And no religions too
Estilingado por Jojó da Babá 07/02/2010 às 20:58
Na verdade, pessoas razoavelmente inteligentes já sacaram que a vida não tem lá muito significado. É aquilo mesmo: tomar cachaça, trabalhar, pagar contas, comer gente e vamo simbora.
Aí, pra não pirar na batatinha, a gente se apega a alguns rituais.
Coisinhas que a gente faz pra preencher a imensa e sonora vacuidade absoluta que é a existência humana.
Tem gente que reza.
Tem gente que fala mal dos outros.
Tem gente que bebe.
Eu ouço Beatles.
Já tentei rezar, mas não rola. Me sinto meio idiota falando sozinho.
Falar mal dos outros eu pratico com alguma constância, mas acho mais divertido falar mal dos outros na presença dos outros – ou aqui no blog. E beber, como vocês sabem, é um hobbie e uma alegria.
Alcoolismo, alimentado pingo a pingo.
Até os 40 anos eu chego no nível de um Leminski – não na escrita, mas no que se refere à vodka. Vocês entenderam.
Demodosque só me restam os Beatles.
Cada um com suas obssessões e vamos adiante, ok, malandragem?
E, como todo Beatlemaníaco, acho que tudo que os beatles fizeram depois de separados é menor e desinteressante. “Imagine”, do Lennon, pra mim não é sequer comparável aos famosos versos “she was just seventeen – and you know what i mean” de “I saw her standing there”.
“You better run for your life if you can, little girl” é melhor que os três discos que o George Harrison vomitou no “all things must pass”.
Mas eu venho tentando ser uma pessoa melhor, e hoje até admito que algumas raras canções de Paul e John, sozinhos, conseguem fazer com que a vida pareça ter um pouco mais de sentido. Ouvi isso aqui do Paul McCartney e fiquei sinceramente emocionado – é daquele filme lindo com a Sandra Bullock e o Keanu Reeves:
Aliás, isso é uma coisa que precisava falar: todo mundo fica incensando o Lennon dizendo que a carreira solo dele era mais significativa que a do resto dos caras, mas isso é uma idiotice. Essa canção do Paul vale, sozinha, uns 3 discos loucos do John. O melhor de Lennon pós-beatles é o plastic ono band, ainda claramente influenciado pelo estilo “baladão-pra-animar-puteiro” que é tão característico das canções de Paul.
Essa aqui, por exemplo, é John Lennon com toda a vibe kitsch de Paul McCartney.
Música boa assim até faz com que a vida pareça ter algum sentido. Pra mim, funciona desse jeito.
Nhé.
3 Comentários em “And no religions too”
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Erick Rabello falou:
07/02/2010 em 21:08Eu acho Paul o mais brilhante dos 4.
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@Vitorsemc falou:
07/02/2010 em 21:27você sabia que as mulheres do maharaj eram gordas?
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Hiram falou:
07/02/2010 em 21:42rpz, esta sandra Bulock é linda. Ela me lembra a ivete sangalo. Ah! a canção do Paul também eh linda. Sempre gostei mais do som dele do que do john.













