Assim não pode, assim não dá

Bom, o Zé Mayer tá fazendo o maior sucesso na novela e tal. Teve o Zé Mayer Facts, post onde reuni algumas das pérolas que rolaram na web sobre o eterno galã e tal e coisa. Nego lançou um site chamado (que mais?) zemayerfacts.com.br e a coisa tá tomando proporções épicas.

Nenhuma das mulheres que se dispuseram a comentar no post falaram assim “eca, ele é um nojinho de galã, tá idoso e tal”. TODAS falaram “pra ele eu dava, pra ele eu dava”, algumas com rematada disposição.

Ninguém notou o tom irônico e maledicente do post.

Prova que um blog de ironias sutis e quase 700 posts escrotinhos não vale nem meio galã da terceira idade (sim, este post terá um tom maledicente).

Voltando aos facts: tinha até uma pérola que era assim (e que não coloquei no post porque achei, inocentemente, que não cabia no meu caso): “sabe sua namorada que te ama e tal? Ela quer dar pro Zé Mayer. Nada pessoal”.

Eu estava achando tudo engraçado, divertido e tal e coisa.
Até que a porra empenou pro meu lado.
Aí perdeu a graça. Aí ficou chato. Aí virou campanha.
Bati panelas pela casa. Ainda bato, neste exato momento, com a canhota (panelas, pessoal maldoso…) e escrevo este post com a destra. Virou post, como vocês podem ver, o que significa que buliu com meus nervos.

Dá sexta à noite, venho eu para casa, uma vez que estou absolutamente exausto (a semana foi punk). Meu celular faz tililim e é uma mensagem de texto. De Namorada. Dizendo “Namorado, pega umas lições de garbosidade com Zé Mayer aí!”

Obviamente, reagi.
Com garbo, como me é de costume.
Respondi à mensagem, dizendo algo como “não é necessário: Zé Mayer tem muito a aprender com Jojó da Babá a respeito da arte da sedução de várzea, da sedução moleque, da sedução pé descalço e bola de meia”.

Eu sei que foi uma boa resposta.
Fiquei me sentindo bacanão.
Mas tem coisas que é melhor resolver a quente. Ligo pra Namorada.

- Ô, Namorada, sou bem garbosinho, preciso das dicas de sedução desse mané, não. Aliás, ensinei muita coisa pro Zé Mayer. Eu criei o jantar romântico com sérias restrições orçamentárias, não custa lembrar. Sou um ícone da sedução interplanetária. Não tem nada que ele faça que esteja fora do meu alcance, como homem romântico, rústico e bem-sucedido que, você bem sabe, eu sou.

- Tudo bem. Mas você viu o que rolou agora no começo da novela?

- Não, acabei de chegar (imitando o sotaque do Richard Gere naquela propaganda. Se é pra apelar pra galã, vamo logo pro esquema “dedo no olho e chute no saco”. Quando eu quero ser sedutor, eu exagero). Fez o quê? Abriu uma garrafa de champagne com o cu? Isso é bobagem e tal…

- Ele levou a Helena (sempre helenas) pro meio do mar num barquinho, daí disse “nosso restaurante flutuante está pronto”, puxou uma lanterna, deu duas piscadinhas e um iate FODÁSTICO se acendeu todo, se aproximou e tal. Lá, um jantar lindo, flores, champagne, blá blá blá, whiskas sachê, blá blá blá…

- Hum. Certo. Mas olha só…

- Depois, meu bem: a novela tá começando. Beijo, beijo e tchau.

Neste exato momento, viro pra tv e tá o Zé Mayer catando em alta a mulher lá.  A mulé do Lázaro Ramos.

ABREPARÊNTES:

O Lázaro Ramos é baiano. Logo, é brodi. Mas se fodeu nessa.
Imagina o casal, agorinha, jantando, sei lá, uma comida comum, comezinha, tomando Kuat Eco e ele perguntando “e aí, meu bem, como foi o dia de trabalho?”, ao que ela responde “nada demais, neguinho, um monte de cenas pra gravar, aquela coisa normalzinha” e ele fala “vamo ligar a TV” e começa a passar a nega dele EMPOLGADAMENTE enroscada nos beiços do Zé Mayer. Com um entusiasmo incomum.
- É esse o seu dia normal de trabalho?
Cabe lembrar que, na última novela, o Lázaro Ramos deu uns catos na Marília Gabriela. Coisa que não merece nenhum comentário, mas terá: Lazinho, meu filho, nem precisa esperar o encontro com o capeta do ladelá, porque NADA no inferno se compara ao que você passará, toda noite, até o final dessa novela.
Não sei se é pior apertar a Marília Gabriela ou ver o Zé Mayer apertando sua nega durante o jantar.

FECHAPARÊNTES.

Zé Mayer dando um aperto na nega e Roberto Carlos cantando alguma coisa tipo “minha mulé tem a pele morena”. Fiz um “bah” qual raposa de Esopo, mas la nave va e a cena continua…

O dia amanheceu e ele pulam na água. Nus, é claro. A nega vira e fala “quentinho esse mar…” e ele, serelepe, retruca “providenciei isso aqui para nós dois”.

A pergunta que invejosamente não quer calar é “providenciou como, cara pálida? Fez xixi na água?”.

Aí namorada achou o treco engraçado e manda mais uma mensagem. “Que água quentinha! Preparei pra você… Jooooga zé!”.

Que coisa engraçada. Mal consigo digitar de tanta risada que estou dando agora. #Not.

- Nossa, namorada, você é muito engraçada. Frouxos de riso. Estou rindo bastante, mesmo.
- AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA.
- Já pensou em uma carreira como stand up comediant?
- Olha, nem posso falar muito. Você não veio me ver hoje, daí o Zé Mayer tá subindo o elevador.
- Certo. Muito engraçado. Manda um abraço pra ele.
- Pode deixar que eu vou dar.
- Vai dar?
- Ô.
- Vai dar é duas bifas que eu vou dar em tua fuça. Quero ver se o Zé Mayer vai querer alguma coisa com você quando você estiver tetraplégica.
- AHAHAHAHAHAHA
- Olha, vou desligar também que a Aline Morais tá chegando aqui.
- E é?
- Ô. Tá trazendo o galeto. CD do Harmonia está a postos. É nóis.

Falei isso mas não ficou engraçado como soou aqui no blog.
O fato, amados leitores, é que o Zé Mayer inviabiliza qualquer gesto romântico por parte de qualquer homem.

Você leva a sua nega no restaurante mais foda da cidade, mas ela só vai lembrar do iate do Zé Mayer. Você pode mandar os buquês mais lindos de flores do universo, mas a sua nega só vai conseguir lembrar do Zé Mayer dizendo “estamos começando uma lua de mel linda, que não vai ter final nunca”.

Em protesto, amanhã, sabadão, leve a sua senhora pra tomar um rabo de galo no pior muquifo que estiver à disposição em sua cidade. Não faz diferença, mesmo. Ela está anestesiada pelo Efeito Zé Mayer.

Demosdosquêm, até o final da novela, foie gras e o patê de fígado de frango que vende em sachê, da Sadia, terão o mesmo sabor para todas as mulheres brasileiras. Economize e agradeça ao Zé.

E acostume-se à ideia de ser comparado cotidianamente – e perder na comparação – com o maior clichê da televisão brasileira (inveja mode on).

último zé mayer fact: Para ancorar o seu iate em alto mar Zé Mayer só precisa abrir o zíper.

Nem vi graça;