Bofete

Eu vejo nego fazendo uns comentários de merda nos blogs dos outros, que, sinceramente, velho…

Se fosse aqui, tomava dois bofetes, duas traulitadas e um cuspe.
No olho.
Todo mundo é guru de auto-ajuda nessa merda agora.

“A vida em flor desabrochante… O pensamento positivo, o poder do pensamento, o segredo…”

Serião: vai tomar no cu.

É essa gente hipócrita que se esconde atrás de uma versão edulcorada da própria vida, esse donut com uma crosta de glacê sem gosto, colorido em technicolor.
Esse povinho que bebe caipirinha com adoçante.
Essa gente que compra garrafas de bebia pra decorar bar e parecer bem-sucedida.
Essa gente farsante de classe média, a patuléia maldita saindo do trabalho cedinho e aguentando em paz os engarrafamentos, comprando pão no mercadinho de sempre e achando que sabe os caminhos da felicidade.

Sabe? Sabe um caralho!

Vai se meter com a vida do demônio, inferno.
Vai caçar um jegue viúvo, desgraça.
Vai chupar um canavial de pica!

Aliás, tô puto aqui.
Pra completar. Abre parênteses:
21:122 da noite e eu ainda na agência por culpa de uma criatura idiota, maléfica, filha do capeta, demoníaca, viada, nigrinha e filadaputa. Mas voltando aos profetas da classe média.
Fecha parênteses.

Gente puta que se mete na vida dos outros, dá opinião pra parecer porreta, merece um tiro no cu.
Eu esbofetearia alegremente algumas pessoas hoje. Sem dó. Ofegante e resfolegante, até gastar o couro das mãos.

Eu gosto de gente que sangra.
Que arranca mordidas sangrentas da vidas às lascas.
Que espreme o sumo da vida até dela sobrar o bagaço.

Não tenho ilusões de felicidade pequeno-burguesa. Eu sangro.
E prefiro assim.