Sobre o último post

Claro que não convenci no papel de machão. Não é a minha mesmo. Acho que a gentileza, a delicadeza, a educação e tudo o mais são valores essenciais do homem moderno. O cara que dá, como eu disse, três peidos e dois arrotos e cata a nega é um animal.

Detesto ter de explicar provocações, e o post anterior é claramente uma provocação, mas recebi um comentário em que era xingado pra cacete – que não quis publicar. No lance, o cara dizia que eu era preconceituoso, homofóbico e outras vinte coisas, o que não poderia estar mais longe da verdade. Dizia que meu post era preconceituoso com homossexuais (não vejo onde, sinceramente) e que patati patatá.

O post fala que um cara, em específico, na hora de montar na lambreta – como já dizia o chiclete com banana – amarela. Não é que o cara broxa nem nada: o cara fica se remoendo em dúvidas e aflições e corre do esquema. Comentei com minha amiga que o cara poderia ser gay – e é verdade. Porque não poderia?

Mas não se pode falar nada disso hoje em dia que você é crucificado na mesma hora.

Eu até meio que entendo.
O movimento gay lutou e luta muito pela aceitação. A política de tolerância zero com qualquer coisa que cheire a preconceito é um reflexo.
Mas perder o bom humor não dá. NÃO DÁ.
Perder o bom humor é viadagem.

E sempre vai ter alguém pra ler a última frase como preconceituosa.

Não vou remover o post anterior por vários motivos: os amigos riram, eu ri quando o escrevi pelo tom claramente doentio do post e acho meio um saco essa patrulha do politicamente correto. Já escrevi em milhões de posts que considero o preconceito de qualquer espécie uma coisa abjeta, procura no histórico do site se quiser, porque tô sem saco, mas com certeza tem.

E, a todos que aproveitaram o post anterior pra fazer comentários infames:

Viado é verde
Verde é bambu
Bola na rede
Meu pau no seu cu.