Tá tarde

Mas inda dá tempo:

A cana hoje é no De Passagem, boteco tirado a gás com água na entrada do Horto.
Quem quiser passar lá pra tomar uma, tá convidadíssimo.

E não me desejem parabéns.
Quem desejar vai ter uma úlcera na borda do fiofó.
Vá beber comigo que é mais jogo.

20/04/09 | Veja mais | 3 comentários;

Explicando a reserva dos saguimis

Ontem marcamos pra visitar a temakeria da lotus, que abriu essa semana. A idéia era comer um temaki, bater um papinho e partir. Claro que terminou num processo de preenchimento de álcool da face de diversos dos presentes, inclusive este que vos fala.
Daí, la pelas tantas, conversando sobre 30 ou quarenta tópicos diferentes ao mesmo tempo, comentei que uma das coisas que gostaria de fazer a sério na vida era ser escritor. Ganhar uma grana pra passar um ano em casa bolando, refinando um livro e tal. Pablo, que é sempre mais sagaz, respondeu à altura: segundo ele, minha idéia era ultrapassada. A dele era muito mais roots; Leia o diálogo abaixo como se você estivesse bêbado.

- A Michelin tem uma reserva ecológica ali na região do baixo sul. Tem uma cachoeira foda e uma casinha que fica do lado dessa cachoeira. Meu projeto cultural consistiria no seguinte: eu iria passar um ano lá, com internet (repare, querido leitor, na cara de pau). O rango iria chegar uma vez por semana, e minha obrigação seria manter um blog sobre o contato com a natureza, com os turistas e tal
- Pablo, resumindo: sua idéia é enganar a Michelin pra passar um ano de folga, né isso?
- Rapaz, é um projeto sério. Imagina um ano nesse esquema.
- Com internet? Com rango chegando em casa? Se ainda fosse um negócio roots mesmo, tipo náufrago, caçando espécies ameaçadas de extinção pra comer, tudo bem. Mas nesse esquema que você descreveu é uma puta mordomia.
- Porra, vocês não entenderam: é o homem, moderno, civilizado, em contato com a natureza em estado natural. Lidando diretamente com os micos, com as araras, com os saguis, com os saguimis…

Fez-se um silêncio mínimo na mesa. Ninguém sabia o que era um saguimi e, no geral, ficou todo mundo meio que com vergonha de perguntar. Menos eu.

- Pablo, o que seria um saguimi?

Ele nem deixou a bola quicar.

- Um saguimi é algo como um sagui, só que com asa.

O Ibama, que desconhecia esta nova espécie de bicho, hoje correu atrás e descobriu um espécime. Confira com seus próprios olhos.

20/04/09 | Veja mais | 8 comentários;

A reserva dos saguimis

Acabo de chegar em casa e, logo, tô sem saco pra escrever.
Mas me lembrem amanhã: preciso contar sobre a reserva dos saguimis.

20/04/09 | Veja mais | Ninguém comentou...Malditinhos!

A melô do picolé

Foi aniversário da vó de Léo, daí saímos da agência cedinho na sexta, por volta das 11 da noite, e fomos pra lá. Leonardo, irmão de Léo é um monstrinho: toca violão de um jeito que eu jamais consegui na vida. Eu canto horrivelmente mal, mas quando a gente se bate é uma festa, damos muita risada cantando os treco véio.
E uma das canções que cantamos na sexta tem tudo a ver com a época. A melô do picolé. Um petardo da música baiana.

Hoje é boca livre
Ninguém paga pra chupar
É o meu aniversário
Venha cá comemorar

Chega todo mundo
Só não chupa quem não quer
Essa brincadeira
É a melô do picolé

Vem chupar que tá durinho.
(Vem chupar que é bom)
Vem, vem, que tá geladinho.

Tem pra você
Pra quem quiser
Como é gostoso
O saboroso Picolé

Tem de caju,
Maracujá,
Manga, acerola,
Tamarindo e Cajá

19/04/09 | Veja mais | 8 comentários;

São 3h40 am.
Trabalho em cinco horas.
Tive um pesadelo e não consegui dormir mais.

Tomei uma taça de vinho branco e fiquei com azia.
Merda.

Este é um momento perfeito pra escrever um post filosófico e sensível.
Sobre a passagem do tempo, sobre a vida, suas vicissitudes, veleidades e idiossincrasias.

Tudo bem, eu consigo fazer isso. Um mini conto.
Um post sem uma única ironia.
Lá vai.

Esquece.
A vida sem ironia não vale nem um post insone.

18/04/09 | Veja mais | 2 comentários;

Ah, esqueci

Me dá uma orquídea?
A minha de casa quebrou, o mecânico não teve jeito de salvar.

Adoro orquídeas.

18/04/09 | Veja mais | 2 comentários;

Sugestões de presentes

E por que não?
Já assumi que sou invejoso, já fiz coisas piores neste blog.
Não será uma listinha de mimos que me deixará pior aos olhos de vocês.

Primeirão: uma garrafa de tequila Jose Cuervo.
Vai ficar bem no bar de casa.
Principalmente se conseguir durar mais de uma semana.
Daquela envelhecida.

Segundão: livros.
Mas seja criativo. Se me der coisas como “A cabeça de steve jobs” ou “a menina que roubava livros” vai receber de volta um muxoxo.
Eu tenho ambos.
Também não me venha com obviedades como “O livreiro de cabul”.
O muxoxo será ainda maior e você perderá um amigo.
Sim, pode ser que eu seja de fato seu amigo.
No geral eu finjo, apenas, mas você nunca vai ter certeza plena disso, logo ande direito.

Paulo Coelho é o caralho.
Livro de fotinhas insossas tipo “Um dia daqueles” é o caralho.

Biografias de artistas dodóis e perturbados fazem sucesso.
Tenho várias, pode ser que você me dê em duplicidade, mas vou te respeitar por isso. E sempre há como ir na saraiva e trocar seu presente escolhido com tanto carinho por algo que valha a pena.
Mas você pode fazer como Scheila, que até hoje tem meu exemplar de Ensaio sobre a Cegueira e me prometeu devolver, embrulhado pra presente, na manhã do dia 21 de abril. Não há como negar que é um presente original e, sem dúvida, eu devo ter gostado do livro, senão não teria razão para comprá-lo.

Eu amarei ainda mais Scheila por conta disso.

Todos os outros que ainda têm livros meus em seu poder, se quiserem seguir o exemplo da mocinha, ganharão um sorriso sincero e feliz.

Mas ainda há outras opções.

Cartazes originais de filmes velhos.
Um sofá da Tok & Stok (por que não? sou legal, oras, deixa de ser mão de vaca).
Uma bronha bem batida (opção inválida para brodis, só pras meninas).
Uma caneca de porcelna (adoro).
Coisinhas bonitinhas (sem ser idiotinhas), como um livrinho handymade.
Meia horinha de sexo sem compromisso (mesmo lance da bronha).
Uma garrafa térmica estilosinha.
Qualquer coisa de metal.
Uma quesadilla.
Um boquete (mesma… ah, você entendeu)
Um vinil velho e estiloso, de Hendrix ou dos Beatles ou do monstro fodástico Stevie Wonder ou do animal Barry White.
Aliás, qaulquer coisa da Motown. Aretha Franklin. Você ganhará 5000 pontos extras e mais uma vida e mais dois continues.
Um Vitrola que funcione. Se não não vou ter como ouvir o vinil que você me der.
Um ipod novo. O meu velho eu vendi hoje porque um brodi botou uma grana na minha frente e eu não guento ver dinheiro.
Um cheiro. Esse vale 10 mil pontos extra life, você passa de fase.
Um abraço gostoso ao vivo. Daí você zera o jogo! Tá vendo como eu sou facinho, mané?

Viu? Opção não falta.

18/04/09 | Veja mais | 6 comentários;

Update

No post Eris quod sum, a última frase é uma citação de pablo.
Não o citei, ele comentou e, ao vivo, me fez ameaças quanto ao uso da frase.

Pronto.

18/04/09 | Veja mais | Ninguém comentou...Malditinhos!

Apoiando um brodi blogueiro

O Ric é um cara bacana – parece ser, vai que ele seja um psicopata, mas no geral parece normal – e tem um blog bacana que leio e tal. Daí uma mulher vaca do trabalho dele chegou cagando regra, ele mandou ela chupar a caceta dele e o povo que lê o blog fez mimimi. Será que é real, será que ele falou mesmo, será?
Daí ele fez um outro post explicando tudo, Lê lá: é bem bacana.
Daí eu li e vim fazer um post aqui.

Primeiro pra ficar puto: ele manda uma nega chupar a caceta dele e 38 pessoas se dispõem a comentar. Eu falo mal de juliana em um post e 13 malditos – ele inclusive, mandados por ela – vêm aqui pra escrever em meu blog “vim porque a Juliana pediu”.

Seu eu soubesse que contar historinhas em que eu mandava alguém chupar meu pau dava tanto ibope, já tinha mudado esse blog há tempos.

Mas esse post não é pra isso.

Em primeiro lugar, o objetivo do post é apoiá-lo. Ele fez certo.
Se alguma coisa te atrapalha ou se você se irrita com alguém, já diziam os sábios de Uganda, a única atitude possível é mandar a pessoa que te enche chupar sua caceta.
Afinal de contas, vai que cola? Você ofende alguém e ainda ganha um boquete.

O segundo ponto é o seguinte: ele fala, no post explicação, que não gosta de gozar na cara de ninguém.
E aí eu tenho que me manifestar.

Ric, tá errado.
Assim não pode, assim não dá.

Você bota um treco desses no blog e acaba com um trabalho de SÉCULOS da raça masculina.
Nós, machos do sexo masculino, erguemos essa bandeira ainda na época da revolução francesa.
Liberdade, igualdade, fraternidade e o direito de dar uma esporrada na cara de alguém que estiver fazendo sexo com você.

Obviamente, o quarto ítem do lema foi suprimido em livros escolares, mas fontes fidedignas diversas podem confimar isso. Pode pesquisar, googlólatra leitor.

Daí, Ric, que eu te apoiei quanto ao fato de mandar a vaca do seu trabalho chupar seu pau.
Mas não posso me calar quando você presta esse desserviço à raça macha do mundo.

Shame on you.
Algumas opiniões a gente deve guardar para si mesmo.

Veja o meu blog, por exemplo.
É um blog de família, é um blog que não dá na primeira noite, é um blog que lava branquinho e, sobretudo, é um blog discreto, que pode ser lido em família, entre o Jornal Nacional e o Caminho das índias.

Já o seu, quando prega o fim das galadas na cara, deveria ser queimado.
Onde estão os militares quando precisamos deles?

18/04/09 | Veja mais | 3 comentários;

Passou a carência.

Até logo e obrigado pelos peixes (copyright Douglas Adams)

16/04/09 | Veja mais | 3 comentários;