Insônias

Dormi igual a uma pedra.
Isso deveria ser o normal. Mas como durmo acordando de cinco em cinco, isso vira motivo de post.
Comemore. Ou não.
Afinal, não muda nada em sua vida.

30/04/09 | Veja mais | 3 comentários;

Nhamie

Adoro sotaques.
Mineirinhas, então… nhamie!
O sotaque do sul, curitiba e Rio Grande, também é uma delícia.

29/04/09 | Veja mais | Ninguém comentou...Malditinhos!

Vida social

Fala-se de Susan Boyle e de gripe suína, mas o que interessa de fato é que a sky vai transmitir em HDTV em breve.
E assim, despeço-me da vida social.
Só ficarei em casa babando em frente à tv.

Foi um prazer conhecer vocês. Quem sabe um dia falte luz e eu volte a sair de casa.

Mas nem isso é certo.

29/04/09 | Veja mais | 6 comentários;

Ele disse tudo

29/04/09 | Veja mais | 2 comentários;

Susan Boyle: você também pode virar uma inglesa talentosa!

Saca a Susan Boyle, né?
Se não saca, velho, desiste de viver: vai pro site da turma da mônica. Parece que a dentucinha deu um cata no cebola.

Mas, tipo, se você saca quem é a Susan Boyle e também, como milhares de milhões de internautas desocupados, se emocionou e se inspirou com a parada, você também pode virar uma inglesa virgem que canta pra cacete depois de olhares de repulsa da platéia.

Imprima a máscara abaixo, recorte na linha pontilhada e pronto.
Com os cumprimentos de Tio Jorginho, que não é talentoso como a Susan Boyle, mas, pelo menos, não é virgem.

28/04/09 | Veja mais | 2 comentários;

Eu teria um desgosto profundo
Se faltasse Neosaldina no mundo.

27/04/09 | Veja mais | Clap, clap, clap: alguém comentou

Maria do Bairro way of life

O título do post é uma homenagem à minha miguxa de twitter @carlarafaela, que acompanhou alguns de meus momentos de mimimi no twitter hoje à tarde e respondeu com uma mensagem carinhosa, falando pra eu segurar a onda. Segundo ela, vivemos no esquema novela mexicana way of life, e eu concordo.

Absolutamente. Con mucha honra (pan pan pan pan) Maria del barrio soy!

Eu poderia me chamar Gustavo Augusto.
Eu poderia casar com uma Maria Alfredina.
Depois descobriríamos que éramos irmãos, sofreríamos e descobriríamos que, na verdade, não éramos irmãos e poderíamos dar uma chinelada no juicer sem dor na consciência.

Mas aí já seria tarde, pois ela teria um câncer cerebral inoperável.
Grávida de gêmeos. Eu perderia a empresa e todos os meus bens para uma Vilã chamada Carla Rafaela (homenagem à minha amiguinha).
Ela terminaria louca, sendo derrubada de uma escada pela Renata Sorrah.

Enfim, vai somando clichês.
Me falta léxico para descrever mais clichês de novelas mexicanas.

Mas voltemos ao assunto do post.
Como vocês vêem, o que alguns chamam de estilo literário é meramente um sintoma de meu DDA (vai googlar, tô sem saco de explicar o que é).

Eu não sei segurar a onda.
Daí vim pra cá fazer mais mimimi pra minha seleta audiência.

Primeiro, uma dica cultural.
Saca a bienal do livro, né? Pois.
Não vá. Tá uma merda.

Mas acaba amanhã, e é muito provável que você não leia isso antes de tomar um banho do tipo bacanudo na manhã de domingo, calçar seu velho mizuno sacanagem e sua bermudinha de pregas, sua camisa pólo azul clarinha de ver Deus e se jogar pra lá.
Logo, você já sabe que tá bacana o treco (ironia intended).

Daí você vira e fala “porra, nada presta pra esse sacana”.
E eu tenho de concordar. Pouca coisa presta.

Mas não é que a bienal esteja ruim.
Ela tá péssima.
Faz calor. Muito.
E quando faz muito calor tem gente que fede. E muito.
Desculpa a sinceridade, mas tem.
Tem gente que cheira, tem gente que fede.
Não tô falando “gente que cheira” no sentido drogado da coisa. Cheira no sentido de “exala um odor agradável”, seu bocó. No calor, isso fica evidente.

E todo mundo lá, fazendo carinha de conteúdo, circulando entre os absurdamente mal-arrumados stands de editoras obscuras, e fedendo, fedendo, fedendo…
(como um prego na palma da mão, uma ferrugem prego cego na palma espalma da mão… lembra de circuladô? então)

Daí tá. Bacana.
Eu não tenho nada contra quem fede e quer fazer carinha de conteúdo.
É um dos direitos inalienáveis do ser humano.
Não o ato de feder, mas o de fazer carinha de conteúdo.
Mas não preciso ser eu perto disso.
Eu me abstenho. Eu não sei brincar, daí me retiro do play.

Mas permanece um fenômeno realmente incompreensível.
Não consigo entender como um tipo específico de gente (o que encara a compra de um desodorante como uma aquisição desimportante) pode afirmar (e afirma só de estar lá) que tem interesse na aquisição de livros.
Pode me chamar de fascista. Pode me chamar de elitista.
Pode me chamar de nojento.
Eu aguento.
Quem suportou duas horas dividindo espaço e roçando os ombros com a patuléia fedorenta suporta qualquer ofensa gratuita de um maldito comentarista de um blog obscuro.

E fiquei por lá durante umas boas duas horas.
Não é que estivesse ruim.
Tava péssimo. Mas essa frase eu já escrevi.

Daí o teclado microsoft que eu comprei não tá falando direitinho com meu mac.
Todo mundo pode falar: eu sabia que ia dar merda.

Eu não, eu me iludi.

Eu sou um ingênuo. Por baixo dessa casca de miserável e maldito, eu acredito no amor entre as pessoas.
Eu acredito quando a embalagem de um teclado microsoft diz que é compatível com o Mac OS.
Eu acredito na compatibilidade dos hardwares.
Eu acredito no fim da guerra no oriente médio.

Daí vem a realidade e me faz tomar na tarraqueta.

E minha conexão da GVT é uma novela. Peguei a promoção de 10 megas.
E todo dia media a velocidade. Tava dando 3 megas.
O que pra mim, que tinha uma conexão puxada a jegue, era um sonho.

Baixei o mundo com cachaça.

Gigabytes diversos de putaria e libertinagem séries americanas e conteúdo legal, bem como tutoriais e vídeos de putaria e libertinagem educativos.

Mas eu sou um consumidor mesquinho.
Eu acho que quando a gente paga por alguma coisa, a gente tem de exigir.
Pelo menos é assim na Suécia.

Daí liguei pra lá.
Possesso. Transtornado. Furibundo.
Subido nas tamancas.

O brodi veio. E durante dois dias a conexão ficou estalando de nova, rápida igual o inferno.
E agora tá uma puta instabilidade.

Eu deveria esperar. Ter banda larga em uma cidade como Salvador, que gastará 500 mil na reforma de um suporte de passarela porque a acidez do mijo da população ameaça a integridade da estrutura é um acinte. Um tapa na cara da sociedade.
Eu deveria me contentar em comer sarapatel em um bar suspeito tomando cerveja meio quente.

Mas tem pior.
Tava sem espaço no servidor da agência.
Léo foi em sampa e comprou um HD maior.
Depois de instalado, o maldito novo HD tá instável e tá foda pra trabalhar.
Daí chega o técnico de informática. Com um amigo.
O técnico viu meu ipod, achou bacana, perguntou quanto eu queria, eu disse um valor lá e ele levou meu ipod.
Agora me pergunta, sádico leitor: ele pagou?

O resultado disso é que vou descontar o valor do meu ipod do contrato mensal que pago pro técnico.
Ou seja: não me fodi, mas é chato.

E eu precisava arrumar mais alguma coisa pra reclamar.
Maria do bairro não pode se contentar com pouca desgraça.

25/04/09 | Veja mais | 4 comentários;

Nuooooossa

Bicho, pire comigo aí: a Rafaela Manzo, gata, jornalista, multimídia e minha querida amiga da época de faculdade, descobriu esse blog.

Deixou um recadinho que me deixou feliz e agora acompanha este blog.

O que me obriga a limpar as casquinhas de pão que ficam sobre a mesa dos textos e trocar a louça do blog.
Visita importante a gente recebe bem.
Mesmo quando só tem tubaína na geladeira.

Vocês entenderam a metáfora.
A tubaína, no caso, é a escatologia nauseante dos meus textos.
Os comentários de vocês são como biscotinhos de polvilho, que ofereço também às visitas importantes como um acepipe precioso.

Tubaína e biscoito de polvilho. É tudo o que tem por aqui.
Mas ela foi educada e não fez muxoxo e provou de tudo um pouco e ainda disse que gostou, o que não deixa de ser surpreendente.

Saudades enormes, Rafa.

Não repare a bagunça, é casa de pobre.
Honesta, quase limpinha, mas de pobre.
Só tem tubaína, mas você merece bebê-la em tacinhas de cristal.

24/04/09 | Veja mais | 6 comentários;

Pra mim mesmo

Eu sei que você, hoje, tá se sentindo meio imbecil.
Se sinta mesmo.
Você deu uma puta pisada de bola.
Puta, puta, puta pisada de bola.

Aí ficou chato. Eu fiquei pirado com você.
Mas tudo bem, bola pra frente.

Tem dias que fica foda, mesmo, man.
Melhora.
Creia.

Você continua sendo muito legal, principalmente comigo.

Você me deu um edredon preto, que está sendo de muita utilizade nesses dias em que chove copiosamente em soterópolis.
Você poderia estar em um dos barracos que vêm apostando corrida toda noite. Uma corrida com data marcada, porque o poder público sabia que ia rolar corrida de barraco no dia em que pingasse uma gota d´água em Salvador e nada fez.

Portanto, meu caro e barbudo amigo, creia, poderia ser pior.
Aliás, melhora quando você der o primeiro passo. Termine o post (e o leia amanhã cedinho, antes de ir trabalhar), e vá fazer a barba. Aproveite e corte o cabelo.

Ajuda um monte. Mas não corte o cabelo você mesmo. Não vai ajudar.
Vá naquele lugar caro que nego fala sempre pra você não ir cortar o cabelo, onde tem um shampoo cheiroso e uma nega que vai ficar massageando sua cabeça por duas horas depois de cortar seu cabelo.
É legal.
Aliás, gastar dinheiro que não se tem é sempre legal.

Aliás, faz melhor: saindo de lá, toma um chopp no Ferreiro.
E come uma coxinha de caranguejo. Lá no Salvador Shopping.
Um dia a menos num regime que tende a durar anos não fará toda a diferença.
Mas vai te dar um help quando já que você tá chateadinho.

Chuta tudo pra cima e vá na Bienal do Livro.
Da última vez, você não foi e passou dois anos se recriminando por isso.
Aproveite as oportunidades que a vida dá. São raras.
E, afinal de contas, House passa quase toda noite.

Sai de casa, vai encontrar com gente bacana, dar uns beijos na boca e é nóis.
Eu vou gostar deveras.

E não fica regulando neosaldina nem café.
Você sabe que precisamos disso.

Te cuida, cara.
Você é importante pra cacete pra mim, e te ver tristinho me corta o coração.
Nada que duas neosaldinas não resolvam adequadamente.

23/04/09 | Veja mais | 2 comentários;

28 years later

Here I am.
Feliz de ser quem sou, de amar as pessoas que amo.
Vocês sabem quem são.

Ser quem eu sou é uma caminhada.
Cada passo, certo e errado, me conduziu até aqui.

Nunca me imaginei com essa idade.
Ou não fiz planos para tanto.

Quando criança, a idade mais assombrosamente tardia em que imaginava alguma coisa para mim era algo em torno dos dezoito anos. Depois disso, parei de imaginar.

Pensava que estaria casado, ou com filhos, ou em outra qualquer conformação que a vida pode nos proporcionar, mas, pesando prós e contras, só tenho a agradecer à vida.
Porque viver a vida que vivo, do modo como ela é, me possibilitou conhecer a mim mesmo do modo como sou hoje, o que seria impossível em qualquer outro universo.

Com 18 eu tinha todas as certezas do mundo.
Com 28 tenho todas as dúvidas, e isso é muito melhor.

E cada palavra amiga dos verdadeiramente amigos foi um farol pra me guiar nos momentos de escuridão.

E aos corajosos que, a desplante de ter uma doença estranha nas cavidades anais, me mandaram parabéns, aceito-os com gratidão profunda.

Feliz hoje e amanhã.
Porque começa agora mais um ano de minha tribulada, cansativa, divertida, extenuante, alegre e espetacular vida, em todos os aspectos.
E não digo espetacular porque ela seja melhor ou pior que qualquer outra.
Não tenho tamanha pretensão.
Mas por ser única.

Parece muito – e é – 28 anos, mas hoje ouvi uma coisa tão bonita que quis compartilhar com vocês.
Os avós de Léo me ligaram para me desejar parabéns. O avô de Ló passou, tem pouco tempo, por uma cirurgia cardíaca complicada, tensa e tal. Tá bem já, graças. Dai me ligou.

- Jorge, meu filho, parabéns. Quanto anos?
- 28, seu Zé. 28 anos.
- Ah, meus 28 anos. Se hoje eu tivesse 28 anos tava jogando bola e dançando uma gafieira. Tá no começo da vida!

Tudo bem, 28 anos não é idade em que se diz isso normalmente.
Mas ouvir isso de uma pessoa que passou por tanto na vida me mostra que cada dia é o começo do resto de nossas vidas.

Hoje é o começo da minha.
E amanhã será outro.

21/04/09 | Veja mais | 4 comentários;