Justificando
Eu espero que vocês tenham notado que não teve post de feliz natal – seu cu no meu pau - nem nada disso. Foi uma proposital ausência de posts.
Fiz questão de ser assintoso quanto a isso.
É uma reinterpretação e apropriação do Wu Wei por este blog lazarento.
Não posso exigir tanto de sua cabecinha ressaqueada, por isso cabe explicar que Wu Wei seria, mais ou menos, a ação pela não-ação. Filosofia do povo de olhos puxados.
Vejo muito blog dizendo que detesta o natal e sucumbindo, nos instantes finais, mandando ho-ho-ho e abracinho e feliz natal, feliz channukah ou feliz qualquer merda.
Coerência é fundamental.
Não ver graça no natal e mandar felicitações equivale ao ateu que se converte no leito de morte.
Coisa de cagalhão.
Que Deus me livre disso.
Hei de morrer achando que é só isso mesmo.
Aliás, isso me faz refletir sobre religiões e todas essas coisas e só me ocorre que gente que acredita em reencarnações e vida após a morte se apóia nessa crença pra ser escroto agora e compensar depois.
Comigo não, malandragem.
There´s one shot. Only one.
Ou a gente faz o treco certo agora e deixa uma marca ou babau.
Mas o post não era sobre isso.
Este ano, estive muito, muito perto da possibilidade de ficar em casa sozinho derrubando um red label. Seria um natal massa. Acabei fazendo o tradicional circuito do peru com farofa mesmo na casa de parentes e da brodagem e zzzzzzzzzzzz.
O bom do natal é que acaba logo.
Podemos, todos, voltar a ser egoístas e miseráveis como sempre.
