Bandeira
Eu gosto de dinheiro. Você também.
Até aí, não há novidades.
Mas nem tudo é dinheiro. Sério.
Este blog é o exemplo mais acabado disto. Me toma tempo, mas é minha terapia, brodagem.
Mas falo também de outras coisas, num sentido mais amplo.
Tem até aquela história clássica da Madre Teresa de Calcutá que, recebendo um embaixador americano numa obra social lá dela – que era desenvolvida de maneira absolutamente caridosa e sem nenhum proveito financeiro (é assim que diz a lenda) -, ouviu:
- Madre, eu não faria isso que a senhora faz nem por 10 mil dólares por mês.
- Acredite: nem eu faria isso por dez mil dólares.
Eu tenho umas 550 páginas de reclamações e umas duas monografias de doutorado de discordâncias a respeito da famosíssima Madre Teresa de Calcutá. Nem sei se a história é verdadeira. Mas o cerne da questão levantada pela historinha, independente de sua veracidade, é ainda legítimo.
É só grana mesmo?
Por que você acorda todo dia de manhã e sai de casa correndo fingindo apressado?
O que te faz achar que vale a pena dispender tempo e energia num relacionamento de qualquer espécie (amoroso, de amizade, de companheirismo) com uma pessoa e não com outra?
O que você espera deixar de legado?
O que você espera encontrar do ladelá?
Qual a sua bandeira?
No que você acredita?
Quais expectativas você aceita que sejam subvertidas e quais vão te causar uma puta desilusão?
O que te move?
Se você faz as perguntas certas, você já tá no campo de batalha.

Jorge Martins Reply:
agosto 27th, 2009 at 14:10
ahahahahahahahahahahaha.
Doente!
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