E você, fez o quê?

Gabiroca é uma querida amiguinha que adquiriu um péssimo e odioso hábito: toda vez em que ela ganha convites para coisas fodásticas na cidade de Salvador (ela é editora de um dos cadernos do segundo maior jornal da Bahia), ela me liga pra me botar inveja.

Respondendo a um comentarista deste blog, já afirmei que o DGI é movido a putaria, inveja e deslumbramento. Não poderia estar mais perto da verdade.

Jorge Martins: cuspindo em posts as coisas que todo mundo sente mas que poucos têm culhão pra vomitar desde 1981.

tililim hello moto: toca celular.

- E aí, garotinho? Tudo joia?

- Oi, quem tá falando?

- Porra, Jorge, anota minha merda de meu telefone celular na sua agenda.

- Já anotei, Gabi, os outros 215 celulares. Mas a cada dia você pinta com um novo!

- Saindo do jornal agora à noite, passei pela porta da agência e lembrei de ligar.

- No mínimo, você tá indo pralgum lugar fodástico, inacessível e foda. Vai, me humilha, escrota.

- Nem é, tô indo comer alguma coisinha no barzinho “cu da cutia” (sei lá o nome da merda do bar). É o novo hype. Dizem que o filete de cenoura ao poivre é di-vi-no. Bora?

Ouço uma voz masculina perguntando “quem é”. Ela vira pro brodi, fala “é jorge” e o brodi retruca “ah, ótimo, chama ele também”. Ou seja: alguém que me conhece e eu desconheço.

Realiza:

Eu, em casa, coçando saco, enrolando pra começar a esboçar um planejamento prum cliente. De banho tomado e com uma xícara IMENSA de café com leite na pata canhota.

- Claro que eu vou. Vai indo que eu tô chegando.

- Sério?

- ô.

- Porra nenhuma, você não vai.

- Ok, então.

- Você adora prometer coisas pros outros e não cumprir, né?

- É parte do meu show. E, além do mais, só sairia de casa se fosse algum lugar foda e inacessível. Sair pra comer alguma coisa num lugar xexelento NOT.

- Então tá. Ah, darling, lembrei de você noutro dia. Por que foi mesmo, meu deus do céu?

- Você foi de graça pra algum evento foda e inacessível e ficou com vontade de me sacanear.

- Isso mesmo, lembrei. Foi o show da Maria Rita no Hotel Catussaba. Fantástico, lindo, impressionante. Sábado de noite. Perdeu.

- Pois é.

- Não vai me xingar?

- Não, por que mesmo que você me chamasse, não daria pra ir. Tava ocupado.

- Alguma festa?

- Não, tava fodendo. Com 28 pessoas ao mesmo tempo. Tinha uma cabra lambuzada de nutella. Não lembro direito porque tava tomando ácido. Na hora em que o show tava rolando, provavelmente, eu tava separando uma briga entre diversas moçoilas que queriam pegar na minha caceta. Ou enfiado até a borda do ovo em alguém. Começou assim: acordei com um pensamentinho: “hum, essa luminosa manhã de sábado merece um grande feito. Decidi: vou passar a pica no mundo”. Daí passei no brega, apanhei várias putas de diferentes nacionalidades, chamei a brodagem amiga, bati um fio pro traficante, peguei o galeto pra servir de tira-gosto e voilá: virou bacanal. Virou suruba.

- Nossa.

- E o show?

- Certamente não foi tão animado.

30/09/09 | Veja mais | 16 comentários;

Um brinde! Hic!

Ser empresário é bom.

NOT

Ser empresário é uma merda.
Você trabalha mais que todo mundo. E perde pequenas alegrias.

Todo mundo adora o natal por conta do décimo terceiro salário.
Todo mundo sonha com a chegada do quinto dia útil do mês.

Pergunta pra mim o que eu acho do quinto dia útil do mês.
Pergunta, vai.

É foda, mas é o que tem.
Não sei colocar bloco em cima de bloco.
Não tenho culhão pra meter uma faca na barriga das pessoas pra arrancar tumores.
Não me arriscaria a decorar leis e enganar juízes.

Só sei bater papo. E desenhar umas paradas.
Ok, engano algumas pessoas.

Mas não chega ao nível de um devogado, que engana réu, promotor, juiz – e em várias instâncias (lá vem os corporativistas me xingarem – vão tomar no cu antes mesmo de comentar, isso é um blog de merda, nunca se esqueçam disso).

E, pior, sou dono de agência de publicidade, um negócio em que você tem que arrotar alto que é foda e bem-sucedido o tempo todo, senão você é um fodido.

Repare – você nunca viu publicitários fodidos.
Fora eu, que assumo que construo castelos com carnês de prestações, todo mundo tá lascando dinheiro.

Mas vamos ao post.

A historinha é a seguinte: meu sócio, na sala do lado da minha, apita no msn (sedentarismo é uma das qualidade primordiais de qualquer empresário).

- Velho, se ligue: aniversário do cliente Xupiroca (isso, obviamente, é um pseudônimo). Temos de comprar algum presente pro cara.

Explicando: Xupiroca é um cliente rico. Que traz muitas coisas pra agência, é gente fina e tal, mas Xupiroca é rico de um jeito que nem eu, nem você, nem 99,9% da população brasileira vai conseguir imaginar.

Xupiroca exala aquele odor de dinheiro que raríssimas pessoas exalam.
E isso não explica bem o quanto Xupiroca é rico.

Xupiroca teria grana pra pagar uma paçoquinha por semana para cada família famélica da áfrica subsaariana e assim erradicar a fome no mundo, suprindo a carência de calorias de famílias ugandenses por gerações a fio.

E ainda sobraria grana pra dar um ipod touch pra cada criança chinesa que se esfalfa fazendo 50 tênis nike por dia, comendo arroz em fabriquetas mal-afamadas do interior da China.

Xupiroca é foda.

- Mas vamo dar o que de presente pra Xupiroca? Xupiroca tem tudo que o dinheiro pode comprar. Xupiroca poderia comer o cu do Ze Mayer depois de um jantarzinho romântico. Xupiroca teria grana suficiente para comprar nossos orifícios peidantes – opa, isso ele já comprou, somos a agência de publicidade de quase todos os negócios da Xupiroca Inc., mega holding mundial.

- Cara, soube que Xupiroca bebe. Vamo dar um litro de uísque. Ele vai curtir.

- Joia. Qual?

- Pensei que você, Jorge, do alto de seu entendimento etílico, soubesse a resposta na ponta da língua.

- Man, pra mim uísque foda é o Black. Mas, tipo: black label, para Xupiroca, é tipo a água com a qual ele sacia a sede de seus 21 dobbermanns pela manhã.

- Porra, se vira aí.

- Vamo dar um Blue Label. Vi noutro dia, na Contigo, cortando cabelo, que é uísque de gente rica. Quando nego quer falar que a festa foi nababesca, bebe blue label.

- Quanto é essa merda?

- Xô pesquisar.

Google é bom amigo. Vi no mercado livre um cara vendendo um. Quatroscentos e cachorro lascou a boca.

- Léo, vi no mercado livre uma garrafa por quatroscentos e vai se foder reais.

- Porra, carão. Mas mercado livre é foda. Vê no submarino.

- Xô ver. Pera. Ah, man, desculpa. Olhei errado.

- Ainda bem. Quanto é.

- Mil, duzentos e o cu de minha mãe reais.

- Vai tomar no meio do seu cu, Jorge. miliduzentoconto numa garrafa de uísque?

- Olha, tem ainda o gold, parece que é mais caro.

- Porra, Jorge, vai se lenhar. Procura uma coisa, sei lá, até uns 400 conto. Xupiroca merece. Mas mais que isso não dá. E vê se parcela.

- Velho, tem um green label. Uns 300 conto.

- Que jeito? Em Salvador vende essa merda?

- Acho que vende na loja tal. Vamo lá.

- Vou dar um pulo lá. Quer ir junto?

- Carra, isso é pergunta que se faça. óbvio que eu vou. Eu vou lá perder a oportunidade histórica e única em minha existência de pobre de gastar uma quantidade de dinheiro pantagruélica numa garrafa de bebida que não vou sentir nem o cheiro?

30/09/09 | Veja mais | 10 comentários;

Sou foda

Na moral? Falar de mim é fácil: difícil é ser eu.

Tipos, people: mesmo sem escrever há dias (alguém além de mim notou?) eu continuo pautando discussões acaloradas web afora.

Xô contextualizar.

Ele, o descendente de Motumbo – príncipe roludo africano -, o peralta neguinho carvoeiro do pastoreio, vulgo Pablo, anda aprontando peraltices em seu blog.

hello moto tililim – toca meu telefone:

- Véio, tá em casa?
- Não, tô na rua.
- Ahhh… (decepção). Puxa, coloquei um recadinho lá no blog, se você estivesse em casa, ia falar pra você dar uma olhadela.

Meu pior defeito dentre todos os dois é a curiosidade (o outro é a humildade exacerbada). Corro pra casa. E o danadinho, o exemplar careca do diabinho da garrafa havia feito uma carta aberta, em seu blog, pra namorada.

Não pra namorada dele, uma vez que ele é casado – e muito bem casado – com a versão mineira e risonha do curupira. Mas pra minha. A carta é um treco engraçado DEMAIS – pra mim, pelo menos. Ri igual imbecil. Se liga num trechinho:

Ainda não tivemos o talvez prazer de nos conhecer pessoalmente, mas seguramente posso afirmar que não gosto de vc. E tenho motivos, ou pelo menos tenho enquanto:

· Vc não deixar de lado a postura de Lombardi e passar a se tornar real e porque não palpável.

· Não passa essa primeira fase do namoro de vcs. A fase mimimi onde nenhum dos dois quer abrir mão do convívio sexual em detrimento do, tão importante quanto, convívio Butecal.

Claro que já tinha comentários. Claro que as irmãs cachaceiras vibraram nos comentários. Claro que eu adoro um fuá.

Viro pra namorada e falo:

- ô namorada, tem recado pra você no blog dos outros.
- E é? (risada maléfica). Xá comigo. Vou responder.

Eu conheço namorada. Ela é que nem eu: não presta.
Eu já sabia que vinha porrada.
Fiquei com medo. Tergiversei.

- Relaxa, namorada, é brincadeira.
- Também vou brincar (risada maléfica again).

O comentário dela foi estilo voadora do zangief: pulou com os dois pés nos peitos do jovem:

E, por fim, Vsa deveria lavar a boca com água e sabão antes de proferir meias-verdades sobre o comportamento do Sr. Jorge.

Eu reagi:

- Porra, namorada, aí pegou. Como é que manda o amiguinho lavar a boca com água e sabão?
- Aqui não é programa da Xuxa, malandragem: quem disse que a vida é justa? Quem quer moleza senta num pudim.

Conhece esse discursinho, né?
É daqui.

Malandragem, eu me senti meio Dr. Frankenstein!
Neste momento eu entendi que eu criei um monstro.

Ela leu meu blog todo.
Isso deve fazer algum mal pra cabeça do ser humano.
Namorada é miserê. É a versão feminina do jojó da babá.

É tipo a Cacá da Babá.

Namorada é que nem eu: joselita. Só brinca na canela!
Teve a historinha do zé mayer, você acompanhou…

No outro dia, mesmo, eu disse “tô com dor de cabeça” e ela deu uma dentada no meu crânio.
Não é uma coisinha adorável?
Eu curto. Bem agradável.

Pablo respondeu novamente e nem sei o que virá.
Mas não vem resposta light.

E tipo, só pra lembrar: mesmo em off por uns dias eu ainda gero discussões acaloradas. Sou foda ou não?

(aguardo as pedradas)

29/09/09 | Veja mais | 4 comentários;

Elly, my middle sister

Elly me liga:

- Colé, velho.

- Colé.

- Olha, essa merda desse seu blog, você vive falando das outras irmãs e de mim você não fala porra nenhuma.

- Ciúme?

- É, ciúme mesmo. Caralho. Agora vai pegar e fazer um postzinho de merda me elogiando pra me fazer chorar. Ou vai publicar essa conversa no blog. Não faça isso. Agora não serve mais. Tem que ser natural, porra. Se ai ter uma caralha de um gesto de carinho pela desgraça da irmã, tem de vir do coração, caralho.

- Não faria isso.

- Aliás, falar nisso: meu aniversário tá chegando. Não quero post, quero presente. Minha parte eu quero em grana. Vou te dar três opções: uma sandália, um…

- Olha, você vai ganhar um abraço de aniversário.

- Vai se foder. Vai me dar presente nessa porra. Vive escrevendo textinho de merda pras outras irmãs, comigo o negócio é na inhanha: vai ter presente e fodeu.

- Ok.

- Se ligue, rei: ontem tava tomando banho e lembrei de você.

- É incesto se masturbar pensando no irmão.

- Vai se foder. Se ligue: Fernando (marido dela) me deu um kit com um sabonete foda. Tem uma porra de um óleo exótico lá, rei, fantástico. Também tinha umas coisinhas no kit, óleozinho, perfuminho. É a sua cara – você é fresco, viadinho. Vou comprar um kit igual pra te dar.

- Foi um jeito carinhoso de Fernando dizer que você fede, rei.

- É né?

- ô

- Foda-se também. O sabonete é o bicho. Rei, todo mundo no mundo merecia tomar banho com aquilo.

- Tá certo.

- Não, velho, você não tá entendendo. O povo usa Lux, Phebo, sendo que todo mundo merecia usar esse sabonete com óleo exótico. Deveria fazer parte da cesta básica de todo cidadão brasileiro. De verdade. Se todo mundo tomasse banho com esse sabão, o mundo seria um lugar melhor.

25/09/09 | Veja mais | 18 comentários;

I´ve got a feeling…

… a feeling I can´t hyde.

All that I was looking for was somebody who looked like you.

25/09/09 | | 2 comentários;

Lila falou e eu concordo

Ficou meio “filtro solar” o último texto, né? Não foi intencional, mas ficou meio cabotino.
Parecendo gente de blog miguxo que joga pra torcida e faz firula pra plateia.

Foi sincero – até demais pra esse lodaçal que é este blog. Daí ficou meloso.

Eca. Filtro Solar é chato. Vou apagar o post…

¬¬

Porra nenhuma!
Taí. Quiser achar que eu chupei, foda-se.

***

E pra finalizar, uma cançoneta do nosso patrocinador:

Um dia, noite de lua, abri a porta e fui cagar na rua.
A bosta endureceu: passou um carro e furou pneu…

(completem, por obséquio, em nossos comentários…)

23/09/09 | | 12 comentários;

Carta a uma jovem promissora.

Manuella, a mais nova de minhas três irmãs, tem quinze anos.
Todo mundo esperando aqui eu falar “ah, saudades de meus quinze anos”.

Porra nenhuma: quinze anos é uma idade foda.
É difícil. Eu sei que é

Eu já estive lá.

E ela fez um post em seu magnífico blog, bem escrito como todos – e isso não é, em nada, uma concessão de minha parte, por conta do amor incondicional que sinto por minhas irmãs -, falando sobre essas dificuldades, sobre escolhas e sobre tudo o mais. Estive com ela há poucos dias e pudemos conversar, e me vi em grande parte das suas preocupações a respeito do futuro.

Assim, Manu, este post é pra você.
É uma conversa, uns conselhos (porquoi non?) e um guia de quem já passou por aí.
Deste modo, este post tem destino, mas não é por conta de um mero detalhe como esse que você, leitor sapeca, vai deixar de ler, não é, peraltinha?

O primeiro de todos os conselhos é: ter quinze anos é que nem uma gripe.
Passa.
Por mais que doa em todos os ossos do corpo.

Ou melhor: não passa nunca.

Você só aprende a caminhar carregando numa mão uma bandeijinha com dois ou três acepipes de experiência e arrastando o enorme saco de dúvidas por toda a existência. O que nos diferencia hoje, little sis, é que tenho uns dois ou três salgadinhos na mão direita. Mas na canhota ainda há um saco quase tão pesado quanto o seu – quem sabe mais.

Não ache que alguém, mais adulto, tem mais certeza do que você das coisas. Ou que sabe mais.
Todos, sem exceção, ainda tateamos na vida.

Crer em Deus ou deixar de crer é um detalhe: no máximo, é um chute.
Não faz diferença, no final das contas.

Como já dizia um cara famoso, se o único motivo para que você não saia estapeando velhinhas pelas ruas é o medo de Deus, então, sorry, mas você é uma pessoa absolutamente desprezível.

Sendo assim, não se culpe demais por qualquer pisada de bola e nem ache que tem um anjinho anotando cada vacilo, cada vez em que você, mentalmente, pensa em enforcar outros seres humanos.
Todo mundo dá vacilo.
De vez em quando, todo mundo quer sufocar outro alguém.

Se Deus existir, ele é brodi e sabe colé da vida aqui embaixo.

Do mesmo modo, mas num sentido contrário, não ache que é tudo válido e que você não tem de prestar contas a ninguém no final do processo. Mesmo que Deus não exista, você terá de prestar contas a si mesma.

Ah, e desculpa deixar claro, mas nego vai te decepcionar.
Desculpa mesmo. Queria que não fosse assim. Mas tem gente escrota em profusão no mundo.

Com relação a isso, você tem dois caminhos: ou você se arma, se fecha pra vida e acha que é tudo uma merda – e aí toma menos rasteiras – ou você dá uma de poliana e, mesmo apanhando, confia nas pessoas.

Eu confio nas pessoas.
Não em todo mundo, porque não sou otário, mas em uma quantidade grande de gentes.
Me fodo de vez em quando, mas é um preço pequeno a pagar por conta de ter, em sua vida, amigos de verdade.

Laços de amizade valem tanto quanto laços de sangue. Às vezes, até mais.
E sempre se ponha no lugar dos outros. Empatia é uma qualidade fundamental da vida.
Fica mais fácil perdoar vacilos dos outros.

Não carregue mágoas, não tenha preconceitos, não ache que  “pessoas que fazem  __________(preencha com qualquer coisa) são piores que eu que não faço ______________ (idem)”.
Elas também não são melhores que você.

Todos tateamos às cegas.
Todo mundo é esse mesmo amontoado de desejos, contradições, alegrias, invejas e gracinhas.

Inspire-se nos grandes.
Não tenha medo de errar. Não tenha medo de mudar de ideia a respeito de nada.

Abortar convicções é um talento raro. Grandes os que conseguem.
Sempre é tempo de mudar.
Quem se apega a uma ideia só deve ter poucas.

Xô te contar um treco que os adultos não falam comumente, por medo de como isso será interpretado: não fique muito preocupada com o futuro. Ele chegará, independente do quanto você se prepare.

E os problemas que realmente vão te deixar fodida não são previsíveis.

Seja curiosa, aprenda o que der sobre a vida – mesmo que não tenha nenhuma relação com o que você imagina que vá fazer profissionalmente durante toda a sua vida. Não escolha uma profissão pensando em grana – que é massa, mas vem naturalmente quando a gente faz o que curte. Faça o que gosta e o que der na cuca – respeitando o espaço dos outros – e tá joia.

Questione tudo.
Inclusive este texto.

Questione gente muito convicta. Questione ordens. Questione dogmas.
Lembre-se que você é a única responsável pela construção de sua própria vida, e só você paga quando algo não vai do jeito que você esperava.

Não se deixe aprisionar por um ideal inatingível de felicidade edulcorada de comercial de margarina.
Tem dias que são bons, outros são uma merda.

A maior luta que a gente trava, nesse sentido, é com a gente mesmo.

Aproveite algumas coisas que hoje não parecem tão bacanas, mas que daqui a dez parecerão muito melhores do que eram. Não ligue tanto pro seu físico bolinho de queijo. Em dez anos, você vai ver fotos suas e vai dizer “nossa, eu era muito gostosa”. Em dez anos, você vai ver fotos de si mesma e vai dizer “caralho, eu dava um dedo pra ter de novo essa pele de pêssego”.

E, por pele de pêssego, entenda essa cara “oleosa e espinhenta” que você detesta hoje.
Acredite: é pêssego. No futuro, vai piorar.

E dance, beije, viva, ame, cultive amigos, sorria, não perca a capacidade de se emocionar com as coisas, de se revoltar, de se emputecer. Dê um vexame ou outro de vez em quando, experimente, faça uma cena de novela mexicana, peça desculpas e siga impávida.

Tudo vai dar certo. Eu garanto.

23/09/09 | Veja mais | 12 comentários;

O elogio à pobreza – agora escrito num português de gente decente.

A situação no Brasil não poderia ser mais diferente. Nossa cultura católica ao mesmo tempo em que estimula uma certa ostentação da riqueza (comparem uma igreja católica e uma luterana), também estigmatiza a riqueza como um pecado mortal. Aqui, uma grande fortuna é sempre suspeita: no imaginário popular, o milionário não é alguém que trabalhou mais duro do que todos, mas provavelmente um grande corrupto, um bandido, alguém com esqueletos no armário.

A classe média-alta brasileira fica presa num paradoxo esquizofrênico no qual ela se vê obrigada a reclamar de falta de dinheiro o tempo todo (“esses impostos escorchantes!” etc) ao mesmo tempo em que não pode deixar de trocar de carro todo ano, senão pega mal na firma (“o que é que vão pensar de mim!” etc). [...]

Alex Castro (leia o resto no link) é um dos caras que não conheço – desses que circulam meio em off pelo mundo – com que eu gostaria, realmente, de tomar uma gelada e bater um papo. Ele é foda, tem uma puta cabeça e escreve coisas que deveriam ser absurdamente óbvias – mas que de óbvias não têm nem a casca – em seu blog, intitulado Liberal Libertário Libertino. Sinto um prazer sincero em lê-lo – e você deveria fazer o mesmo.

Esse texto dele tem uma temática muito próxima daquele meu chamado O Elogio da Pobreza. O dele é menos fluxo de pensamento, mais estruturado e obviamente mais claro em seu posicionamento – com o qual concordo integralmente.

Bom saber que tem gente que pensa assim também – ainda mais em saber que é gente do calibre de Alex.

22/09/09 | Veja mais | 3 comentários;

Oia eu aí

Quando a GVT me concede o benefício de funcionar a contento, eu posto.

Saudades de vocês, anônimos e expostos.
Segura o cu que hoje TEM.

22/09/09 | | 2 comentários;

I no speak engrish very very well a lot

É com extremado prazer que a Escola de Idiomas Joel Santana apresenta mais um de seus egressos.

Anderson, do Manchester United, desfila todo o seu inglês maroto em uma entrevista arrepiante.

21/09/09 | | 4 comentários;