Twitter BA e o Butecocast
O povo correu bem mais que eu e já há, hoje, na internet, umas duzentas e cinquenta e duas versões diferentes para os acontecimentos do último sábado, quando rolou uma reunião do pessoal do Twitter da Bahia.
Mas é bóvio e crário (cróvis) que não havia, até o presente momento, nenhuma descrição tão… tão… tão… tão absolutamente indefinível como é a minha.
Vamos ao samba.
Eu pensei em não ir.
Eu tenho meio que gingi de conhecer gente nova. Sério.
(Gingi – que nem sei se existe, quanto mais se é assim que se escreve – é aquela sensação de unha arranhando quadro negro).
Sei lá, é muito difícil que alguém consiga ter, como amigos, os amigos que eu tenho: pessoas inteligentes (i hate clever people, but I can stand by them), divertidas e bacanas. Daí, na minha cabeça, é quase que impossível que haja mais gente legal no mundo, e se é pra se contentar com pouca coisa, eu prefiro me contentar com uma quantidade menor de pessoas no dia do aniversário (piada privada com a galerinha) do que com um monte de gente idiota que você é obrigado a cumprimentar em filas de cinema, saindo bêbado de um bar ou entrando num motel desses vagabundos que não tem garagem privativa e nos quais o povo fudião se encontra e bate papo e toma cafezinho antes de fazer o que todo mundo quer, de fato, fazer.
Mas eu fui e foi legal.
O que mais me divertiu foi ver que tem pessoas de verdade por trás daqueles avatares de 30x30pixels de largura.
-E teve o quê lá, negão misterioso?
Eu respondo, leitora safadinha: teve duas garrafas de tequila (e iniciei mais algumas jovens almas na arte satânica da tequila com cafè), teve gente se lambendo, teve alguém que me lambeu (acho) e eu quase consigo me lembrar que lambi alguma coisa parecida com gente, mas não seria educado de sua parte perguntar detalhes disso – de todo modo, creio que isso ocorreu porque alguém teve a audácia de derrubar tequila na própria batata da perna, e tequila não se desperdiça -, teve gente falando alto, teve mico de todo tipo, teve gente vomitando e teve problema na hora da conta.
Um drink no inferno. Sem gostosas rebolando e ninguém virou monstrinho.
Aliás, alguém tava dançando o tchan. E sempre tem uns monstros.
RESUMINDO: tipo de festa que me agrada.
Sobretudo quando você se sente naquela passagem bíblica: “dez mil cairão à sua direita, dez mil cairão à sua esquerda, mas tudo serás salvo”. Fato é que saí do bar – ainda – bem tranquilo, enquanto vários dos twitteiros saíram trôpegos.
No final da noite, teve até alguém dando um coice numa aniversariante de uma outra festa num bar da moda. Mas essa eu só conto se você me pagar uma tequila.
Por fim, teve a gravação do butecocast, o pior podcast da internet. Já havia falado do butecocast aqui e rolou, fnalmente. Eu achei bem engraçado, mas eu estava lá e pode ser que você ache completamente sem sentido. De todo modo, segue o link aqui. Ouça e tire suas próprias conclusões.

Jorge Martins Reply:
agosto 6th, 2009 at 8:31
Leonildo, você tem um problema com o Yuri. E não foi a batata dele, fica sossegado.
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