Pura pose

Sou eu.

Me faço de marrento, mas sou um franguinho.
Ou um frangão. Sou o gordinho bandido. Vocês já deveriam saber.

Não é de todo mal.
Franguinhos vivem mais.
Marrentos povoam cemitérios.

Mas poucos tem, de verdade, a manha de ser marrentão.
Acho que ninguém tem.
Tirando o Dexter, da série americana lá, que mata todo mundo e tá de boa.

A vida é de uma facilidade surpreendente quando a gente não tá ligando pra nada. Eu acho.

Existem diversas formas de afirmar algo, mas só há um jeito de negar tudo, e manter essa postura de foda-se é negar tudo, então fica fácil.

Daí é você e você, e o mundo contra: fica simples mesmo.
Conhecer seus inimigos é metade da batalha.

Então, se você conseguiu, com muito custo, libertar sua mente de prisões bobas, de preconceitos, de culpas católicas, de aporrinhações, de medos infundados, do medo de parecer contraditório, do medo a respeito do que as outras pessoas pensam a respeito de você, do medo de não conseguir, então, brô, você tem a manha.

Mas aí vem a grande charada. O problema, malandragem, é que a gente passa a gostar das pessoas. Gentes. Amigos, família, pessoas.
Este é o grande problema mesmo da existência.

Dinheiro é bobagem, status, ser descolado: tudo isso é absolutamente passageiro. Gostar das pessoas é o que realmente é um problemão, porque aí você passa a se preocupar com as pessoas, e a se preocupar com o que as pessoas estão se preocupando a seu respeito, e com sua preocupação a respeito da preocupação dos outros a respeito…

É um moto contínuo. Não termina nunca.
Sacou a charada?

Se você passa pela vida easy, tudo é fácil e simples e supreendentemente tranquilo.
Abrir espaço em sua redominha particular pra que outras pessoas possam entrar é o que realmente embola.

Mas dá pra dizer que há, de fato, vida, sem isso?
Eita que hoje estou todo filosófico.

23/08/09 | Veja mais | 12 comentários;

12 Comentários em “Pura pose”

  • Larinha falou:
    23/08/2009 em 20:33

    Vc comeu o que hoje, ‘fio’? Brincadeira!

    Eu não gosto muito de gente não. Prefiro cachorro. Mas, “as poucas gentes” que fazem parte da minha vida são a razão da minha existência.
    É foda, mas é tudo tb!

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    Jorge Martins Reply:

    Sério que você prefere cachorro a gente?
    Eu prefiro gente. Não sai cagando tudo dentro de casa e ainda conversa ;)
    Beijoquinha, dear.

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    Larinha Reply:

    @Jorge Martins,
    Ué, vc faz cocô em tudo que é canto em casa? Cachorro tb não, basta vc ensinar aonde é o vaso sanitário dele…igual ao que fizeram com vc um dia…

    E SIIIIM, prefiro cachorro a gente zentas vezes mais. Pq cachorro é verdadeiro até a morte. Já achar uma criatura verdadeira hoje tá lasca…

    Cachorro não finge gostar de você nunca. Nem que vc balance um pedaço suculento de bife no focinho dele. Ele não vai fingir gostar de vc por isso, ele vai tomar de sua mão e acabou. E se vc for tentar pegar de volta ele lhe ranca a mão (nesse ponto gente = cachorro)

    O sentimento é GRATUITO, e não pq ele precisa ser seu amigo para poder lucrar algo (ração no caso).

    Acho que Dawin não tinha cachorro, se tivesse notaria claramente que os pobres Homo Sapiens estão lááááá na rabadinha da cadeia evolutiva.

    Sem falar que Sophia (minha cadela) me escuta e não me critica por eu ser o que sou! E ainda me ama…quer mais?

    Desculpa Jojó (já posso te chamar assim né?) pelo discurso, mas vc buliu com meu espírito “cachorreiro”! Nhem!
    Bjos!

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    Jorge Martins Reply:

    Eu, sendo um cachorrão, concordo ;)

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