Acabei de assistir bastardos inglórios
E me deu uma vontadezinha de sair marcando suásticas nas testas de gente pau no cu.
Só isso. Não é um post de fato.
Pode voltar a seus afazeres: eu sei que você tá queimando trabalho pra ler este blog.
E me deu uma vontadezinha de sair marcando suásticas nas testas de gente pau no cu.
Só isso. Não é um post de fato.
Pode voltar a seus afazeres: eu sei que você tá queimando trabalho pra ler este blog.
Lendo comentários de um outro post, em que comparava o Nescau a uma chupeta emocional, vi um comentário que me comoveu. Charlito Marron, mi amigo, com a palavra:
Mas, a minha vida todo dia é assim: sem nescau, não funciona, quando tomo café de manha cedo sem nescau é como o céu sem oxigênio e passo amanhã inteira de mau humor, Nescau é todo dia na veia!
Se isso não comover a suiçada da Matriz da Nestlé, em Vevey, nem sei mais o que fazer.
Já disse aqui em outras oportunidades: formamos, nós de quase trinta, a primeira geração de adultos que bebe nescau.
Nescau era bom.
Do jeito que era, seríamos todos escravos zumbis da Nestlé até o final dos tempos.
Alguns, mais paranóicos, armazenariam Nescau em pacotes imensos, ao menor sinal de proximidade da hecatombe nuclear que, espero, vai dar fim nesta putaria toda em algum tempo.
Imagina a cena. Uma família reunindo seus pertences pra descer prum bunker. Um casal jovem e um moleque. A mãe fala:
- Vamo pegar só o básico. Duas ou três camisetas, três calcinhas, uma calça jeans.
- Água. É bom armazenar também – complementa o brodi.
- Ok. vamos levar. Mais alguma coisa?
- Quantas latas de nescau nós temos?
- Só duas.
- Merda. Não vai dar!
Assim era até um tempo.
Daí um filho da puta inventou que Nescau não era mais tão legal.
E inventou que precisava dar um up na lata. No sabor. Na porra toda.
Nescau virou Nescau 2.0.
Oremos.
Tipo, nestlé, me acompanha: vocês devem estar olhando os relatórios e achando “aê, deu certo, tá vendendo”. Pois é, malandragem: vende porque não tem mais do outro. O novo é uma bosta em pó numa lata tirada a fashion, altinha e torcidinha.
O Nescau antigo era sóbrio, era clássico: era vital.
O novo tem cara de coisa supérflua.
Eu não levaria latas de Nescau 2.0 pro bunker.
Eu sou uma pessoa mais infeliz desde que acabaram com o Nescau.
Eu sei que tem mais gente revoltada com isso.
Eu gostaria de iniciar um movimento contra o nescau 2.0.
Minha parte eu tô fazendo: pendurei na janela da área de serviço aqui de casa uma cartolina dizendo “nescau clássico: pelo sabor de verdade de volta”. Agora é só aguardar os resultados.
Liguei pra uns dois amigos, que me chamaram de desocupado.
Eu até entendo eles: talvez tenham sido viciados em outro achocolatado, como o Toddy, arquinimigo das pessoas de bem, ou, pior ainda, ele bebiam quick sabor morango, aquele pó vermelho alucinógeno. Vai saber.
Mas nós, do nescau, somos maioria, não há dúvidas.
E só com a nossa união reestabeleceremos o nescau clássico, bebida totêmica do país.
nheco ploft poin.
O Vitor, leitor daqui, é um peraltinha observador.
Antes, um momento flashback.
De quando em quando, eu leio merdas antigas desse blog. Também me divirto, sobretudo por lembrar o espírito que eu tinha quando as escrevi e por constatar que, muitas das vezes, os textos acabam adquirindo um outro ritmo, podendo ser interpretados de diversas maneiras.
Ok, terminou o momento de semiose explicada.
Voltemos ao vitor, que fez um comentário, bondoso, dizendo que os textos daqui “terminam geniais nas duas últimas linhas sempre”.
Geniais não é bem o melhor termo.
Eu diria que todos os textos terminam com cara de assinatura de vt. É um cacoete da profissão, já havia notado.
Pensei que ninguém mais fosse ver isso.
Às vezes eu me esqueço que tem gente de verdade lendo isso aqui.
(tá vendo? olha a última frase! Leia com a mesma entonação de “tome activia regularmente e abaixo o acúmulo” e vocês entenderão o que eu tô querendo dizer).
Todo homem antigamente tinha bigode.
Meu pai tinha. Quase todos os meus tios tinham.
Daí, de repente, ficou brega.
Hoje, só usa bigode quem é tirado a modernete.
Estudante de comunicação de fuma maconha, anda com sandália de couro e parou em 68.
Ou pré-adolescente. Pra fingir que é homem. Todo meninote de 14 anos forceja um buço à guiza de bigode. Passa. Lá pelos 15, 16 anos, todo menino aprende que é feio e passa a raspar aquela merda;
Ou pobre.
Pobre é chegado no desenvolvimento do bigode.
Observe.
Porteiros, taxistas, trabalhadores braçais, rappers.
Todos ostentando aquela pentelharia sobre a boca.
O bigode diferencia classes sociais, mais ou menos como a cor da pele.
Pretos são pobres (isso é histórico e tal).
Mas a relação entre pobreza e bigode, pelo menos pra mim, ainda não está 100% equacionada.
Seria pequeno e bobo dizer que gente pobre tem bigode porque gente pobre tem mau gosto. Talvez gente pobre não tenha informação sobre as coisas.
Por isso eu fiquei chocado quando, noutro dia, vi um cara adulto, classe média e não-maconheiro usando bigode. Seriamente.
Pensei em dar um toque pro brodi. Mas ele ostentava o bigode com tanta seriedade que achei que pudesse ser ofensivo.
Às vezes, é nessas pequenas coisas que a moral de um homem reside.
Os motivos são muitos.
Mas ter a possibilidade de receber uma mensagem tão bacana e gratuita, do nada, como a que vai abaixo, sem dúvida está no top five de motivos.
Olha o que eu recebi de uma leitora (segundo ela própria, volúvel e safada) daqui do blog.
Achei interessante ela se definir como uma leitora volúvel e safada. Eu mesmo sou assim. As pessoas volúveis e safadas são melhores:
Olá caríssimo…
Então… Cá estou eu me prestando a explicar para você (já que questionado), mas primeiramente para mim, o porquê de eu ter passado as últimas duas semanas (sério, horas a fio) devorando o seu blog como um pedreiro depois de um dia inteiro de labuta, morto de fome e que se depara com uma panela (de barro) de buchada acompanhada de uma pimentinha da boa.
Não tenho o costume de realmente acompanhar blogs, salvo uma única exceção (qualehapróxima). Geralmente pulo de um e um, vou “petiscando”, “como” um textinho aqui outro ali, mas não costumo voltar. Tipo cara que sai e não liga no outro dia. A mina pode ser legal, o sexo também, a noite agradável…Blá blá blá, mas o cara não liga. Quer apenas variar… Quantidade entende? Você deve sacar isso bem melhor do que eu.
Talvez todo esse relato faça de mim uma leitora safada, volúvel. É claro que busco qualidade! Mas ela deve vir guarnecida com diversidade. O que você prefere? Uma porção de frango a passarinho largada numa tigelinha de inox pintada de laranja com a graxa de óleo que escorre do petisco ou uma bela porção rodeada com folhas verdejantes de alface e belas e suculentas rodelas de cebola e tomate? Ah molhos! Molhos são legais também, cortesia da casa. Putz! Isso surpreende! Entendeu? Blogs em algum momento acabam me cansando. Tornam-se previsíveis e tal. Saio fora. Sem DR ou aviso prévio.
Um dia uma amiga do Trabalho (grande Wilde!) me mostrou “ A caçada ao pau de Fernanda Young”. Primeira impressão: “FDB (leia-se “b” benção) corajoso, olha o tamanho da @#$%¨do post.”. Li. Na verdade, saí para “tomar um café” com o Jorge num boteco próximo, copo de vidro e empadinha para acompanhar. Essa foi a sensação. Conversa despretensiosa, relato de um caso banal regado a um sarcasmo descarado, às vezes chulo, mas tudo bem, nada é perfeito né? Atire a primeira pedra quem, ocasionalmente, não é acometido por surtos de sadismo sujo, tendências “Caligolianas” e síndromes de alma sebosa. Enfim, aquelas peculiaridades do espírito humano as quais você deixa transbordar tão bem em alguns dos seus posts.
Do cara que não ligava no outro dia, acho que passei a ser o que mandou flores e mensagens docinhas de celular. Sim, tenho um caso com o seu BLOG e estamos bem, obrigada. Porém, como todo “casal” que se preze, já tivemos nossos “pegapacapás”. Alguns dos seus textos já me deixaram bem mal humorada, outros à beira de um ataque de nervos! Arrancando os cabelos da cabeça com pinça! Muitos me fizeram “cry my eyes out” de tanto rir, uma meia dúzia deram até uma espécie de barato devido à “complexidade” da reflexão. E pasme! Um ou dois quase me emocionaram!
É isso, estou com o “detesto”, porque e apesar de que … Sem promessas ou garantias. Porque acho que concordamos que a vida não é, nem precisa ser sempre tão confortável quanto um sofá (marrom) da Tok&Stok (mentira) e que somos esse saco cheio de tranqueiras boas, ruins, úteis e inúteis. E o melhor? Tentamos fazer bom proveito de todas elas!
Priscila
… voltou a funcionar, né?
Esse blog tá parecendo o uno 95 que comprei 2002, o primeiro carro que tive na vida: vive quebrando por bobagem.
Agora, espero, não quebra mais.
Volto a vomitar posts em velocidade créu número 5.
Tô sem tempo de postar. Acontece. Recebi tanta reclamação disso que fiquei sem graça…
“De que adianta mudar layout se não escreve mais?”
E coisas do gênero.
Mas o fato, patotinha do capeta, é que esse treco do feed que tava cm problema ficava como uma pedra no meio do caminho. Como escrever mais sabendo que tem um treco importante do blog quebrado?
Sou uma pessoa que se apega a esse tipo de coisa, e crio barreiras imaginárias que atrapalham meu processo. Seem o feed consertado, não dava pra escrever, e sem tempo, não dava pra consertar o feed e daí…
Vocês entenderam. Espero.
E, só pra constar, vão todos dar meia hora de bunda na esquina.
Essa dependência de mim que vocês criaram já virou algo patológico! (ui, sou humilde!)
Impressiona.
Obrigado estou, de todo modo.
É bastante gente. Pra um blog desse.
Como dizia Marcelo Nova, Deus tem uma predileção especial por gente idiota. Tanto que a colocou no mundo aos borbotões.
Não é que eu esteja chamando você, especificamente, de idiota. Pense que é o coleguinha da cadeira ao lado e continue vindo.
Deu agorinha no jornal:
um cara pulou de paraquedas.
O paraquedas não abriu.
O cara, obviamente, se fodeu.
Daí eu fico pensando: é esse o objetivo no geral de quem pula de paraquedas, né? O risco, o tesão na adrenalina que corre na veia de aquela porra não abrir.
Afinal, se pular de paraquedas fosse um prazer do mesmo tipo que é frequentar uma livraria, ninguém chamaria o paraquedismo de esporte radical.
Se radical, logo envolve riscos. É a famosa implicação de Filão.
E quando o risco se realiza, o povo fica chocado.
Eu não.
Se existe uma possibilidade de um em um milhão de saltos dar merda, eu pensaria “caralho, todo dia, no mundo, um milhão de pessoas pula de paraquedas. Eu posso ter sido o sorteado hoje” e não pularia.
Aí os comentaristas espertos deste blog dirão “ah, mas viver é correr riscos”.
Sem dúvida. Mas não é por isso que eu vou expor meu amado lombinho a se estabacar no chão.
É isso a vida, em geral, não? Medir risco e prazer. Algumas coisas tem mais riscos e são mais prazerosas, outras são o inverso disso. Esse equilíbrio (ou a falta dele) é que fode tudo.
Eu prefiro beber.
É prazeroso e honesto, apesar de arriscar um transplante de fígado daqui a alguns anos.
Mas talvez o que me incomode, de fato, no paraquedismo, é a coisa espalhafatosa. Aquelas roupas de vinil coloridas, aqueles óculos de mau gosto, aquela coisa de ficar fazendo “u-hu”.
Gente que faz esporte radical me dá uma preguiça.
Sem maiores explicações.
Era só pra dizer isso.
Tem dia que é foda. Mesmo.