Da série “raciocínios elaborados da MPB”

Jorge Vercilo é uma placenta. Jogaram o bebê fora, criaram a placenta e hoje ela se chama Jorge Vercilo.

Não ouço, mas tô sem mp3 player, daí no carro é rádio, e, nas únicas rádios que prestam, de quando em quando toca Jorge Vercilo, a placenta.

Aí tem uma música que fala do homem-aranha.
Que, inclusive, devido a um erro besta de prosódia, vira homi-aranha na letra da canção.

Você não conhecia o Stanley Jordan, mas essa merda eu sei que você conhece.
Ele, o homem-placenta, numa noite viril de perseguição (rimando edifício e precipício) vê a nega.

E vira dono de casa.

Acordado a noite inteira pra ninar nenê.
Trepado no telhado pra consertar a antena da tv.
Ou seja: o cara era homem-aranha, mas mete uma antena das antigas no telhado do barraco e canta isso como se fosse felicidade pra nega.

Sem tv a cabo, a felicidade é praticamente inatingível.

A nega pega o homem aranha e leva, na verdade, a Miss Doubtfire.
Uma babá quase perfeita.

Eu, sendo a menina, ficaria puto.
Mas ele canta o treco como um sonho idílico de felicidade.

Tipo: eu era super, eu era especial, mas abandono tudo isso pra ser um cara comum envelhecendo ao seu lado assistindo Zorra Total com chiado.

Se é isso a felicidade, me deixe fora.

22/12/09 | Veja mais | 8 comentários;

8 Comentários em “Da série “raciocínios elaborados da MPB””

  • Vitorsemc falou:
    23/12/2009 em 0:00

    Jorge Vercilo tá no fim de carreira, relaxa que já já passa. Outro dia ele tocou de graça na CANTINA na Unifacs. Pensa aí o nível ex-bbb que ele chegou.

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