Hoje eu acordei pá!

Daí acordei bacanaço hoje.
Me sentindo o tal – sem ser sacana e banal (móveis coloniais de acaju feelings). Feliz, sabendo que iria esfalfar meu rabo de trabalhar hoje, mas eu tava, assim, pá.

Eu tava bonito. Mais: eu tava gato.
Eu tava garboso, eu tava robusto.
Eu tava me sentindo.

Eu tava querendo me comer de tão bacana que eu sou.

Daí saí de roupa nova. Uma camisa cor verde-calcinha. Calça preta.
Passadona. Tomei um banhão, tomei um café com leite sentado em meu sofá assistindo David Letterman.
Empresário: teu protótipo se chama Jorge Martins.

Meu sofá é o grande gostosão daqui de casa.
Exceto hoje.

Hoje não tinha pra ninguém.
Hoje eu iria brocar.
Hoje eu acordei pá.

Meti meus formosos pés em meias absurdamente bacanas e em meus sapatos de bico quadrado. Perfume, gel no cabelo. Um empresário. Um líder. Um cara cabriocárico. Fodástico. Um lorde. Um príncipe.

Confiante. Brilhante. Reluzente.
Me sentindo o cara.

O cara. O danadão.

Daí fiz um retrospecto de minha vida: eu tenho amigos formidáveis. Eu só ando com gente bonita, divertida e descolada. Eu tenho um emprego que me esfola, mas que é divertido. Eu tenho uma namorada gata e cheirosa e inteligente. Eu tenho uma tv lcd. Eu tenho um sofá chocolate. Eu tenho apenas 28 anos.

Eu ando na rua e o povo me inveja.

Daí entrei no elevador. A chave do carro pendurada no dedo mindinho. Ray-ban na cara. O tal. O foda.

Pára o elevador no sétimo andar. Entra um casal. Um casal cotidiano, ralé, comum.
E uma menina. De uns sete anos. Que vira pra mãe e fala:

- Ô, mãe, nossa, que perfume nesse elevador!

Silêncio dos pais.
Na moral? Sou foda.
Viro pra menina e falo.

- Deve ser o meu! (orgulhoso!)
- É do senhor?
- Sim, deve ser, né?
- Nossa, moço, que perfume horrível. Enjoado. Vontade de vomitar.
- ahn?
- Horrível. Eca.
- Oxente, Carolina, que é isso? É assim que fala com o rapaz? Olha, moço, desculpas, é que ela…
- Não, nada, deixa pra lá…

Saio eu do elevador cabisbaixo.

31/08/09 | Veja mais | 30 comentários;

Blogar com frequência requer devoção

Eu espero que compreendam que blogar é um sacerdócio tão importante quanto defecar: A gente só faz quando sente vontade. O importante é botar pra fora.

Manu, my little sister, explicando porque tem dia que tem e porque tem dia que não tem.

(Não é porque é minha irmã, não, mas eu me embolo de rir com o blog dela).

Aqui tem quase todo dia
Diarréia mental?

Jorge Martins: vomitando posts idiossincráticos desde 2008.

31/08/09 | Veja mais | 7 comentários;

Eu não diria melhor

Hoje em dia, não costumo ficar criticando religiosos. Cada um acredita no que quer. Se eu passar na rua e ver alguém orando e louvando uma pedra, acho que é uma questão pessoal daquela pessoa e respeito totalmente. Mas o que me irritaria (e muito) é se aquela pessoa viesse me dizer que eu também tenho que prestar culto a tal pedra, que se eu não fizesse isso eu estaria condenado ao inferno, que ele ta com a Verdade, … blá, blá, blá!
Ou seja, que a criatura quisesse me impor a sua forma de pensar, enfiar a sua fé pela minha goela abaixo.
Porra, se alguém é feliz deitando numa cama cheia de pregos, deite nessa miséria! Cada um sabe das costas e do cu que tem! Mas não me diga que eu tenho que deitar também nessa disgraça!
Cada um acredita no que quiser, mas não venha dizer que tenho que acreditar também, me lançando ameaças teológicas, posando de detentor da verdade. Vão tomar no cu! Enfia sua crença e seus valores todos no rabo! To nem aí!
Do Ric. Um post excepcional. Sou fã desse cara – e você também deveria ser.
31/08/09 | Veja mais | 6 comentários;

Somebody help me, ´cos i´m falling…

…head over heels, in love again.

31/08/09 | Veja mais | 2 comentários;

Cu, já. Mara, não (mas se ela me der mole, tamos aí)

Nossa segunda e cabriocárica enquete se encerrou ontem. O resultado é o título deste post.

Vocês brocam. Vocês têm a manha. Mim gosta bastante.

Well, putos (leia como se estivéssemos em Portugal, daí soa melhor), vamos abrir uma nova enquete. Explicando pros chegados: a enquete dura sempre 15 dias, oukeys? (me falta saco e inteligência pra fazer uma nova toda semana).

Umas gentes imbecis queriam que eu falasse da doninha.
Já deu. Muda cacique. Piada repetida perde a graça.

Daí pensei em fazer uma coisa melhor: uma eleição. Que não vale nada. Mas taí.

Votem. Será divertido, como sempre.
Ou melhor: vou pensar direitinho e coloco mais tarde. Aceito sugestões.

ps – gentes reclamando que a função de subscrever funcionários (errei, caralho) comentários não tá rolando. O formulário de contato também não tá rolando. E o melhor, dudes, é que não tenho a menor ideia do porquê. Mas eu devo arrumar em breve. Espero. Não desistam de mim, apesar de que eu já teria desistido em seu lugar.

31/08/09 | Veja mais | 12 comentários;

A professora que dança com tudo enfiado e tal

Eu não iria falar nada. É hype. Encheu o saco.

O vídeo é top no youtube. Em Salvador, não se fala de outra coisa, a não ser da professorinha que foi demitida porque o vídeo (copiei do sempre excelente blog de Pablo) da mocinha dançando com tudo enfiado vazou na web e tal.

Eu tinha uma opinião sobre o assunto. Achava que tava errado.
Professoras não dançam com tudo enfiado. A não ser na imaginação de adolescentes bronheiros.

Daí mudei de opinião.
Comecei a achar certo. Ela faz o que quiser da vida dela.
O que inclui dar o furico prum jegue viúvo, cheirar pó de talco com cinza de cigarro até morrer ou deixar o próprio fiofó virar marionete na mão de cantor de banda..

Problema dela.

Depois mudei de opinião de novo. É um absurdo.
Pode, sim, fazer o que quiser, desde que não vaze. E Pablo já disse, sabiamente: “vazou, fodeu”.

Aí mudei de opinião de novo. Ela não teve culpa. Filmaram e caiu na web.

Assim são minhas opiniões sobre as coisas. Fugidias.
Nao confio tanto assim no meu padrão moral pra confiar plenamente em minhas opiniões.
Por duas paçocas e um afago, mudo de opinião sobre qualquer assunto com uma facilidade espantosa.

ACM era um maldito.
ACM era um líder da Bahia.
A depender de com quem eu converso, eu posso falar as duas frases no mesmo dia.

Não vejo muito problema em ter diversas opiniões.
Pior mesmo seria não ter nenhuma.

Mas desta historinha toda, só uma coisa realmente me incomoda. Não se fala, em momento nenhum sobre responsabilidade. Em momento nenhum. Veja os dois lados.

Quem defende a posição do colégio de demitir a professorinha do tudo enfiado argumenta que “isso não é uma atitude digna de uma pessoa que educa crianças”. Mas aí eu vou e volto: a responsabilidade de educar crianças é dos pais, não da escola.
Eu quero que um professor ensine a tabuada, o beabá e uma ou duas teorias inúteis pra meu filho. E só. Não quero um professor que fale que o sociopata do Fidel Castro é (era) um cara bacana nem nada disso — e quase todo professor de colégio tem essa tendência esquerdizante.
Quem vai discutir política com ele (“é tudo uma merda, filho”), sexualidade (“desde que você não ofenda ninguém e que ‘o que quer que você faça’ tenha o consentimento da outra parte, tudo vale”) ou coisas realmente importantes para a formação do ser humano (“jamais misture destilados e fermentados”, “nunca deixe faltar em casa camisinha, neosaldina e gelo” e coisas assim) sou eu.
Tudo no mundo meu filho vai poder ver. E quem vai ajudá-lo a formar um juízo de valor sou eu. E ponto.
A discussão da professorinha só existe porque a sociedade se exime da responsabilidade de educar seus filhos.

Enquanto isso, quem defende a professora, reclama que a escola foi intransigente e se meteu na seara de coisas que são absolutamente pessoais. É mais bacana posar de liberal. Mas subir num palco e mostrar o cu é assumir o risco de ser filmado e cair na web.
Por que que é bacana falar “ela faz o que quiser e ninguém tem nada com isso” e é reacionário dizer “ela tem de assumir as responsabilidades de seus atos, e se isso desagrada uma escola, que é, em última instância, a possuidora de seu emprego, ser demitida é parte das responsabilidades de mostrar o furico em cima de um palco de uma casa de shows decadente”?

Não tenho uma opinião sobre o assunto. Tenho várias.
Mas, tavlez, a principal é: com uma bunda daquele tamanho, não há de faltar trabalho pra professorinha.

30/08/09 | Veja mais | 21 comentários;

Hino nacional – versão patrocinada pela vodka absolut

Minha queridíssima amiga Cris Siquara (ô saudades, dear) me mandou esse link da Vanusa, absolutamente bêbada, briaca, cheia do pau e embriagada, detonando o hino nacional de Banânia. Ela executou o hino, na assepção mais própria do termo, no Primeiro Encontro Estadual de Agentes Públicos, na Assembléia Legislativa de São Paulo.

O video, claro, malandragem, você veria em qualquer lugar: seu objetivo, ao vir ao blog, é saber de meus comentários.

E eu curti.

Aliás, acho que, toda vez em que o hino nacional for tocado, deve-se servir aos presentes doses de tequila com pó de café, uns shots de absolut e conhaque.

Se o país é essa esculhambação mesmo, nada melhor que tomar uns gorós na hora de homenageá-lo.

30/08/09 | Veja mais | 5 comentários;

Dizem que sou quadrado, caretão…

… mas eu preferia MIL VEZES ser a drogada que a CDF.

28/08/09 | Veja mais | 24 comentários;

Ainda, again, yet: a doninha

Ligo pra Marcele.

- E aí? Joia?
- Joia.
- Vai rolar hoje uma banda cover de Beatles. Bó?
- Dor de cabeça. Nem sei.
- Hum. Falou. Tchau;
- Jorge, jorge!
- Quié?
- Liberta a doninha.
- Vai tomar no cu. Todo mundo enchendo o saco. Milhões de blogs fazendo post sobre isso. Recebo e-mails de um monte de gente “liberta a doninha, liberta a doninha”. Muda, cacique! Porra, o povo sem criatividade fica apegado na doninha… caralho!
- Liberta a doninha, Jorge.
- Você acredita que até sugestão de fazer a próxima enquete sobre a doninha?
-Acho massa.
- E nem tem o que colocar de opção…
- Tem sim: Jorge deve libertar a doninha? Jorge deve mostrar a doninha.
- Olha que eu mostro minha doninha…
- Pervertido. Idiota.

28/08/09 | Veja mais | 6 comentários;

Auto ajuda

Eu, dando uma de brodinho de auto-ajuda.

- Olha, é isso mesmo. No final, vai dar tudo certo.
- …
- No final, no final mesmo, dá certo. Se não deu certo, é porque ainda não chegou no final, e tal…
- Vem cá, sério que você acredita nisso?
- É, nem combina. Discursinho de auto-ajuda.
- Pois é.
- Ok: às vezes termina mal. Às vezes dá merda.
- E no final?
- No final, a verdade mesmo é que pouco importa. Pode dar certo. Pode dar uma puta merda. Mas gente só é bom porque gente se adapta, der no que dê. Pouco importa se dá certo ou não.
- Ok, agora é você falando.
- Mas tamo junto. Mesmo que dê merda. E tende a dar.

28/08/09 | Veja mais | 12 comentários;