Ainda sobre a Loira Maluca

O Vitor, comentarista resistente daqui deste blog, falou que a loira do teatro módulo é tipo uma entidade. Se você entra no banheiro do teatro e chama a loira três vezes, ela aparece.

Só consegui me lembrar da Murta que Geme, do Harry Potter.

O teatro módulo tem a loira, Hogwarts tem a Murta no banheiro.

Cada um tem a assombração que merece nesta vida.

29/03/10 | | 2 comentários;

Dica Cultural

Sexta passada fui com um grupo de amiguinhos ver “Os Cafajestes”, remake da peça que fez muito sucesso nos anos 90. Eu vi a primeira versão, que contava com o quase sempre brilhante Fábio Lago, o engraçadíssimo Osvaldo Mil, a voz possante de Daniel Boaventura e com o talento inigualável de outro ator que não lembro o nome (oi?).

A peça era engraçada, ágil, meio escrota e tal. Tão boa que resolveram fazer de novo, com novo atores e patati patatá. Fica a dica cultural: não vá ver o remake. É constrangedoramente ruim. O que se salva é o Renato Fechine. O resto é ruim que dói. Mas o post é pra contar uma historinha, não é só pra falar mal da peça.

Saí de casa umas 20h40, uma vez que moro relativamente perto do teatro. Cheguei lá e meu relógio marcava: ainda faltavam 10 minutos pro horário marcado nos ingressos, que estavam em minha mão. Parei na porta do teatro, entreguei os convites pra Marcelle, a mais bêbada das irmãs cachaceiras, e fui estacionar meu possante carango.

Quando cheguei na porta do teatro, Drubs me conta:

- Bicho, se você demorasse mais dois minutos pra chegar, a gente iria apanhar aqui.

- Oxe, por quê?

- Vamo entrando que eu te conto: uma mulher chegou aqui, aos berros, perguntando se a gente não iria entrar, que a peça já ia começar e tal. Falei “olha, moça, ainda faltam 10 minutos pras nove”, daí a mulher surtou e começou a gritar, dizendo que no relógio dela faltavam só cinco minutos, e que mesmo que a gente tivesse ingresso a gente ia fica de fora, e saiu batendo os tamancos, falando alto, um verdadeiro piti.

- Vixe! E quando ela disse que vocês iam ficar de fora, você falou o quê?

- Eu disse “tá” e virei a cara. Vou ficar dando trela pra maluca, Jorge?

- Rapaz, que onda. Quem foi essa louca, hein?

Detalhe que esse diálogo se deu enquanto entrávamos no teatro. Quando eu perguntei pra Drubs quem era a louca, já estávamos no foyer do teatro. Uma coroa, loura, com cara de maluca, ouviu minha pergunta e se inflamou. Vira pra mim aos berros…

- A louca sou eu, por quê, hein? Eu que sou a louca, eu que sou a louca!

Aos berros, malandro. Todo o pessoal que tava no Foyer vira pra mim. Eu não sabia onde meter a cara. Em condições normais de temperatura e pressão, eu teria mandado essa mulher se foder. Mas saca quando você é pego desprevenido? Fiquei sem reação com a estupidez da idosa de cabelo mal-pintado lá. Só consegui balbuciar.

- Oxe, ainda faltam cinco minutos pras nove, moça…

- SE EU QUISER NINGUÉM ENTRA MAIS! ISSO É UM ABSURDO, NINGUÉM RESPEITA HORÁRIO NA BAHIA…

E ficou gritando. A galera me resgatou e entramos no teatro, eu não sabia onde botar a cara. Depois de nós, que estávamos em cima do horário – mas ainda no horário, entraram muitas pessoas. Quase todas reclamando da falta de educação da mulher. Suspirei aliviado: não só eu tinha tomado um par de gritos, mas quase todo mundo.

A peça começou com quinze minutos de atraso. Drubs, que não presta, falou bem alto, antes da peça começar:

- Tanta putaria xingando o povo que tá no horário e vocês mesmos não respeitam o horário marcado.

Aí rolou outro treco surreal: um cara começou a bater boca com Drubs, falando que a culpa do atraso era de pessoas que não respeitavam os horários e tal. Drubs reagiu com muito mais nonchalance do que eu – deu de ombros e mandou o cara tomar no cu.

Já eu, que estava amuado e constrangido, fui me afundando na cadeira. Marcele, que, apesar de loirinha e bonitinha e tal, é um verdadeiro peão de obra, me arremata:

- Você é otário, é? Fique com essa cara de cu, não.

26/03/10 | Veja mais | 11 comentários;

Mais uma novidade

Pablo vai ser papai. A informação tava restrita antes, mas agora já tá liberado.

Um país que permite que uma pessoa como Pablo coloque um flho no mundo é um país sem futuro.

E, como já era de se esperar, Pablo, que já foi consumidor, agora será fornecedor: Juliana carrega um feijãozinho na barriga que se chamará Cecília.

Dá até vontade de fazer um filho macho pra passar a pica na filha deles daqui há uns quinze anos.

25/03/10 | | 13 comentários;

Anda faltando tempo

E por isso esse blog termina sambando.

Tô fazendo bilhões de mudanças na agência, contratando gente, comprando computador, procurando uma casa pra me mudar com armas, funcionários e bagagens, e ainda procurando um apartamento pra mim, além de estar solteiro de novo – tudo bacana, não precisa preocupação, mas é o tipo de coisa que sempre mexe com a gente.

A história do meu apartamento é interessante. Moro aqui neste apê há cerca de três anos. No primeiro ano fiz um seguro fiança, o que é o dinheiro mais imbecil que um ser humano gasta na vida. Você paga pra uma seguradora dizer que você tem condições de pagar o apartamento que tu tá alugando. O valor foi menor que um mês de aluguel, daí meti no visa e vamos embora.Eu tinha mandado meu pai enfiar o apartamento dele no cu e não tinha tempo pra ficar preso em tergiversações com urubu de imobiliária.

Tem gente que fica indignada com este tipo de coisa. Não com o fato de eu ter mandado meu pai enfiar o apartamento dele no cu- que estava em petição de miséria e eu arrumei todinho, mas com o comércio legalizado da honestidade. Eu só entendo. Tem pessoas que pagam por sexo. Tudo o mais é passível de negociação, inclusive a confiança e a honestidade – nada mais justo do que pagar por ela.

No segundo ano de aluguel, apliquei a famosa jogadinha de Johnnie Armless (pros menos entendidos no idioma de Shakespeare, dei uma de João-sem-Braço) e fingi que esqueci de pagar. Esse ano, não colou, e nêgo da imobiliãria ficou insistindo pra que eu renovasse o seguro fiança. Fui ver e o valor equivale, atualmente, a quase três meses de aluguel. Chiei.

- Gente, eu nunca atrasei um mês sequer de aluguel. Não quero jogar essa grana pela janela. Tem algum jeito, Tia da imobiliária?

- Jeito, tem: pega o valor de doze meses de aluguel e aplica num título de capitalização na minha mão.

- Tia, deixa de ser pau no cu: se eu tivesse em mãos o valor de doze meses de aluguel, eu te pagava antecipado, né?

- Arruma um fiador, então: ele precisa estar com o nome limpo, ter três imóveis no próprio nome e ser loiro e ter olhos azuis e só utilizar cuecas brancas.

- Não conheço uma viva alma que preencha todos os requisitos, tia.

- Tudo bem, eu abro mão desse requisito de loiro e dos olhos azuis.

- Vai me desculpando, mas liguei pro Antonio Ermírio de Moraes e ele não tá a fim de ser meu fiador.

- Ele tá com o nome limpo?

- Esquece, tia. Como eu faço, então?

- Faz assim: me dá um cheque com três meses de aluguel antecipado. Fica bom assim? Ok?

- Vamo fazer melhor, tia: pega o apartamento e enfia no cu. Fica bom assim? Ok?

Mais uma vez, preciso achar um apartamento a toque de caixa. É um impulso primitivo que me acomete: sempre termino mandado alguém enfiar o aprtamento no cu. Lembro agora – e isso é um desvio no post – de uma menina que ficou ensebando pra liberar a mixaria e eu disse “vem cá, garota, vai liberar não? então enfia essa buceta no cu”. Ela riu e terminou liberando. Mas voltemos ao post.

É muita coisa pra decidir em pouco tempo, daí o bom humor vai pro saco e a disposição de escrever também. Mas tudo é desculpa.

Além disso, o feed do blog tá quebrado, preciso fazer um backup do blog todo, reintalar tudo, mudar o layout e zzzzzzzzzzzzzz. Chego em casa e tô dormindo, tipo, oito e meia da noite.

Demodosquê, anda difícil.

Mas não desistam. Eu tô aí.

25/03/10 | Veja mais | 10 comentários;

Explicando os treco

Seguinte: deu ujma zica no feed dessa bosta.

Vou remontar. Esse final de semana. Se tiver saco.

E aí, talvez, layout novo e pá plis.

mas se der segunda e tiver tudo igual, já sabe: vai dar meia hora de cu e não me torra.

18/03/10 | | Ninguém comentou...Malditinhos!

Filosofia de Buzu

A coisa mais difícil que tem é tentar ser você mesmo.

É muito fácil se perder em expectativas, em promessas, em desejos dos outros.

Não é natural. É preciso, de vez em quando, dar um freio de arrumação na vida pra chegar as coisas pro lugar.

Eu tô tentando.

18/03/10 | | Clap, clap, clap: alguém comentou

Lembra disso?

Puta merda, eu tinha um medo-pânico-cagaço foda desse Cristo, malandro.

Hoje não mais. Mas na épooca eu tinha medo sério desse cristo aí.
Hoje, só me assusta o capeta, aquele com quem passarei a eternidade a jogar baralho, tomando black label.

17/03/10 | | 2 comentários;

Um pitaco de minha voz

Olá, tropa de elite de satanás!

Saudades várias de vocês. Mas, diferentemente do que o teor inicial do post possa sugerir, hoje não tem post – tem algo melhor!

Gravei, há algum tempo, um podcast com a galera do papo de gordo (e mais o Caio, brodi do blogcitário) sobre publicidade. E hoje saiu. Ouça e, finalmente, descubra como soa a minha voz fanha: vai lá correndo e depois vem aqui comentar!

15/03/10 | Veja mais | Clap, clap, clap: alguém comentou

Hoje empenou

Depois explico.

09/03/10 | | 3 comentários;

Assinantes do feed

Queridos que assinam o feed, ou recebem via e-mail as postagens daqui: tá tudo normalzinho?

Eu, daqui, não tô vendo os últmos posts no feed.

Vocês tão vendo?

04/03/10 | | 7 comentários;