Todo mundo se lambendo – ê laiá!

Não sou muito de ver novela.
Normalmente eu tô lendo, estudando alguma coisa, escrevendo algum treco ou vendo alguma outra coisa – séries, filmes, etc.

Isso sem contar quando não tô fazendo alguma coisa realmente bacana – entenda-se bar.

Mas no geral fico na sala, com a tv ligada.
E hoje fiquei chocado com um treco na novela do Manoel Carlos.

É embasbacante a quantidade de corno que tem nessa novela.

O Zé Mayer corneou a esposa pra pegar a Taís Araújo – me parece.
E agora tá corneando a neguinha com a gostosa da Geovana Antonelli.
A mulé do Lázaro Ramos já tá pendurada nos beiços do Tiago Lacerda e por aí vai – todo mundo, de um modo ou de outro, com exceção daquela anã disfarçada de criança que faz o papel da filha da Geovana Antonelli, tá se lambendo.

A vida é meio assim, também.
No geral, o objetivo final do povo é comer gente.

Mas voltemos à vaca quente: a gostosa da Geovana Antonelli, segundo me parece, tá dando apenas pro Zé Mayer, mas demonstra ser do tipo que, bem conversada, libera quinze minutinhos de xoxota por qualquer paçoca.

Nada contra quem libera a xoxota por paçoca.
Pior mesmo é quem dá de graça.
Se eu fosse mulher – e, claro, se eu fosse detentora de apenas 7.8% da gostosice da Antonelli -  só liberaria o periquitão em troca de muita grana.

Office boys.
Gente que compra roupa na C&A.
Motoboys.
Peões de obra.
A nenhum destes deveria ser permitida a prática fodetiva-copulatória.

(a despeito de meus protestos, os pobres permanecem fornicando e copulando, uma vez que permanecem se reproduzindo e não há indícios de reprodução por cissiparidade na espécie humana).

Mas eu, sendo mulher, jamais liberaria a mixaria pro brodi pobre.
Já pensou?

Não é que eu fosse virar puta (a possibilidade não é totalmente descartável), mas jamais daria pra gente, por exemplo, que anda de ônibus.

“E aí, gata, vamo tomar um ki-suco e comer um hot-dog? Depois a gente vai naquele motelzinho e pá… tem uma promoção massa: vire a noite e ganhe um copo de mungunzá… bora?”

aff. jamais.

É surpreendente que eu tenha, na vida, conseguido comer gente andando de ônibus, como andei muito na vida. E nem é dizer que comia aquelas negas nas quais ninguém quer passar a jambreta – comia meninas de família, gente de bem.

É surpreendente.

Mas eu me disperso e na verdade falava da Geovana Antonelli. Eu, sendo ela, só daria pra gente que pudesse me proporcionar coisas chiques e ricas e finas.

Xoxotacard é o cartão que mais abre portas no mundo, e a mulherada não se liga nisso.
Todo cara fica um completo imbecil diante da oportunidade de meter a vara numa nega.
É desnecessário dizer que as mulheres poderiam ser donas do mundo, se quisessem.

Mas voltemos aos cornos.

A letícia Spiller é chifruda nessa novela, e realmente só numa obra de ficção o cara preferiria dançar lambada nu e deitado com a Camila Morgado. Tudo bem que o cara que come a Camila Morgado tá comendo também a doméstica mais deliciosa que já esteve em uma novela na vida. Mas aí fica a pergunta:

Um cara que come aquela doméstica precisa realmente comer mais alguém? Sério?
Outra: todo mundo come as domésticas da novela.
O sindicato daqui a pouco reclama.
Os office boys e Peões de obra, também. Afinal de contas, se os patrões passarem a comer todas as domésticas, a galera pobrinha vai ficar na base da bronha?

Veja você: uma simples novela implementa a quantidade de gente punheteira no mundo. E nem precisa botar a doméstica moreninha de calcinha.

É isso. Cabou o post.
Isso foi o que consegui identificar rapidamente em dez minutinhos de novela.
Deve ter mais corno na novela.

Ou, quem sabe, até mesmo atrás deste teclado – nunca se sabe.

E, obviamente, nem tô levando em consideração você, querido leitor, que me lê neste momento.