Tantos esperam posts inspiradores deste blog e eu só solto merda.
É o meu estilo.
Vicissitudes diversas não vêm necessariamente de grandes observações relevantes sobre a vida.
Vê como a vida é: agorinha mesmo, minha batata da perna ficou com uma coceirinha.
Cocei, passou.
Assim também são as tentações da vida: se você não procura grandes explicações e as coça com vigor, elas passam.
Daí que acordei me achando gato, resolvi parar de fazer a barba pra quebrar um pouco o protocolo.
Hoje, especialmente, acordei com vontade de ser rico.
Coisa pouco recorrente.
Uma ex-namorada me liga e pergunta:
- E aí, gatinho, tudo jóia?
- Jóia, dear, certinho?
- Tudo massa. E São João?
- Amargosa city.
- Vai tocar o terror, né?
- É meu estilo. Você sabe.
- Mas você tá meio velho pra essas coisas, não?
- Você é mais velha que eu.
- Sim, mas eu vou pra Campina Grande.
- O objetivo final de tudo é língua na traquéia e se embriagar. Aqui ou na Paraíba. É na Paraíba, né?
- É.
- Hum.
- …
- …
- Soube que você tem um blog. Qual o endereço?
- É www.detestogenteinteligente.blogspot.com
- Blog o que?
- Blogspot.
- Blogsport?
- BLOGSPOT. BÊ LÊ O GÊ ESSI Í PÊ O T. BLOGSPOT!
- Blogpot?
- Ah, vai no google e pesquisa. Detesto gente inteligente.
- Pesquisei. Deu um cara falando que quer casar com uma japonesa.
- Não sou eu. Não quero casar com japonesa.
- Alguma coisa contra japonesas?
- Magina! Só que não penso em casar especificamente com uma etnia. Eu penso no mundo em termos de pessoas.
- Não tô achando.
- É melhor você parar de procurar.
- Por quê?
- A gente ainda se gosta, se respeita. Depois de ler aquilo, de repente, a coisa pode mudar de figura.
- Vixe, que é que tem assim lá?
- Nada demais. Aquele humor negro natural.
- Ah, então vou adorar.
- bj
- bye
… para alguns. Para mim, que sou profundor entendedor de tudo e sócio-majoritário da razão, fica tudo fácil.
É simples: eu esculhambo deus de maneira jocosa neste blog, ele apronta coisinhas.
Meu chuveiro, por exemplo, queimou.
O banho frio é um dos pequenos castigos que Deus me reserva para quando eu me for dessa existência.
Os outros são música gospel em castelhano e gente que fala pegando.
Aliás, essa é a perfeita descrição do inferno: é um lugar quente e abafado, onde o banho é frio, toca música gospel em castelhano e tem milhares de gentes pegadoras – no pior sentido da coisa.
E não entendo que espera pelas reencarnações.
Nas próximas, também haverá chuveiros quebrados e música gospel.
Dive, dive, dive
dive in meeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!
Sobram as imagens.
Ontem foi aniversário de Lília, uma das irmãs cachaceiras.
Acompanhe a historinha abaixo.
Esse é o resultado.
Nota introdutória: Esse é um post enganação. Pode até ficar grande (ui), nunca se sabe ao certo essas coisas quando a gente senta na frente de um teclado e não tem maiores pretensões, mas o objetivo primordial é dizer que eu tenho a casa mais bonita do mundo (sério) e que, por conta disso, estou falido. Se, ao final dele, você conseguir entender essas duas coisas, você passou de fase e falta pouco pra derrotar o Koopa e salvar a princesinha.
***
Eu, grilo falante da humanidade, dou logo a real: esse post não acrescenta nada.
Como aliás, todos os outros deste blog.
Daí que eu sumo daqui uns dias e fico inventando arte pra encher mais linhas de escatologias diversas, pra não deixar vocês abandonados, mas sei que, de verdade, não faz a menor diferença.
Em casa, parei pouco.
E na agência, no pouco tempo em que estive lá, não me sobrou tempo.
O comps de casa ficou desligado esses dias porque mudei a posição da sala e não tava a fim de deixar o fio da internet esparramado.
E mudei a posição da sala pq chegou o meu sofá novo.
Leia a frase anterior com jeitinho. Não chore de emoção.
É verdade.
Você torceu pra que eu me fodesse, você se emocionou, você acompanhou a epopéia do sofá por aqui.
Você merecia saber que já existe um sofá.
Marrom chocolate, lindo e caro.
Não dá pra comprar sofá na insinuante. Desisti quando vi um sofá com a estampa do Bob Esponja.
Quando tudo o mais der errado em minha vida, eu compro o sofá cama do bob esponja e sentarei nele feliz. Mas enquanto ainda me restam algumas idéias não muito gastas na cabeça e clientes dispostos a pagar por isso, não dá.
Bob Esponja não dá.
Daí que meu planejamento financeiro é mais ou menos um jogo de frisbie que eu jogo sozinho. Eu chego na loja, contraio uma dívida, chuto pra frente e depois corro pra fazer dinheiro pra cobrir.
Até em casar com a primeira catraia que se ofereça em sacrifício eu já pensei, a fim de dividir dívidas com alguém.
Sim, pq o cara solteiro sofre que nem puta frígida nesse mundo de carnês, cartões de crédito e prestações..
Tudo no mundo é pensado pra casal.
Um casal razoavelmente bem intencionado consegue montar uma casinha honesta facilmente. Pega uma geladeira de, sei lá, 700 conto, divide em 36 de R$36,00 (hipotético, matemático leitor, nem faça a conta que dá errado) e não pesa no orçamento. A grana de um serve pra bancar essas coisas pouco importantes, tipo luz, comida e condomínio, e a grana do outro fica de prestação.
Mas o cara solteiro com tendências megalomaníacas e noções de design e tal só se fode.
Daí o jogo de frisbie.
Chuta pra frente.
No dia em que tudo isso der errado, eu vou passar o porrete em tantas lojas que outra crise financeira se intalará. O crédito no Brasil vai ficar mais escasso que adolescente virgem.
E aqui fica um aviso vital:
Volto a sair, beber, passar vergonha e fazer sexo com gente desconhecida só no ano que vem.
Me procurem a partir de março ou abril de 2010.
Aliás, deixem pra junho. A não ser, claro, que o sexo com desconhecidas seja feito em cima de meu sofá novo. Aí dá, pq o sofá eu tô pagando mesmo e aí não preciso gastar dinheiro com jantarzinho e bebidinha. Ou pegar filas quilométricas pra motel, como rolou no dia 12.
Falando no assunto, não poderia deixar de comentar: fila pra motel não dá.
Boring…
Mas até na desgraça dos outros eu, criativo que só, imagino maneiras de me dar bem.
Eu sou a reencarnação do Gérson (já morreu?), que quer tirar vantagem em tudo. Pensei em pegar o carro, uma jante de fusca, uns gatos e vender churrasco na avenida Pinto de Aguiar – nome sugestivo – reduto dos motéis em salvador. Só me faltou saco – sem trocadilho e no bom sentido.
Porém, todavia, contudo, entretanto, vamos expandir esse negócio de tesão. E o grande tesão de minha vida é o meu cartão visa.
Eu sou o rei da prestação.
Não tenho dinheiro pra nada. E isso é sério. Me esqueçam. Não me chamem mais pra tomar cachaça. Não dá. Não tem como.
Tudo bem que, se você insistir, eu dou um jeitinho e me endivido mais – sou o indiano homem isopor, que você coloca cerveja dentro e leva pronde quiser – mas você é meu amigo e quer meu bem.
Mas, obviamente, se você me chamar pra beber de graça, me pegando na porta de minha linda casa e me deixando de volta embriagado, posso sair com você. Será legal, uma vez que eu sou legal, e um pequeno investimento de 30 ou 40 reais de sua parte proporcionará um retorno em risadas e gracinhas nunca antes vislumbrado.
Grato
Jojó.