Beirut em Salvador vira, claro, uma enorme putaria

Ê, Bahia velha de guerra…
Xõ contar o treco, malandro.

Algum cara bacana e inteligente teve a ideia luminosa de trazer o sanduíche do habibs Beirut pra Salvador. Beirut é o sanduíche do habibs que se come bêbado na volta do reggae a banda do Zach Condon, um brodi americano que viajou pro leste europeu ainda adolescente, deve ter tomado todas as vodkas e bebidas destiladas oriundas de lá em pubs apertados e prostíbulos clandestinos e, na volta, resolveu fazer uma banda que tem essa pegada bem ciganada e tal.

Você, cachaceiro inculto e cabeçudo que só vai pra show pra balançar, ficar bêbado e pegámulé, obviamente não conhecia o Beirut.

Eu te perdoo, sérião.
Tintendo, negô, tintendo de verdade.
Pegámulé é bão. Ficar bêbado é massa.
Destimodos, malandragem de papito, pegámulé bêbado é um resumo da felicidade vindoura no paraíso.

Daí que você gastou toda a sua energia e uma soma rocambolesca de neurônios nisso, não conhecia o treco, e titio vai te contextualizar, num mini-cursinho que é um pitéu de boa vontade da minha parte.

Beirut é, basicamente, a banda que o Rodrigo Amarante, dos Los Hermanos, faria se tivesse feito um intercâmbio cultural na eslováquia e se batesse com o Alex Kapranos, do Franz Ferdinand, em um puteiro da europa oriental.

Não pegou, né? Não foram boas referências?
Bom, vamo pro tiro de canhão.
Aula rápida dos tempos mudernos tem datashow, e nosso blogueeeenho não poderia fugir à regra: saca essa música da série capitu, chamada elephant gun?

Pronto: isso é Beirut.
Pausa para palmas. Quem não tem mão pode aplaudir arremessando o cotoco de punho contra o próprio rosto.
clap clap clap.

Considere-se aprovado no rápido cursinho. Você acaba de se tornar um dos maiores fãs e conhecedor TOP de Beirut da capital baiana. Afinal de contas, 90% das pessoas que estiveram ontem no show de Beirut, no Teatro Castro Alves, em Soterópolis, conheciam apenas Elephant gun.

Eu conhecia o Beirut e, sinceramente, nem gosto muito de Elephant gun.
Prefiro Nantes:

Sentiu a pegada de arrocha? So…

Anunciaram que Beirut vinha pra Salvador. A expectativa crescendo. Ingressos para a Fila U do TCA.Tava valendo.

Daí, essa semana, eu me liguei que não era, na verdade, um show do Beirut, mas uma apresentação do Percpan, ou Panorama Percussivo Mundial, inventado pelo nosso maconheiro mor Gilberto Gil. Ou seja: haveria duas outras apresentações antes do Beirut tocar.

Saí correndo do trabalho pra não perder o horário.
Chegando no teatro, aquele esquema indie-alternativo. Todo mundo de óculos coloridinho. Todo mundo vestido de trapinho. Todo mundo com aquele visual de que acordou de levantar da cama sem pentear o cabelo e pá, foi pro show.

Xô fazer um resumo das duas primeiras apresentações:

- Apresentação 01: um francês maluco e fumado batucando nas paredes e no palco do TCA. Começou bem, com uma parada misturando uma percussão num tonel de latão e um vídeo, mas depois que ele começou a fazer percussão com uma bacia de água, malandragem, o treco foi ladeira abaixo.
Nego fazendo aquela carinha de “tô entendendo tudo”, “arte moderna é minha praia”, “sou antenado”. Eu fazendo piada de quase tudo.

- Apresentação 02: uns japas vestidos de dragon ball z. Um japa mete um treco na boca e começa a fazer “tóin”, “tóin”, “tóin”, “tóin”… namorada vira pra mim e arrebenta: “parece que tão puxando o bigode de um gato de desenho animado”.
Crise de riso. Durante o show quase todo. Umas cochiladas.

Duas horas de sofrimento depois, intervalo. Me bato com uma amiguinha, ela diz “Beirut ficou pro final porque os caras vão tocar até de manhã”. Apostei: “100 conto como esse show vai durar uma hora, uma hora e quinze no máximo”.

Começa Beirut. A primeira música, claro, foi Nantes. Por mim, depois dessa, eu poderia ter ido embora. O cantor, visivelmente, fez uso de uma quantidade pantagruélica de substâncias psicotrópicas e tava doidão alterado.

Isso eu não vi. Na verdade, li hoje de manhã no twitter. Afinal de contas, quando você está na fila U do teatro e diz que notou visualmente alguma coisa do show, você está mentindo.

Daí ele cantou Elephant gun, fez umas firulas, falou em um português surpreendentemente claro e articulado e achou que tava num pub na escócia. “Vocês poderiam se levantar e chegar aqui perto do palco?”

Você, malandro de Salvador, sabe o que isso significa.
Hordas e hordas de uma manada selvagem pulando por sobre as cadeiras do teatro mais respeitável da Bahia. Gente se acotovelando. Virou putaria. Virou carnaval. É a única linguagem artística que a Bahia entende.

Daí o cantor foi mais longe: “vocês poderiam subir no palco aqui comigo?”.
Man, fodeu. Mais de 600 pessoas em cima do palco. O povo se estapeando. Gente dançando arrocha.

Nós, sentados que estávamos em nossas cadeiras, permanecemos vendo aquela cena dantesca. Roubaram um microfone. Uma trupe de seguranças empurrando o povo de cima do palco. Um produtor dá um berro “gente, roubaram um microfone aqui. Dá pra devolver?”

E a patuléia começou a gritar “de-vol-ve, de-vol-ve”

Realiza a cena. Uma menina subiu no palco, catou um microfone e meteu na bolsa. O povo grita e, digamos, ela resolve se entregar. “Ok, gente, fui eu, taqui o microfone”. Qual seria o próximo grito de guerra da patuléia?

a) “Pi-ra-nha”, “Pi-ra-nha”, “Pi-ra-nha”!
b) “La-dro-na”, “La-dro-na”, “La-dro-na”!
c) “Eu que-ro”, “Eu que-ro”, “Eu que-ro”!

Uma hora e quinze de show, a banda vaza. O povo pede bis. Um produtor sobe no palco e chuta:

“Olha, eles vão voltar pra fazer mais duas músicas. Mas, por favor, desçam das cadeiras”.

Não fiquei pra ver.
Vergonha não define.

Fui embora com a certeza de que Salvador é uma choça.

Guarde este texto. Envie pra brodagem amiga, imprima e cole no fundo da porta do seu quarto. E, toda vez em que você vir um show grande internacional chegando em Sampa e no Rio e se perguntar porque que Salvador não faz parte do circuito, releia.

UPDATE: OIha o vídeo da invasão…

05/09/09 | Veja mais | 68 comentários;

68 Comentários em “Beirut em Salvador vira, claro, uma enorme putaria”

  • Caio Costa falou:
    05/09/2009 em 9:17

    Really, man? Cacete, o pior que não dá pra negar que essa putaria baiana tá no sangue na maioria da população. E se por acaso alguém botar essa bagunça no YT, as chances de uma banda internacional vir pra cá cai a quase zero por cento.

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    Jorge Martins Reply:

    @Caio Costa, não tenha a menor dúvida que esse vídeo, já já, cai na web. Aguarde o dia de hoje. Quem vir algum vídeo desses, me fala que eu coloco no post.

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  • Dani(ela) falou:
    05/09/2009 em 12:08

    (meu comentário daria um post, mas vamos lá…).

    já desconfiava que não seria ‘um show’ quando não achei no ingresso o nome dos caras. mas tá… Zé povinho gosta de ser enganado; a gente quer ver Beirut, eles querem mostrar as novas vertentes da percussão (em nós, goela abaixo).

    sobre a invasão alienígena: meu, fiquei congelada na cadeira vendo aquilo. sabe vergonha alheia, pelos outros…??
    tá que ele tava trilouco, e “se fudeu porque não esperava que a faixa de gaza invadice o Beirut”, mas eu, lady que sou, no meu lugar estava e fiquei.

    odeio com todas as forças uterinas neguinho descabelado, de chinelo, pagando de bicho grilo, de descolado, de (como vc disse) “tô entendendo tudo”. queria esfolar dois que ao longo da árdua espera soltavam pérolas. não entende, se cala f.d.p. ignorância recolhida é pum que não sai e não fede.

    bem, ele tocou as melhores que carrego no mp3. valeu por isso.

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    Jorge Martins Reply:

    @Dani(ela), eu gosto bastante da banda, mas não posso dizer que saí feliz. Pena que nao te encontrei lá (também, se encontrei, nem sei, uma vez que nem sei como é sua cara).
    Mas que eu senti uma vergonha fininha de ser baiano, ah, isso eu senti.

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  • Álvaro Andrade falou:
    05/09/2009 em 12:48

    O show de Salvador foi um desastre, mesmo a banda sendo realmente muito boa.
    Zach estava completamente embreagado, e os adolescentes alucinados e histéricos compuseram o resto da bagunça.
    Uma vergonha para a banda… dos adolescentes eu esperava tudo, mas a Beirut agiu com uma imaturidade que eu realmente não esperava deles.
    Beba, encha a cara do que quiser, eu até acho legal. Mas faça o show direito. Eles não tocaram mais de meia hora e bagunçaram tudo.

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    Jorge Martins Reply:

    Olha, velho, até onde vi, deu uma hora de show.Mas sua opinão está corretíssima.
    Fica doido é joia, desrespeitar os outros é out.

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  • Déia falou:
    05/09/2009 em 13:53

    Porra Jorginho vc se superou, num costumo comentar, mas esse texto tá foda!
    Adorei!
    Um amigo me encaminhou não sabia mas desconfiei que era seu.
    Beijo!
    Tou com saudade.

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  • Déia falou:
    05/09/2009 em 13:55

    Mas veja bem, baiano é educado sim!
    Afinal o cara convidou!
    Imagine ele deve ter feito um esforço p/aprender algumas palavras em português e foram aquelas, seria até uma desfeita a galera não subir no palco.

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    Jorge Martins Reply:

    @Déia, é um modo de ver o treco. Outro é notar que o povo roubou até microfone.

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  • Cris falou:
    05/09/2009 em 14:10

    Ainda bem que eu não fui! rsrsrs
    Infelizmente a redução de valores em ingressos para beneficiar uma plateia mal educada só é a prova que tudo que é barato vira arrocha ou pagode.

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    Jorge Martins Reply:

    @Cris, nem tudo precisa ser assim. Não acho que educação é uma coisa de grana, necessariamente… Veja meu caso, que sou um lorde e pobre de doer. ;)

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  • Carlota falou:
    05/09/2009 em 19:20

    Seguinte. Eu fiquei com vergonha de ser baiana. Muita. Eu sempre critiquei os paulistas que sacaneavam baianos em SP enquanto morei por lá. Desta vez eu apoio todos eles. O que ví ontem no show do Beirut foi muita falta de respeito, falta de educação e ignorância. Sabe quando vc participa de um passeio de escola na 5ª série e a “tia” tem que te dizer como se portar? Foi mais ou menos isso. “Pedimos a gentileza de não subirem nas cadeiras”, “Devolvam o microfone” são frases que vão me fazer corar por algum tempo. Era nítido que muita gente ali dentro nunca tinha entrado no TCA. Gente mal vestida, sem modos, atrasada e mal educada. Desculpa, mas não é isso que eu quero pra mim. E vc tá certo, Alfredo, quando questiona qual é a imagem que os caras do Beirut vão carregar de Salvador: “Nunca mais piso aqui”. E mais ainda quando diz que Salvador nunca entrará para o circuito de shows internacionais. Merece ser essa joça mesmo. Burn Bahia, burn.

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    Lia Reply:

    @Carlota, hahaha…
    A temporada em S. Paulo te fez bem. Conseguiram te moldar direitinho para o gosto burguês da falsa elite baiana!

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    Jorge Martins Reply:

    Pedimos a gentileza de não subir nas cadeiras, no Teatro Castro Alves, sintetiza tudo.

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  • Beirut falou:
    06/09/2009 em 8:33

    “Chegando no teatro, aquele esquema indie-alternativo. Todo mundo de óculos coloridinho. Todo mundo vestido de trapinho. Todo mundo com aquele visual de que acordou de levantar da cama sem pentear o cabelo e pá, foi pro show”

    Gente mal vestida Carlota?!

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  • Diu Mota falou:
    06/09/2009 em 11:17

    O ” toca Rauuulll” que ouvi no começo da parte do ‘vale tudo’ já me assutou.
    Não fui e me lamentei pelo Beirut, claro.
    Geralmente me envergonho pela pessoa, entende, que nem desconfia do seu ato inconveniente e sobrecarrega a minha lucidez.
    Se estivesse lá, ia esconder meu rosto, achando que a minha cara também estava cheia de ‘pintura de índio’…

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    Jorge Martins Reply:

    @Diu Mota, quem não subiu no palco ganhou fama sem proveito.

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  • Lia falou:
    06/09/2009 em 12:29

    Por favor, vamos deixar de hipocrisia! Em qualquer outro lugar do Brasil isso teria acontecido (ou não?!), o cara não chamou pro palco? A culpa foi de quem? E será que as bandas internacionais não vêm pra cá por causa disso, ou será que é porque não há investimento público e o baiano não tem dinheiro para pagar pelo valor do ingresso dessas produções?
    Valha-me Deus!

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    Jorge Martins Reply:

    @Lia, não entendo onde está a minha hipocrisia – se você apontar onde, no texto, eu estou sendo hipócrita, fica mais fácil. E mais: em qualquer lugar do mundo onde ocorresse algo parecido (artista bêbado chama o povo pra subir e alguém rouba um microfone) a falta de educação seria a mesma.
    E bandas internacionais não vêm pra salvador porque somos uma cidade pobre, que não valoriza arte e cultura, e somos mal-educados. Achamos que show que nao tem cachaça e pegação não vale a pena. Eu ou você podemos pensar diferente disso, mas 90% da galera de salvador pensa assim. Ou não. Quero crer que não.

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    Lia Reply:

    @Jorge Martins, falei de hipocrisia porque não acredito que isso aconteceria somente na Bahia, e as pessoas ficam chocadíssimas e empurram a culpa para o modo de ser do baiano. Se como vc mesmo disse, seria falta de educação em qualquer lugar do mundo, pra quê falar que é coisa de baiano! Depois, vc chegou ao ponto: a cidade é pobre. Não tem dinheiro para pagar essas produções. Nunca ouvi nenhum depoimento de artista sobre não vir por causa da falta de educação do povo… pague o cachê desses caras pra ver se eles não vêm correndo!

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  • Alexandre falou:
    06/09/2009 em 13:44

    Jorge, no coments… Cara, inacreditável o que aconteceu. Como sempre, vc fez um texto do caralho !!! E confesso que se não fosse o vídeo poderia até achar que vc tinha exagerado… Ê, Bahia…

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    Jorge Martins Reply:

    @Alexandre, brigado, cara. Foi um relato, na medida em que dá pra ser, fiel ao que ocorreu. Veja com quem foi lá.

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  • DoArrocha falou:
    06/09/2009 em 18:44

    Culpa da cultura baiana? Primeiro essa galerinha aí que foi pra esse show não se considera baiano. Todos eles queriam ser londrinos, (leste europeu não, lá tem muito pobre, mamãe ia me fazer trabalhar cedo e não teria dinheiro pra me dar carrinho) meter asfalto na praia e devem apoiar aquele professor de medicina que esculhambou a cultura baiana. A Banda é que fez um convite, e se tem algum culpado são eles. Ora! Quanta hipocrisia! Aproveitaram a oportunidade para negar, como fazem todo o sempre, o local onde nasceram. Triste são vocês!

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    Alexandre Reply:

    @DoArrocha, seu nick name não podia ser mais adequado, véi…

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    Jorge Martins Reply:

    @DoArrocha, vamo conversar, oukeys, bro.
    Essa “galerinha”, obviamente, me inclui. Não queria ser londrino. Não queria ser do leste europeu. Sou de nazaré das farinhas, com orgulho, e baiano e cachaceiro e folião de carnaval e tudo o mais.
    Talvez, na verdade, eu quisesse mesmo viver em uma cidade com mais gente educada, em que as coisas não virassem oba-oba. So isso.
    Asfalto na praia é uma grande ideia e aquele professor de medicina é um imbecil. E você também demonstra ser quando não consegue entender que ROUBAR UM MICROFONE é motivo de vergonha alheia.
    Poderia ter acontecido em qualquer lugar. Aconteceu aqui e, por ser a cidade onde vivo, me envergonhou.
    Se você lesse este blog com o mínimo de frequência, entenderia que eu sou um baiano apaixonado pela minha terra – e já externei isso em diversos posts. Mas existe uma diferença enorme entre amar uma cidade e se deixar cegar por esse amor.
    Salvador é uma cidade pobre e mal-educada, a desplante de diversas outras coisas bacanas que existem por aqui. Não ver isso é sinal de estreiteza intelectual.

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    DoArrocha Reply:

    @Jorge Martins, que é que tem a ver um roubo de microfone com o fato de ser baiano? Só se roube microfones e outras coisas aqui, é? Hum, tá… É esse tipo de associação que é inaceitável. E desde quando este povo que estava no TCA são os autênticos representantes da “cultura baiana”? Há isso, por sinal? Fui no show de sábado e foi tudo muito tranqüilo, assim como outros tantos, o de Gil na terça, por exemplo. Não fui na sexta porque não suporto esse povo metido-a-inteligente-apesar-de-nunca-ter-lido-um-livro.
    Cara, eu entendo você, piro também porque alguns artistas não vêm pra cá, e de fato a mercantilização da cultura aqui atingiu patamares nunca visto em outro lugares, o que torna a música não uma relação em si, mas uma mídia, algo para mediar processos (do capital) e relações sociais fetichizadas. Mas o capital e seus gestores não são burros, e isto aconteceu por essas bandas exatamente pelo contrário que vocês apontam: aconteceu porque a Bahia é um dos lugares mais ricos culturalmente. Daí o problema: você acaba fazendo coro com aqueles que confundem cultura com manual europeu de comportamento, e não como expressão autêntica de um povo, e faz isso exatamente quando a Europa e todos os cantos de cultura ocidental sofrem uma super crise de criatividade (e nós não, apesar da mercantilização). Que tal inverter a lógica e tentar buscar culpados por isso, pelo fato de bons artistas não vierem para vá, nas elites e não só no povo, que daqui é sofrido pra caralho e ainda consegue ser feliz e criativo? E nunca se esquecer, já que joga sua opinião nessa mídia, que tomar partido é sempre uma opção estratégica e que se não feita com cuidado, acabamos endossando aqueles que, mais à frente, vão nos atropelar.

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    Jorge Martins Reply:

    @DoArrocha, vamo ponto a ponto:
    a) não associei o fato de ser baiano e roubar microfone. Mas aconteceu aqui. Como diversas coisas parecidas rolam adoidado em shows na bahia. Me envergonha. Se não rola com você, ok: você é um afortunado.

    b) quem tava no TCA não representa a cultura baiana. Não afirmei isso. Mas representa uma parte, sim. Agora, eu afirmo.

    c) Quando você fala que a Bahia é rica culturalmente, nem há do que discordar. Não é esse o ponto da discussão. Falamos de outras coisas aqui. Educação doméstica, por exemplo. Cultura não é o que está em nenhum manual europeu de coportamento, mas apelar pra pós-modernidade pra justificar a falta de decoro é um dos meus grandes pontos de atrito com os intelectuais pós-modernos. Se for assim, fica fácil justificar tudo. Eu discordo veementemente disso. Nem tudo é justificável. Nem toda expressão cultural é positiva. Eu tenho valores, orgulho deles e sinto uma tristeza danada de constatar que, com esse discurso da pós-modernidade, um cd pirata de arrocha passa avaler tanto quanto shakespeare. Pra mim não vale. Mas é ÓBVIO que cada um pensa como quiser, né?

    c) Você afirma que todos os mercados passam por uma crise de criatividade e nós não. Não é verdade. Nem todo mundo passa por essa crise e o mercado baiano passa, sim, em algumas circunstâncias, pela síndrome de repetir fórmulas. Nem tudo é límpido e claro.

    d) Atirar “nas elites” é incluior eu e você nisso, cara. Povo sofrido, feliz e criativo é discurso recorrente em cartilha comunista. E dar opinião é se expor – eu faço isso e você também. Qual a lógica subjacente em não tomar partido? Minhas opiniões – e nem as suas – serão atropeladas por ninguém. Essa é a graça de viver num ambiente democrático, ora pitombas.

    Mas concordo em discordar.

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  • Nadja Pereira falou:
    07/09/2009 em 16:32

    Agora, a platéia era classe média mesmo, daquelas sou indie-inteligente-estudante-de-comunicação-da-ufba. hehehe. Falta de educação não tem cor, idade e classe, mas tem estado, Bahia.

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    DoArrocha Reply:

    O leste europeu, de onde esse povinho “indiota” pensa que nasceu, é formado por pessoas supereducadas, sabia? Uma beleza! E de onde vem seus parâmetros de “boa educação”? Já parou para pensar nisso? Já tentou pedir uma informação simples nas ruas de São Paulo? O curitibano é educado porque não joga papel no chão? Vai conversar com os aventureiros que por lá foram morar… Se tem uma coisa que a Bahia é única, é o de criar tipinhos insuportáveis. Nada mais tosco que um indie numa cidade tropical. E viva a pós-modernidade! E viva a cultura baiana, que de tão democrática permite que tipinhos com estes andem pelas ruas sem que um skinhead arranque suas orelhas! Pode crê, os arrocheiros tão pouco se lichando pra suas existências carentes de originalidade, identidade e, porque não dizer, cultura. Só aqui se permite que uma banda como Beirut toque no mesmo palco que outros artistas de estilos completamente diferentes, num festival de música percussiva, que só acontece aqui porque é aqui onde a cultura africana é mais forte. Mas essa permissividade da “cultura baiana” deve ser um dos traços mais mal educados que nos preenche. E, pelo amor de jah, amplie seu mundo: a Bahia não é a FACOM!

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    Jorge Martins Reply:

    @DoArrocha, vamo de novo pro samba…
    São paulo tem algumas das pessoas mais bem educadas que já conheci na vida – e não me refiro a gente chique e intelectual, mas taxista, feirante, etc. Curitiba idem. Lá e aqui, tem gente legal e gente imbecil. Generalizar é sempre um erro – eu só critiquei quem subiu no palco. O resto do povo ainda é meu amiguinho. Ainda.
    Não vejo nada tosco em quem quer ser indie em cidade tropical, ou qualquer outra coisa. Se o cara quer dar o rabo prum jegue viúvo, andar de franja ou decepar o próprio dedo mindinho em protesto contra as eleições no irã, problema de cada um.
    Me incomoda é a falta de educação. Só. Se conseguirmos chegar a um acordo quanto a isso, valeu meu post e dormirei sossegado.
    E graças a Deus a bahia não é a facom. Eu já teria desistido do estado há anos, assim como fiz com a faculdade.

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    DoArrocha Reply:

    @Jorge Martins,

    1) continue não confundindo a Bahia com a FACOM e já é um grande avanço…

    2) desde quando você me conhece para me chamar “da elite”? O que é elite para você? Minhas referência são da ciência polícia e não do senso comum. Por favor, continue se afastando ainda mais da FACOM para ver se um dia vai de encontro com algo além da filosofia de boteco.

    3) eu também acho que pode continuar existindo “indiotas” soltos por aí. Sou eu aqui o defensor da Bahia e não você, ora pois! Pra mim isso sim é democracia, porque respeita as opções de cada.

    4) o que está em questão aqui é “o que é boa educação”. Que, no seu caso, deriva da família, enquanto no meu, de algo mais amplo, das relações de sociabilidade mínimas para um bom convívio social para ser mais preciso. É apenas uma das expressões da cultura. Só que sociabilidade muda de lugar pra lugar e, logicamente, os parâmetros da “boa educação” também. São quando os véus caem que as posturam conservadoras, apesar de críticas, aparecem. Mas a Bahia também permite que sejamos conservadores, ora bolas! Além de “indiota”, claro.

    5) você critica a pós-modernidade, mas não compreende de onde vêm esse discurso, pois você é um belo exemplo de pós-modernidade. Critica tudo, não assume compromisso com nada, é contraditórios nos argumentos, não os fundamenta para além do senso comum e acha tudo isso lindo. Além disso, tem um pezinho na FACOM, nitidamente. A pós-modernidade surge da crítica ao “comunismo”, do marxismo para ser mais preciso, e se você acha que não há contradição social, que sua opinião não assume caráter estratégico… Pimba! Você é um belo exemplo da pós-modernidade. Mas acredite, a democracia não é tão democrática quanto parece e sim você pode ser atropelado pelas suas opiniões em breve. Não por mim, porque apesar de tudo, você é um “companheiro” [já que me chamou de comunista], mas por aqueles que você se faz de porta-voz.

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    Jorge Martins Reply:

    @DoArrocha,
    Se você tem tempo e vigor pra discutir esses lances nesse nível de profundidade, malandro, então pra mim você é elite. Se não no sentido acadêmico, pelo menos no intelectual. O que vale, de fato. E filosofia de boteco é o menu da casa, compadre. Se eu quisesse levar as coisas pro lado acadêmico da coisa – e poderia fazê-lo, mas não quero – não faria o tipo de texto que faço aqui. Aqui é boteco mesmo, e adoro quando, por mais que o assunto seja denso, a coisa termina em uma boa gelada.
    E não há um antagonismo. Você não é o defensor da Bahia. Nem eu aponto o dedo pra bahia. Respeito suas opções, de verdade.
    Não tem véu nenhum caindo. Nunca afirmei ser o liberal ou o conservador crítico paladino. Sou um cara que tem algumas opiniões sobre as coisas – e só.
    E não leve nada tão a sério, cara. Nem meus argumentos, nem minhas contradições, nem quando, meio de sacanagem e meio pra te deixar pilhado, eu falo que seu discurso é comunista.
    Não sou porta-voz de nada e nem ninguém e nem me arvoro a estar com a razão sobre nada. São apenas opiniões – eu posso apenas estar sinceramente enganado, afinal.

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    Jorge Martins Reply:

    @Nadja Pereira, é sempre um prazer ver seus comentários, querida.

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  • Não se leve tão a sério | Detesto Gente Inteligente falou:
    08/09/2009 em 9:12

    [...] Nem me leve tão a sério. Mesmo. É tudo um monte de bobagens. Minhas opiniões, as suas, esse monte de coisas que a gente brada aos berros batendo no peito. Cheguei a essa conclusão devido aos comentários – alguns bem inflamados – que vocês me mandaram por conta do post sobre o treco do Beirut. [...]

  • Charlito falou:
    08/09/2009 em 11:38

    Simplesmente me poquei de rir! Grandes gargalhadas, ninguem entendeu nada aqui no trampo! RS! Nem vi chegar e nem vi ir embora! Mas curto os caras, assisti Dom casmurro e sempre curtia a musica tema! Agora roubar um microfone foi foda! Sorria você está na bahia!

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  • Karen Sampaio falou:
    08/09/2009 em 17:14

    Meu deus…rendeu esse babado aqui heim.

    Lá vai minha singela opinião: Gosto mais de todas as outras musicas(principalmente de Nantes) mais do que Elephant Gun.(Só pra constar)

    Fiquei triste em perder o show em Salvador por ser mais barato, mas depois desse post, sem dúvida vai valer ver o show aqui em Sampa. Êla minha Baêa!

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    Jorge Martins Reply:

    @Karen, honey, arma o puteiro aí em sampa. Representa nóis.

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    Karen Sampaio Reply:

    @Jorge Martins, hahahahhaa

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  • Milinha falou:
    09/09/2009 em 2:19

    Oi Jorge,

    Esse post rendeu hein…

    Não sei onde você foi hipócrita, e nem sei onde nós paulistanos somos tão mal educados.

    Não conhecia Beirut até esse post, ouvir falar e muito, mas nda que me fizesse ir até a lojinha do NokiaMusic procurar…

    Qto a questão da educação, não vejo nenhuma referencia a classes economicas, visto que esse tipo de educação que vc comentou, vem de berço. Não beira o comunismo, marxismo. Isso que houve no show é caos.

    Aqui em Sampa “indie” é moda, e como não curto esse “movimento”,não sei qual seria a reação de uma platéia pauistana.

    Pela minha (pouca) experiência de vida em show – vide shows de metal extremo – o ultimo que tive o prazer de ver, foi numa casa de show minuscula onde só toca pagode-forró e afins, já fui com aquele receio “não estão acostumados com um bando de death-metaleiros, vai ser aquela caca” e pelo contrário, foi a melhor casa que fui no quesito “educação, gentiliza e cordialidade” em shows. Já nos shows realizados Via Funchal (casa cara do carai…), foi sempre, o maior empurra-empurra.

    Vejo muito boyzinho, muita patty, mau educada e ignorante, e conheço muitas pessoas com um pingo da educação – leia-se grana – que dão show em educação.

    Então, meu caro amigo bahiano, aliás só tenho bons amigos ai, mas não tive oportunidade de conhecer a Bahia =(, não é Bahia que é mau educada, mas a sociedade brasileira que perdeu seus valores e deixou a “educação” – money – falar muito mais alto.

    Já disse que adoro isso aqui???

    Bjinhos

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    Jorge Martins Reply:

    @Milinha, que bom que você entendeu.

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  • Airthon falou:
    09/09/2009 em 13:03

    Bem, concordo com Doarrocha na parte central do que ele disse: o que aconteceu não é reflexo de um traço cultural baiano negativo e, sim, culpa do amadorismo da banda. Em qualquer lugar do mundo ou na maior parte dos lugares do mundo, um show de uma banda “hypada” e com a presença de muitos adolescentes, a reação à atitude do vocalista seria basicamente a mesma.

    Concordo tb que muita gente aqui na Bahia, dentre os frequentadores desse tipo de show, considera falta de educação o que é apenas um jeito de ser. Quero dizer, falta de educação existe na Bahia, e aos montes, mas não é tudo que parte desse pessoal diz que é. Assim como é falta de educação a atitude do curitibano, por exemplo, que faz cara feia e passa direto quando lhe perguntam a hora… Enfim, pra quem quer que o povo da Bahia seja “blasé” e cheio de fleuma, fica difícil (repito: sem negar que haja muita merda por aqui).

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    Jorge Martins Reply:

    @Airthon, meu jovem, eu não discordo totalmente das opiniões do Doarrocha, não. Mas nada muda em minha cabeça que foi feio ver gente andando sobre as poltronas do TCA.
    Não quero uma bahia fleumática, cara. Mas é ser blasé andar por sobre as cadeiras do TCA?

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  • Airthon falou:
    09/09/2009 em 13:03

    Bem, concordo com Doarrocha na parte central do que ele disse: o que aconteceu não é reflexo de um traço cultural baiano negativo e, sim, culpa do amadorismo da banda. Em qualquer lugar do mundo ou na maior parte dos lugares do mundo, num show de uma banda “hypada” e com a presença de muitos adolescentes, a reação à atitude do vocalista seria basicamente a mesma.

    Concordo tb que muita gente aqui na Bahia, dentre os frequentadores desse tipo de show, considera falta de educação o que é apenas um jeito de ser. Quero dizer, falta de educação existe na Bahia, e aos montes, mas não é tudo que parte desse pessoal diz que é. Assim como é falta de educação a atitude do curitibano, por exemplo, que faz cara feia e passa direto quando lhe perguntam a hora… Enfim, pra quem quer que o povo da Bahia seja “blasé” e cheio de fleuma, fica difícil (repito: sem negar que haja muita merda por aqui).

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    Jorge Martins Reply:

    @Airthon, meu jovem, eu não discordo totalmente das opiniões do Doarrocha, não. Mas nada muda em minha cabeça que foi feio ver gente andando sobre as poltronas do TCA.
    Não quero uma bahia fleumática, cara. Mas é ser blasé andar por sobre as cadeiras do TCA?

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  • João Deiró falou:
    10/09/2009 em 11:57

    Jorge, não li todos os comentários, mas quero aqui registrar dois pontos:

    (i) Como carioca e morador do RJ, conhecendo RJ, SP, MG, SC, BA, PE, digo que a falta de educação está em qualquer lugar. Mesmo nos ambientes de mais alta renda de RJ/SP, a falta de educação impera. Tenho certeza de que o que aconteceu aí aconteceria em qualquer destes lugares.

    (ii) Muito obrigado por me apresentar o Beirut! Nunca tinha ouvido falar, mas depois de ver o vídeo e identificar um cello, um violino, um trumpete, tinha certeza de que precisava ouvir! Como fã (fã mesmo) da Dave Matthews Band, adoro estas fusões de estilos e o Beirut me agradou muito, principalmente Nantes e Elephant Gun. Agora é ouvir tudo que já foi gravado. Infelizmente, o show deles aqui no RJ foi ontem. Fosse no fim de semana, com certeza iria. Abs!

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    Jorge Martins Reply:

    @João Deiró, não tenho dúvidas de que há gente mal-educada no Brasil todo, cara. Não é um privilégio da Bahia.
    E, quanto a conhecer o Beirut, tamos aí. Servindo bem para servir sempre. O disco que mais gosto é o Flying cup club, ou algo assim – tem Nantes, a canção do post.

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  • Dani Marino falou:
    21/02/2010 em 17:30

    Uma amiga me enviou o link desse post e eu amei….Também não conhecia Beirut,mas consigo imaginar direitinho como deve ter sido o show graças a sua incrível capacidade de descrição!Texto divertido e obviamente polêmico.Sua definição do “esquema indie-alternativo” é perfeita!E mais divertido que o texto,só mesmo os comentários!
    Vou continuar acompanhando o blog!Parabéns

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