Pequenos pensamentos esparsos
Pequenos pensamentos esparsos.
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Sílvio Santos botou a Maísa lá pra chorar, e agora o Ministério Público tá apurando o fuá porque a menina está exposta a maus tratos.
Ok. Tudo certo.
Palmas pro MP.
E antes?
Antes ela era uma menina que ganhava 20 paus por mês.
E todo mundo achava engraçadinha.
Agora, se ela crescer e começar a fumar maconha e dar a xoxota adoidadamente, a culpa é de Sílvio.
Era menos exposição o pessoal do pânico fazendo “Malisa, a menina monstro”?
É menos exposição a quantidade assombrosa de vídeos no you tube, piadinhas, coisinhas e tudo o mais?
Velho, Criança é coisa séria.
Nunca achei muita graça naquilo. Sempre achei escroto com a menina.
Colocar a menina na selva cedo.
Não pode ser legal.
Se fosse meu sobrinho Lucas, eu estapearia minha irmã, Marcelo e tantos quantos tentassem se interpor na história.
Lucas dança arrocha e faz piada e fala merda em casa.
Com a gente.
Aí pode.
Pegar os vídeos dele dançando merda (que são gravados só pra mostrar pra ele mesmo quando ele crescer – e pra ele morrer de vergonha) e botar no youtube pra ganhar dinheiro, pra mim, é tão foda pra cabeça de uma criança quanto um abuso sexual.
E não exagero.
A maior chaga que carrega uma criança abusada é, sem dúvidas, o psicológico do treco.
Por isso, voltemos à Maísa.
Nunca assisti àquilo com muito entusiasmo, sempre achei meio asqueroso botar a menina pra fazer milhões de macaquices pra nego dar risada.
E agora me emputece a tiração de onda da classe média porque o Sílvio botou a menina pra chorar durante uma apresentação.
Onde tá a mãe dessa menina? Se o Sílvio tem culpa, a mãe dessa menina merecia uma surra de gato morto, até o gato começar a miar.
Faz favor: pau que dá em chico dá em francisco.
Vamos nos indignar, ok, mas coerência é parte do processo, não?
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Aí a Fast Shop errou uns preços lá no site, uns povos compraram coisas e agora a Fast Shop não vai entregar. O fuá é recente, ninguém sabe em que pé vai dar.
O povo alega pro código de defesa do consumidor, diz que a loja “tem porque tem” de entregar macbooks a 10 reais.
Não vai dar em nada. E nem tinha que dar.
O código existe pra preservar o direito do povo.
Pra impedir que você veja uma propaganda e vá na loja comprar e o cara fale “ahahahaha. Otário. Mentira, o preço é tal”.
O código presume, também, e isso ninguém fala, que todas as relações comerciais são balizadas por “boa fé”.
Traduzindo em bom português:
Eu quero comprar a parada e não quero te foder.
Você quer vender e não quer foder com meu time. Só quer foder o meu Visa.
(a brincadeirinha com o Visa é porque eu não consigo evitar. Mas o assunto é sério).
As relações comerciais são balizadas pelo bom senso, pela boa vontade das partes.
Ninguém comprou positivo de 999.
Só macbook.
Só vaio.
Só TV full HD.
E vem posar de santa puta.
“Ah, mas anunciou, o consumidor não tem como saber”
É, darling?
E só tinha macbook por 9,99?
Não tinha prancha cerâmica não?
O povo tentou dar um golpe.
É justo e lícito pra quem acha que é bacana.
Problema de quem acha.
Não sou palmatória do mundo, mas eu, em meus valores éticos e dentro daquilo que eu acredito que é melhor pra mim enquanto ser humano, não faço.
Nem fodendo.
Nem dvd pirata eu compro.
Eu acho escroto.
Daí o povo com síndrome de comunista senta a pua.
“É isso mesmo: vamo comprar pra quebrar a Fast Shop. Os caras ganham muito dinheiro”
É o que eu chamo, com certa tristeza, de inveja do sucesso.
A síndrome do caranguejo.
Coloca uma corda de caranguejo no pé de uma cortina. O primeiro que começar a subir será puxado pra baixo.
A gente, o Brasil, não admite que alguém esteja se dando bem.
Como se fosse uma vingança contra o fato do povo ganhar dinheiro.
Aliás, no país, quem ganha dinheiro tem vergonha de falar.
Tem medinho de soar arrogante.
Como se ganhar dinheiro estivesse necessariamente vinculado a ser desonesto.
“Ah, comprou uma tv LCD. Deve sonegar. Não paga aos funcionários”.
Some-se a isso um sistema moral profundamente ligado à culpa católica e voilá: somos nós.
Quem tem uma empresa honesta “tem de ser quebrado”.
Quem ganha dinheiro “é desonesto”.
Eu acho que a Fast Shop deveria abrir um processo contra todo mundo que tentou dar esse golpe.
Pra ver se o povo acorda.
Mentira. Aí exagerei.
Mas, tipo: vamo baixar a crista, pessoal-do-golpe. Vocês tentaram ser espertos e não deu. Fica de boa.
Quando a gente culpa os políticos pelo país, a gente esquece que eles agem exatamente como nós agimos.
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Acordei lembrando desses versos
Auriverde pendão da minha terra
Que a Brisa do Brasil beija e balança
É Castro Alves, anta. Filou essa aula, hein?
Mas dava um samba, dava não?
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Sábado é casamento de um grande amigo.
Fui tirar o terno do armário.
Eu trabalharia de terno e grava todo dia, se salvador não fosse esse inferno dantesco que é.
Eu curto.
4 Comentários em “Pequenos pensamentos esparsos”
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Edson Lucena falou:
21/05/2009 em 23:08Nunca ví um post tão sério nesse blog. ISSO É EFEITO DA FAMA!!!! Você deve tá recebendo para escrever “bunitinho”… Tô ligado no esquema!
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Juliana Rocha falou:
22/05/2009 em 8:40Eu concordo em genero, número e grau! Concordo com Jorge e concordo com Edson. JOrge está comprado!! Não tem outra explicação! Ele é uma farsa! E concordo c Jorge sobre a exploração infantil! Mas tenho q concordar: eu me acabo de rir c Maísa! O dia q Silvio trancou ela na mala foi muito bom! Sem Maisa, o q será do Top 5 do CQC???? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
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Karen Sampaio falou:
22/05/2009 em 10:34Não gosto da Maísa e não gosto de criança ousada…alias, nem sou fã de criaças, prefiro minha hamster.Ah…ache o que quiser, não tenho paciência… e não gosto de crianças principalmnete pela educação atual, sou do tipo que minha mãe só me olha, meu primo de 8 anos eh a ousadia em pessoa, prefiro evitar!Maísa eh muito gaiatinha e “pra frente”.

21/05/2009 em 22:48
Nunca assisti ao Silvio e Maísa. Primeiro pq é uma bosta e segundo pq é uma bosta. E eu achei que o SS deveria se fu legal nessa aí.Ô Mumm-Rá (se esse apelido pegar fudeu) a loja foi a Fnac não?
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