Obsessões – algumas

Só pra constar: é o primeiro post que escrevo deitado em minha cama.
Sim, é um notebook. Meu. Não dava pra trazer o imac pra cama. Ou até daria, mas o esforço teria de estar relacionado com algum tipo de fantasia sexual pouco ortodoxa, o que não é o caso.
Sim, é uma rede wifi. Eu que fiz.
Sim, é em minha casa (poderia ser num motel, oras, vai saber. Aliás não poderia, não: qual a utilidade de uma rede de internet num motel? tirando a possibilidade – rara – de você espichar o braço pra pegar o celular e tuitar “cabei de gozar na boca da Sandy – aquela mesma – epic win!” não vejo utilidade no treco.

Aí noutro dia falaram pro Jojó (pelé speech third person mode on) “ai, acho um porre esses posts que você fica dizendo que tem as coisas, que comprou isso e aquilo”.

Jojó trabalha, Jojó merece, ora pitomba (pelé mode off).
Qual a graça de botar uma rede sem fio dentro de casa se não puder compartilhar isso com a patuleia?
Eu adoro despertar sua invejinha.
Eu adoro pensar que você lê e pensa “velho, se esse bocó foi lá e meteu um notebook, também vou meter”

Falo por mim: essa inveja me move.
Vejo um amigo – você mesmo, fábio bomba, nem se esconda – com um celular touchscreen foda da blackberry e penso “eu tenho que ter uma porrona dessa também”.

Eu sou assim desde de pequeno.
Mas aí são meus traumas – acompanhe que eu sei que você curte, seu psicólogo amador de meia pataca:

Eu queria um atari.
Aí meu pai me deu um dynavision.
Na época em que já tinham lançado o master system.

Meus primos, claro, já tinham um phantom system.

Aí eu pedi um master system, e ganhei, mas só quando ficou barato.
E adivinha: o master system só ficou barato quando nego inventou o mega drive, que era mega foda.

Isso marca um ser humano.
Imagina essa sensação de estar na rabeta tecnológica do mundo aos 8 anos de idade pra um menino nerd que nem eu (nerd sim, oras, afinal quem fica nessa que nerd não bebe e não come gente é otário).
Por isso, fica aqui minha dica de educação: não negue nada tecnológico que seus filhos vierem a te pedir.
Eles podem se tornar monstros abjetos mergulhados em egoísmo, tipo eu.

Mas, passado o aparte tecnológico, voltemos a meu notebook e minha rede wi-fi.
Ok, eu me dei bem. Mas você se deu bem também nessa, danadão.

Pensei na miríade de possibilidades.
Agora, posso postar cagando.

Imagina o que virá nos próximos posts… hein, hein, hein?

Com pesar e também esperança (agora em definitivo, com um post por dia e, em breve, com novo layout)
Jojó da Babá.

21/12/09 | Veja mais | 3 comentários;

3 Comentários em “Obsessões – algumas”

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