês, sobre uma foto de um jardinzinho fodido com um efeitinho retrô. E fica você viajando que há algum significado engrandecelhador neste pica daí de cima.

Essa é ótima. “Eu falo sarcasmo fluentemente”, como se sarcasmo fosse um idioma.
O artifício da enganação aqui é colocar uma frase literal sobre o sarcasmo no meio de uma imagem branca com um texto que parece de máquina de escrever. Não há nada de brilhante nem de profundamente irônico neste texto. Se ele viesse ao seu encontro em uma apresentação de pwer point você consideraria brega e cafona. Como você vê coisas desse tipo em um tumblr, parece muito foda. Mas não é.

“Fuck Growing up” em ponto cruz.
Ponto cruz é berga.
Mas um palavrão em inglês em ponto cruz sobre uma estampa brega soa como se significasse algo irônico, muderno…

“”Porque tudo nunca é o que parece”.
Obviedade sobre fundos desfocados. Parece muito sério e profundo, né?
Repita comigo: é simplesmente óbvio e imbecil.

Esse lance de lomografia (um estilo fotográfico novo que valoriza esse esquema de foto com defeito), uma tipografia avant-garde com erro de registro e pronto: qualquer merda parece uma verdade filosófica assombrosa.

Imortalidade é fazer coisas boas e deixar sua marca (argh).

O amor é superestimado (falo isso aqui há anos).

A vida é cheia de gente falsa (ah, é, santa?)

Quanta bobagem… Já chegamos, inclusive, ao ponto da ironia da ironia. Essa eu curti. Uma lição de como ser cool com facilidade.

“Pegue uma foto fodida, aplique um efeitinho retrô e escreva alguma coisa em fonte helvética”

23/08/10 | Veja mais | 54 comentários;

54 Comentários em “Cool”

  • Larinha falou:
    23/08/2010 em 14:07

    Isso é verdade. O povo tá com mania de fazer releitura de coisa brega e/ou antiga. Quer vê? OMBREIRA. Não há nada mais feio nesse mundo do que ombreira (minha avó tinha um sutiã com ombreira embutida que era última moda nos meados de 1815 – pense num trauma de infância? pois é)
    Aí essa raça ruim que é esse povo metido a ditador de tendência vem e lança nos fashion weeks da vida “ombro destacado” OU SEJA ombreira tá na moda de novo. O.o Ráááá…

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    Jojó da Babá Reply:

    @Larinha, ombreira é feio demais.

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  • B. (@de_salto) falou:
    23/08/2010 em 21:31

    Eu tenho blog há 5 anos. Antes deste atual, tive um outro que durou uns 2 anos. Concordo que o post tem o tamanho da idéia que você quer passar. Tenho posts longos e outros que são só uma frase. Não há nada que limite isso, gente. Ainda considero os blogs a melhor ferramenta para desenvolver idéias. Beijos.

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    Jojó da Babá Reply:

    @B. (@de_salto), que bom que concordamos!

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  • Katrine Abatti falou:
    24/08/2010 em 9:39

    Mandou bem nesse post,Jorge.Ainda mais agora com essa volta dos Los Hermanos…meudeusdoceu!
    Acho afudê algumas bandas que ngm conhece,que por acaso acho no Myspace,mas nunca fiz e nem farei essas babaquices de apologia e “bah,sou superior” isso é nego que nem entende nada de música e quer se fazer pros outros.
    E cara,eu cresci vendo Chaves e sempre amei,e ate hoje assisto e nunca tive vergonha de falar,essa corja aí de indies-intelectuais que parecem não tomar banho fodem com tudo.Enfim,desabafei hahaha

    Um beijo!

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    Jojó da Babá Reply:

    @Katrine Abatti, “afudê” e uma expressão fodástica – aqui na bahia não rola, mas acho super engraçadinha.
    E a higiene indie é, de fato, um problema. Tomar banho não está entre as prioridades da galera.

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  • Cobra falou:
    24/08/2010 em 11:22

    Excelente o texto. Eu sempre digo que alguém que age diferente na Internet do que agiria pessoalmente é um bosta, e esse texto resume exatamente o motivo pelo qual eu penso assim.

    Mas eu não sei o que é pior: quem só finge ser assim na Internet, ou quem realmente *é* assim pessoalmente. Mesmo que não seja só da boca pra fora… é o que eu costumo chamar de “Sindrome de Underground” — se virou popular, não presta mais. Uma semana antes, aquela banda era a MELHOR BANDA DO MUNDO, YEAH!!!, mas aí começaram a tocar algumas músicas deles no rádio, o pessoal “mainstream” começou a curtir de leve… e pronto: virou uma merda, um bando de vendidos que deixou de fazer “arte” pra fazer música comercial, que só querem ganhar dinheiro. E o mais triste é ver gente que eu considero (ou considerava) inteligente fazendo isso, inclusive se privando de ouvir o que gosta (ou o que o valha — a Sindrome de Underground se aplica pra quase qualquer arte) só porque virou popular.

    Sobre essa modinha do Tumblr: eu acho que o Tumblr tem sua validade — imageblogs podem ser muito bons, se forem realmente criativos –, mas a maioria das pessoas simplesmente posta uma imagem estúpida (como aquela do “I speak fluent sarcasm”) porque querem mostrar que são “cool” e não tem a eloqüência (sim, com trema) nem a desenvoltura necessária pra escrever um texto (nem, muito menos, a disposição pra lidar com comentários discordantes e/ou confrontantes). O mais lamentável é que isso se auto-estimula, uma vez que outros desses seres pseudocool não só incentivam quem posta essas merdas com elogios como vão lá e postam suas próprias merdas, que por sua vez são elogiadas também, num circulo vicioso (e fedorento) de defecação mental.

    Ufa… rant off (em inglês mesmo :D)!

    []‘s
    Cobra.

    P.S.: “mendigo chique” matou. É a descrição perfeita pra esse povo que usa calça jeans de R$ 300,00 e All Star vermelho surrado.

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    Jojó da Babá Reply:

    @Cobra, síndrome do underground seria um título fantastico para o post. Pena que não me ocorreu antes. Essa retroalimentação do processo poderia ter sido melhor abordada por mim no texto, mas como cada post daqui é um jorro do que me ocorre na hora, faltou.
    Brigado pelo comentário, caro cara.

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  • Mia falou:
    24/08/2010 em 11:47

    gostei muito mas, uma coisa me incomoda um pouco. Outro dia até “irritei” (de leve) o @bqeg quando perguntei se ele gostava de Muse antes de virar “modinha”. O fato aqui não é vangloriar-se por conhecer uma banda indie que toca num buteco em londres, mas ter referências culturais que vão além da mix tv. Adorei o seu post, porque sei que você sabe bem a diferença entre ser cult e ser culto, vestir a camiseta do Che Guevara e vestir a camisa do Che Guevara. Porém muita gente vai confundir esses conceitos e vai atacar gente que não tem nada a ver com essas modinhas. E você sabe disso, visto que optou por não dizer “disclaimer”. Vou pensar um pouco mais no assunto, mas não me agrada ver pessoas inteligentes cheias de referências tendo que se esconder ou “disfarçar” para não ser parecer cult. =/

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    Jojó da Babá Reply:

    @Mia, entendo o seuponto de vista e concordo com ele. O texto da margem, realmente, para este tipo de interpretação. Poder ser que estimule uma certa discriminação de gente inteligente que tem, de fato, referênciase as expressa.
    Mas, pra mim, a grande diferença é como se usa isso. Quem não precisa provar nada a ninguém não costuma utlizar suas próprias referências como um estandarte ou como um elemento de inferiorização do outro. Sacou a diferença? Gente inteligente fala de mil assunto diferentes ao mesmo tempo sem que o fato de saber mais sobre alguma coisa seja um motivo de menosprezo da outra parte.
    Um lance que me ocorreu agora também é o tipo de pessoa que acha charmoso fingir que não sabe de determinada coisa que too mundo sabe só pra se fazer de elitizado. Mais ou menos como naquela canção do Moreno Veloso:

    Todo mundo diz que sabe e quando diz que não sabe é porque
    é charmoso não saber algo que as pessoas já sabem como é
    Todo mundo é original, é especial, é o que todos queriam ser
    Não basta ser inteligente, tem que ser mais do que o outro pra ele te reconhecer
    Todo mundo ganha grana pra dizer que ela não vale nada
    Todo mundo diz que é contra a violência e sempre dá porrada

    por aí. O assunto não se esgota. Devo voltar a ele em posts subsequentes. Stay tuned – em inglês, porque eu sou cult ;)

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  • Backes falou:
    24/08/2010 em 14:48

    Polainas (não sei se é assim que escreve), coisa mais anos 80, mas voltou!! arg!!
    Outra, usar calças coloridas não era coisa de braga, tipo assim TIRIRICA!?!?!?!? Agora vejo adolescente usando por causa de uma tal de restart (meu ATARI já vinha com restart)!!!
    []s

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  • Cobra falou:
    24/08/2010 em 14:55

    @Jojó da Babá

    “(…) cada post daqui é um jorro do que me ocorre na hora (…)”

    Quem dera eu tivesse jorros concisos e espirituosos como esse seu de hoje! :D

    Não sei se pareceu que eu critiquei negativamente o post, mas se pareceu, foi mal, não foi a intenção.

    Eu fiz aquele rant em forma de comentário porque esse é um assunto que me incomoda há tempos, e o texto pegou direitinho o cerne da questão; você expressou quase que ipsis litteris a minha opinião sobre o assunto. :)

    []‘s
    Cobra.

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  • Jess falou:
    24/08/2010 em 14:55

    “Como se Salvador fosse Toronto” hahaha, muito bom! Conheci seu blog através da referência do Marcel no “Cadê meu dorflex”.

    Eu entendi o que você quis dizer, e já tive comportamentos como “mimimi todo mundo gosta, eu não gosto mais” até que percebi que o que me importa é o que eu gosto. Só acho chato pra caramba quando vira trilha de novela, pq toca em todo lugar, e enjoa mais rápido do q se só tocasse no meu mp4.

    Eu já até escrevi no meu blog sobre isso, sobre pessoas que não conseguem aceitar que você gosta do que gosta e é o que é. E acho uma chatisse isso de ficar bancando o cult, de ter que ter opinião pra tudo. A camiseta do seu Madruga tb foi muito bem ressaltado.

    Eu só não consegui concordar com seus comentários a respeito do Tumblr. Eu sou muito contemplativa, e adoro olhar as imagens, ler frases legais nelas. Não fico viajando ou buscando um novo significado para a vida, mas acho bonito a maneira como editam. Às vezes nem tem frase junto, às vezes é só uma imagem engraçada, de qualquer forma acho o tumblr divertido.

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  • Sid falou:
    24/08/2010 em 16:13

    Bom texto. Também sou baiano e sei como a “síndrome do underground” e os indies fashionistas são coisas bizarras e que rolam muito por aqui…
    E como foi citado em um dos comentários: é especialmente ridículo aquele povo que finge não conhecer algo que tudo mundo conhece ou não fazer algo que todo mundo faz só pra tirar onda de cult, tipo, “não vejo TV”, “Luan Santana? Nunca ouvi falar”. Eu não gosto da música de Luan Santana, mas é quase impossível não conhecer, passa na TV e em tudo quanto é canto o tempo todo, e a pessoa diz que nunca ouviu falar só pra tirar onda de cult.

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  • Matheus falou:
    24/08/2010 em 17:29

    Há sempre dois lados nessa história. Cools também adoram apontar o dedo e falar “pseudo” quando se trata de algo que eles não conhecem. Ou seja, é meio que uma disputa de conhecimento, que não leva a lugar nenhum, pq geralmente é um conhecimento bem superficial. Tantas vezes aconteceu comigo de ir em baladinhas alternativas e ouvir músicas desconhecidas RUINS só pelo fato de serem desconhecidas. É isso que mais me irrita. No resto, não vejo problemas em ir atrás de bandas desconhecidas, internet tá aí pra isso. O problema é querer achar que isso é algo a mais etc. Dá na mesma merda ouvir, sei lá, Teatro Mágico e The Killers (os dois são igualmente ruins para mim, e incluo nesse bolo Vanessa da Mata, que NUNCA foi bom, e conseguiu fazer a pior música da história ou música-fim-de-relacionamento-via-twitter (Boa sorte)). Mas rola de tudo, inclusive o Groove Bar, que bate sempre na tecla da tríade dos indies Strokes-Coldplay-Los Hermanos e nunca sai dessa. Pra mim é sonífero do mesmo jeito, não atrai, desculpa. Who gives a shit? Prefiro ignorar comentários do tipo e ouvir Chemical Brothers, sei lá, hehe, enquanto eles vêem o quadragésimo filme igual do Woody Allen ou do Almodóvar.

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  • Léo falou:
    25/08/2010 em 16:58

    pra mim ser cool é pegar uma cerva beeem gelada, reunir a galera e paper ou se divertir de monte. não importa o som de fundo, vale até Luan Santana qdo se está com umas cervas no sangue. seu texto é mto bacana, mas acho que o tumblr tem muita coisa bacana. um outro site q eu nunca entendi é o tal do fffffffound. dizem q é cool, p mim é um enigma.

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  • @victorassis_ falou:
    25/08/2010 em 17:25

    Poxa, a primeira vez que entrei no blog, apareceu o link na minha timeline e, o texto ficou tão bom, que o li via BlackBerry (sacrificio para os olhos).
    Acompanharei.

    Att

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  • Daniel Casé falou:
    25/08/2010 em 22:53

    Pra mim essas parada q tu falou num tem nada a ver com inteligência rsrs.
    Mas eh foda msm nego q soh segue a modinha e tbm esses loc q acha q eh o ser superior da cultura soh pq ouve uma banda da pqp. Quem realmente inteligente num fica se gabando ou achando q eh melhor q os outros, ganha fama por seus atos e naum por suas palavras.

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  • Hugo falou:
    26/08/2010 em 16:21

    “So original in her black lipstick / Listening to some obscure band / But isn’t she pissed at all the other non-conformists / Listen to that same obscure band”
    Acho q isso é um tanto 1998! :P

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  • Cristal - a louca falou:
    27/08/2010 em 17:40

    Primeiro entendi tudo e até concordei, todos os cults na verdade são uns chatos que vêem graça em coisas idiotas para “parecerem” inteligentes e interessantes. Ou seja, cambada de cuzão.

    Mas quando li sobre o tumbalgumacoisa fiquei até feliz, sabe porque? Porque não faço a mínima idéia do que seja.

    As vezes a ignorança é sábia.

    Beijundas

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  • Daniel falou:
    02/09/2010 em 8:37

    Cara, muito divertido! Me fez pensar que talvez pudéssemos mudar o nome da cidade para New Toronto, que tal? “Salvador” é tããão 1500′s.

    Um detalhe: percebeu que o texto na primeira foto está errada? “Doesn’t makes” é fodis, seria “doesn’t make”. O cara nem tem inglês como língua “principal” mas as merdas dele são em inglês. Ou então é o tal sentido escondido da parada. Nunca se sabe.

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  • Samantha Sherosvalda (eu menti) falou:
    03/09/2010 em 9:50

    Concordo com o post. A parte das fotos me fez rir muito. Qualquer coisa “vintage” virou cult, tem essa também. Fotinhos envelhecidas e tal. Um saco, porque a gente vê uns blogs (ou tumblrs) por aí bem repetitivos.

    E se tem uma coisa que eu odeio é uma pessoa deixar de gostar de gostar de uma banda porque virou o que eles chamam de mainstream. Quer dizer, deixou de ser bom porque tornou-se conhecido? Essa gente CHATA que tem a necessidade de ser diferente do mundo o tempo todo é muito engraçada, porque eles mesmos acabam criando um grupinho de gente que pensa igual. Tiro pela culatra.

    E inventar doenças? Sempre são bipolares, pode reparar.

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  • Eu só queria dizer falou:
    24/09/2010 em 18:54

    Confesso q achei seu blog sem querer e oq me chamou atenção foi o nome… Confesso ainda q já fui indie…
    E confesso finalmente q o mais queríamos na época era gostar do q ninguém conhecia, “descobrir” novos tesouros e não parecer NUNCA, JAMAIS burros…
    E a unanimidade é burra não é???
    Adorei seu blog, já está nos favoritos!
    Bjusss

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  • Miss Me falou:
    27/09/2010 em 13:57

    Ou ou OW!(chamando você)como preferir. Adorei o texto apesar de não ser da area e não curtir imagenzinhas ruins com frases de efeito. Mas gosto de musicas que ninguém conhece ainda. Ou sei lá, não conhecem aqui no Brasil vai ver. Eu me sinto só, não tenho com quem trocar idéia entende? Não quero ser cool não, tenho idade demais pra aspirante a essa condição.É que eu fuço muito e tenho mesmo um gosto estranho pra musica.Aliás meu ecletismo é tamanho me faz parecer poser (desculpe o anglicismo, sei que você odeia). Fazer o quê? Curtir as bizarrices em silêncio. Mas olha, eu só abandono a banda que fica a cara do empresário dela. Ou seja, quando vira mainstream, passa a ter um estilo tão comercial que fica igual ao som de todas as outras. Deixa de ter aquele diferencial que chamou minha atenção. Expliquei meu ponto? Ok, espero estar perdoada, pq o foco não é ser cool.

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  • Roh falou:
    01/11/2010 em 15:40

    cara, que texto perfeito! Uma análise simples da realidade que vivemos.
    Espero que isso seja uma fase, uma moda. Um dia passa.
    Parabéns pelo texto e pelo blog, não conhecia, mas agora vou seguir no twitter pra saber das atualizações por aqui.
    Abraços

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  • Liana falou:
    21/11/2010 em 13:24

    Sacanagem!! Nos primeiros tumblr não só a gramática inglesa foi totalmente ignorada como certas frases estão péssimas! I speak fluent sarcasm!! kkkkk Putz, tô criticando, acho que sou cool….

    Eu voto no Tiririca como o ser mais “cool” daqui 10 anos..

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