Cultura

Está em discussão, no Rio, a possibilidade de transformar o funk carioca em movimento cultural referendado, protocolado e coisado.

Movimento cultural.
Eu acho justo, oras. Lembra disso aqui?

“Voce gozar em sua boca, vou lamber o seu grelinho. Vai serginho. Vai serginho.”

Letras do mais alto padrão, como esta, merecem o referendo do estado, a proteção da justiça, patati patatá.

Falando sério, agora: parece que proibiram a realização de bailes funk e aí virou este fuá.

Eu acho errado. Está comprovado cientificamente que o baile funk é, pela graça da própria natureza, o habitat perfeito para a reprodução em cativeiro de traficantes e pivetes. E, você sabe, traficantes e pivetes compõem, justamente com as dançarinas de pole dancing, um dos setores econômicos mais ativos das sociedade organizadas.

Por mim, pode fazer Baile funk.
Eu deixo. Eu permito.

Eu vos concedo, ó, ladroagem, um atestado de legalidade.
E, se eu falei, pode fazer.

Aderi à campanha. Comecei a bater panelas pela casa. Pedi para que minha mãe me acompanhasse, mas ela me mandou à merda e foi assistir às coisas daquele reality de segunda rural com subcelebridades da Record.

Você paga caro pra ter 200 canais de tv e comprar uma TV LCD de vários dinheiros e hoje taí: sua mãe assiste Record.
Mas tudo bem. A campanha não pára.

Fiz um cartaz em cartolina. Neste momento, digito este post com apenas uma mão, refestelado em meu sofá chocolate de barão, e com a canhota ergo meu cartaz.

Galvão, filma nóis.

Quanto à mim, me resta disto tudo uma tristeza só (gilberto gil feeling): deveria ter aceitado aquele convite pra ir trabalhar em Zurich, aos 19 anos de idade.

26/08/09 | Veja mais | 4 comentários;

4 Comentários em “Cultura”

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