Sou foda
Na moral? Falar de mim é fácil: difícil é ser eu.
Tipos, people: mesmo sem escrever há dias (alguém além de mim notou?) eu continuo pautando discussões acaloradas web afora.
Xô contextualizar.
Ele, o descendente de Motumbo – príncipe roludo africano -, o peralta neguinho carvoeiro do pastoreio, vulgo Pablo, anda aprontando peraltices em seu blog.
hello moto tililim – toca meu telefone:
- Véio, tá em casa?
- Não, tô na rua.
- Ahhh… (decepção). Puxa, coloquei um recadinho lá no blog, se você estivesse em casa, ia falar pra você dar uma olhadela.
Meu pior defeito dentre todos os dois é a curiosidade (o outro é a humildade exacerbada). Corro pra casa. E o danadinho, o exemplar careca do diabinho da garrafa havia feito uma carta aberta, em seu blog, pra namorada.
Não pra namorada dele, uma vez que ele é casado – e muito bem casado – com a versão mineira e risonha do curupira. Mas pra minha. A carta é um treco engraçado DEMAIS – pra mim, pelo menos. Ri igual imbecil. Se liga num trechinho:
Ainda não tivemos o talvez prazer de nos conhecer pessoalmente, mas seguramente posso afirmar que não gosto de vc. E tenho motivos, ou pelo menos tenho enquanto:
· Vc não deixar de lado a postura de Lombardi e passar a se tornar real e porque não palpável.
· Não passa essa primeira fase do namoro de vcs. A fase mimimi onde nenhum dos dois quer abrir mão do convívio sexual em detrimento do, tão importante quanto, convívio Butecal.
Claro que já tinha comentários. Claro que as irmãs cachaceiras vibraram nos comentários. Claro que eu adoro um fuá.
Viro pra namorada e falo:
- ô namorada, tem recado pra você no blog dos outros.
- E é? (risada maléfica). Xá comigo. Vou responder.
Eu conheço namorada. Ela é que nem eu: não presta.
Eu já sabia que vinha porrada.
Fiquei com medo. Tergiversei.
- Relaxa, namorada, é brincadeira.
- Também vou brincar (risada maléfica again).
O comentário dela foi estilo voadora do zangief: pulou com os dois pés nos peitos do jovem:
…E, por fim, Vsa deveria lavar a boca com água e sabão antes de proferir meias-verdades sobre o comportamento do Sr. Jorge.
Eu reagi:
- Porra, namorada, aí pegou. Como é que manda o amiguinho lavar a boca com água e sabão?
- Aqui não é programa da Xuxa, malandragem: quem disse que a vida é justa? Quem quer moleza senta num pudim.
Conhece esse discursinho, né?
É daqui.
Malandragem, eu me senti meio Dr. Frankenstein!
Neste momento eu entendi que eu criei um monstro.
Ela leu meu blog todo.
Isso deve fazer algum mal pra cabeça do ser humano.
Namorada é miserê. É a versão feminina do jojó da babá.
É tipo a Cacá da Babá.
Namorada é que nem eu: joselita. Só brinca na canela!
Teve a historinha do zé mayer, você acompanhou…
No outro dia, mesmo, eu disse “tô com dor de cabeça” e ela deu uma dentada no meu crânio.
Não é uma coisinha adorável?
Eu curto. Bem agradável.
Pablo respondeu novamente e nem sei o que virá.
Mas não vem resposta light.
E tipo, só pra lembrar: mesmo em off por uns dias eu ainda gero discussões acaloradas. Sou foda ou não?
(aguardo as pedradas)
