Um sonho
Acordei agorinha, assustado com um sonho.
Um prato cheio prum analista. Se eu tivesse um.
Vamo de blog mesmo.
Segue, na sequência mais lógica que eeu consegui me lembrar.
Era um parque aquático. Tinha umas gentes.
E eu tinha uns dinheiros no bolso. Uma nota de cinquenta e uma nota de 25 (?).
Se você joga no bicho, pode ser um bom palpite de milhar pra hoje.
E dentro da piscina eu ia andando pro fundo e a água me subindo às ventas me fazia desesperar.
Daí tinha minha mãe, tinha ex-namoradas (atente o plural) que me disputavam no tapa e me mandavam bilhetinhos umas escondidas das outras, e isso me deixava orgulhoso, e tinha uma chave que eu perdia.
Daí tinha uns turistas falando espanhol. Tinha um povo cimentando uma escada de bambu e uma mulher velha, com a pele ressequida, que gritava “you’re not allowed to pass, you’re not allowed to pass”.
Não me deixavam sair do parque pela escada de bambu.
Eles me botavam medo. Eles diziam pra eu não subir. Eu não subia.
Daí um negão estilo Danny Glover, coroa, dublado em espanhol, quebrava um vaso grande desses de recepção de resort.
Junto com os turistas dublados em espanhol, quebrávamos a recepção toda no pau.
Tinha eu patinando em uma esteira de bagagem de aeroporto enladeirada (sonho recorrente) sem conseguir sair do lugar, tinha eu me esgueirando por umas ruas sem calçamento, naquele lusco-fusco fim de tarde, descalço e sem camisa, com uma máquina fotográfica das boas pendurada no pescoço.
Tinha eu com uma família aristocrática e, claro, eu estava nu, mas só quando eu notava que eu estava nu a família aristocrática se ligava.
Me enrolava numa cortina. A família me dava a chave.
Mas meu objetivo real era devolver a máquina fotográfica pra um ex-sogro, que me esperava num monza velho que eu não achava.
Tinha o pavor de ser assaltado. Tinha a rejeição de entes queridos.
E tinha uma mulher que largava a família e contra tudo e todos vinha comigo.
E nós só tínhamos a chave.
Muita bobagem.
Ou muita coisa junta, se você for um psicanalista.
3 Comentários em “Um sonho”
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Marcelo L. M. Trevisan falou:
03/03/2009 em 13:57Facinho de interpretar, entre seus 25 e 50 anos, você vai conhecer pessoas que vivem de forma diferente da sua, e será reprimido por eles. Evidenciado aqui pela frase “you’re not allowed to pass, you’re not allowed to pass”.Danny Glover representa sua imagem paterna, e você estar nú, nada mais que o fato de sua tendência a ser nudista, chaves perdidas demonstram uma preocupação com o futuro, a família aristocrática e sua vontade de agradar sempre aparente, a máquina é culpa de nosso amigo Japa (sacana também sonhei com ela). A mulher que abandona tudo é uma milionária louca tarada por chaves que irá te perseguir até que todos os Monzas desapareçam da terra. Ah! Você patinando na esteira é seu lado infantil que deseja andar contra o sistema.
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Pablo Araújo falou:
04/03/2009 em 10:27Eu acho que esse sonho tem mesmo muito a ver com vc:Um gordo nu, patinando no bambu, querendo tirar foto de uma velha possivelmente também nua dentro de um Monza sem chave.É a sua cara. É vc.Faltou infelizmente uma anã loura e nua dando para o Danny Glover enquanto os espanhois batiam palma e quebravam a casa aristocrática que mais tarde ia virar um daqueles hotéis fantasmas…

03/03/2009 em 8:23
Traduzindo: vc fumou maconha mofada, assitindo muita tv por assinatura, daí as dublagens mal-feitas!Pena que não tinha anão; faltou isso para ser o retrato de seus desejos secretos(na boa, vc vai ter muito que explicar p seus samigos sobre isso que escrevi!).Hj estarei no outback, a noite, a partir de umas 19:30. Espero vcs por lá!
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