How now? a rat? Dead, for a ducat, dead!
Ter blog é coisa boa.
E todo mundo quer fazer sucesso, ser reconhecido, ter milhões de acessos, ter uma galera fiel seguindo, comentando e tal e coisa.
Mas bom mesmo é ter blog pequeno.
Sem compromissos com o que se escreve. Nem com quem se escreve.
Porque quanto mais o blog vai crescendo, menos liberdade você tem.
Eu não tenho um blog conhecido.
Nem um décimo disso.
Mas sofro de um mal pior: conhecidos conhecem o blog.
Aí, malandragem, quando você sai do nível da normalidade e tem um turbilhão de coisas que você gostaria de falar livremente, tem de segurar a onda.
Acreditem ou não, eu seguro MUITO minha onda aqui.
Não é big brother, afinal de contas.
Como não posso falar do que realmente me move no momento, como tenho de manter só pra mim essas coceirinhas da alma, vamo falar de bobagem…
***
Na última quinta feira, Fabio, brodi recém chegado da França (não do terminal da França, idiota, mas daquele lugar na europa onde nego anda com baguete debaixo do suvaco), estreiou sua peça.
Não sei onde foi nem o nome. Só sei que a peça é em francês, legendada.
Eu disse pra ele que não ia.
Estreia de peça é foda. Normalmente é ruim.
E quando é de amigo é pior, porque a sua presença, na plateia, colabora com o nervosismo do povo no palco. Fabio tentou me convencer do contrário, mas não me moveu. “Jorginho, eu nem mesmo VEJO a plateia”, disse ele com seu sotaque mezzo Champs-Élysées mezzo Belém do Pará.
Só conseguiu arrancar de mim um ‘TÁ BOM, EU VOU, CARA’ que não se concretizou.
Pra você ver como é minha cabeça: eu me dou tanta importância que acredito que minha simples presença desestabiliza emocionalmente as pessoas. E não acredito quando as pessoas dizem que isso não ocorre. Como napoleão, acredito governar a tempestade, mesmo naufragando.
Daí um bando de ratos – que inclui Pablo, as irmãs cachaceiras, Drubs e a Juliana Curupira – foi pra peça. Conversei com Pablo después:
- E aí, cara, como foi a peça.
- Jorge, foi melhor do que eu esperava.
- Foi ruim?
- Nada, foi massa. Mas você sabe: peça em francês, legendada. Tava com medo. Mas foi bom. Você iria curtir.
- Porque é uma peça profunda, bonita e interessante?
- Não, né, tá doido? Você iria gostar porque dá pra pegar uns lances das peitcholas da atriz principal. Mas não conta isso no blog, senão Juliana me mata.
- Tá doido, jamais iria te expor dessa maneira em meu blog, cara, fica sossegado. E as peitcholas?
- Sucesso. Mas a peça é boa também.
Depois desse diálogo absolutamente verdadeiro, do qual não inventei nem mesmo uma linha para prejudicar ninguém, soube que os malditinhos dos ratos se reuniram pra (o que mais?) tomar cachaça, fazer resenha, falar mal da vida dos ausentes.
E foi aí que napoleão sentiu o cheiro de ratos.
Disseram, esses filhos do istopô, que EU sou o elemento do cão que faz com que as pessoas saiam de casa pra tomar cachaça de maneira excessiva dia de domingo.
Tá vendo essa menina?
Essa encarnação do cão toma um litro de tequila, gente.
Sem fazer careta.
O novo apelido da loira maldita é garganta de arraia.
E eu, que não guento beber, um anjo de candura, um ser do bem, termino acusado de ser o arquitetador da cachaça dominical.
Aí não.
Malandragem, fiquei furibundo.
E, no domingo, na hora em que, comumente, após acordar, ligo para essa corja de ratos para fazermos alguma coisinha (nunca pra beber – nunca!), liguei para todos para avisar que, naquele domingo especificamente, eu não sairia com ninguém.
Pablo contou todos os detahes aqui, aqui e aqui.
No domingo que vem, inclusive, acho que deveríamos marcar uma reunião na pedra furada, tomando uma cervejinha e um caldo de sururu pra esclarecer algumas coisas.
PS – O título, o leitor esperto já descobriu, vem do bardo, quando ele descobre traidores por detrás da cortina na peça do dinamarquês maluco.
7 Comentários em “How now? a rat? Dead, for a ducat, dead!”
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Lá falou:
12/08/2009 em 9:28poxaa,
tenho um aniversário pra ir… e de hoje q cobro a ju encontro na pedra furada! E AGORA?
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Luciana falou:
12/08/2009 em 15:23Ficou legal assim! Tá chique! Mas eu entendo essa coisa de não ter liberdade nem no blog. Às vezes, escrevo em inglês para apenas parte do mundo entender. Mas tem uma pá de coisas que eu gostaria de falar e não posso. Fica entalado e nem no blog dá para desentalar. Sacanagem!
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Juliana Rocha falou:
12/08/2009 em 22:02Jovem!!!! Eu sabia q seu orgulho morava na sola do seu pé!!! Nem bem acabou os embates agressivos e vc já chamou a gente para reunião domingo??? kkkkkkkkkkkkkkk SAUDADE DA PORRAAAAAAAAAAAA
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Pablo Araújo falou:
13/08/2009 em 14:38Um post desse não deve ser comentado deve ser respondido:
http://sooschatossobrevivem.blogspot.com/
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Marcelo falou:
14/08/2009 em 14:08Como é uma peça com legenda? minha cabeça loira não entendeu
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Lembra da história da doninha, né? | Detesto Gente Inteligente falou:
26/08/2009 em 8:55[...] de leitores daqui. Achei até bonitinho como piadinha, embora fora do timing. Mas aí senti o cheiro de ratos e me contaram que havia uma campanha institucionalizada em prol da libertação da [...]


Jorge Martins Reply:
agosto 14th, 2009 at 17:50
Primo, acho que fica um anão levantando tabuletas. Não sei ao certo. Se for um anão deve ser muito divertido.
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