Life is a funny thing
Hoje rolou uns treco…
Mentira, esse post não é pra começar assim.
É só o comichão de escrever, essa ânsia de botar merda pra fora.
Cansadão.
Na agência tá foda, o regime anda foda e me deixa mal-humorado (retomei a porra agora, dei umas derrapadas na semana passada, mas eu também sou filho de Deus) e não tô bebendo, o que faz a vida ficar inteira numa perspectiva bem torta.
Uma salva de palmas pra quem não bebe e consegue ser uma pessoa normal.
Eu não conheço ninguém assim, mas vá lá que tenha (estou magnânimo hoje).
Meus amigos bebem e eu bebo.
Programa é bar. E um ponto final no final da frase.
Fui educado assim.
Em casa, meu pai comemorava tudo indo tomar uma gelosa. Ou várias.
Foi assim quando o Bahia foi campeão brasileiro em 88 e ele abriu a porta do apartamento em que morávamos no Imbuí, fez uma amizade estranha com um negão vizinho chamado Topázio (pire aí), que devia ter umas duas garrafas de malt 90 na geladeira. Eu tomei Taí, porque era o que tinha e eu era uma criança gordinha e gulosa (o que mudou muito pouco desde então), mas minha vontade era tomar o mundo com cachaça (copyright Pablo).
Foi assim num dia que mamãe ficou feliz com alguma coisa absolutamente irrelevante e torou uma garrafa de martini. Terminou naquela fase “tô em cana dura, me larga que eu vou chorar, você é brodi pra caráio, tô falando isso não é porque não tô bêbada”.
Eu tinha uns sete anos.
Ou quando meu pai virou pra minha mãe cheio do pau e falou que ela era banda-voou.
Durante muito tempo, pra mim, chamar alguém de banda-voou era o último recurso em termos de xingamentos. Assim como quando Elly, my middle sister, aprendeu na escola e chegou em casa me chamando de verme patogênico, e aquilo pra mim era como chamar uma boa alma de Deus e filho-do-cramulhão-cabrunco-istopô.
A fronteira final das ofensas entre irmãos.
Verme patogênico.
Daí eu aprendi a chamá-la de nigrinha, esta se tornou a nova fronteira final e eu passei a apanhar por conta disso.
Tem o caso também de meu tio Bira, que enganava duas namoradas. Marcou, não sei como, com as duas ao mesmo tempo na casa de minha tia e ficou no bar da esquina. Eu ia e voltava pra contar pra ele do fuá, e a cada ida ele me dava um copinho de cerveja.
Eu tinha nove anos, e fiquei chapado.
Foi massa.
Daí que beber é a opção, saca.
Tá tudo bem, vamo pro bar.
Tá tudo na merda, vamo pro bar.
Mas este post se perdeu e já nem sei se o publico.
Muito íntimo demais.
Conversando com um brodi, comentei com ele como esse treco era acessado.
Ele me disse: “por que as pessoas assistem big brother? É o gosto humano pelo asco do espetáculo grotesco (copyright chico buarque em budapeste)”
Daí fiquei cabreiro.
Mas foda-se: um blog é um blog e é um blog.
E nem tudo é real. O que conta aqui é mais a reelaboração do real do que o que quer que seja.
Como já disse Drummond (não o poeta, seu bocó, o meu amigo Drummond), o blog é claro naquilo que vende e compra quem quiser.
E eu sou o grilo falante da humanidade, o paladino patati patatá blá blá blá.
Mas voltando aos meus amigos.
A gente até estranhava quando pintavam uns trecos de teatro, cinema e outros tipos de gobilhice. July parou de beber porque tá com umas paradas lá (vocês lêem o blog dela), Drubs parou de beber porque tá com gordura no fígado (o que é uma extrema chibiatagem e uma falta de fé na vida assombrosa), Peu me ligou dizendo que tá fora de campo porque tá embolado de grana e o verão extorquiu mais dele do que ele poderia suportar, Léo, meu sócio, tá noivo, o Japa não bebe porque tem alergia a álcool e assim a coisa vai.
nhé.
Mudando radicalmente de assunto, um brodi da agência today.
“Velho, acordei cedo, não tinha absolutamente nada pra fazer e dei uma espiada no seu blog”.
“Qual? No Diário da Criação?”
“Não, no outro, de gente inteligente…”
“Ah”
“O preto…”
“Aham”
“Mas só fui nele porque não me sobrou nada mais pra fazer”
“Ah, tudo bem”
“Aí li umas paradas lá”
“Ah, ok”
“Tem umas paradas engraçadinhas, meio diário, né?”
“é, pois é. Curtiu?”
“Legalzinho. Mas quem te conhece já sabe aquelas merdas todas”
“Ah, tá”
Resumindo: o Diário da Criação, que é bacana e tem informação, ninguém vai.
Pra ver o inferno de minha existência, todo mundo acha um tempinho.
Esse blog é a definição perfeita da vergonha de mim mesmo.
2 Comentários em “Life is a funny thing”
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Karen Sampaio falou:
16/04/2009 em 10:141° Eu não bebo, rá!2° Eu deixo de fazer minhas coisas pra ler seu blog(não é última opção).3° Realmente, venho mais aqui do que no Diário de Criação…acho mais legal suas lamúrias diárias…E por último: vergonha de que? Pelo menos comigo, tu não imagina a satisfação de ler um post seu…a proposito..NIGRINHA eh o pior dos xingamentos.

16/04/2009 em 0:05
né nada! tu fica falando isso pra gente ficar bajulando né???kkkkkkkkkkkkkkkkkkbrincadeirinha!essa parada de todo mundo parar de beber eh mt séria, eu sou contra! ainda bem q puxei a minha mãe, ontem tomamos todas c uma amiga dela e a filha da amiga. foi mara!hehehehebjão
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