O elogio à pobreza – agora escrito num português de gente decente.

A situação no Brasil não poderia ser mais diferente. Nossa cultura católica ao mesmo tempo em que estimula uma certa ostentação da riqueza (comparem uma igreja católica e uma luterana), também estigmatiza a riqueza como um pecado mortal. Aqui, uma grande fortuna é sempre suspeita: no imaginário popular, o milionário não é alguém que trabalhou mais duro do que todos, mas provavelmente um grande corrupto, um bandido, alguém com esqueletos no armário.

A classe média-alta brasileira fica presa num paradoxo esquizofrênico no qual ela se vê obrigada a reclamar de falta de dinheiro o tempo todo (“esses impostos escorchantes!” etc) ao mesmo tempo em que não pode deixar de trocar de carro todo ano, senão pega mal na firma (“o que é que vão pensar de mim!” etc). [...]

Alex Castro (leia o resto no link) é um dos caras que não conheço – desses que circulam meio em off pelo mundo – com que eu gostaria, realmente, de tomar uma gelada e bater um papo. Ele é foda, tem uma puta cabeça e escreve coisas que deveriam ser absurdamente óbvias – mas que de óbvias não têm nem a casca – em seu blog, intitulado Liberal Libertário Libertino. Sinto um prazer sincero em lê-lo – e você deveria fazer o mesmo.

Esse texto dele tem uma temática muito próxima daquele meu chamado O Elogio da Pobreza. O dele é menos fluxo de pensamento, mais estruturado e obviamente mais claro em seu posicionamento – com o qual concordo integralmente.

Bom saber que tem gente que pensa assim também – ainda mais em saber que é gente do calibre de Alex.

22/09/09 | Veja mais | 3 comentários;

3 Comentários em “O elogio à pobreza – agora escrito num português de gente decente.”

  • Marcelo falou:
    23/09/2009 em 11:58

    Adorei, aliás, adoro quem verbaliza essas coisas. Quem fala abertamente e de forma sincera de assuntos como: inveja, ser rico, promiscuidade etc..
    Sempre tomei um “cala boca” do meu pai por falar dessas coisas de forma nartural.
    RS, sempre nossos pais!

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    Jorge Martins Reply:

    @Marcelo, esse é o tríduo do DGI: inveja, riqueza e promiscuidade.

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